Em apresentações musicais realizadas em
espaços onde o público fica longe do palco, é
necessária a instalação de alto–falantes adicionais
a grandes distâncias, além daqueles localizados no
palco. Como a velocidade com que o som se propaga
no ar (vsom = 3,4 × 102 m/s) é muito menor do que a
velocidade com que o sinal elétrico se propaga nos
cabos (vsinal = 2,6 × 108 m/s), é necessário atrasar o
sinal elétrico de modo que este chegue pelo cabo ao
alto–falante no mesmo instante em que o som vindo
do palco chega pelo ar. Para tentar contornar esse
problema, um técnico de som pensou em simplesmente
instalar um cabo elétrico com comprimento suficiente
para o sinal elétrico chegar ao mesmo tempo que o
som, em um alto–falante que está a uma distância de
680 metros do palco.
A solução é inviável, pois seria necessário um cabo
elétrico de comprimento mais próximo de
Pela manipulação genética, machos do Aedes
aegypti, mosquito vetor da dengue, criados em laboratório
receberam um gene modificado que produz uma proteína
que mata a prole de seu cruzamento.
SILVEIRA, E. Disponível em: www.pesquisa.fapesp.com.br. Acesso em:14 jun. 2011 (adaptado).
Com o emprego dessa técnica, o número de casos de
dengue na população humana deverá diminuir, pois
Motores a combustão interna apresentam melhor
rendimento quando podem ser adotadas taxas de
compressão mais altas nas suas câmaras de combustão,
sem que o combustível sofra ignição espontânea.
Combustíveis com maiores índices de resistência à
compressão, ou seja, maior octanagem, estão associados
a compostos com cadeias carbônicas menores, com
maior número de ramificações e com ramificações mais
afastadas das extremidades da cadeia. Adota–se como
valor padrão de 100% de octanagem o isômero do octano
mais resistente à compressão.
Com base nas informações do texto, qual dentre os
isômeros seguintes seria esse composto?
Ácido muriático (ou ácido clorídrico comercial) é
bastante utilizado na limpeza pesada de pisos para
remoção de resíduos de cimento, por exemplo. Sua
aplicação em resíduos contendo quantidades apreciáveis
de CaCO3 resulta na liberação de um gás. Considerando
a ampla utilização desse ácido por profissionais da área
de limpeza, torna–se importante conhecer os produtos
formados durante seu uso.
A fórmula do gás citado no texto e um teste que pode
ser realizado para confirmar sua presença são,
respectivamente:
A fórmula do gás citado no texto e um teste que pode
ser realizado para confirmar sua presença são,
respectivamente:

Com base nas informações verbais e no contexto social da tirinha, infere–se que o cliente
El idioma español en África subsahariana:
aproximación y propuesta
La inexistencia de un imperio colonial español
contemporáneo en África subsahariana durante los siglos
XIX y XX es la causa de la ausencia actual de la lengua
española en ese espacio como seña lingüística, con la
excepción del Estado ecuatoguineano. En consecuencia,
la lengua española es, en ese subcontinente, un idioma
muy poco conocido y promovido. Por otro lado, la
importante presencia colonial portuguesa en África tuvo
como consecuencia el nacimiento de cinco Estados
oficialmente lusófonos. Convendrá, en esos países del
África subsahariana, la promoción del español a partir de
la afinidad con el portugués, lengua consolidada ya en
ese espacio.
DURÁNTEZ PRADOS, F. A. Disponível em: www.realinstitutoelcano.org.
Acesso em: 20 jan. 2012 (adaptado).
No artigo, após um esboço sobre a presença do espanhol
na África subsaariana, propõe–se

Na tira, o recurso utilizado para produzir humor é a
No Brasil de hoje são falados por volta de 200 idiomas. As nações indígenas do país falam cerca de 180 línguas,
e as comunidades de descendentes de imigrantes cerca de 30 línguas. Há uma ampla riqueza de usos, práticas e
variedades no âmbito da própria língua portuguesa falada no Brasil, diferenças estas de caráter diatópico (variações
regionais) e diastrático (variações de classes sociais) pelo menos. Somos, portanto, um país de muitas línguas, tal qual
a maioria dos países do mundo (em 94% dos países são faladas mais de uma língua).
Fomos no passado, ainda muito mais do que hoje, um território plurilíngue. Cerca de 1078 línguas indígenas
eram faladas quando aqui aportaram os portugueses, há 500 anos, segundo estimativas de Rodrigues (1993).
Porém, o Estado português e, depois da independência, o Estado brasileiro, que o sucedeu, tiveram por política impor
o português como a única língua legítima, considerando–a “companheira do Império". A política linguística principal do
Estado sempre foi a de reduzir o número de línguas, num processo de glotocídio (eliminação de línguas) por meio do
deslocamento linguístico, isto é, de sua substituição pela língua portuguesa. Somente na primeira metade do século XX,
segundo Darcy Ribeiro, 67 línguas indígenas desapareceram no Brasil — mais de uma por ano, portanto. Das cerca
de 1 078 línguas indígenas faladas em 1 500, ficamos com aproximadamente 180 em 2000 (um decréscimo de 85%),
e várias destas 180 encontram–se em estado avançado de desaparecimento.
Disponível em: www.cultura.gov. Acesso em: 28 fev. 2012 (adaptado).
As línguas indígenas contribuíram, entre outros aspectos, para a introdução de novas palavras no português do Brasil.
De acordo com o texto apresentado, infere–se que a redução do número de línguas indígenas
Só é meu
O país que trago dentro da alma.
Entro nele sem passaporte
Como em minha casa.
[...]
As ruas me pertencem.
Mas não há casas nas ruas.
As casas foram destruídas desde a minha infância.
Os seus habitantes vagueiam no espaço
À procura de um lar.
[...]
Só é meu
O mundo que trago dentro da alma.
BANDEIRA, M. Um poema de Chagall. In: Estrela da vida inteira: poemas traduzidos.
Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1993 (fragmento).

