O "projeto de trabalho" está vinculado à linha da pedagogia ativa, como uma das várias formas da Pedagogia de Projetos. Para Hernández (1998), os projetos de trabalho contribuem para uma ressignificação dos espaços de aprendizagem, de tal forma que eles se voltem para a formação de sujeitos ativos, reflexivos, atuantes e participantes. Para este mesmo autor, os projetos de trabalho se caracterizam como um planejamento de ensino e aprendizagem aonde o estudante se planeja para solucionar problemas reais e pode, a partir disso articular "ideias-chave e metodologias de diferentes disciplinas" (p. 88-89). Dessa forma o estudante se motiva na escolha do tema e na seleção dos meios de encontrar dados, analisá-los e construir informações.
Tomando por base esta abordagem, identifique qual a afirmação incorreta dentre as descritas abaixo:
Araci Luz, (1997) assim se refere à questão da avaliação: "A avaliação da aprendizagem em todos os níveis de ensino e, em especial no ensino superior, tem se caracterizado como um dos processos pedagógicos mais complexos e de extrema relevância. Visto inicialmente como um mecanismo de verificação das competências desenvolvidas pelo estudante durante e ao final do processo de ensino-aprendizagem, hoje, mais do que nunca, é desvelador da competência do professor (ensino) e da adequação e compromisso da proposta (planejamento de ensino) ao projeto pedagógico do aluno (aprendizagem)."
Sobre a avaliação no ensino superior é correto afirmar:
No tocante aos processos de gestão na educação superior, é INCORRETO afirmar que:
Sobre os Parâmetros Curriculares Nacionais é CORRETO afirmar:
As inovações incorporadas ao FUNDEB de acordo com PDE
A coluna da esquerda apresenta exemplos de endereços relacionados ao uso da internet e a da direita, a classificação de cada um deles. Numere a coluna da direita de acordo com a da esquerda.
1. 216.58.202.163
2. https://www.google.com.br
4. 00-1F-D0-E8-81-91
( ) URL
( ) Endereço MAC
( ) Endereço de E-mail
( ) Endereço IP
Marque a sequência correta.
O Processo Administrativo Disciplinar se desenvolve nas seguintes fases:
Método ou modelo administrativo, criado por Peter F. Drucker em 1954, define metas em conjunto pelo gerente e subordinado. Esclarece as responsabilidades específicas para cada um em função dos resultados esperados, constitui os indicadores ou padrões de desempenho sob os quais ambos serão avaliados. E, por fim, a avaliação conjunta promove uma reciclagem do processo, com reavaliação e redimensionamento das metas. Trata-se de
O Sistema de Apoio à Decisão (SAD) é o sistema de informação gerencial que oferece suporte tecnológico para a tomada de decisão, conta com o auxílio de hardwares e softwares para as análises. Que funções o SAD possui?
Segundo Mintzberg (2011), a estrutura demanda duas exigências fundamentais: divisão do trabalho e coordenação das tarefas. Que mecanismos de coordenação o autor apresenta?
Sobre Estrutura Organizacional, centralização e descentralização, analise as assertivas.
I- A estrutura organizacional define como são formalmente divididas, agrupadas e coordenadas as tarefas dos cargos. Considera a especialização do trabalho, departamentalização, cadeia de comando, margem de controle, centralização e descentralização e formalização. É uma ferramenta básica para organizar, sistematizar o controle e estabelecer relações de poder.
II- Quando há centralização do poder, a tomada de decisão é exclusivamente da alta administração, enfatiza as relações escalares, cadeia e unidade de comando. As decisões ficam próximas dos fatos locais, existe dificuldade em se manter a uniformidade nas decisões.
III- No poder descentralizado, há distribuição do poder decisório entre a baixa e média administração, deixando-o mais próximo da ocorrência dos fatos. A vantagem é que as escolhas são feitas por pessoas especializadas, mais ligadas às tarefas em questão.
Estão corretas as assertivas
TEXTO I
POLÍTICA É PRINCIPAL ASSUNTO DAS FAKE NEWS NO WHATSAPP
Troca de notícias falsas em aplicativo aumenta significativamente em períodos próximos às eleições, diz pesquisa.
Após analisar por um ano 120 grupos de WhatsApp, pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) descobriram que as correntes de mensagens que continham fake news sobre política atingiam mais usuários do que as conversas com desinformação de outros assuntos. O conteúdo enganoso de política também suscitou discussões mais longas e mais duradouras no aplicativo.
Os autores da pesquisa identificaram ainda um aumento significativo nas conversas políticas com dados falsos perto das eleições. "Teve um pico enorme. O momento político favoreceu a discussão com fake news no WhatsApp", disse um dos coautores do estudo, Josemar Alves, pesquisador de Ciência da Computação da UFMG.
