Para Carrara (2008), a garantia para que a criança sustente uma atitude ativa em relação
ao conhecimento e que conheça o novo é o fazer compartilhado entre o educador e a
criança.
O educador, na coordenação e direção desse processo, deve compartilhar com a criança,
EXCETO:
São princípios da concepção de gestão democrático-participativa apontados por Libâneo,
Oliveira e Toshi (2012), EXCETO:
A tendência tecnicista na educação insere-se em uma estrutura maior, na qual se
desenrola o que podemos chamar de crise da razão contemporânea.
ARANHA, Maria Lúcia de Arruda. Filosofia da educação. 3. ed. Revista e Ampliada, São Paulo: Moderna,
2006 p.171
Nas reformas educacionais brasileiras, promovidas sob a orientação tecnicista, infere-se
que
“Não é o sujeito epistemológico que efetua a síntese, é o corpo; quando sai de sua
dispersão, se ordena, se dirige por todos os meios para um termo único de seu
movimento, e quando, pelo fenômeno da sinergia, uma intenção única se concebe nele."
MERLEAU-PONTY, M. Fenomenologia da percepção. Trad. Carlos Alberto ribeiro de Moura São
Paulo: Martins Fontes, 2006 p.312
Em conformidade com essa visão de percepção, assinale a alternativa CORRETA.
Leia os fragmentos a seguir, extraídos do diálogo entre Sócrates e Mênon:
SÓCRATES ___ Vês, Mênon, que não lhe estou a ensinar nada e que me limito a
interrogá-lo? Neste momento ele julga saber qual é o comprimento do lado que dá um
quadrado de oito pés. Concordas comigo?
MÊNON ___ Sim.
SÓCRATES ___ Mas sabe-o?
MÊNON ___ Certamente que não, [...]
SÓCRATES ___ Vês, Mênon, a distância que ele já percorreu no percurso da
reminiscência? A princípio, não sabendo o lado do quadrado de oito pés, que aliás ainda
não sabe, julgava sabê-lo e respondia com segurança, como se soubesse, sem qualquer
sentido da dificuldade. Agora tem consciência do seu embaraço e, embora não saiba,
pelo menos não julga que sabe.
PLATÃO. Mênon. [84] Rio de Janeiro: Editora PUC-Rio / São Paulo: Edições Loyola, 2001 .Tradução de
Maura Iglesias. [Mênon, 84].
Com base nesses fragmentos e em outras informações, o método socrático é
essencialmente caracterizado por
Leias os fragmentos a seguir.
O ingresso da massa na atividade política, causa originária e característica da democracia,
é um pressuposto histórico necessário para se colocarem conscientemente os problemas
eternos que com tanta profundidade o pensamento grego se colocou naquela fase da sua
evolução e legou à posteridade.
W. Jaeger, Paidéia. São Paulo: Martins fontes, 2001 p. 337
“O homem é a medida de todas as coisas, daquelas que são por aquilo que são e
daquelas que não são por aquilo que não são". (Protágoras)
A partir desses fragmentos, a presença dos sofistas na emergente democracia grega
significou
Leia o fragmento a seguir:
Uma ciência não é meramente um “corpo de fatos". Será, no mínimo, uma coleção, e
como tal depende dos interesses do colecionador, de um ponto de vista. Em ciência, esse
ponto de vista é determinado por uma teoria científica; isto é, escolhemos dentre a infinita
variedade de fatos e dentre a infinita variedade de aspectos dos fatos aqueles fatos e
aspectos que são interessantes porque ligados a alguma teoria científica mais ou menos
preconcebida. O método da ciência reside na procura de fatos que possam refutar a
teoria.
Karl POPPER. A sociedade aberta e seus inimigos. Tomo 2. 3ª edição. São Paulo: Itatiaia, 1998 p.267-268
Com base nesse fragmento e em outras informações sobre a concepção de Karl Popper
sobre a atividade científica, é CORRETO afirmar que ela é o saber que
“Foi nos séculos XVII e XVIII que a moralidade passou a ser entendida em geral como
oferecendo uma solução para os problemas gerados pelo egoísmo e que o conteúdo da
moralidade passou a ser igualado ao do altruísmo, pois foi nesse mesmo período que os
homens passaram a ser vistos como se fossem, num grau perigoso, egoístas por
natureza; e é só quando consideramos a humanidade perigosamente egoísta por
natureza que o altruísmo se torna, de imediato, socialmente necessário, porém
obviamente impossível e, se e quando ocorre, inexplicável. Na tese aristotélica tradicional,
tais problemas não surgem, pois o que a educação em virtudes me ensina é que o meu
bem como homem é o mesmo que o bem dos outros, a quem estou unido na comunidade
humana. A minha busca do meu bem como um homem não é necessariamente
antagônica à sua procura do seu, pois o bem não é meu bem nem seu __ os bens não são
propriedade privada. Consequentemente, a definição aristotélica de amizade, a forma
fundamental de relacionamento humano, tem como fundamento os bens compartilhados.
O egoísmo é, então, para os mundos antigo e medieval, sempre alguém que cometeu um
erro fundamental com relação ao lugar do seu próprio bem, e alguém que, assim, excluiu
a si mesmo dos relacionamentos humanos.
