Nas últimas décadas ampliou-se a discussão em torno da violência sexual contra crianças e adolescentes, chegando-se ao consenso de que os setores da Educação, Saúde, Assistência Social, Segurança Pública, Turismo e Lazer, Cultura, dentre outros, constituem agências legitimadas socialmente e instituídas pelo Estado, para o enfrentamento dessa questão. Na Assistência Social, é desenvolvido o Serviço de Proteção e Atendimento Especializado a Famílias e Indivíduos (PAEFI) para atendimento de situações de violações de direitos por ocorrência de violência sexual. O trabalho essencial desse serviço constitui-se, entre outras ofertas, da acolhida, escuta, estudo social, encaminhamentos para a rede de serviços locais, orientação sociofamiliar, atendimento psicossocial e
De acordo com a Resolução CFESS nº 489/2006, é dever do assistente social denunciar ao Conselho Regional de Serviço Social (CRESS) as pessoas jurídicas privadas ou públicas ou pessoas físicas, assistentes sociais ou não, que sejam coniventes ou praticarem atos, ou que manifestarem qualquer conduta relativa a preconceito e discriminação por orientação sexual entre pessoas do mesmo sexo. Conforme art. 6º da referida Resolução, os CRESS deverão receber as denúncias contra pessoas jurídicas ou contra indivíduos que não sejam assistentes sociais, determinando, imediatamente, os encaminhamentos pertinentes às autoridades competentes e, quando cabível,
Os programas de Assistência Social compreendem ações integradas e complementares com objetivos, tempo e área de abrangência definidos para qualificar, incentivar e melhorar os benefícios e os serviços assistenciais. A Lei Orgânica da Assistência Social (LOAS), em seu art. 24-B institui o Serviço de Proteção e Atendimento Especializado a Famílias e Indivíduos (PAEFI), que integra a proteção social especial, articulando os serviços socioassistenciais com as diversas políticas públicas e com órgãos do sistema de garantia de direitos. O PAEFI consiste no apoio, orientação e acompanhamento a famílias e indivíduos em situação de ameaça ou
O acesso das famílias ao CRAS (Centro de Referência de Assistência Social) se realiza por procura espontânea, busca ativa e por encaminhamento da rede socioassistencial ou das demais políticas públicas. De acordo com a Tipificação Nacional dos Serviços Socioassistenciais, as famílias usuárias do PAIF (Serviço de Proteção e Atendimento Integral à Família) são aquelas que, em decorrência da pobreza, do precário ou nulo acesso aos serviços públicos, da fragilização de vínculos de pertencimento e sociabilidade, estão em situação de
Estudo compara palavras ligadas a emoções em diferentes idiomas
A palavra “amor” pode ser traduzida como sevgi em turco e szerelem em húngaro. Mas será que o conceito tem o mesmo significado para os falantes das três línguas?
Pesquisadores da Universidade da Carolina do Norte em Chapel Hill e do Instituto Max Planck para a Ciência da História Humana usaram uma nova ferramenta em linguística comparada para examinar conceitos emocionais em todo o mundo. Descobriram que a maneira como pensamos em coisas como
raiva, medo ou alegria depende do nosso idioma.
O artigo se baseou em dados de quase 2,5 mil idiomas, dos grandes com milhões de falantes até os pequenos com milhares, e foi publicado na revista Science na última semana. Às vezes, as palavras usadas para descrever emoções são tão únicas, que parecem estar enraizadas exclusivamente em uma cultura específica.
A palavra alemã sehnsucht, que se refere a um forte desejo por uma vida alternativa, não tem tradução para o português. Assim como a palavra awumbuk, usada pelo povo Baining da Papua-Nova Guiné para descrever sentimentos de apatia que os anfitriões sentem depois que os convidados partem.
Mas muitos outros estados emocionais são nomeados em todas as línguas do mundo, levando os cientistas a se perguntarem o quão próximo seus significados realmente são. Para abordar a questão, a equipe contou com palavras “colexificadas”, que se refere a quando uma palavra tem mais de
um significado e os diferentes significados são vistos pelos falantes dessa língua como conceitualmente semelhantes. Por exemplo, a palavra em inglês funny pode significar engraçado e também estranho, e o humor é frequentemente encontrado em coisas estranhas. Em russo, a palavra ruka é usada tanto para a mão quanto para o braço; em japonês, ki pode significar tanto árvore quanto madeira e, em francês, femme significa mulher e esposa.
Os pesquisadores construíram redes de conceitos emocionais colexificados e os compararam entre idiomas e famílias de idiomas, descobrindo que as palavras variavam bastante em suas nuances, mesmo que seu significado fosse igualado nos dicionários de tradução.
Nas línguas austronésias, por exemplo, “surpresa” estava estreitamente associada ao “medo”, enquanto nas línguas Tai Kadai do sudeste da Ásia e sul da China, “surpresa” estava ligada aos conceitos de “esperança” e “desejo”.
“Ansiedade” estava intimamente relacionada à “raiva” entre as línguas indo-europeias, mas estava mais ligada ao “luto” e “arrependimento” entre as línguas austroasiáticas, enquanto o conceito de “orgulho” também se correlacionava com emoções positivas ou negativas, dependendo da cultura.
Disponível em: https://domtotal.com/noticia/1411676/2020/01/estudocompara-
palavras-ligadas-a-emocoes-em-diferentes-idiomas/
De acordo com o texto, é correto afirmar que