Leia o poema.
SOS
tem gente morrendo de medo
tem gente morrendo de esquistossomose
tem gente morrendo de hepatite meningite sifilite
tem gente morrendo de fome
tem muita gente morrendo por muitas causas
nós que não somos médicos psiquiatras
nem ao menos bons cristãos
nos dedicamos a salvar pessoas
que como nós
sofrem de um mal misterioso: o sufoco
CHACAL, SOS. In: Samira Youssef. Poesia Marginal dos anos 70. São Paulo:Scipione, 1995, p.46
A quem se refere o pronome “nós", referido na segunda estrofe, nos versos 6º e 9º?
Desde a chegada da estrada de ferro em Ipameri, em 1913, Goiás experimentou um grande desenvolvimento
econômico, principalmente a partir da segunda metade do século XX. A chegada da estrada de ferro em Ipameri
permitiu
Uma das principais pesquisas sobre o estilo
brasileiro de administrar foi feita por Betânia Barros
e Marcos Aurélio Prates, com dois mil e quinhentos
administradores. De acordo com os autores da
pesquisa, foram identificados nove traços culturais
que contribuem para o entendimento das práticas
administrativas brasileiras. Abaixo, estão elencados
cinco desses traços. Relacione as colunas e
assinale a alternativa que apresenta a correlação
correta entre elas.

As relações humanas no ambiente de trabalho afetam a produtividade de uma organização, seja ela pública ou privada, com ou sem fins lucrativos. Os trabalhadores são seres sociais complexos, dotados de sentimentos, desejos e temores. Assinale a opção que NÃO caracteriza o conceito de homem social:
Analise o seguinte caso: foram prescritas 10.000UI de heparina para uma paciente gestante por via subcutânea de 12/12h. No hospital, há apenas ampolas de heparina de 25.000UI/5ml. Calcule quantos ml devem ser administrados na paciente a cada 12h e identifique qual a agulha ideal para a administração da medicação.
Os princípios básicos para uma boa conduta entre pessoas no trabalho, incluem: cortesia, atendimento de imediato, mostrar boa vontade, agir com rapidez e evitar atitudes negativas, dentre outros. Deve-se, portanto, evitar: I - apatia II - frieza III - desdém IV - jogo de empurra-empurra V – robotismo Assinale a alternativa correta.
São princípios organizativos do SUS, exceto:
Acerca da Estratégia de Saúde da Família, conforme Política Nacional de Atenção Básica, é correto afirmar que:
O Pacto pela Saúde, instituído por meio da Portaria GM/MS nº 399/2006, é composto de três componentes, sendo eles:
SAções desenvolvidas pelo SUS que abrangem diagnóstico e tratamento de doenças, acidentes e danos à saúde
de maneira geral, bem como limitação da invalidez são consideradas:
Leia o texto abaixo para responder as questões 1, 2, 3, e 4:
Para Quem Quer Aprender a Gostar
Talvez seja tão simples, tolo e natural que você nunca tenha parado para pensar: aprenda a fazer bonito o seu
amor. Ou fazer o seu amor ser ou ficar bonito. Aprenda, apenas, a tão difícil arte deamar bonito. Gostar é tão fácil
que ninguém aceita aprender.
Tenho visto muito amor por aí. Amores mesmo, bravios, gigantescos, descomunais, profundos, sinceros, cheios de
entrega, doação e dádiva. Mas esbarram na dificuldade de se tornar bonitos. Apenas isso: bonitos, belos ou
embelezados, tratados com carinho, cuidado e atenção. Amores levados com arte e ternura de mãos jardineiras.
Aí esses amores que são verdadeiros, eternos e descomunais de repente se percebem ameaçados apenas e tãosomente
porque não sabem ser bonitos: cobram, exigem; rotinizam; descuidam; reclamam; deixam de
compreender; necessitam mais do que oferecem; precisam mais do que atendem; enchem-se de razões. Sim, de
razões. Ter razão é o maior perigo do amor. Quem tem razão sempre se sente no direito (e o tem) de reinvindicar,
de exigir justiça, eqüidade, equiparação, sem atinar que o que está sem razão talvez passe por um momento de
sua vida no qual não possa Ter razão. Nem queira. Ter razão é um perigo: em geral enfeia o amor, pois é invocado
com justiça, mas na hora errada. Amar bonito é saber a hora de Ter razão.
