TEXTO 1 O príncipe D. João VI podia ter decidido ficar em Portugal. Nesse caso, o Brasil com certeza não existiria. A Colõnia se fragmentaria, como se fragmentou a parte espanhola da América. Teríamos, em vez do Brasil de hoje, cinco ou seis países distintos. (José Murilo de Carvalho)
TEXTO II Há no Brasil uma insistência em reforçar o lugar-comum segundo o qual foi D. João VI o responsável pela unidade do país. Isso não é verdade. A unidade do Brasil foi construída ao longo do tempo e é, antes de tudo, uma fabricação da Coroa. A ideia de que era preciso fortalecer um Império com os territórios de Portugal e Brasil começou já no século XVIII. (Evaldo Cabral de Mello)
1808 — O primeiro ano do resto de nossas vidas. Folha de S. Paulo, 25 nov. 2007(adaptado).
Em 2008, foi comemorado o bicentenário da chegada da família real portuguesa ao Brasil. Nos textos, dois importantes historiadores brasileiros se posicionam diante de um dos possíveis legados desse episódio para a história do país. O legado discutido e um argumento que sustenta a diferença do primeiro ponto de vista para o segundo estão associados, respectivamente, em:

O monumento identifica um(a)
O Ministério da Verdade — ou Miniver, em Novilingua —era completamente diferente de qualquer outro objeto visível.
Era uma enorme pirâmide de alvíssimo cimento branco, erguendo-se terraço sobre terraço, trezentos metros sobre o solo.
De onde Winston conseguia ler, em letras elegantes colocadas na fachada, os três lemas do Partido: GUERRA E PAZ; LIBERDADE E ESCRAVIDAO;
IGNORANCIA E Forca.
ORWELL, G. 1984. São Paulo: Nacional, 1984.
Na referida obra ficcional, o autor critica regimes existentes ao longo do século XX.
o mecanismo de dominação social utilizado pela
instituição descrita no texto promoveria
Os anos JK podem ser considerados de estabilidade política. Mais do que isso, foram anos de otimismo, embalados por altos
índices de crescimento economico, pelo sonho realizado da construção de Brasília. Os "cinquenta anos em cinco" da propaganda
oficial repercutiram em amplas camadas da população.
FAUSTO, B. Histeria Concisa do Brasil. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, Imprensa Oficial do Estado, 2002.
O Governo Juscelino Kubitscheck era criticado como "entreguista", por alguns de seus opositores, devido a sua política de
desenvolvimento ser marcada pelo(a)
Mas plantar para dividir
Não faço mais isso, não.
Eu sou um pobre caboclo,
Ganho a vida na enxada.
O que eu colho é dividido
Com quem não planta nada.
Se assim continuar
vou deixar o meu sertão,
mesmo os olhos cheios d´água
E com dor no coração
Vou pro rio carregar massas
Pros pedreiros em construção.
Deus está ajudando:
está chovendo no sertão!
Mas plantar pra dividir,
Não faço mais isso, não.
No trecho da canção, composta na década de 1960, retrata-se a insatisfação do trabalhador rural com
Todo homem de bom juízo, depois que estiver realizado sua viagem, reconhecerá que é um milagre manifesto ter podido escapar de todos os perigos que se apresentam em sua peregrinação; tanto mais que há tantos outros acidentes que diariamente podem aí ocorrer que seria coisa pavorosa àqueles que aí navegam querer pô-los todos diante dos olhos quando querem empreender suas viagens.
Esse relato, associado ao imaginário das viagens marítimas da época moderna, expressa um sentimento de
O problema central a ser resolvido pelo Novo Regime era a organização de outro pacto de poder que pudesse substituir o arranjo imperial com grau suficiente de estabilidade. O próprio presidente Campos Sales resumiu claramente seu objetivo: “É de lá, dos estados, que se governa a República, por cima das multidões que tumultuam agitadas nas ruas da capital da União. A política dos estados é a política nacional".
Nessa citação, o presidente do Brasil no período expressa uma estratégia política no sentido de

