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Questões de Concurso – Aprova Concursos

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Para ser considerado um Software Livre, este deve conceder liberdade ao usuáriopara que ele possa executar, copiar,distribuir, estudar, alterar e melhoraro software. Assinale a alternativa queapresenta uma das liberdades essenciaisque um usuário do Software Livre possui.

A respeito da atuação do serviço socialna área de saúde do trabalhador, assinale a alternativa correta.

A Lei que regulamenta a profissão do Assistente Social indica as penalidades que os Conselhos Regionais de Serviço Social (CRESS) podem aplicar aos infratores dessa Lei. Assinale a alternativa que apresenta
expressamente uma das penalidades prevista na referida Lei.

Observe a figura:

Um avião sai às 22h de Nova Iorque (EUA), localizada a 74°W, em direção ao Cairo (Egito), localizado a 31°L. Considerando o tempo de voo como sendo de 11h, a aeronave pousará em seu destino às

Os rios e as drenagens podem ser classificados de diferentes formas. Do geral para o particular, as classificações mais comuns têm como base o padrão de drenagem, o comportamento da drenagem em relação ao substrato e a morfologia dos canais. As drenagens, observadas em uma carta topográfica, fotografia aérea ou imagem de satélite, apresentam padrões bastante característicos em função dos tipos de rocha e das estruturas geológicas presentes no substrato da bacia. Observe abaixo a bacia hidrográfica do rio Parnaíba:

A partir da observação da imagem, constata-se que drenagem da bacia do rio Parnaíba é caracterizada por ser do tipo

O consumo de energia é um dos principais indicadores do desenvolvimento econômico e do nível de qualidade de vida de qualquer sociedade. Ele reflete tanto o ritmo de atividade dos setores industrial, comercial e de serviços, quanto a capacidade da população para adquirir bens e serviços tecnologicamente
mais avançados, como automóveis (que demandam combustíveis), eletrodomésticos e eletroeletrônicos (que exigem acesso à rede elétrica e pressionam o consumo de energia elétrica).

Fonte: BRASIL, Agência Nacional de Energia Elétrica. Atlas de energia elétrica do Brasil. 3ed. Brasília: Aneel, 2008.

Observe o gráfico a seguir:

Sobre as características dos países e regiões do mundo a partir dos dados do gráfico, é procedente afirmar que

Considerando-se a densidade das técnicas no território e o que se apresenta no mapa sobre a rede de energia elétrica existente no Piauí, no período especificado, constata-se que

Seres autotróficos, como plantas, alguns protistas e cianobactérias, realizam a atividade fotossintética, que é essencial para a manutenção da vida na Terra. Além de formarem grande parte das cadeias alimentares, eles ainda são responsáveis pela liberação do oxigênio no ambiente. O processo da fotossíntese requer a presença da clorofila e de outros pigmentos, envolve uma série de reações químicas que ocorrem em diversos momentos e locais diferenciados e é dividido em duas etapas. Em relação às etapas fotossintéticas, justifica-se afirmar que

O esquema representa uma teia alimentar que se constitui de um conjunto de cadeias alimentares caracterizadas pela passagem de energia e nutrientes entre os organismos de um ecossistema.

Nessa teia, então,

“Considerado como hotspots mundiais de biodiversidade, apresenta extrema abundância de espécies endêmicas e sofre uma excepcional perda de habitat. Do ponto de vista da diversidade biológica, é reconhecido como a savana mais rica do mundo, abrigando 11.627 espécies de plantas nativas já catalogadas. Existe uma grande diversidade de habitats, que determinam uma notável alternância de espécies entre diferentes fitofisionomias. Cerca de 199 espécies de mamíferos são conhecidas, e a rica avifauna compreende cerca de 837 espécies. Os números de peixes (1200 espécies), répteis (180 espécies) e anfíbios (150 espécies) são elevados. O número de peixes endêmicos não é conhecido, porém os valores são bastante altos para anfíbios e répteis: 28% e 17%, respectivamente. De acordo com estimativas recentes, é o refúgio de 13% das borboletas, 35% das abelhas e 23% dos cupins dos trópicos”.

https://www.mma.gov.br/biomas/cerrado- Com adaptações. Acesso em 09/11/2019.