Ponha a mão na consciência. Você tem certeza de que está fazendo o seu amor bonito? De que está tirando do
gesto, da ação, da reação, do olhar, da saudade, da alegria, do encontro, da dor do desencontro a maior beleza
possível? Talvez não. Cheio ou cheia de razões, você espera do amor apenas aquilo que é exigido por suas partes
necessitadas, quando talvez dele devesse pouco esperar, para valorizar melhor tudo de bom que de vez em
quando ele pode trazer. Quem espera mais do que isso sofre, e sofrendo deixa de amar bonito. Sofrendo, deixa de
ser alegre, igual, irmão, criança. E sem soltar a criança, nenhum amor é bonito.
Não tema o romantismo. Derrube as cercas da opinião alheia. Faça coroas de margaridas e enfeite a cabeça de
quem você ama. Saia cantando e olhe alegre.
Recomendam-se: encabulamentos, ser pego em flagrante gostando; não se cansar de olhar, e olhar; não
atrapalhar a convivência com teorizações; adiar sempre, se possível com beijos, 'aquela conversa importante que
precisamos ter'; arquivar, se possível, as reclamações pela pouca atenção recebida. Para quem ama, toda
atenção é sempre pouca. Quem ama feio não sabe que pouca atenção poder ser toda a atenção possível. Quem
ama bonito não gasta o tempo dessa atenção cobrando a que deixou de Ter.
Não teorize sobre o amor (deixe isso para nós, pobres escritores que vemos a vida como a criança de nariz
encostado na vitrina cheia de brinquedos dos nossos sonhos); não teorize sobre o amor; ame. Siga o destino dos
sentimentos aqui e agora.
Não tenha medo exatamente de tudo o que você teme, como: a sinceridade; não dar certo; depois vir a sofrer
(sofrerá de qualquer jeito); abrir o coração; contar a verdade do tamanho do amor que sente.
Jogue por alto todas as jogadas, estratagemas, golpes, espertezas, atitudes sabidamente eficazes (não é sábio
ser sabido): seja apenas você no auge de sua emoção e carência, exatamente aquele você que a vida impede de
ser. Seja você cantando desafinado, mas todas as manhãs. Falando besteiras, mas criando sempre. Gaguejando
flores. Sentindo o coração bater como no tempo do Natal infantil. Revivendo os carinhos que intuiu em criança.
Sem medo de dizer eu quero, eu gosto, eu estou com vontade.
Talvez aí você consiga fazer o seu amor bonito, ou fazer bonito o seu amor, ou bonitar fazendo o seu amor, ou
amar fazendo o seu amor bonito (a ordem das frases não altera o produto), sempre que ele seja a mais verdadeira
expressão de tudo o que você é, e nunca: deixaram, conseguiu, soube, pôde, foi possível, ser.
Se o amor existe, seu conteúdo já é manifesto. Não se preocupe mais com ele e suas definições. Cuide agora da
forma. Cuide da voz. Cuide da fala. Cuide do cuidado. Cuide do carinho. Cuide de você. Ame-se o suficiente para
ser capaz de gostar do amor e só assim poder começar a tentar fazer o outro feliz."
Texto Retirado do Livro de Crônicas de Artur da Távola : "Alguém que já não fui" - página 149º
Pode-se perceber que o cronista usa o tom de aconselhamento para orientar as pessoas de como amar bonito, em quais das expressões abaixo?
Os diferentes tipos de vegetação são chamados de Fitofisionomias, traduzidos pela aparência que toma a
vegetação de um lugar em função da sua forma. Em relação a Goiás, as fisionomias do Cerrado têm relação direta
com a qualidade do solo e a presença de água. Neste contexto, a mata seca, comum no Cerrado tem como
característica principal
São considerados, respectivamente, materiais para cimentação e proteção do complexo dentina polpa:
A lei que regulamenta o exercício das profissões de Técnico em Saúde Bucal(TSB) e Auxiliar em Saúde Bucal(ASB) é:
Leia o texto abaixo para responder as questões 7 e 8:
Cadê os plural?
É só impressão minha, ou está cada vez mais difícil ouvir plurais ortodoxos? Aqueles de antigamente, arrematados
com um ''s'' - plurais tradicionais, quatrocentões? Os plurais agora estão cada vez mais enrustidos, dissimulados,
problemáticos. Cada vez menos plurais são assumidos. Os plurais agora precisam ser subentendidos.
Verdade seja dita: não somos os únicos no mundo a ter problemas com a maldita letra ''s'' no final das palavras.
