Eu gostaria de entrar nua no rio, mas estou aqui entre homens, somos todos soldados. Os portugueses de uma canhoneira bombardearam Cachoeira,
então um bando de Periquitos, e entre eles eu e mais cinco ou seis mulheres, entramos no rio, de culote, bota e perneira, capa abotoada e baioneta calada.
Pensei outra vez no sítio. Ali tudo era cálido, os panos convidavam ao sono. Aqui, luta-se pela vida, pela Pátria. Minha baioneta rasga o ventre de
um português que não quer reconhecer a Independência do Brasil gritada, la no Sul, pelo Imperador D. Pedro. MARIA QUITERIA, s/d.
Disponível em: www.vidaslusofonas.pt. Acesso em: 31 jan. 2012 (adaptado).
A analise do texto revela um processo de emancipação política do Brasil que supers o marco do Grito do Ipiranga e da figura de D. Pedro I, pois a
luta pela independência
TEXTO I
A anistia pode ser considerada muito mais uma concessão do que uma conquista ou, mais precisamente,
uma manobra política com dugs finalidades: reduzir a pressão advinda de setores organizados contra o regime; e produzir
defesas substantivas as possíveis revisões do passado com o termino previsto do autoritarismo. SOARES, S.A.; PRADO, L. B. B.
O processo político da anistia e os espaços de autonomia militar.
In: SANTOS, C. M.; TELES, E.; TELES, J. A. Desarquivando a ditadura: memória e justiça no Brasil. São Paulo: Hucitec, 2009 (adaptado).
TEXTO II
A anistia foi uma conquista. Não foi dádiva, foi luta. não tem que rever.
Entrevista com Therezinha de Godoy Zerbini.
Disponível em: www1.folha.uol.com.br.Acesso em: 1 ago. 2012 (fragmento).
A Lei de Anistia, aprovada pelo Congresso Nacional em 28 de agosto de 1979, tem sido debatida pela sociedade brasileira.
Nos textos, as posições assumidas revelam
Feijoada e um ,prato que consiste num guisado de feijão com carne. E um prato com origem no Norte de Portugal, e que hoje em dia constitui um
dos pratos mais típicos da cozinha brasileira. Em Portugal, cozinha-se com feijão branco no noroeste (Minho e Douro Litoral) ou feijão vermelho no
nordeste (Tras-os-montes), e geralmente inclui também outros vegetais (tomate, cenouras ou couve) juntamente com a carne de porco ou de vaca, as quais
se podem juntar chourigo, morcela ou farinheira. No Brasil, os negros faziam uma mistura de feijões pretos e de vários tipos de carne de porco e de boi.
Atualmente, o prato chega a mesa acompanhado de farofa, arroz branco, couve refogada e laranja fatiada, entre outros ingredientes.
CASCUDO, L. C. Histeria da alimentação no Brasil. Rio de Janeiro: Itatiaia, 1983.
A criação da feijoada na culinária brasileira esta relacionada, no texto, a atividade
Embora o aspecto mais óbvio da Guerra Fria fosse
o confronto militar e a cada vez mais frenética corrida
armamentista, não foi esse o seu grande impacto. As
armas nucleares nunca foram usadas. Muito mais óbvias
foram as consequências políticas da Guerra Fria.
HOBSBAWM, E. Era dos extremos: o breve século XX: 1914–1991.
São Paulo: Cia. das Letras, 1999 (adaptado).
O conflito entre as superpotências teve sua expressão
emblemática no(a)
É preciso ressaltar que, de todas as capitanias
brasileiras, Minas era a mais urbanizada. Não havia ali
hegemonia de um ou dois grandes centros. A região era
repleta de vilas e arraiais, grandes e pequenos, em cujas
ruas muita gente circulava.
PAIVA, E. F. O ouro e as transformações na sociedade colonial. São Paulo: Atual, 1998.
As regiões da América portuguesa tiveram distintas lógicas
de ocupação. Uma explicação para a especificidade da
região descrita no texto está identificada na
Queixume das operárias da seda
Sempre tecemos panos de seda
E nem por isso vestiremos melhor [...]
Nunca seremos capazes de ganhar tanto
Que possamos ter melhor comida [...]
Pois a obra de nossas mãos
Nenhuma de nós terá para se manter [...]
E estamos em grande miséria
Mas, com os nossos salários, enriquece aquele para
quem trabalhamos
Grande parte das noites ficamos acordadas
E todo o dia para isso ganhar
Ameaçam–nos de nos moer de pancada
Os membros quando descansamos
E assim, não nos atrevemos a repousar.
CHRÉTIEN DE TROYES apud LE GOFF. J. Civilização do Ocidente Medieval.
Lisboa: Edições 70, 1992.
