Caminhar pelas ruas íngremes e sinuosas de
Ouro Preto não é voltar ao século XVIII. Os casarões
coloniais ainda estão de pé, mas agora abrigam
repúblicas de estudantes, restaurantes, lojas de
artesanato e ateliês. A Secretaria de Turismo da cidade
funciona na casa em que o poeta e inconfidente Tomás
Antônio Gonzaga morou entre os anos de 1782 e 1788.
FARIAS, B.Juliana. Lembranças da Ouro Preto rebelde. Revista NOSSAHISTÓRIA,
São Paulo, ano 2, n.23, p.84, set. 2005.
A análise do espaço geográfico permite compreendermos
seu dinamismo e a vida em sociedade. Como produto
das relações sociais, o espaço geográfico condiciona a
sociedade. Embora a cidade de Ouro Preto tenha–se
mantido, pela preservação do seu casario e do material
utilizado na pavimentação de suas ruas, por exemplo, as
funções da cidade foram modificadas. Essas
transformações se relacionam com os avanços técnicos e
tecnológicos do momento histórico contemporâneo
mundial.
As modificações na funcionalidade dos objetos que
compõem a vida urbana mostram o processo em que
A crise de 1929 e, 10 anos mais tarde, a
Segunda Guerra Mundial aceleraram muito o processo
de substituição de importações, iniciado durante a
Primeira Guerra. O Brasil teve que produzir os bens
industrializados que antes sempre importara. O processo
não mais se interrompeu, expandindo–se na década de
50, via implantação da indústria automobilística, e
aprofundando–se na década de 70, graças à produção de
máquinas e equipamentos.
CARVALHO, José Murilo de. Política brasileira no século XX: o novo no velho. In: CARDIM,
C. H.; HIRST, M. (orgs.). Brasil–Argentina: soberania e cultura política. Brasília: IPRIFUNAG,
2003, p. 200.
Considerando–se o período histórico descrito no texto e as
transformações ocorridas, é correto afirmar que
Em 1697, publicou–se, em Lisboa, “A arte da
língua de Angola", a mais antiga gramática de uma língua
banto, escrita na Bahia, para uso dos jesuítas, com o
objetivo de facilitar a doutrinação de negros angolanos.
Os aportes bantos ou “bantuismos", palavras africanas
que se incorporaram à língua portuguesa no Brasil, estão
associados ao regime da escravidão (senzala, mucama,
banguê, quilombo). A maioria dessas palavras está
completamente integrada ao sistema linguístico do
português brasileiro, formando derivados da língua com
base na raiz banto (esmolambado, dengoso, sambista,
xingamento, mangação, molequeira, caçulinha,
quilombola).
CASTRO, Yeda P. de. Das línguas africanas ao português brasileiro. Revista eletrônica
do IPHAN. Dossiê Línguas do Brasil, nº 6 – jan/fev. 2007.
Disponível em:
fev.2009 (adaptado).
Dado o fato histórico–linguístico de incorporação de
“bantuismos" na língua portuguesa, conclui–se que
As transformações técnicas e tecnológicas
apresentam impactos importantes nos processos
produtivos, no avanço do conhecimento e na vida
cotidiana das sociedades. Estão presentes nos mais
variados aspectos da sociedade e influenciaram, de
forma variada, a história das civilizações, inclusive nas
relações de poder entre os povos e na supremacia bélica.
O aparato bélico foi um fator determinante para o
sucesso em diferentes combates. Isso fica evidente, ao
se tomar como exemplo o caso
A chamada Revolução Verde, iniciada na década de 1950, consistia em mudanças tecnológicas na produção agrícola e na
reestruturação fundiária nos países subdesenvolvidos. Um dos objetivos dessas mudanças era resolver o problema da fome no
mundo.
As consequências imediatas dessa revolução nos países subdesenvolvidos incluem

A gravura acima, de Carlos Scliar, que se refere à
experiência da guerra na Itália em 1944, relaciona–se com
S.O.S. Português
Por que os pronomes oblíquos têm esse nome e quais as
regras para utilizá–los?
