Quanto aos protocolos TCP/IP, analise as afirmações abaixo.
1) O POP3 é um protocolo que transfere mensagens de servidores de correio eletrônico remetentes para servidores de
correio eletrônico destinatários.
2) O ICMP é um protocolo usado por hospedeiros e roteadores, para comunicar notificações de erro na camada de
rede.
3) O UDP e o TCP são protocolos da camada de enlace de dados responsáveis pela entrega da mensagem de um
processo a outro processo.
4) ARP é um protocolo usado para encontrar um endereço da camada de enlace (endereço MAC) a partir do endereço
da camada de rede (endereço IP).
5) O IP é um protocolo sem conexão e não confiável.
Estão corretas, apenas:
Qual indicador é a razão entre o que se recebe e o que se dispende?
De acordo com a Constituição Federal, o prazo de
validade de concurso público será de até:
A motivação para o trabalho é resultante de uma
interação complexa entre os motivos internos (MI) e os
motivos externos (ME). Coloque, nos parênteses
abaixo, MI para os motivos internos e ME para os
motivos externos.
( ) Necessidades
( ) Incentivos
( ) Estímulos
( ) Aptidões
( ) Valores
A sequência correta, de cima para baixo, é:
Há modelos de liderança que focalizam não a forma
como as decisões são tomadas, mas o tipo de
recompensa que o líder oferece. Tais modelos são
chamados de liderança:
1) transacional.
2) democrática.
3) carismática.
4) situacional.
5) consultiva.
Estão corretas, apenas:
Para organizar um arquivo utilizando o método alfabético, considerando as regras da alfabetação, ordene de 1 a 5 os nomes listados abaixo.
( ) Ana Maria Santa Clara
( ) Paulo Carlos Filho.
( ) Li Yutang.
( ) Guilherme di Capri.
( ) Daniel De La Rua.
A sequência correta, de cima para baixo, é:
O controle de estoque possibilita:
1) manter no estoque os itens obsoletos.
2) maximizar o investimento em estoques.
3) conciliar os saldos físicos com os contábeis.
4) fornecer informações sobre os itens estocados.
5) efetuar a promoção dos itens que não estão girando.
Estão corretas, apenas:
A Política Nacional de Desenvolvimento de Pessoal
(Decreto nº 5.707/2006) estabelece algumas
finalidades e diretrizes que norteiam as atividades dos
órgãos e entidades da administração pública federal
direta, autárquica e fundacional. Nas proposições
abaixo, marque F para as que representam ‘finalidade’,
ou D para as que representam ‘diretriz’.
( ) Racionalização e efetividade dos gastos com
capacitação.
( ) Promoção da capacitação gerencial do servidor.
( ) Promoção, entre os servidores, de ampla
divulgação das oportunidades de capacitação.
( ) Divulgação e gerenciamento das ações de
capacitação.
A sequência correta, de cima para baixo, é:
Após a leitura dos textos, responda às questões
que se seguem.
Texto 1
1 No Brasil de hoje, talvez no mundo, parece
haver um duplo fenômeno de proliferação dos
poetas e de diminuição da circulação da poesia (por
exemplo, no debate público e no mercado). Uma
das possíveis explicações para isso é a resistência
que a poesia tem de se tornar um produto mercantil,
ou seja, de se tornar objeto da cultura de massas.
Ao mesmo tempo, numa sociedade de consumo e
laica, parece não haver mais uma função social
para o poeta, substituído por outros personagens. A
poesia, compreendida como a arte de criar poemas,
se tornou anacrônica?
2 Parece-me que a poesia escrita sempre será
– pelo menos em tempo previsível – coisa para
poucas pessoas. É que ela exige muito do seu
leitor. Para ser plenamente apreciado, cada poema
deve ser lido lentamente, em voz baixa ou alta, ou
ainda “aural", como diz o poeta Jacques Roubaud.
Alguns de seus trechos, ou ele inteiro, devem ser
relidos, às vezes mais de uma vez. Há muitas
coisas a serem descobertas num poema, e tudo
nele é sugestivo: os sentidos, as alusões, a
sonoridade, o ritmo, as relações paronomásicas, as
aliterações, as rimas, os assíndetos, as
associações icônicas etc. Todos os componentes
de um poema escrito podem (e devem) ser levados
em conta. Muitos deles são inter-relacionados. Tudo
isso deve ser comparado a outros poemas que o
leitor conheça. E, de preferência, o leitor deve ser
familiarizado com os poemas canônicos. (...) O
leitor deve convocar e deixar que interajam uns com
os outros, até onde não puder mais, todos os
recursos de que dispõe: razão, intelecto,
experiência, cultura, emoção, sensibilidade,
sensualidade, intuição, senso de humor, etc.
3 Sem isso tudo, a leitura do poema não
compensa: é uma chatice. Um quadro pode ser
olhado en passant; um romance, lido à maneira
dinâmica; uma música, ouvida distraidamente; um
filme, uma peça de teatro, um ballet, idem. Um
poema, não. Nada mais entediante do que a leitura
desatenta de um poema. Quanto melhor ele for,
mais faculdades nossas, e em mais alto grau, são
por ele solicitadas e atualizadas. É por isso que
muita gente tem preguiça de ler um poema, e muita
gente jamais o faz. Os que o fazem, porém, sabem
que é precisamente a exigência do poema – a
interação e a atualização das nossas faculdades –
que constitui a recompensa (incomparável) que ele
oferece ao seu leitor. Mas os bons poemas são
raridades. A função do poeta é fazer essas
raridades. Felizmente, elas são anacrônicas, porque
nos fazem experimentar uma temporalidade
inteiramente diferente da temporalidade utilitária em
que passamos a maior parte das nossas vidas.