O excerto acima refere-se ao bioma

“As Unidades de Conservação(UC) são espaços territoriais, incluindo seus recursos ambientais, com características naturais relevantes, que têm a função de assegurar a representatividade de amostras significativas e ecologicamente viáveis das diferentes populações, habitat e ecossistemas do território
nacional e das águas jurisdicionais, preservando o patrimônio biológico existente”.

https://www.oeco.org.br/dicionario-ambiental/27099-o-que-sao-unidades-de-conservacao/- Acesso em 12/11/2019.

As Unidades de Conservação são divididas em categorias. Cada uma com objetivos próprios. Sobre essas categorias, é válido afirmar que

O ano-luz é definido como a distância percorrida pela luz quando atravessa o vácuo durante 1(um) Ano Juliano (365,25 dias). A distância do nosso Sol até a estrela mais próxima, Alpha Centauri, é de aproximadamente 4,3 anos-luz. Se a medição fosse feita em quilômetro, qual seria a distância aproximada
do Sol até Alpha Centauri?

(Dado: velocidade da luz no vácuo aproximadamente igual a 300.000 km/s)

Um Físico, em 1657, encontrou um novo método para determinar a trajetória dos raios luminosos, com base na ideia de que “a natureza sempre atua pelo caminho mais curto”, ou seja, de todos os caminhos possíveis para ir de um ponto a outro, a luz segue aquele a ser percorrido em tempo mínimo. Essas informações dizem respeito ao

Um ciclista move-se ao longo de uma linha reta, conforme o movimento descrito no gráfico s(m) versus t(s) abaixo (sem escala), onde “t” representa o tempo em segundos e “s” a posição em metros.

O gráfico da aceleração versus o tempo que melhor representa o movimento do ciclista no intervalo 0≤t≤20 segundos é dado por

Buraco na camada de ozônio observado em 2019 é o menor já registrado.

   A NASA divulgou um recorde que pode parecer surpreendente: o buraco na camada de ozônio atingiu sua menor extensão máxima já registrada. Apesar da boa notícia, seria injusto dar os créditos desse avanço à humanidade. Embora em muitos locais do mundo a conscientização sobre os cuidados com o ambiente tenha crescido, há um importante fator natural que ocasionou o recorde divulgado na segunda-feira.
   Um vórtice polar, tipo de ciclone persistente, causou uma onda de calor aproximadamente 20 quilômetros acima da Antártica, resultando em um aumento das temperaturas nessa porção da atmosfera. Essa mudança ajudou a restringir as condições que culminam na formação de compostos que destroem a camada de ozônio, assim impactando positivamente o meio ambiente.

Disponível em: https://veja.abril.com.br/ciencia/buraco-na-camada-de-ozonio-observado-em-2019-e-o-menor-ja-registrado/.Acesso em 13 nov.2019.

Conforme se sabe, o aumento do buraco da camada de ozônio tem causado sérios danos ao homem e ao meio ambiente. É exemplo de danos (impactos) relacionado a esse fenômeno

Os polímeros sintéticos ou artificiais, também chamados de plásticos, são materiais orgânicos, de constituição macromolecular, dotados de grande maleabilidade, facilmente transformáveis mediante o emprego de calor e pressão. Em se tratando de polímeros sintéticos,

No mundo da sétima arte quase tudo é possível. Nos filmes da Marvel, em particular, o herói, Capitão América, lança um escudo que acerta os inimigos do Capitão. O escudo volta à mão dele 99,99% das vezes em que é lançado. Um diálogo entre o Homem-Aranha e Capitão América, no filme Guerra Civil, deixa claro que o escudo sempre volta apesar das leis da física:

Homem-Aranha: “... ele não obedece às leis da física!...”
Capitão América: “... filho, existem muitas coisas que você não sabe ... “

No diálogo, o Homem-Aranha se refere ao escudo do Capitão América.
Em uma dessas batalhas, o Capitão América, posicionado no ponto P, percebeu que poderia abater os oito inimigos lançando o escudo para direita ou para esquerda. Assim, ele fez esse movimento do escudo, formando uma estrela de nove pontas, conforme descrito no desenho abaixo.

Para o movimento do escudo ser perfeito, o valor do ângulo indicado deve ser igual a

Entre as palavras do texto, as que recebem acento gráfico pela mesma regra de acentuação são

Com base no texto, responda à questão.

No período “Você acha que o individualismo é uma tendência crescente?”, a oração subordinada substantiva destacada exerce a função sintática de

O poema a seguir refere-se à questão.

O vocábulo apalavrou (v. 6) exemplifica o processo de derivação

Leia o texto para a responder à questão.

Comunicação

   É importante saber o nome das coisas. Ou, pelo menos, saber comunicar o que você quer. Imagine-se entrando numa loja para comprar um... um... como é mesmo o nome?
   "Posso ajudá-lo, cavalheiro?"
   "Pode. Eu quero um daqueles, daqueles..."
   "Pois não?"
   "Um... como é mesmo o nome?"
   "Sim?"
   "Pomba! Um... um... Que cabeça a minha. A palavra me escapou por completo. É uma coisa simples, conhecidíssima."
   "Sim senhor."
   "O senhor vai dar risada quando souber."
   "Sim senhor."
   "Olha, é pontuda, certo?"
   "O quê, cavalheiro?"
   "Isso que eu quero. Tem uma ponta assim, entende? Depois vem assim, assim, faz uma volta, aí vem reto de novo, e na outra ponta tem uma espécie de encaixe, entende? Na ponta tem outra volta, só que esta é mais fechada. E tem um, um... Uma espécie de, como é que se diz? De sulco. Um sulco onde encaixa a outra ponta, a pontuda, de sorte que o, a, o negócio, entende, fica fechado. É isso. Uma coisa pontuda que fecha. Entende?"
   "Infelizmente, cavalheiro..."
   "Ora, você sabe do que eu estou falando."
   "Estou me esforçando, mas..."
   "Escuta. Acho que não podia ser mais claro. Pontudo numa ponta, certo?"
   "Se o senhor diz, cavalheiro."
   "Como, se eu digo? Isso já é má vontade. Eu sei que é pontudo numa ponta. Posso não saber o nome da coisa, isso é um detalhe. Mas sei exatamente o que eu quero."
   "Sim senhor. Pontudo numa ponta."
   "Isso. Eu sabia que você compreenderia. Tem?"
   "Bom, eu preciso saber mais sobre o, a, essa coisa. Tente descrevê-la outra vez. [...] Essa coisa que o senhor quer, é feito do quê?"
   "É de, sei lá. De metal."
   "Muito bem. De metal. Ela se move?"
   "Bem... É mais ou menos assim. Presta atenção nas minhas mãos. É assim, assim, dobra aqui e encaixa na ponta, assim."
   "Tem mais de uma peça? Já vem montado?"
   "É inteiriço. Tenho quase certeza de que é inteiriço."
   "Francamente..."
   "Mas é simples! Uma coisa simples. Olha: assim, assim, uma volta aqui, vem vindo, vem vindo, outra volta e clique, encaixa."
   "Ah, tem clique. É elétrico."
   "Não! Clique, que eu digo, é o barulho de encaixar."
   "Já sei!"
   "Ótimo!"
   "O senhor quer uma antena externa de televisão."
   "Não! Escuta aqui. Vamos tentar de novo..."
   "Tentemos por outro lado. Para o que serve?"
   "Serve assim para prender. Entende? Uma coisa pontuda que prende. Você enfia a ponta pontuda por aqui, encaixa a ponta no sulco e prende as duas partes de uma coisa."
   "Certo. Esse instrumento que o senhor procura funciona mais ou menos como um gigantesco alfinete de segurança e..."
   "Mas é isso! É isso! Um alfinete de segurança!"
   "Mas do jeito que o senhor descrevia parecia uma coisa enorme, cavalheiro!"
   "É que eu sou meio expansivo. Me vê aí um... um... Como é mesmo o nome?"