Os franceses, debaixo de toda aquela empáfia, há séculos desistiram de pronunciar o ''s'' dos plurais. No francês
oral, o plural é indicado pelo artigo, e pronto. Ou seja: eles falam ''as mina'' e ''os mano'' desde que foram
promovidos de gauleses a guardiães da cultura e da civilização.
Os italianos também não podem com a letra ''s'' no fim das palavras. Fazem seus plurais em ''i'' e em ''e'',
dependendo do sexo, ops, do gênero das palavras. Quando a palavra é estrangeira, entretanto, eles simplesmente
desistem de falar no plural: decretaram que termos forasteiros são invariáveis, e tudo bem. Una foto, due foto; una
caipirinha, quattro caipirinha. Quattro caipirinha? Hic! Zuzo bem!
Os alemães, metódicos que só, reservam o ''s'' justamente a esses vocábulos estrangeiros que os italianos
permitem que andem por aí sem plural. Com as palavras do seu próprio idioma, no entanto, os alemães são
implacáveis. As palavras mais sortudas ganham apenas um ''e'' no final, mas as outras são flexionadas com
requintes de tortura - com ''n'' (!) ou com ''r'' (!!), às vezes em conjunto com um trema (!!!) numa vogal da penúltima
sílaba (!!!!), só para infernizar a vida dos alunos do Instituto Goethe ao redor do planeta.
Práticos são os indonésios, que formam o plural simplesmente duplicando o singular: gado-gado, padang-padang,
ylang-ylang. Pelo menos foi isso que eu li uma vez. (Claro que não chequei a informação. Eu detestaria descobrir
que isso não é verdade.) Já pensou se a moda pega aqui, feito aquele pavoroso cigarro de cravo? Os manomano.
As mina-mina. Um chopps e dois pastel-pastel.
Nem mesmo nossos primos de fala espanhola escapam da síndrome dos comedores de plural. Os andaluzes e
praticamente todos os latino-americanos também não são muito chegados a um ''s'' final. Em vez do ''s'' ríspido e
perigosamente carregado de saliva dos madrilenhos (que chiam quase tanto quanto os portugueses), eles
transformaram o plural num acontecimento sutil, perceptível apenas por ouvidos treinados. Em Sevilha, Buenos
Aires ou em Santo Domingo, o ''s'' vira um ''h'' aspirado - lah cosah, lah personah, loh pluraleh.
Entre nós, contudo, a mutilação do plural não tem nada a ver com sotaques ou incapacidade de pronunciar
fonemas. Aqui em São Paulo, a falta de ''s'' é um fenômeno sociocultural. Os pobres não falam no plural por falta
de cultura. Da classe média para cima, deixamos o plural de lado quando há excesso de intimidade. É como se o
plural fosse algo opcional, como escolher entre ''você'' e ''o senhor''. Se a situação exige, você vai lá e aperta a
tecla PLURAL. Se a conversa for entre amigos, basta desligar, e os esses desaparecem em algum ponto entre o
cérebro e a boca.
Na minha terra, não. Imagina. Lá não se permite isso. No Rio Grande NINGUÉM fala os plurais. NUNCA.
Considera-se PEDANTE quem fala plural. Trata-se de um dos pontos mais importantes do nosso dialeto. Assim
como no francês oral, no gauchês oral o plural é indicado pelo artigo: os guri, as guria. Mas isso só vale no
gauchês falado. Você jamais verá escritas em Porto Alegre essas coisas que se leem em placas e faixas de São
Paulo, tipo COMIDAS TÍPICA ou 12 PRATOS QUENTE.
Escrito, não. Para nós, a falta de plural escrito dói nos... ouvidos. [...]
O avanço da despluralização, no entanto, ameaça transformar São Paulo numa nova Porto Alegre, onde
concordar substantivo com artigo é coisa de maricas.
O que se deve fazer? Uma grande campanha educativa, com celebridades declarando que é chique falar os
plurais? Lançar pagodes e canções sertanejas falando da dor-de-cotovelo causada por não usar ''s'' no final das
palavras? Ou contratar um grupo de artistas alternativos para sair pichando nos muros por aí uma mensagem
subversiva? Tipo assim: OS MANOS E AS MINAS.
FREIRE, Ricardo. Variedades. Jornal da Tarde, 5 de fevereiro 2001, p. 8c.
A qual mecanismo gramatical o autor se refere por meio da expressão “plurais ortodoxos”?