MACINTYRE, Alasdair. Depois da virtude: um estudo em teoria moral. Trad. Jussara Simões. Bauru, SP:
EDUSC. p.383-384
A partir desse texto, confrontando-se as concepções moderna e antiga de moralidade, é
CORRETO afirmar que
O povo, por si, quer sempre o bem, mas por si nem sempre o encontra. A vontade geral é
sempre certa, mas o julgamento que a orienta nem sempre é esclarecido. (...) Os
particulares discernem o bem que rejeitam; o público quer o bem que não discerne. Todos
necessitam, igualmente, de guias. A uns é preciso obrigar a conformar a vontade à razão,
a outro, ensinar a conhecer o que quer. Então, das luzes públicas resulta a união do
entendimento e da vontade no corpo social, daí o perfeito concurso das partes e, enfim, a
maior força do todo. Eis donde nasce a necessidade de um Legislador.(...)
Aquele que ousa empreender a instituição de um povo deve sentir-se com capacidade
para, por assim dizer, mudar a natureza humana, transformar cada ser individual, que por
si mesmo é um todo perfeito e solitário, em parte de um todo maior, do qual de certo
modo esse indivíduo recebe sua vida e seu ser; alterar a constituição do homem para
fortificá-la, substituir a existência física e independente, que todos nós recebemos da
natureza, por uma existência parcial e moral.
ROUSSEAU, J. Jacques, Do contrato social. Livro segundo. Trad. Lourdes Santos Machado. 5ª ed. São
Paulo: Nova Cultural, 1991 p.56-57
A partir desse fragmento, a ideia de governo da natureza humana expressa que
A consciência não pode nunca ser outra coisa, senão o ser consciente e o ser dos
homens é seu processo de vida real. E se, em toda ideologia, os homens e suas relações
nos parecem postos de cabeça para baixo como numa câmera escura, esse fenômeno
decorre de seu processo de vida histórica, absolutamente como a inversão dos objetos na
retina decorre de seu processo de vida diretamente física.
MARX, ideologia alemã. In: VV. AA. Os filósofos através dos textos. De Platão a Sartre. Tradução de
Constança Terezinha M. César. São Paulo: Paulus, 1997 P.253-254
A partir desse fragmento e considerando o pensamento filosófico, econômico e político de
Karl Marx, assinale a alternativa que apresenta a concepção de ideologia expressa por
Marx.
O homem, tal como o concebe o existencialista, se não é definível, é porque
primeiramente não é nada. Só depois será alguma coisa e tal como a si próprio se fizer.
Assim, não há natureza humana (...). Mas se verdadeiramente a existência precede a
essência, o homem é responsável por aquilo que é. Assim, o primeiro esforço do
existencialismo é o de pôr todo homem no domínio do que ele é de lhe atribuir a total
responsabilidade da sua existência. E, quando dizemos que o homem é responsável por
si próprio, não queremos dizer que o homem é responsável pela sua restrita
individualidade, mas que é responsável por todos os homens.
SARTRE, Jean-Paul. O existencialismo é um humanismo. São Paulo: Abril Cultural, 1973 p. 11-12
Com base nesse fragmento, a partir do existencialismo de Sartre, sobre o tema da
condição humana é CORRETO afirmar que
Na tradição filosófica em que predomina a abordagem metafísica herdada dos gregos
busca-se a unidade na multiplicidade dos seres, ou seja, a essência que caracteriza cada
coisa. [...]. É assim que Kant, no século XVIII, diz que “o fim da educação é desenvolver,
em cada indivíduo, toda a perfeição de que ele seja capaz". O educador polonês
Suchodolski chama de essencialista essa tendência que marca a pedagogia durante
longo período da história da educação e ainda hoje coexiste com outras tendências. Os
limites dessa abordagem se acham na visão parcial do problema educacional.
Excessivamente centrado no interior do indivíduo e nas formas ideais que determinam a
priori o que é o homem e como deve ser a educação.
ARANHA, Maria Lucia de Arruda. Filosofia da educação. 2ed. São Paulo: Moderna, 1996 p.112-113
A concepção de educação está profundamente vinculada à concepção de homem que se
pretende educar.
Considerando-se as diferentes concepções históricas de homem, que seguiram essa
visão transcrita no fragmento acima, é CORRETO afirmar que
Cada príncipe deve desejar ser tido como piedoso e não como cruel: apesar disso, deve
cuidar de empregar convenientemente essa piedade. César Borgia era considerado cruel;
contudo, sua crueldade havia reerguido a Romanha e conseguido uni-la e conduzi-la à
paz e à fidelidade. O que, bem considerado, mostrará que ele foi muito mais piedoso do
que o povo florentino, o qual, para evitar a pecha de cruel, deixou que Pistoia fosse
destruída. Não deve, portanto, importar ao Príncipe a qualificação de cruel para manter
seus súditos unidos e leais, porque, com raras exceções, é ele mais piedoso do que
aqueles que por muita clemência deixam acontecer desordens, das quais podem nascer
assassínios ou rapinagem.
MAQUIAVEL.N. O príncipe. Cap. XVII. Trad. Livio Xavier. São Paulo: Folha de São Paulo, 2010 p. 38
A partir do fragmento acima, sobre o poder e a ação do príncipe Maquiavel é CORRETO
afirmar que
A prática de atividades físicas por jovens parece ter diminuído na sociedade atual, que
pode resultar em problemas de saúde.
Considerando-se as justificativas para tal fenômeno, assinale a alternativa INCORRETA.
O ensino dos jogos esportivos em aulas de educação física apresenta vários conteúdos.
Assinale a alternativa que NÃO é um conteúdo adequado ao ensino dos jogos esportivos.