A maratona é a mais longa, difícil e emocionante
prova olímpica. Desde 1924, seu percurso é de 42,195 km.
Tudo começou no ano de 490 a.C., quando os soldados
gregos e persas travaram uma batalha que se desenrolou
entre a cidade de Maratona e o mar Egeu. A luta estava
difícil para os gregos. Comandados por Dario, os persas
avançavam seu exército em direção a Maratona. Milcíades,
o comandante grego, chamou o soldado Fílcides para pedir
reforços. Ele levou o apelo de cidade em cidade até chegar
a Atenas, 40 km distante. Com os reforços, os gregos
venceram. Milcíades ordenou que Fílcides fosse outra vez
a Atenas para informar que tinham vencido a batalha.
Quando Fílcides chegou ao seu destino, só teve forças
para dizer uma palavra: “Vencemos". E caiu morto.
DUARTE, Marcelo. O guia dos curiosos, São Paulo, Companhia das Letras, 1995, p. 197.
No texto, de natureza informativa,
Sorriso interior
O ser que é ser e que jamais vacila
Nas guerras imortais entra sem susto,
Leva consigo esse brasão augusto
Do grande amor, da nobre fé tranquila.
Os abismos carnais da triste argila
Ele os vence sem ânsias e sem custo...
Fica sereno, num sorriso justo,
Enquanto tudo em derredor oscila.
Ondas interiores de grandeza
Dão–lhe essa glória em frente à Natureza,
Esse esplendor, todo esse largo eflúvio.
O ser que é ser transforma tudo em flores...
E para ironizar as próprias dores
Canta por entre as águas do Dilúvio!
CRUZ e SOUZA, João da. Sorriso interior. Últimos sonetos. Rio de Janeiro:
UFSC/Fundação Casa de Rui Barbosa/FCC, 1984.
O poema representa a estética do Simbolismo, nascido
como uma reação ao Parnasianismo por volta de 1885. O
Simbolismo tem como característica, entre outras, a visão
do poeta inspirado e capaz de mostrar à humanidade, pela
poesia, o que esta não percebe.
O trecho do poema de Cruz e Souza que melhor
exemplifica o fazer poético, de acordo com as
características dos simbolistas, é:
Sou negro
Solano Trindade
Sou negro
meus avós foram queimados
pelo sol da África
minh'alma recebeu o batismo dos tambores
atabaques, gonguês e agogôs
Contaram–me que meus avós
vieram de Loanda
como mercadoria de baixo preço
plantaram cana pro senhor do engenho novo
e fundaram o primeiro Maracatu
Depois meu avô brigou como um danado
nas terras de Zumbi
Era valente como o quê
Na capoeira ou na faca
escreveu não leu
o pau comeu
Não foi um pai João
humilde e manso
Mesmo vovó
não foi de brincadeira
Na guerra dos Malês
ela se destacou
Na minh'alma ficou
o samba
o batuque
o bamboleio
e o desejo de libertação...
TRINDADE, Solano. Sou negro. In: Alda Beraldo. Trabalhando com poesia. São Paulo:
Ática, 1990, v. 2
O poema resgata a memória de fatos históricos que fazem
parte do patrimônio cultural do povo brasileiro e faz
referência a diversos elementos, entre os quais, incluem–se
A arte é quase tão antiga quanto o ser humano. A
função decisiva da arte nos seus primórdios foi a de
conferir poder mágico: poder sobre a natureza, poder
sobre os inimigos, poder sobre o parceiro de relações
sexuais, poder sobre a realidade, poder exercido no
sentido de um fortalecimento da coletividade humana. Nos
alvores da humanidade, a arte pouco tinha a ver com a
“beleza" e nada tinha a ver com a contemplação estética,
com o desfrute estético: era um instrumento mágico, uma
arma da coletividade humana em sua luta pela
sobrevivência. Por exemplo, a figura apresentada de uma
pintura rupestre comprova que as pinturas de animais nas
cavernas tinham a função de ajudar a dar ao caçador um
sentido de segurança e superioridade sobre a presa.
FISCHER, Ernst. A necessidade da arte. Rio de
Janeiro: Guanabara, p. 45. (adaptado).
Com base nas informações do texto, conclui–se que a arte,
nos seus primórdios, tinha a função de

Observando–se cada linha da sequência de números no
quadro acima, a sequência numérica adequada para
ocupar a última linha do quadro, da esquerda para a
direita, respeitando–se o padrão sugerido é