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Em 1543, Nicolau Copérnico publicou um livro

revolucionário em que propunha a Terra girando em

torno do seu próprio eixo e rodando em torno do Sol.

Isso contraria a concepção aristotélica, que acredita que

a Terra é o centro do universo. Para os aristotélicos, se

a Terra gira do oeste para o leste, coisas como nuvens

e pássaros, que não estão presas à Terra, pareceriam

estar sempre se movendo do leste para o oeste,

justamente como o Sol. Mas foi Galileu Galilei que, em

1632, baseando–se em experiências, rebateu a crítica

aristotélica, confirmando assim o sistema de Copérnico.

Seu argumento, adaptado para a nossa época, é: se uma

pessoa, dentro de um vagão de trem em repouso, solta

uma bola, ela cai junto a seus pés. Mas se o vagão estiver

se movendo com velocidade constante, a bola também

cai junto a seus pés. Isto porque a bola, enquanto cai,

continua a compartilhar do movimento do vagão.

O princípio físico usado por Galileu para rebater o

argumento aristotélico foi

Um aquecedor solar consiste essencialmente em

uma serpentina de metal, a ser exposta ao sol, por meio da

qual flui água a ser aquecida. A parte inferior da serpentina

é soldada a uma chapa metálica, que é o coletor solar.

A forma da serpentina tem a finalidade de aumentar a

área de contato com o coletor e com a própria radiação

solar sem aumentar muito o tamanho do aquecedor.

O metal, sendo bom condutor, transmite a energia da

radiação solar absorvida para as paredes internas e,

daí, por condução, para a água. A superfície deve ser

recoberta com um material, denominado material seletivo

quente, para que absorva o máximo de radiação solar e

emita o mínimo de radiação infravermelha. Os quadros

relacionam propriedades de alguns metais/ligas metálicas

utilizados na confecção de aquecedores solares:


Os aquecedores solares mais eficientes e, portanto,

mais atrativos do ponto de vista econômico, devem ser

construídos utilizando como material metálico e material

seletivo quente, respectivamente,

Pesquisadores conseguiram produzir grafita

magnética por um processo inédito em forno com

atmosfera controlada e em temperaturas elevadas.

No forno são colocados grafita comercial em pó e

óxido metálico, tal como CuO. Nessas condições, o

óxido é reduzido e ocorre a oxidação da grafita, com

a introdução de pequenos defeitos, dando origem à

propriedade magnética do material.

VASCONCELOS, Y. Um ímã diferente. Disponível em: http://revistapesquisa.fapesp.br.

Acesso em: 24 fev. 2012 (adaptado).

Considerando o processo descrito com um rendimento de

100%, 8 g de CuO produzirão uma massa de CO2 igual a

Dados: Massa molar em g/mol: C = 12; O = 16; Cu = 64

Alimentos como carnes, quando guardados de

maneira inadequada, deterioram–se rapidamente devido

à ação de bactérias e fungos. Esses organismos se

instalam e se multiplicam rapidamente por encontrarem aí

condições favoráveis de temperatura, umidade e nutrição.

Para preservar tais alimentos é necessário controlar a

presença desses microrganismos. Uma técnica antiga e

ainda bastante difundida para preservação desse tipo de

alimento é o uso do sal de cozinha (NaCl).

Nessa situação, o uso do sal de cozinha preserva os

alimentos por agir sobre os microrganismos,

Um automóvel, em movimento uniforme, anda por

uma estrada plana, quando começa a descer uma ladeira,

na qual o motorista faz com que o carro se mantenha

sempre com velocidade escalar constante.

Durante a descida, o que ocorre com as energias

potencial, cinética e mecânica do carro?

Ebonics

The word ebonics is made up of two words. Ebony,

which means black and phonics, which refers to sound.

It is a systematic rule–governed natural speech that is

consistent as any other language in sentence structure.

This is referred to as syntax. What makes this speech

pattern uniquely different to “so called" American Standard

English is its verb tense or lack of it. An example of this

can be seen in the sentence, “He is sick today". This same

sentence translated in ebonics would read, “He sick today".

As you can see the verb has been omitted. However, this

speech pattern is consistently used. Major controversy

has arisen whether or not ebonics is a separate language

or simply a dialect. In doing my research, I have found that

most linguists take the position that ebonics is a dialect.