Estudos sobre desinformação no WhatsApp ainda são raros por causa da natureza privada do aplicativo. As mensagens enviadas são criptografadas de ponta a ponta, o que quer dizer que não podem ser lidas por terceiros. Para driblar essa dificuldade, os pesquisadores selecionaram aleatoriamente na internet links de grupos públicos - aqueles em que qualquer um pode participar com uma URL de convite.
Os autores de "Caracterizando cascatas de atenção em grupos de WhatsApp" coletaram 1,7 milhão de mensagens trocadas por 30,7 mil usuários nesses grupos entre outubro de 2017 e novembro de 2018. A maioria tinha discussão com temática política: 78 dos 120 grupos. Estes espaços virtuais foram monitorados de outubro de 2017 a novembro de 2018.
Os pesquisadores perceberam que, em grupos de WhatsApp, a função de responder diretamente a uma mensagem criava um encadeamento nas conversas. Eles chamaram essas correntes de mensagens de "cascatas de atenção". Durante o período de análise, os autores identificaram mais de 150 mil discussões desse tipo.
O próximo passo do estudo foi comparar as mensagens enviadas nessas cascatas a textos de seis sites de fact checking brasileiros - incluindo o Comprova, coalizão de 24 veículos de mídia da qual faz parte o jornal O Estado de São Paulo. Os autores encontraram 666 discussões com conteúdo comprovadamente falsos, 92% delas com teor político.
Os resultados seguem a mesma linha de descoberta de outros trabalhos sobre desinformação, segundo o professor da UFMG Virgílio Almeida, coautor do estudo e associado ao Berkman Klein Center for Internet & Society, da Universidade de Harvard.
Uma pesquisa publicada em 2018 na revista americana Science mostrou que, no Twitter, a desinformação, especialmente sobre política, viaja mais rápido e atinge mais usuários que qualquer outra categoria de informação.
O estudo americano também mostrou que conteúdo falso inspirava medo, nojo e surpresa em seus consumidores. Almeida diz que essa característica pode apontar para uma possível interpretação dos dados levantados pela UFMG. "Uma conjectura é a situação polarizada do país, a situação política refletindo no mundo online. O que alguns estudos de interpretação dessa questão têm mostrado é que as pessoas aparentemente têm a atenção mais chamada por sentimentos negativos e falsidades que expressam essas questões".
O que a pesquisa brasileira tem de novidade é principalmente a ambientação no WhatsApp. Diferentemente do Twitter, Facebook e outras redes sociais, o aplicativo não tem algoritmos que influenciam o que os usuários veem primeiro. A ordem de leitura das mensagens é cronológica; é o próprio usuário que define o que quer discutir e o que chama mais sua atenção - o que lhe dá papel fundamental na propagação das fake news. "O conteúdo daquela fake news está de acordo com o que a pessoa acredita e faz com que ela passe para frente aquele conteúdo", disse Josemar Alves.
O fato de o WhatsApp ser fechado também pode facilitar a disseminação de conteúdo falso. Outro estudo citado pelos pesquisadores brasileiros indica que um "custo social" maior de compartilhar uma falsidade pode fazer o usuário esperar e observar o grupo antes de repassar algo.
O WhatsApp poderia tomar algumas medidas para elevar o custo de repassar fake news no aplicativo. Alves diz que a plataforma poderia criar uma função para que moderadores ou usuários denunciassem pessoas que enviassem conteúdo indevido ou falsificado.
Recentemente, a empresa dificultou o encaminhamento de mensagens, limitando o número de repasses que podem ser feitos de uma só vez.
Agora, os pesquisadores da UFMG dizem que vão continuar a fazer pesquisas sobre desinformação no WhatsApp, voltando a atenção também para entender como o discurso de ódio se propaga no aplicativo. Alves ressalta que são necessários outros estudos para comparar resultados.
"É fundamental entender como o WhatsApp é usado pelas pessoas e como ela impacta a sociedade e questões da sociedade e política. Tem poucos trabalhos na literatura pela questão da criptografia e também por ser uma ferramenta mais nova", diz ele.
Além de Alves e Almeida, o estudo também é assinado por Gabriel Magno, pesquisador de Ciência da Computação da UFMG, Marcos Gonçalves e Jussara Almeida, professores de Ciência da Computação da UFMG, e Humberto Marques-Neto, professor de Ciência da Computação da Pontifícia Universidade Católica de Minas (PUC-Minas).
(FONTE: Alessandra Monnerat, O Estado de S.Paulo - 12 de maio de 2019 - disponível em: https://politica.estadao.com.br/noticias/geral,politica-e-principal-assunto-das-fake-news-no-whatsapp,70002825358)