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A literatura de cordel é ainda considerada, por muitos, uma literatura menor. A alma do homem não é mensurável e — desde que o cordel possa exprimir a história, a ideologia e os sentimentos de qualquer homem — vai ser sempre o gênero literário preferido de quem procura apreender o espírito nordestino. Os costumes, a língua, os sonhos, os medos e as alegrias do povo estão no cordel. Na nossa época, apesar dos jornais e da TV — que poderiam ter feito diminuir o interesse neste tipo de literatura — e da falta de apoio econõmico, o cordel continua vivo no interior e em cenáculos acadêmicos.

A literatura de cordel, as xilogravuras e o repente não foram apenas um divertimento do povo. Cordéis e cantorias foram o professor que ensinava as primeiras letras e o médico que falava para inculcar comportamentos sanitários. O cordel e o repente fazem, muitas vezes, de um candidato o ganhador da banca de deputado. E assim, lendo e ouvindo, foi-se formando a memória coletiva desse povo alegre e trabalhador, que embora calmo, enfrenta o mar e o sertão com a mesma valentia.

BRICKMANN, L. B. E de repente foi o cordel. Disponível em: http://pt.scribd.com. Acesso em: 29 fev. 2012 (fragmento).

O gênero textual cordel, também conhecido como folheto, tem origem em relatos orais e constitui uma forma literária popular no Brasil. A leitura do texto sobre a literatura de cordel permite

Cena O canivete voou

E o negro comprado na cadeia

Estatelou de costas

E bateu coa cabeça na pedra

ANDRADE, O. Pau-brasil. São Paulo: Globo, 2001

O Modernismo representou uma ruptura com os padrões formais e temáticos até então vigentes na literatura brasileira. Seguindo esses aspectos, o que caracteriza o poema Cena como modernista é o(a)

O mulato

Ana Rosa cresceu; aprendera de cor a gramática do Sotero dos Reis; lera alguma coisa; sabia rudimentos de francês e tocava modinhas sentimentais ao violão e ao piano. Não era estúpida; tinha a intuição perfeita da virtude, um modo bonito, e por vezes lamentara não ser mais instruída. Conhecia muitos trabalhos de agulha; bordava como poucas, e dispunha de uma gargantazinha de contralto que fazia gosto de ouvir.

Uma só palavra boiava à superfície dos seus pensamentos: "Mulato". E crescia, crescia, transformando-se em tenebrosa nuvem, que escondia todo o seu passado. Ideia parasita, que estrangulava todas as outras ideias.

— Mulato!

Esta só palavra explicava-lhe agora todos os mesquinhos escrúpulos, que a sociedade do Maranhão usara para com ele. Explicava tudo: a frieza de certas famílias a quem visitara; as reticências dos que lhe falavam de seus antepassados; a reserva e a cautela dos que, em sua presença, discutiam questões de raça e de sangue.

AZEVEDO, A. O Mulato. São Paulo: Ática, 1996 (fragmento).

O texto de Aluísio Azevedo é representativo do Naturalismo, vigente no final do século XIX. Nesse fragmento, o narrador expressa fidelidade ao discurso naturalista, pois

Soneto

Oh! Páginas da vida que eu amava,

Rompei-vos! nunca mais! tão desgraçado!...

Ardei, lembranças doces do passado!

Quero rir-me de tudo que eu amava!

E que doido que eu fui! como eu pensava

Em mãe, amor de irmã! em sossegado

Adormecer na vida acalentado Pelos lábios que eu tímido beijava!

Embora — é meu destino.

Em treva densa

Dentro do peito a existência finda

Pressinto a morte na fatal doença!

A mim a solidão da noite infinda!

Possa dormir o trovador sem crença.

Perdoa minha mãe — eu te amo ainda!

AZEVEDO, A. Lira dos vinte anos. São Paulo: Martins Fontes, 1996. A produção de Álvares de Azevedo situa-se na década de 1850, período conhecido na literatura brasileira como Ultrarromantismo. Nesse poema, a força expressiva da exacerbação romântica identifica-se com o(a)

Lusofonia
rapariga: s.f., fem. De rapaz: mulher nova: moça: menina;(Brasil), meretriz.