VERÍSSIMO, Luis Fernando. Comunicação. In: Para gostar de ler, v.7. 3.ed. São Paulo: Ática, 1982. p. 35-37.

A respeito da crônica e dos elementos envolvidos no processo de comunicação, verifica-se que

Leia o texto para a responder à questão.

Comunicação

   É importante saber o nome das coisas. Ou, pelo menos, saber comunicar o que você quer. Imagine-se entrando numa loja para comprar um... um... como é mesmo o nome?
   "Posso ajudá-lo, cavalheiro?"
   "Pode. Eu quero um daqueles, daqueles..."
   "Pois não?"
   "Um... como é mesmo o nome?"
   "Sim?"
   "Pomba! Um... um... Que cabeça a minha. A palavra me escapou por completo. É uma coisa simples, conhecidíssima."
   "Sim senhor."
   "O senhor vai dar risada quando souber."
   "Sim senhor."
   "Olha, é pontuda, certo?"
   "O quê, cavalheiro?"
   "Isso que eu quero. Tem uma ponta assim, entende? Depois vem assim, assim, faz uma volta, aí vem reto de novo, e na outra ponta tem uma espécie de encaixe, entende? Na ponta tem outra volta, só que esta é mais fechada. E tem um, um... Uma espécie de, como é que se diz? De sulco. Um sulco onde encaixa a outra ponta, a pontuda, de sorte que o, a, o negócio, entende, fica fechado. É isso. Uma coisa pontuda que fecha. Entende?"
   "Infelizmente, cavalheiro..."
   "Ora, você sabe do que eu estou falando."
   "Estou me esforçando, mas..."
   "Escuta. Acho que não podia ser mais claro. Pontudo numa ponta, certo?"
   "Se o senhor diz, cavalheiro."
   "Como, se eu digo? Isso já é má vontade. Eu sei que é pontudo numa ponta. Posso não saber o nome da coisa, isso é um detalhe. Mas sei exatamente o que eu quero."
   "Sim senhor. Pontudo numa ponta."
   "Isso. Eu sabia que você compreenderia. Tem?"
   "Bom, eu preciso saber mais sobre o, a, essa coisa. Tente descrevê-la outra vez. [...] Essa coisa que o senhor quer, é feito do quê?"
   "É de, sei lá. De metal."
   "Muito bem. De metal. Ela se move?"
   "Bem... É mais ou menos assim. Presta atenção nas minhas mãos. É assim, assim, dobra aqui e encaixa na ponta, assim."
   "Tem mais de uma peça? Já vem montado?"
   "É inteiriço. Tenho quase certeza de que é inteiriço."
   "Francamente..."
   "Mas é simples! Uma coisa simples. Olha: assim, assim, uma volta aqui, vem vindo, vem vindo, outra volta e clique, encaixa."
   "Ah, tem clique. É elétrico."
   "Não! Clique, que eu digo, é o barulho de encaixar."
   "Já sei!"
   "Ótimo!"
   "O senhor quer uma antena externa de televisão."
   "Não! Escuta aqui. Vamos tentar de novo..."
   "Tentemos por outro lado. Para o que serve?"
   "Serve assim para prender. Entende? Uma coisa pontuda que prende. Você enfia a ponta pontuda por aqui, encaixa a ponta no sulco e prende as duas partes de uma coisa."
   "Certo. Esse instrumento que o senhor procura funciona mais ou menos como um gigantesco alfinete de segurança e..."
   "Mas é isso! É isso! Um alfinete de segurança!"
   "Mas do jeito que o senhor descrevia parecia uma coisa enorme, cavalheiro!"
   "É que eu sou meio expansivo. Me vê aí um... um... Como é mesmo o nome?"