As expressões “pronome oblíquo" e “pronome
reto" são oriundas do latim (casus obliquus e casus rectus).
Elas eram usadas para classificar as palavras de acordo
com a função sintática. Quando estavam como sujeito,
pertenciam ao caso reto. Se exerciam outra função (exceto
a de vocativo), eram relacionadas ao caso oblíquo, pois um
dos sentidos da palavra oblíquo é “não é direito ou reto".
Os pronomes pessoais da língua portuguesa seguem o
mesmo padrão: os que desempenham a função de sujeito
(eu, tu, ele, nós, vós e eles) são os pessoais do caso reto;
e os que normalmente têm a função de complementos
verbais (me, mim, comigo, te, ti, contigo, o, os, a, as, lhe,
lhes, se, si, consigo, nos, conosco, vos e convosco) são os
do caso oblíquo.
NOVA ESCOLA. Coluna “Na dúvida", dez. 2008, p. 20.
Na descrição dos pronomes, estão implícitas regras de
utilização adequadas para situações que exigem
linguagem formal. A estrutura que está de acordo com as
regras apresentadas no texto é:
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Após cada aula, são disponibilizadas online questões de
provas de concursos públicos sobre o conteúdo
apresentado. A evolução do aprendizado é monitorada e o
aluno recebe relatórios sobre o seu desempenho.
Correio Braziliense. Caderno Simuladão, 28 abr. 2009, p. 5.
No texto publicitário acima, predomina a função conativa
da linguagem, que é centrada no receptor da mensagem.
No texto em questão, os recursos de linguagem
empregados têm o objetivo de convencer
O acesso a informações remotas pode se dar de
várias formas. Ele pode significar navegar na World Wide
Web para obter informações ou apenas por diversão. As
informações disponíveis incluem artes, negócios, culinária,
governo, saúde, história e muitos outros. Muitos jornais são
publicados on–line e podem ser personalizados. Por
exemplo, às vezes é possível solicitar todas as
informações sobre políticos corruptos, grandes incêndios,
escândalos envolvendo celebridades e epidemias, mas
dispensar qualquer notícia sobre esportes.
Tanembaum, Andrew S.Redes de computadores, 4.ª Ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2003.
Quanto ao desenvolvimento das sociedades e ao
conhecimento produzido por essa tecnologia, verifica–se
que
Terça–feira, 30 de maio de 1893.
Eu gosto muito de todas as festas de Diamantina; mas
quando são na igreja do Rosário, que é quase pegada à
chácara de vovó, eu gosto ainda mais. Até parece que a
festa é nossa. E este ano foi mesmo. Foi sorteada para
rainha do Rosário uma ex–escrava de vovó chamada Júlia
e para rei um negro muito entusiasmado que eu não
conhecia. Coitada de Júlia! Ela vinha há muito tempo
ajuntando dinheiro para comprar um rancho. Gastou tudo
na festa e ainda ficou devendo. Agora é que eu vi como
fica caro para os pobres dos negros serem reis por um dia.
Júlia com o vestido e a coroa já gastou muito. Além disso,
teve de dar um jantar para a corte toda. A rainha tem uma
caudatária que vai atrás segurando na capa que tem uma
grande cauda. Esta também é negra da chácara e ajudou
no jantar. Eu acho graça é no entusiasmo dos pretos neste
reinado tão curto. Ninguém rejeita o cargo, mesmo
sabendo a despesa que dá!
MORLEY, Helena. Minha vida de menina. São Paulo: Companhia das Letras, 1998, p. 57.
O trecho acima apresenta marcas textuais que justificam o
emprego da linguagem coloquial. O tom informal do
discurso se deve ao fato de que se trata de
A maratona é a mais longa, difícil e emocionante
prova olímpica. Desde 1924, seu percurso é de 42,195 km.