Escrevo um poema sobre a rapariga que esta sentada no café, em frente da chávena de café, enquanto alisa os cabelos com a mão. Mas não posso escrever este poema sobre essa rapariga porque, no brasil, a palavra rapariga não quer dizer o que ela diz em Portugal.Então, terei de escrever a mulher nova do café, a jovem do café, a menina do café, para que a reputação da pobre rapariga que alisa os cabelos com a mão, num café de Lisboa, não fique estragada para sempre quando este poema atravessar o atlântico para desembarcar no rio de janeiro. E isto tudo sem pensar em áfrica, porque aí lá terei de escrever sobre a moça do café, para evitar o tom demasiado continental da rapariga, que é uma palavra que já me esta a pôr com dores de cabeça até porque, no fundo, a única coisa que eu queria era escrever um poema sobre a rapariga do café.A solução, então, é mudar de café, e limitar-me a escrever um poema sobre aquele café onde nenhuma rapariga se pode sentar à mesa porque só servem café ao balcão.
JUDICE, N , Matéria do Poema, Lisboa D. Quixote, 2008



O texto traz em relevo as funções metalinguística e poética. Seu caráter metalinguístico justifica-se pela



No fragmento, as escolhas lexicais remetem às

origens geográficas e sociais da literatura de cordel.

Exemplifica essa remissão o uso de palavras como

Mar português

Ó mar salgado, quanto do teu sal

São lágrimas de Portugal!

Por te cruzarmos, quantas mães choraram,

Quantos filhos em vão rezaram!

Quantas noivas ficaram por casar

Para que fosses nosso, ó mar!

Valeu a pena? Tudo vale a pena

Se a alma não é pequena.

Quem quer passar além do Bojador

Tem que passar além da dor.

Deus ao mar o perigo e o abismo deu,

Mas nele é que espelhou o céu.

PESSOA, F. Mensagens. São Paulo: Difel, 1986.

Nos versos 1 e 2, a hipérbole e a metonímia foram

utilizadas para subverter a realidade. Qual o objetivo

dessa subversão para a constituição temática do poema?

Logo todos na cidade souberam: Halim se embeiçara

por Zana. As cristãs maronitas de Manaus, velhas e

moças, não aceitavam a ideia de ver Zana casar–se com

um muçulmano. Ficavam de vigília na calçada do Biblos,

encomendavam novenas para que ela não se casasse

com Halim. Diziam a Deus e ao mundo fuxicos assim: que

ele era um mascate, um teque–teque qualquer, um rude,

um maometano das montanhas do sul do Líbano que se

vestia como um pé rapado e matraqueava nas ruas e

praças de Manaus. Galib reagiu, enxotou as beatas: que

deixassem sua filha em paz, aquela ladainha prejudicava

o movimento do Biblos. Zana se recolheu ao quarto. Os

clientes queriam vê–la, e o assunto do almoço era só este:

a reclusão da moça, o amor louco do “maometano".

HATOUM, M. Dois irmãos. São Paulo: Cia. das Letras, 2006 (fragmento).

Dois irmãos narra a história da família que Halim e

Zana formaram na segunda metade do século XX.

Considerando o perfil sociocultural das personagens e os

valores sociais da época, a oposição ao casamento dos

dois evidencia

TEXTO I

Dois quadros

Na seca inclemente do nosso Nordeste,

O sol é mais quente e o céu mais azul

E o povo se achando sem pão e sem veste,

Viaja à procura das terras do Sul.

De nuvem no espaço, não há um farrapo,

Se acaba a esperança da gente roceira,

Na mesma lagoa da festa do sapo,

Agita–se o vento levando a poeira.



TEXTO II

ABC do Nordeste flagelado

O – Outro tem opinião

de deixar mãe, deixar pai,

porém para o Sul não vai,

procura outra direção.

Vai bater no Maranhão

onde nunca falta inverno;

outro com grande consterno

deixa o casebre e a mobília

e leva a sua família

pra construção do governo.