Tendo em vista as transformações socioeconômicas da
Europa Ocidental durante a Baixa Idade Média, o texto
apresenta a seguinte situação:
O trabalho de recomposição que nos espera não admite
medidas contemporizadoras. Implica o reajustamento
social e econômico de todos os rumos até aqui seguidos.
Comecemos por desmontar a máquina do favoritismo
parasitário, com toda sua descendência espúria.
Discurso de posse de Getúlio Vargas como chefe do
governo provisório, pronunciado em 03 de novembro de 1930.
FILHO, I. A. Brasil, 500 anos em documento. Rio de Janeiro: Mauad, 1999 (adaptado).
Em seu discurso de posse, como forma de legitimar
o regime político implantado em 1930, Getúlio Vargas
estabelece uma crítica ao
A vinda da família real deslocou definitivamente o
eixo da vida administrativa da Colônia para o Rio de
Janeiro, mudando também a fisionomia da cidade.
A presença da Corte implicava uma alteração do
acanhado cenário urbano da Colônia, mas a marca do
absolutismo acompanharia a alteração.
FAUSTO, B. História do Brasil. São Paulo: Edusp, 1995 (fragmento).
As transformações ocorridas na cidade do Rio de Janeiro
em decorrência da presença da Corte estavam limitadas
à superfície das estruturas sociais porque
Durante a realeza, e nos primeiros anos republicanos, as leis eram transmitidas oralmente de uma geração para outra. A ausência de uma legislação escrita permitia aos patrícios manipular a justiça conforme seus interesses. Em 451 A.C, porém, os plebeus conseguiram eleger uma comissão de dez pessoas os decênviros para escrever as leis. Dois deles viajaram a Atenas, na Grécia, para estudar a legislação de Sólon.
COULANGES, F. A Cidade antiga. São Paulo: Martins Fontes, 2000.
A superação da tradição jurídica oral no mundo antigo, descrita no texto, esteve relacionada à

O texto é um registro asteca, cujo sentido está relacionado ao(à)

Na imagem, da década de 1930, há uma crítica à conquista de um direito pelas mulheres, relacionado com a
As Brigadas Internacionais foram unidades de combatentes formadas por voluntários de 53 nacionalidades dispostos a lutar em defesa da República espanhola. Estima-se que cerca de 60 mil cidadãos de várias partes do mundo incluindo 40 brasileiros tenham se incorporado a essas unidades. Apesar de coordenadas pelos comunistas, as Brigadas contaram com membros socialistas, liberais e de outras correntes políticoideológicas.
SOUZA, I. I. A Guerra Civil Européia História Viva, n. 70, 2009 (fragmento).
A Guerra Civil Espanhola expressou as disputas em curso na Europa na década de 1930. A perspectiva política comum que promoveu a mobilização descrita foi o(a)
De ponta a ponta, é tudo praia-palma, muito chã e muito formosa. Pelo sertão nos pareceu, vista do mar, muito grande, porque, a estender olhos, não podíamos ver senão terra com arvoredos, que nos parecia muito longa. Nela, até agora, não pudemos saber que haja ouro, nem prata, nem coisa alguma de metal ou ferro; nem lho vimos. Porém a terra em si é de muito bons ares [...]. Porém o melhor fruto que dela se pode tirar me parece que será salvar esta gente.
Carta de Pero Vaz de Carminha. In: MARQUES, A.; BERUTTI. F.; FARIA, R.
História moderna através de textos. São Paulo: Contexto, 2001.
A carta de Pero Vaz de Caminha permite entender o projeto colonizador para a nova terra. Nesse trecho, o relato enfatiza o seguinte objetivo:
A recuperação da herança cultural africana deve levar em conta o que é próprio do processo cultural: seu movimento, pluralidade e complexidade. Não se trata, portanto, do resgate ingênuo do passado nem do seu cultivo nostálgico, mas de procurar perceber o próprio rosto cultural brasileiro. O que se quer é captar seu movimento para melhor compreendê-lo historicamente.
MINAS GERAIS. Cadernos do Arquivo 1: Escravidão em Minas Gerais.
Belo Horizonte: Arquivo Público Mineiro, 1988.
Com base no texto, a análise de manifestações culturais de origem africana, como a capoeira ou o candomblé, deve considerar que elas.
A Inglaterra deve governar o mundo porque é a melhor;
o poder deve ser usado; seus concorrentes imperiais não
são dignos; suas colônias devem crescer, prosperar e
continuar ligadas a ela. Somos dominantes, porque temos
o poder (industrial, tecnológico, militar, moral), e elas não;
elas são inferiores; nós, superiores, e assim por diante.
SAID, E. Cultura e imperialismo. São Paulo: Cia das Letras, 1995 (adaptado).
O texto reproduz argumentos utilizados pelas potências
europeias para dominação de regiões na África e na Ásia,
a partir de 1870. Tais argumentos justificavam suas ações
imperialistas, concebendo–as como parte de uma