Tudo começou no ano de 490 a.C., quando os soldados
gregos e persas travaram uma batalha que se desenrolou
entre a cidade de Maratona e o mar Egeu. A luta estava
difícil para os gregos. Comandados por Dario, os persas
avançavam seu exército em direção a Maratona. Milcíades,
o comandante grego, chamou o soldado Fílcides para pedir
reforços. Ele levou o apelo de cidade em cidade até chegar
a Atenas, 40 km distante. Com os reforços, os gregos
venceram. Milcíades ordenou que Fílcides fosse outra vez
a Atenas para informar que tinham vencido a batalha.
Quando Fílcides chegou ao seu destino, só teve forças
para dizer uma palavra: “Vencemos". E caiu morto.
DUARTE, Marcelo. O guia dos curiosos, São Paulo, Companhia das Letras, 1995, p. 197.
No texto, de natureza informativa,
Sorriso interior
O ser que é ser e que jamais vacila
Nas guerras imortais entra sem susto,
Leva consigo esse brasão augusto
Do grande amor, da nobre fé tranquila.
Os abismos carnais da triste argila
Ele os vence sem ânsias e sem custo...
Fica sereno, num sorriso justo,
Enquanto tudo em derredor oscila.
Ondas interiores de grandeza
Dão–lhe essa glória em frente à Natureza,
Esse esplendor, todo esse largo eflúvio.
O ser que é ser transforma tudo em flores...
E para ironizar as próprias dores
Canta por entre as águas do Dilúvio!
CRUZ e SOUZA, João da. Sorriso interior. Últimos sonetos. Rio de Janeiro:
UFSC/Fundação Casa de Rui Barbosa/FCC, 1984.
O poema representa a estética do Simbolismo, nascido
como uma reação ao Parnasianismo por volta de 1885. O
Simbolismo tem como característica, entre outras, a visão
do poeta inspirado e capaz de mostrar à humanidade, pela
poesia, o que esta não percebe.
O trecho do poema de Cruz e Souza que melhor
exemplifica o fazer poético, de acordo com as
características dos simbolistas, é:
Sou negro
Solano Trindade
Sou negro
meus avós foram queimados
pelo sol da África
minh'alma recebeu o batismo dos tambores
atabaques, gonguês e agogôs
Contaram–me que meus avós
vieram de Loanda
como mercadoria de baixo preço
plantaram cana pro senhor do engenho novo
e fundaram o primeiro Maracatu
Depois meu avô brigou como um danado
nas terras de Zumbi
Era valente como o quê
Na capoeira ou na faca
escreveu não leu
o pau comeu
Não foi um pai João
humilde e manso
Mesmo vovó
não foi de brincadeira
Na guerra dos Malês
ela se destacou
Na minh'alma ficou
o samba
o batuque
o bamboleio
e o desejo de libertação...
TRINDADE, Solano. Sou negro. In: Alda Beraldo. Trabalhando com poesia. São Paulo:
Ática, 1990, v. 2
O poema resgata a memória de fatos históricos que fazem
parte do patrimônio cultural do povo brasileiro e faz
referência a diversos elementos, entre os quais, incluem–se
A arte é quase tão antiga quanto o ser humano. A
função decisiva da arte nos seus primórdios foi a de
conferir poder mágico: poder sobre a natureza, poder
sobre os inimigos, poder sobre o parceiro de relações
sexuais, poder sobre a realidade, poder exercido no
sentido de um fortalecimento da coletividade humana. Nos
alvores da humanidade, a arte pouco tinha a ver com a
“beleza" e nada tinha a ver com a contemplação estética,
com o desfrute estético: era um instrumento mágico, uma
arma da coletividade humana em sua luta pela
sobrevivência. Por exemplo, a figura apresentada de uma
pintura rupestre comprova que as pinturas de animais nas
cavernas tinham a função de ajudar a dar ao caçador um
sentido de segurança e superioridade sobre a presa.
FISCHER, Ernst. A necessidade da arte. Rio de
Janeiro: Guanabara, p. 45. (adaptado).
Com base nas informações do texto, conclui–se que a arte,
nos seus primórdios, tinha a função de

Observando–se cada linha da sequência de números no
quadro acima, a sequência numérica adequada para
ocupar a última linha do quadro, da esquerda para a
direita, respeitando–se o padrão sugerido é