Ir para o conteúdo principal

Questões de Concurso – Aprova Concursos

Milhares de questões com o conteúdo atualizado para você praticar e chegar ao dia da prova preparado!


Exibir questões com:
Não exibir questões:
Minhas questões:
Filtros aplicados:

Dica: Caso encontre poucas questões de uma prova específica, filtre pela banca organizadora do concurso que você deseja prestar.

Exibindo questões de 280 encontradas. Imprimir página Salvar em Meus Filtros
Folha de respostas:

  • 1
    • a
    • b
    • c
    • d
    • e
  • 2
    • a
    • b
    • c
    • d
    • e
  • 3
    • a
    • b
    • c
    • d
    • e
  • 4
    • a
    • b
    • c
    • d
    • e
  • 5
    • a
    • b
    • c
    • d
    • e
  • 6
    • a
    • b
    • c
    • d
    • e
  • 7
    • a
    • b
    • c
    • d
    • e
  • 8
    • a
    • b
    • c
    • d
    • e
  • 9
    • a
    • b
    • c
    • d
    • e
  • 10
    • a
    • b
    • c
    • d
    • e
  • 11
    • a
    • b
    • c
    • d
    • e
  • 12
    • a
    • b
    • c
    • d
    • e
  • 13
    • a
    • b
    • c
    • d
    • e
  • 14
    • a
    • b
    • c
    • d
    • e
  • 15
    • a
    • b
    • c
    • d
    • e

A poesia que floresceu nos anos 70 do século XX é inquieta, anárquica, contestadora. A “poesia marginal", como

ficou conhecida, não se filia a nenhuma estética literária em particular, embora seja possível ver nela traços de algumas

vanguardas que a precederam, como no poema a seguir.

S.O.S

Chacal

(...) nós que não somos médicos psiquiatras

nem ao menos bons cristãos

nos dedicamos a salvar pessoas

que como nós

sofrem de um mal misterioso: o sufoco

CAMPEDELLI, Samira Y. Poesia Marginal dos Anos 70. São Paulo: Scipione, 1995 (adaptado).

Da leitura do poema e do texto crítico acima, infere–se que a poesia dos anos 70

A velha Totonha de quando em vez batia no engenho.

E era um acontecimento para a meninada... Que talento ela

possuía para contar as suas histórias, com um jeito admirável

de falar em nome de todos os personagens, sem nenhum dente

na boca, e com uma voz que dava todos os tons às palavras!

Havia sempre rei e rainha, nos seus contos, e forca e

adivinhações. E muito da vida, com as suas maldades e as suas

grandezas, a gente encontrava naqueles heróis e naqueles

intrigantes, que eram sempre castigados com mortes horríveis!

O que fazia a velha Totonha mais curiosa era a cor local que ela

punha nos seus descritivos. Quando ela queria pintar um reino

era como se estivesse falando dum engenho fabuloso. Os rios e

florestas por onde andavam os seus personagens se pareciam

muito com a Paraíba e a Mata do Rolo. O seu Barba-Azul era

um senhor de engenho de Pernambuco.

José Lins do Rego. Menino de Engenho. Rio de Janeiro:

José Olympio, 1980, p. 49-51 (com adaptações).

Na construção da personagem “velha Totonha", é possível

identificar traços que revelam marcas do processo de

colonização e de civilização do país. Considerando o texto

acima, infere-se que a velha Totonha

Assinale a opção que apresenta um verso do soneto de

Cláudio Manoel da Costa em que o poeta se dirige ao seu

interlocutor.

No texto II, verifica-se que o autor utiliza

A partir do trecho de Vidas Secas (texto I) e das

informações do texto II, relativas às concepções artísticas

do romance social de 1930, avalie as seguintes

afirmativas.

I O pobre, antes tratado de forma exótica e folclórica pelo

regionalismo pitoresco, transforma-se em protagonista

privilegiado do romance social de 30

II A incorporação do pobre e de outros marginalizados

indica a tendência da ficção brasileira da década de 30

de tentar superar a grande distância entre o intelectual e

as camadas populares.

III Graciliano Ramos e os demais autores da década de 30

conseguiram, com suas obras, modificar a posição

social do sertanejo na realidade nacional.