What distinguishes dialect from language is that in dialect

two speakers share most or some of the same vocabulary

and is recognizable and understandable. In contrast,

separate languages are present only when the inability to

communicate verbally occurs.

A linguística é a ciência que se interessa pela linguagem

humana em seus mais diferentes aspectos, e assim nos

ajuda a pensar sobre a diversidade cultural e linguística.

Nesse texto, a questão da diversidade linguística é

discutida por meio

Sefarditas o la melancolía de ser judío español

El nombre de Sefarad, como es denominada España

en lengua hebrea, despierta en gentes de Estambul o de

Nueva York, de Sofía o de Caracas, el vago recuerdo de

una casa abandonada precipitadamente bajo la noche.

Por eso muchas de estas gentes, descendientes de

los judíos españoles expulsados en 1492, conservan

las viejas llaves de los hogares de sus antepasados en

España. Se ha escrito que jamás una nación ha tenido

unos hijos tan fieles como ellos, que después de quinientos

años de exilio siguen llamándose “sefarditas" (españoles)

y mantienen celosamente el idioma “sefardita" y las

costumbres de sus orígenes. En la cocina y en los lances

de amor, en las fiestas y en las ceremonias religiosas, los

sefarditas viven todavía la melancolía de ser españoles.

CORRAL, P.; ALCALDE, J. Sefardíes o la melancolía de ser judío español. Disponível em:

http://sefaradilaculturasefardi.blogspot.com. Acesso em: 17 fev. 2012 (adaptado).

Os sefarditas são descendentes dos judeus expulsos

da Espanha em 14O autor do texto, ao vincular a

melancolia à identidade dos sefarditas, destaca a

Eu sei que a gente se acostuma. Mas não devia.

A gente se acostuma a morar em apartamentos de

fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor.

E, porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar

para fora. E, porque não olha para fora, logo se acostuma

a não abrir todas as cortinas. E, porque não abre as

cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E,

à medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar,

esquece a amplidão.

COLASANTI, M. Eu sei, mas não devia. Rio de Janeiro: Rocco, 1996.

A progressão é garantida nos textos por determinados

recursos linguísticos, e pela conexão entre esses

recursos e as ideias que eles expressam. Na crônica, a

continuidade textual é construída, predominantemente,

por meio

Cantora afirma que não faz questão de lançar moda,

mas gosta de estar “bonitona" e de se vestir bem

Em entrevista concedida a um jornal televisivo, a

cantora Adele disse que gosta de estar bonitona quando se

veste, mas é profissional: “não faço questão de lançar moda.

Música é para os ouvidos, não para os olhos. Vocês nunca

vão me ver cantando de biquíni".

Com edição de imagens rápidas, cujos trechos da

entrevista exclusiva se mesclavam com os de clipes, e

texto cheio de adjetivos, o jornal disse que a fuga de Adele

para o sofrimento é colocar na partitura das músicas todo

seu rancor.

O rompimento de dois namoros deu origem aos

álbuns 19 (2008) e 21 (2010): “é o meu jeito de superar

a dor... funcionou".

Disponível em: www.jb.com.br. Acesso em: 30 set. 2011 (adaptado).

As declarações da cantora ao jornal expressam sua

opinião a respeito do comportamento dos artistas. Suas

palavras sugerem que

Agora eu era herói

E o meu cavalo só falava inglês.

A noiva do cowboy

Era você, além das outras três.

Eu enfrentava os batalhões,

Os alemães e seus canhões.

Guardava o meu bodoque

E ensaiava o rock para as matinês.

CHICO BUARQUE. João e Maria, 1977 (fragmento).

Nos terceiro e oitavo versos da letra da canção, constatase

que o emprego das palavras cowboy e rock expressa a

influência de outra realidade cultural na língua portuguesa.

Essas palavras constituem evidências de


A unidade de sentido de um texto se constrói a partir

daquilo que é dito, daquilo que não é dito, a partir do modo

de se dizer, dos motivos, das aparências, do contexto.

Nesse sentido, a partir da leitura do anúncio, depreendese

que

Devemos dar apoio emocional específico, trabalhando

o sentimento de culpa que as mães têm de infectar o filho.