Disponível em: www.revista.agulha.com.br. Acesso em: 23 abr. 2010 (fragmento).

Os Textos I e II são de autoria do escritor nordestino

Patativa do Assaré, que, em sua obra, retrata de forma

bastante peculiar os problemas de sua região. Esses

textos têm em comum o fato de abordarem

O rio que fazia uma volta atrás de nossa casa era a imagem

de um vidro mole que fazia uma volta atrás de casa.

Passou um homem depois e disse: Essa volta que o rio faz

por trás de sua casa se chama enseada.

Não era mais a imagem de uma cobra de vidro que fazia

uma volta atrás da casa.

Era uma enseada.

Acho que o nome empobreceu a imagem.

BARROS, M. O livro das ignorãças. Rio de Janeiro: Record, 2001.

Manoel de Barros desenvolve uma poética singular,

marcada por “narrativas alegóricas", que transparecem

nas imagens construídas ao longo do texto. No poema,

essa característica aparece representada pelo uso do

recurso de

O cordelista por ele mesmo

Aos doze anos eu era

forte, esperto e nutrido.

Vinha do Sítio de Piroca

muito alegre e divertido

vender cestos e balaios

que eu mesmo havia tecido.

Passava o dia na feira

e à tarde regressava

levando umas panelas

que minha mãe comprava

e bebendo água salgada

nas cacimbas onde passava.

BORGES, J. F. Dicionário dos sonhos e outras histórias de cordel.

Porto Alegre: LP&M, 2003 (fragmento).

Literatura de cordel é uma criação popular em verso,

cuja linguagem privilegia, tematicamente, histórias de

cunho regional, lendas, fatos ocorridos para firmar certas

crenças e ações destacadas nas sociedades locais.

A respeito do uso das formas variantes da linguagem no

Brasil, o verso do fragmento que permite reconhecer uma

região brasileira é

Meu povo, meu poema

Meu povo e meu poema crescem juntos

Como cresce no fruto

A árvore nova

No povo meu poema vai nascendo

Como no canavial

Nasce verde o açúcar

No povo meu poema está maduro

Como o sol

Na garganta do futuro

Meu povo em meu poema

Se reflete

Como espiga se funde em terra fértil

Ao povo seu poema aqui devolvo

Menos como quem canta

Do que planta

FERREIRA GULLAR. Toda poesia. José Olympio: Rio de Janeiro, 2000.

O texto Meu povo, meu poema, de Ferreira Gullar, foi

escrito na década de 1970. Nele, o diálogo com o contexto

sociopolítico em que se insere expressa uma voz poética que



O conflito de gerações e de grupos étnicos reproduz, na visão do eu lírico, um contexto social assinalado por

Na verdade, o que se chama genericamente de índios é um grupo de mais de trezentos povos que, juntos, falam mais de 180 línguas diferentes. Cada um desses povos possui diferentes historias, lendas, tradições, conceitos e olhares sobre a vida, sobre a liberdade, sobre o tempo e sobre a natureza. Em comum, tais comunidades apresentam a profunda comunhão com o ambiente em que vivem, o respeito em relação aos indivíduos mais velhos, a preocupação com as futuras gerações, eo senso de que a felicidade individual depende do êxito do grupo. Para eles, o sucesso é resultado de uma construção coletiva. Estas ideias, partilhadas pelos povos indígenas, são indispensáveis para construir qualquer noção moderna de civilização.Os verdadeiro representantes do atraso no nosso país não são os índios, mas aqueles que se pautam por visões preconceituosas e ultrapassadas de “progresso”.
AZZI, R As razoes de ser guarani-kalowa. Disponivel em:www,outraspalavras.net
Acesso em: 7dez.2012.



Considerando-se as informações abordadas no texto, ao incia-lo com a expressão “na verdade”, o autor tem como objetivo principal



Coerente com a proposta parnasiana de cuidado formal e racionalidade na condução temática, o soneto de Raimundo Correia refrete sobre a forma como as emoções do individuo são julgadas em sociedade. Na concepção do eu lírico, esse julgamento revela que

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