É correto apenas o que se afirma em


A antítese que configura uma imagem da divisão social do

trabalho na sociedade brasileira é expressa poeticamente

na oposição entre a doçura do branco açúcar e

Considerando-se a linguagem desses dois textos,

verifica-se que

No poema Procura da poesia, Carlos Drummond de Andrade expressa a concepção estética de se fazer com palavras o que o escultor Michelângelo fazia com mármore. O fragmento abaixo exemplifica essa afirmação.
(...)
Penetra surdamente no reino das palavras.
Lá estão os poemas que esperam ser escritos.
(...)
Chega mais perto e contempla as palavras.
Cada uma
tem mil faces secretas sob a face neutra
e te pergunta, sem interesse pela resposta,
pobre ou terrível, que lhe deres:
trouxeste a chave?
Carlos Drummond de Andrade. A rosa do povo.
Rio de Janeiro: Record, 1997, p. 13-14
Esse fragmento poético ilustra o seguinte tema constante entre autores modernistas:


No poema de Bandeira, importante representante da

poesia modernista, destaca-se como característica da

escola literária dessa época

Explorando a função emotiva da linguagem, o poeta expressa o contraste entre marcas de variação de usos da linguagem em

Depois de um bom jantar: feijão com carne-seca, orelha de porco e couve com angu, arroz-mole engordurado, carne de vento assada no espeto, torresmo enxuto de toicinho da barriga, viradinho de milho verde e um prato de caldo de couve, jantar encerrado por um prato fundo de canjica com torrões de açúcar, Nhô Tomé saboreou o café forte e se estendeu na rede. A mão direita sob a cabeça, à guisa de travesseiro, o indefectível cigarro de palha entre as pontas do indicador e do polegar, envernizados pela fumaça, de unhas encanoadas e longas, ficou-se de pança para o ar, modorrento, a olhar para as ripas do telhado.
Quem come e não deita, a comida não aproveita, pensava Nhô Tomé... E pôs-se a cochilar. A sua modorra durou pouco; Tia Policena, ao passar pela sala, bradou assombrada:
— Êêh! Sinhô! Vai drumi agora? Não! Num presta... Dá pisadêra e póde morrê de ataque de cabeça!
Despois do armoço num far-má... mais despois da janta?!”
Cornélio Pires. Conversas ao pé do fogo. São Paulo:
Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, 1987
Nesse trecho, extraído de texto publicado originalmente em 1921, o narrador


O primitivismo observável no poema acima, de Oswald de

Andrade, caracteriza de forma marcante

Leia estes textos.

A tirinha e a canção apresentam uma reflexão sobre o futuro da humanidade. É correto concluir que os dois textos

Leia o texto e examine a ilustração:

Óbito do autor

(....) expirei às duas horas da tarde de uma sexta-feira do mês de agosto de

1869, na minha bela chácara de Catumbi. Tinha uns sessenta e quatro anos,

rijos e prósperos, era solteiro, possuía cerca de trezentos contos e fui

acompanhado ao cemitério por onze amigos. Onze amigos! Verdade é que não

houve cartas nem anúncios. Acresce que chovia − peneirava − uma chuvinha

miúda, triste e constante, tão constante e tão triste, que levou um daqueles fiéis

da última hora a intercalar esta engenhosa idéia no discurso que proferiu à beira

de minha cova: −"Vós, que o conhecestes, meus senhores, vós podeis dizer

comigo que a natureza parece estar chorando a perda irreparável de um dos

mais belos caracteres que tem honrado a humanidade. Este ar sombrio, estas

gotas do céu, aquelas nuvens escuras que cobrem o azul como um crepe

funéreo, tudo isto é a dor crua e má que lhe rói à natureza as mais íntimas

entranhas; tudo isso é um sublime louvor ao nosso ilustre finado." (....)

Compare o texto de Machado de Assis com a ilustração de Portinari. É correto afirmar que a ilustração do pintor

As dimensões continentais do Brasil são objeto de reflexões expressas em diferentes linguagens. Esse tema aparece

no seguinte poema:

“(....)

Que importa que uns falem mole descansado

Que os cariocas arranhem os erres na garganta

Que os capixabas e paroaras escancarem as vogais?

Que tem se o quinhentos réis meridional

Vira cinco tostões do Rio pro Norte?

Junto formamos este assombro de misérias e grandezas,

Brasil, nome de vegetal! (....)"

(Mário de Andrade. Poesias completas. 6. ed. São Paulo: Martins Editora, 1980.)

O texto poético ora reproduzido trata das diferenças brasileiras no âmbito

© Aprova Concursos - Al. Dr. Carlos de Carvalho, 1482 - Curitiba, PR - 0800 727 6282