O principal problema que vivenciamos é quanto ao

aleitamento materno. Além do sentimento muito forte

manifestado pelas gestantes de amamentar seus filhos,

existem as cobranças da família, que exige explicações

pela recusa em amamentar, sem falar nas companheiras

na maternidade que estão amamentando. Esses conflitos

constituem nosso maior desafio. Assim, criamos a técnica

de mamadeirar. O que é isso? É substituir o seio materno

por amor, oferecendo a mamadeira, e não o peito!

PADOIN, S. M. M. et al. (Org.) Experiências interdisciplinares em Aids:

interfaces de uma epidemia. Santa Maria: UFSM, 2006 (adaptado).

O texto é o relato de uma enfermeira no cuidado de

gestantes e mães soropositivas. Nesse relato, em meio ao

drama de mães que não devem amamentar seus recémnascidos,

observa–se um recurso da língua portuguesa,

presente no uso da palavra “mamadeirar", que consiste

Pode chegar de mansinho, como é costume por ali, e

observar sem pressa cada detalhe da estação ferroviária

de Mariana. Repare na arquitetura recém–revitalizada

do casarão, e como os detalhes em madeira branca, as

delicadas arandelas de luzes amarelas e os elementos

barrocos da torre já começam a dar o gostinho da viagem

aguardada. Vindo lá de longe, o apito estridente anuncia

que logo, logo o cenário estará completo para a partida.

E não tarda para o trem de fato surgir. Pequenino a

princípio, mas de repente, em toda aquela imensidão

que desliza pelos trilhos. Arrancando sorrisos e deixando

boquiaberto até o mais desconfi ado dos mineiros.

TIUSSU, B. Raízes mineiras. Disponível em: www.estadao.com.br.

Acesso em: 15 nov. 2011 (fragmento).

A leitura do trecho mostra que textos jornalísticos

produzidos em determinados gêneros mobilizam recursos

linguísticos com o objetivo de conduzir seu público–alvo a

aceitar suas ideias. Para envolver o leitor no retrato que

faz da cidade, a autora

— É o diabo!... praguejava entre dentes o brutalhão,

enquanto atravessava o corredor ao lado do Conselheiro,

enfiando às pressas o seu inseparável sobretudo de casimira

alvadia. — É o diabo! Esta menina já devia ter casado!

— Disso sei eu... balbuciou o outro. — E não é por

falta de esforços de minha parte; creia!

— Diabo! Faz lástima que um organismo tão rico e

tão bom para procriar, se sacrifique desse modo! Enfim —

ainda não é tarde; mas, se ela não se casar quanto antes

— hum... hum!... Não respondo pelo resto!

— Então o Doutor acha que...?

Lobão inflamou–se: Oh! o Conselheiro não podia imaginar

o que eram aqueles temperamentozinhos impressionáveis!...

eram terríveis, eram violentos, quando alguém tentava

contrariá–los! Não pediam — exigiam — reclamavam!

AZEVEDO, A. O homem. Belo Horizonte: UFMG, 2003 (fragmento).

O romance O homem, de Aluísio Azevedo, insere–se

no contexto do Naturalismo, marcado pela visão do

cientificismo. No fragmento, essa concepção aplicada à

mulher define–se por uma

A rua

Bem sei que, muitas vezes,

O único remédio

É adiar tudo. É adiar a sede, a fome, a viagem,

A dívida, o divertimento,

O pedido de emprego, ou a própria alegria.

A esperança é também uma forma

De contínuo adiamento.

Sei que é preciso prestigiar a esperança,

Numa sala de espera.

Mas sei também que espera significa luta e não, apenas,

Esperança sentada.

Não abdicação diante da vida.

A esperança

Nunca é a forma burguesa, sentada e tranquila da espera.

Nunca é figura de mulher

Do quadro antigo.

Sentada, dando milho aos pombos.

RICARDO, C. Disponível em: www.revista.agulha.nom.br. Acesso em: 2 jan. 2012.

O poema de Cassiano Ricardo insere–se no Modernismo

brasileiro. O autor metaforiza a crença do sujeito lírico

numa relação entre o homem e seu tempo marcada por

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