VERÍSSIMO, Luis Fernando. Comunicação. In: Para gostar de ler, v.7. 3.ed. São Paulo: Ática, 1982. p. 35-37.

A interação entre os interlocutores da crônica foi difícil porque o

O reconhecimento dos diferentes gêneros textuais, seu contexto de uso, sua função social, seu propósito comunicativo e a sua forma mais comum relacionam-se aos conhecimentos construídos socioculturalmente. A análise do texto demonstra que o público alvo do anúncio são

Nesse trecho do hino, o verbo “ouviram” tem um sujeito

Leia o texto para responder à questão.

CAMPANHA DOS 100 ANOS DA ABI (Associação Brasileira de Imprensa).

Vírgula pode ser uma pausa… ou não.
Não, espere.
Não espere.
[...]
Pode criar heróis…
Isso só, ele resolve.
Isso só ele resolve.
Ela pode forçar o que você não quer.
Aceito, obrigado.
Aceito obrigado.
Ela pode ser uma solução.
Vamos perder, nada foi resolvido.
Vamos perder nada, foi resolvido.

A vírgula muda uma opinião.
Não queremos saber.
Não, queremos saber.
A vírgula pode condenar ou salvar.
Não tenha clemência!
Não, tenha clemência!
Uma vírgula muda tudo.
ABI: 100 anos lutando para que ninguém mude uma vírgula da sua informação.

Disponível em:<https://profekarina.wordpress.com/gramatica/uma-virgula-muda-tudo/> (Adaptado). Acesso em 12 de nov. de 2019.

A respeito do uso da vírgula no texto, verifica-se que

No primeiro quadrinho, a frase interrogativa que constitui a fala do pai expressa

O título do poema aponta para uma relação comum na interlocução. O título é, pois, comprovado em

Leia o texto para responder à questão.

