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A cessação do tráfico lançou sobre a escravidão

uma sentença definitiva. Mais cedo ou mais tarde estaria

extinta, tanto mais quanto os índices de natalidade entre os

escravos eram extremamente baixos e os de mortalidade,

elevados. Era necessário melhorar as condições de vida

da escravaria existente e, ao mesmo tempo, pensar numa

outra solução para o problema da mão de obra.

COSTA, E. V. Da Monarquia à República: momentos decisivos. São Paulo: Unesp, 2010.

Em 1850, a Lei Eusébio de Queirós determinou a extinção

do tráfico transatlântico de cativos e colocou em evidência

o problema da falta de mão de obra para a lavoura. Para

os cafeicultores paulistas, a medida que representou uma

solução efetiva desse problema foi o (a)

Sou um partidário da Comuna de Paris, que, por ter

sido massacrada, sufocada no sangue pelos carrascos da

reação monárquica e clerical, tornou–se ainda mais viva,

mais poderosa na imaginação e no coração do proletariado

da Europa; sou seu partidário sobretudo porque ela foi

uma negação audaciosa, bem pronunciada, do Estado.

BAKUNIN, M. apud SAMIS, A. Negras tormentas: o federalismo e o internacionalismo na

Comuna de Paris. São Paulo: Hedra, 2011.

A Comuna de Paris despertou a reação dos setores

sociais mencionados no texto, porque

Ninguém desconhece a necessidade que todos os fazendeiros têm de aumentar o número de seus trabalhadores. E como até há pouco supriam-se os fazendeiros dos braços necessários? As fazendas eram alimentadas pela aquisição de escravos, sem o menor auxilio pecuniário do governo. Ora, se os fazendeiros se supriam de braços à sua custa, e se é possível obtê-los ainda, posto que de outra qualidade, por que motivo não hão de procurar alcançá-los pela mesma maneira, isto é, à sua custa?
Resposta de Manuel Felizardo de Sousa e Mello, diretor geral das Terras Públicas, Ao Senador Vergueiro, In: ALENCASTRO, L. F. (Org.) História da vida privada no Brasil. São Paulo: Cia das Letras, 1998 (adaptado).



O fragmento do discurso dirigido ao parlamentar do Império refere-se ás mudanças então em curso no campo brasileiro, que confrontaram o Estado e a elite agrária em torno do objetivo de

Devem ser bons serviçais e habilidosos, pois noto

que repetem logo o que a gente diz e creio que depressa

se fariam cristãos; me pareceu que não tinham nenhuma

religião. Eu, comprazendo a Nosso Senhor, levarei daqui,

por ocasião de minha partida, seis deles para Vossas

Majestades, para que aprendam a falar.

COLOMBO, C. Diários da descoberta da América: as quatro viagens e o testamento.

Porto Alegre: L&PM, 1984.

O documento destaca um aspecto cultural relevante

em torno da conquista da América, que se encontra

expresso em:

Eu mesmo me apresento: sou Antônio:

sou Antônio Vicente Mendes Maciel

(provim da batalha de Deus versus demônio

Com a res publica marca de Caim).

Moisés, do Êxodo ao Deuteronômio,

Sou natural de Quixeramobim,

O Antônio Conselheiro deste chão

Que vai ser mar e o mar vai ser sertão.

ACCIOLY, M. Antônio Conselheiro. In: FERNANDES, R. (Org.). O clarim e a oração:

cem anos de Os sertões. São Paulo: Geração Editorial, 2001.

O poema, escrito em 2001, contribui para a construção

de uma determinada memória sobre o movimento de

Canudos, ao retratar seu líder como

No dia 1º de julho de 2012, a cidade do Rio de Janeiro tornou-se a primeira do mundo a receber o título da Unesco de Patrimônio Mundial como Paisagem Cultural. A candidatura, apresentada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), foi aprovada durante 36º Sessão do Comitê do Patrimônio Mundial. O presidente do Iphan explicou que “a paisagem carioca é a imagem mais explicita do que podemos chamar de civilização brasileira, com sua originalidade, desafios, contradições e possibilidades”. A partir de agora, os locais da cidade valorizados com o titulo da Unesco serão alvo de ações integradas visando a preservação da sua paisagem cultural.
Disponível em: www.cultura.gov.br Acesso em: 7 mar. 2013 (adaptado).



O reconhecimento da paisagem em como patrimônio mundial deriva da

A escravidão não há de ser suprimida no Brasil por uma guerra servil, muito menos por insurreições ou atentados locais. Não deve sê-lo, tampouco, por uma guerra civil, como o foi nos Estados Unidos. Ela poderia desaparecer, talvez, depois de uma revolução, como aconteceu na França, sendo essa revolução obra exclusiva da população livre. É no Parlamento e não em fazendas ou quilombos do interior, nem nas ruas e praças das cidades, que se há de ganhar, ou perder, a causa da liberdade.
MABUCO, J. O abolicionismo (1883), Rio de Janeiro: Nova Fronteira: São Paulo Publifolha, 2000 (adaptado).