Considerando-se a dinâmica entre tecnologia e organização do trabalho, a representação contida no cartum é caracterizada pelo pessimismo em relação à
Três décadas - de 1884 a 1914 - separam o século XIX - que terminou com o surgimento dos movimentos de unificação nacional na Europa - do século XX, que começou com a Primeira Guerra Mundial. É o período do Imperialismo, da quietude estagnante na Europa e dos acontecimentos empolgantes na Ásia e na África.
ARENDT, H. As origens do totalitarismo. São Paulo: Cia, das Letras, 2012.
O processo histórico citado contribuiu para a eclosão da Primeira Grande Guerra na medida em que
Em 1879, cerca de cinco mil pessoas reuniram-se para solicitar a D. Pedro II, a revogação de uma taxa de 20 réis, um vintém, sobre o transporte urbano. O vintém era a moeda de menor valor da época. A polícia não permitiu que a multidão se aproximasse do palácio. Ao grito de “Fora o vintém!", os manifestantes espancaram condutores, esfaquearam mulas, viraram bondes e arrancaram trilhos. Um oficial ordenou fogo contra a multidão. As estatísticas de mortos e feridos são imprecisas. Muitos interesses se fundiram nessa revolta, de grandes e de políticos, de gente miúda e de simples cidadãos. Desmoralizado, o ministério caiu. Uma grande explosão social, detonada por um pobre vintém.
Disponível em: www.revistadehistoria.com.br. Acesso em: 4 de abril 2014 (adaptado)
A leitura do trecho indica que a coibição violenta das manifestações representou uma tentativa de
Os escravos, obviamente, dispunham de poucos recursos políticos, mas não desconheciam o que se passava no mundo dos poderosos. Aproveitaram-se das divisões entre estes, selecionaram temas que lhes interessavam do ideário liberal e anticolonial, traduziram e emprestaram significados próprios às reformas operadas no escravismo brasileiro ao longo do século XIX. REIS, J. J. Nos achamos em campo a tratar da liberdade: a resistência negra no Brasil oitocentista. In: MOTA, C. G. (Org.). Viagem incompleta: a experiência brasileira (1500-2000). São Paulo: Senac, 1999
Ao longo do século XIX, os negros escravizados construíram variadas formas para resistir à escravidão no Brasil.
Na primeira década do século XX, reformar a cidade do Rio de Janeiro passou a ser o sinal mais evidente da modernização que se desejava promover no Brasil. O ponto culminante do esforço de modernização se deu na gestão do prefeito Pereira Passos, entre 1902 e 1906. "O Rio civilizava-se" era frase célebre à época e condensava o esforço para iluminar as vielas escuras e esburacadas, controlar as epidemias, destruir os cortiços e remover as camadas populares do centro da cidade.
OLIVEIRA, L. L. Sinais de modernidade na Era Vargas: vida literária, cinema e rádio. In: FERREIRA, J.; DELGADO, L. A. (Org.).
O tempo do nacional-estatismo: do início ao apogeu do Estado Novo. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2007
O processo de modernização mencionado no texto trazia um paradoxo que se expressava no(a)

As redes sociais tornaram-se espaços importantes de relacionamento e comunicação. A charge apresenta o impacto da internet na vida dos indivíduos quando faz referência à

Na charge, Ziraldo ironiza um lema adotado pelo governo Medici (1969-1974), denunciando que
A diplomacia de Rio Branco, paradigmática para o período, buscou atender a três principais objetivos:
a definição das fronteiras, o aumento do prestigio internacional do país e a afirmação da liderança brasileira na America do Sul.
Para a consecução desses fins, de modo bastante realista, Rio Branco optou pela política de "aliança não escrita" com os Estados Unidos.
SANTOS, L. C. V. G. 0 dia em que adiaram o carnaval: política externa e a construção do Brasil. São Paulo: EDUNESP, 2010 (adaptado).
No texto em questão, a política externa brasileira esteve direcionada para