O Homem Nu

   Ao acordar, disse para a mulher:
   – Escuta, minha filha: hoje é dia de pagar a prestação da televisão, vem aí o sujeito com a conta, na certa. Mas acontece que ontem eu não trouxe dinheiro da cidade, estou a nenhum.
   – Explique isso ao homem – ponderou a mulher.
   – Não gosto dessas coisas. Dá um ar de vigarice, gosto de cumprir rigorosamente as minhas obrigações. Escuta: quando ele vier a gente fica quieto aqui dentro, não faz barulho, para ele pensar que não tem ninguém. Deixa ele bater até cansar – amanhã eu pago.
Pouco depois, tendo despido o pijama, dirigiu-se ao banheiro para tomar um banho, mas a mulher já se trancara lá dentro. Enquanto esperava, resolveu fazer um café. Pôs a água a ferver e abriu a porta de serviço para apanhar o pão. Como estivesse completamente nu, olhou com cautela para um lado e para outro antes de arriscar-se a dar dois passos até o embrulhinho deixado pelo padeiro sobre o mármore do parapeito.
Ainda era muito cedo, não poderia aparecer ninguém. Mal seus dedos, porém, tocavam o pão, a porta atrás de si fechou-se com estrondo, impulsionada pelo vento.
Aterrorizado, precipitou-se até a campainha e, depois de tocá-la, ficou à espera, olhando ansiosamente ao redor. Ouviu lá dentro o ruído da água do chuveiro interromper-se de súbito, mas ninguém veio abrir. Na certa a mulher pensava que já era o sujeito da televisão. Bateu com o nó dos dedos:
   – Maria! Abre aí, Maria. Sou eu – chamou, em voz baixa.
Quanto mais batia, mais silêncio fazia lá dentro.
Enquanto isso, ouvia lá embaixo a porta do elevador fechar-se, viu o ponteiro subir lentamente os andares... Desta vez, era o homem da televisão!
Não era. Refugiado no lanço da escada entre os andares, esperou que o elevador passasse, e voltou para a porta de seu apartamento, sempre a segurar nas mãos nervosas o embrulho de pão:
   – Maria, por favor! Sou eu!
Desta vez não teve tempo de insistir: ouviu passos na escada, lentos, regulares, vindos lá de baixo...
Tomado de pânico, olhou ao redor, fazendo uma pirueta, e assim despido, embrulho na mão, parecia executar um ballet grotesco e mal ensaiado. Os passos na escada se aproximavam, e ele sem onde se esconder. Correu para o elevador, apertou o botão. Foi o tempo de abrir a porta e entrar, e a empregada passava, vagarosa, encetando a subida de mais um lanço de escada. Ele respirou aliviado, enxugando o suor da testa com o embrulho do pão.
Mas eis que a porta interna do elevador se fecha e ele começa a descer.
   – Ah, isso é que não! – fez o homem nu, sobressaltado.
E agora? Alguém lá embaixo abriria a porta do elevador e daria com ele ali, em pelo, podia mesmo ser algum vizinho conhecido... Percebeu, desorientado, que estava sendo levado cada vez para mais longe de seu apartamento, começava a viver um verdadeiro pesadelo de Kafka, instaurava-se naquele momento o mais autêntico e desvairado Regime do Terror!
   – Isso é que não – repetiu, furioso.
Agarrou-se à porta do elevador e abriu-a com força entre os andares, obrigando-o a parar. Respirou fundo, fechando os olhos, para ter a momentânea ilusão de que sonhava. Depois experimentou apertar o botão do seu andar. Lá embaixo continuavam a chamar o elevador. Antes de mais nada: "Emergência: parar". Muito bem. E agora? Iria subir ou descer? Com cautela desligou a parada de emergência, largou a porta, enquanto insistia em fazer o elevador subir. O elevador subiu.
   – Maria! Abre esta porta! – gritava, desta vez esmurrando a porta, já sem nenhuma cautela. Ouviu que outra porta se abria atrás de si.
Voltou-se, acuado, apoiando o traseiro no batente e tentando inutilmente cobrir-se com o embrulho de pão. Era a velha do apartamento vizinho:
   – Bom dia, minha senhora – disse ele, confuso. – Imagine que eu...

   A velha, estarrecida, atirou os braços para cima, soltou um grito:
   – Valha-me Deus! O padeiro está nu!
   E correu ao telefone para chamar a radiopatrulha:
   – Tem um homem pelado aqui na porta!
   Outros vizinhos, ouvindo a gritaria, vieram ver o que se passava:
   – É um tarado!
   – Olha, que horror!
   – Não olha não! Já pra dentro, minha filha!
   Maria, a esposa do infeliz, abriu finalmente a porta para ver o que era. Ele entrou como um foguete e vestiu-se precipitadamente, sem nem se lembrar do banho. Poucos minutos depois, restabelecida a calma lá fora, bateram na porta.
   – Deve ser a polícia – disse ele, ainda ofegante, indo abrir.
   Não era: era o cobrador da televisão.

SABINO, Fernando. In: MORICONI, Ítalo (Org.). Os cem melhores contos brasileiros do século. Rio de Janeiro: Objetiva, 2001. p. 249-251

O trecho do texto em que há uma opinião é:

Texto para a questão.

No segundo quadrinho, na fala do homem, as reticências indicam

Texto para a questão.

Na frase do terceiro quadrinho: “Eu me mudei daqui ontem”, o verbo em destaque está na voz

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