No texto, Joaquim Nabuco defende um projeto político sobre como deveria ocorrer o fim da escravidão no Brasil, no qual:

Seguiam-se vinte criados custosamente vestidos e montados em soberbos cavalos; depois destes, marchava o Embaixador do Rei do Congo magnificamente ornado de seda azul para anunciar ao Senado que a vinda do Rei estava destinada para o dia dezesseis. Em resposta obteve repetidas vivas do povo que concorreu alegre e admirado de tanta grandeza.
Coroação do Rei do Congo em Santo Amaro, Bahia apud DEL PRIORE, M. Festas e utopias no Brasil colonial. In: CATELLI JR, R. Um olhar sobre as festas populares brasileiras.
São Paulo: Brasiliense, 1994 (adaptado).



Originária dos tempos coloniais, a festa da Coroação do Rei do Congo evidencia um processo de



As imagens, que retratam D. Pedro I e D. Pedro II, procuram transmitir determinadas representações políticas acerca dos dois monarcas e seus contextos de atuação. A idéia que cada imagem evoca é, respectivamente:

TEXTO I

O aparecimento da máquina movida a vapor foi

o nascimento do sistema fabril em grande escala,

representando um aumento tremendo na produção,

abrindo caminho na direção dos lucros, resultado do

aumento da procura. Eram forças abrindo um novo mundo.

HUBERMAN, L. História da riqueza do homem. Rio de Janeiro: Zahar, 1974 (adaptado).

TEXTO II

Os edifícios das fábricas adaptavam–se mal à

concentração de numerosa mão de obra, reunida

para longos dias de trabalho, numa situação árdua e

insalubre. O trabalho nas fábricas destruiu o sistema

doméstico de produção. Homens, mulheres e crianças

deixavam os lugares onde moravam para trabalhar em

diferentes fábricas.

LEITE, M. M. Iniciação à história social contemporânea.

São Paulo: Cultrix,1980 (adaptado).

As estratégias empregadas pelos textos para abordar o

impacto da Revolução Industrial sobre as sociedades que

se industrializavam são, respectivamente,

Depois de dez anos de aparente imobilidade,

77 950 operários estavam em greve em São Bernardo,

Santo André, São Caetano e Diadema – o chamado

ABCD, coração industrial do país. Em todas as fábricas,

os operários cruzaram os braços em silêncio. Apanhado

de surpresa, o governo militar ficou por algum tempo

sem ação. Os empregadores, por sua vez, sofriam sérios

prejuízos a cada dia de greve.

ALVES, M. H. M. Estado e oposição no Brasil (1964–1984). Petrópolis: Vozes, 1984 (adaptado).

O movimento sindical, em fins dos anos 1970, começou

a se rearticular e a patrocinar greves de significativa

repercussão. Essas greves aconteceram em um contexto

político–institucional de

O antropólogo americano Marius Barbeau escreveu o

seguinte: sempre que se cante a uma criança uma cantiga

de ninar; sempre que se use uma canção, uma adivinha,

uma parlenda, uma rima de contar, no quarto das crianças

ou na escola; sempre que ditos e provérbios, fábulas,

histórias bobas e contos populares sejam representados;

aí veremos o folclore em seu próprio domínio, sempre em

ação, vivo e mutável, sempre pronto a agarrar e assimilar

novos elementos em seu caminho.

UTLEY, F. L. Uma definição de folclore. In: BRANDÃO, C. R. O que é folclore.

São Paulo: Brasiliense, 1984 (adaptado).

O texto tem como objeto a construção da identidade

cultural, reconhecendo que o folclore, mesmo sendo uma

manifestação associada à preservação das raízes e da

memória dos grupos sociais,

“É para abrir mesmo e quem quiser que eu não abra

eu prendo e arrebento."

Frase pronunciada pelo presidente João Baptista Figueiredo. Apud RIBEIRO, D. Aos trancos

e barrancos e o Brasil deu no que deu. Rio de Janeiro: Guanabara, 1986.

A frase do último presidente do regime militar indicava a

ambiguidade da transição política no país. Neste contexto,

houve resistências internas ao processo de distensão

planejado pela alta cúpula militar, que se manifestaram

com

A cultura ocidental acentuadamente

antropocêntrica foi marcada por processos

convergentes de desenvolvimento técnico–científico e

acumulação de riquezas, propiciados pela expansão

colonial, que resultaram na revolução industrial, no

fortalecimento da ideia de progresso e no processo de

ocidentalização do mundo.

FERREIRA, L. C. Dilemas do século XX: ideias para uma sociologia da questão ecológica. In:

SILVA, J. P. (Org.) Por uma Sociologia do século XX. São Paulo: Annablume, 2007 (adaptado).

Esse processo de acumulação de riquezas no Ocidente,

por longos séculos, se fez à custa da degradação do

meio natural. Do ponto de vista da cultura e do imaginário

ocidental moderno, isso se deveu à

Em teoria, as pessoas livres da Colônia foram

enquadradas em uma hierarquia característica do Antigo

Regime. A transferência desse modelo, de sociedade de

privilégios, vigente em Portugal, teve pouco efeito prático

no Brasil. Os títulos de nobreza eram ambicionados.

Os fidalgos eram raros e muita gente comum tinha

pretensões à nobreza.

FAUSTO, B. História do Brasil. São Paulo: Edusp; Fundação do Desenvolvimento da

Educação, 1995 (adaptado).

Ao reelaborarem a lógica social vigente na metrópole, os

sujeitos do mundo colonial construíram uma distinção que

ordenava a vida cotidiana a partir da

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