A arte, em suas diversas manifestações, desperta
sentimentos que atravessam fronteiras culturais.
Relacionando a temática do texto com a imagem,
percebe–se a ligação entre a

As imagens representam, respectivamente, as obras
Futebol, do artista plástico Nelson Leirner; e Superhomens,
de Rubens Gerchman. São obras representativas de um
movimento denominado Pop Art, que ecoou no Brasil
na década de 1960, no qual artistas se apropriaram de
imagens da vida diária e da cultura de massa, tornandoas
objetos de arte. A partir de uma perspectiva ampliada
e crítica sobre o esporte, interpretada como um elemento
da cultura corporal de movimento, as imagens
O internetês na escola
O internetês — expressão grafolinguística criada
na internet pelos adolescentes na última década — foi,
durante algum tempo, um bicho de sete cabeças para
gramáticos e estudiosos da língua. Eles temiam que as
abreviações fonéticas (onde “casa" vira ksa; e “aqui"
vira aki) comprometessem o uso da norma culta do
português para além das fronteiras cibernéticas.
Mas, ao que tudo indica, o temido internetês não
passa de um simpático bichinho de uma cabecinha só.
Ainda que a maioria dos professores e educadores
se preocupe com ele, a ocorrência do internetês
nas provas escolares, vestibulares e em concursos
públicos é insignificante. Essa forma de expressão
parece ainda estar restrita a seu hábitat natural.
Aliás, aí está a questão: saber separar bem a hora
em que podemos escrever de qq jto, da hora em que
não podemos escrever de “qualquer jeito". Mas, e para
um adolescente que fica várias horas “teclando" que
nem louco nos instant messengers e chats da vida, é
fácil virar a “chavinha" no cérebro do internetês para o
português culto? “Essa dificuldade será proporcional ao
contato que o adolescente tenha com textos na forma
culta, como jornais ou obras literárias. Dependendo
deste contato, ele terá mais facilidade para abrir mão
do internetês" — explica Eduardo de Almeida Navarro,
professor livre–docente de língua tupi e literatura
colonial da USP.
Segundo o texto, a interação virtual favoreceu o
surgimento da modalidade linguística conhecida como
internetês. Quanto à influência do internetês no uso da
forma culta da língua, infere–se que

Confl itos de interação ajudam a promover o efeito de
humor. No cartum, o recurso empregado para promover
esse efeito é a
TEXTO I
Poema de sete faces
Mundo mundo vasto mundo,
Se eu me chamasse Raimundo
seria uma rima, não seria uma solução.
Mundo mundo vasto mundo,
mais vasto é meu coração.
ANDRADE, C. D. Antologia poética. Rio de Janeiro: Record, 2001 (fragmento).
TEXTO II
CDA (imitado)
Ó vida, triste vida!
Se eu me chamasse Aparecida
dava na mesma.
FONTELA, O. Poesia reunida. São Paulo: Cosac Naify; Rio de Janeiro: 7Letras, 2006.
Orides Fontela intitula seu poema CDA, sigla de Carlos
Drummond de Andrade, e entre parênteses indica
“imitado" porque, como nos versos de Drummond,
Todo bom escritor tem o seu instante de graça, possui
a sua obra–prima, aquela que congrega numa estrutura
perfeita os seus dons mais pessoais. Para Dias Gomes
essa hora de inspiração veio–lhe no dia que escreveu
O pagador de promessas. Em torno de Zé–do–Burro —
herói ideal, por unir o máximo de caráter ao mínimo de
inteligência, naquela zona fronteiriça entre o idiota e o
santo — o enredo espalha a malícia e a maldade de uma
capital como Salvador, mitificada pela música popular
e pela literatura, na qual o explorador de mulheres se
chama inevitavelmente Bonitão, o poeta popular, Dedé
Cospe–Rima, e o mestre de capoeira, Manuelzinho Sua
Mãe. O colorido do quadro contrasta fortemente com a
simplicidade da ação, que caminha numa linha reta da
chegada de Zé–do–Burro à sua entrada trágica e triunfal na
igreja — não sob a cruz, conforme prometera, mas sobre
ela, carregado pelos capoeiras, “como um crucifixado".
PRADO, D. A. O teatro brasileiro moderno. São Paulo: Perspectiva, 2008 (fragmento).
A avaliação crítica de Décio de Almeida Prado destaca as
qualidades de O pagador de promessas. Com base nas
ideias defendidas por ele, uma boa obra teatral deve
A noz é uma especiaria muito apreciada nas
festas de fim de ano. Uma pesquisa de preços feita
em três supermercados obteve os seguintes valores:
no supermercado A é possível comprar nozes a granel
no valor de R$ 24,00 o quilograma; o supermercado B
vende embalagens de nozes hermeticamente fechadas
com 250 gramas a R$ 3,00; já o supermercado C vende
nozes a granel a R$ 1,50 cada 100 gramas.
A sequência dos supermercados, de acordo com a ordem
crescente do valor da noz, é