(CÍCERO, Antônio. In: antoniocicero. Hogspot.com.br/
2008_09_01archive.html (adaptado de uma entrevista).
No trecho seguinte destacam-se vários pronomes: “OS que O fazem, porém, sabem que é precisamente a exigência do poema – a interação e a atualização das NOSSAS faculdades – que constitui a recompensa (incomparável) QUE ELE oferece ao SEU leitor.” (§ 3) Aqueles que fazem, com fins coesivos, referência exofórica são:
Texto 2
1 Para o Brasil o homem da África foi trazido
principalmente como mão de obra: a mão de obra
capaz de substituir o indígena, pois este não estava
afeito ao trabalho sedentário e de rotina da lavoura.
(...)
2 Foi particularmente o escravo que influiu na
organização econômica e social do Brasil,
constituindo a escravidão uma daquelas três forças
– as outras duas, a monocultura e o latifúndio – que
caracterizam o processo de exploração da nova
terra portuguesa; e que fixaram igualmente a
paisagem social da vida de família ou coletiva no
Brasil. Esta distinção já a fazia Joaquim Nabuco,
em 1881, antecipando-se assim aos modernos
estudos de interpretação antropológica ou
sociológica sobre o negro: “o mau elemento da
população não foi a raça negra, mas essa raça
reduzida ao cativeiro", escreveu ele em “O
Abolicionismo".
3 Essa situação de escravo, portanto, marca
como traço fundamental e indispensável de ser
assinalada a presença do negro africano no Brasil;
a influência não foi do negro em si, mas do escravo
e da escravidão, já observou Gilberto Freyre.
Como escravo, e por causa da escravidão, o negro
africano teve sua vida perturbada; dela afastado
bruscamente, misturou-se com outros grupos
culturais. Esta circunstância contribuiu para que os
5
valores culturais de que era portador fossem
prejudicados em sua completa autenticidade ao se
integrar no Brasil.
4 Não puderam os escravos negros manter
íntegra sua cultura, nem utilizar preferentemente
suas técnicas em relação ao novo meio. Não foi
possível aos negros revelarem e aplicarem todo o
seu conjunto cultural: ou porque, ao contato com
outros grupos negros, receberam ou perderam
certos elementos culturais, ou porque, como
escravos, tiveram sua cultura deturpada. Daí os
sincretismos e os processos transculturativos.
5 Talvez este fato tenha concorrido para fazer
com que no novo meio nem sempre fosse o negro
um conformado; um joão-bobo que aceitasse
pacificamente o que lhe era imposto. Foi, ao
contrário, e por vezes através de processos
bastante expressivos – e o caso dos Palmares é
típico –, um rebelado.
(JÚNIOR, M. Diégues. Etnias e culturas no Brasil. 4 ed.: Rio,
Paralelo, INL, 1972, p. 85-6.)
A argumentação desenvolvida no texto está orientada no sentido de conduzir o leitor a concluir que:
Texto 1
Algum tempo hesitei se devia abrir estas
memórias pelo princípio ou pelo fim, isto é, se poria
em primeiro lugar o meu nascimento ou a minha
morte. Suposto o uso vulgar seja começar pelo
nascimento, duas considerações me levaram a
adotar diferente método: a primeira é que eu não
sou propriamente um autor defunto, mas um
defunto autor, para quem a campa foi outro berço; a
segunda é que o escrito ficaria assim mais galante
e mais novo. Moisés, que também contou a sua
morte, não a pôs no introito, mas no cabo: diferença
radical entre este livro e o Pentateuco.
Dito isto, expirei às duas horas da tarde de
uma sexta-feira do mês de agosto de 1869, na
minha bela chácara de Catumbi. Tinha uns
sessenta e quatro anos, rijos e prósperos, era
solteiro, possuía cerca de trezentos contos e fui
acompanhado ao cemitério por onze amigos. Onze
amigos! Verdade é que não houve cartas nem
anúncios. Acresce que chovia – peneirava – uma
chuvinha miúda, triste e constante, tão constante e
tão triste, que levou um daqueles fiéis da última
hora a intercalar esta engenhosa ideia no discurso
que proferiu à beira de minha cova: – “Vós, que o
conhecestes, meus senhores, vós podeis dizer
comigo que a natureza parece estar chorando a
perda irreparável de um dos mais belos caracteres
que têm honrado a humanidade. Este ar sombrio,
estas gotas do céu, aquelas nuvens escuras que
cobrem o azul como um crepe funéreo, tudo isso é
a dor crua e má que lhe rói à natureza as mais
íntimas entranhas; tudo isso é um sublime louvor ao
nosso ilustre finado".
(ASSIS, Machado de. Memórias póstumas de Brás
Cubas. Rio de Janeiro: Companhia José Aguilar Editora,
1971, volume I, p. 513-514.)
Texto 2
Resolvo-me a contar, depois de muita
hesitação, casos passados há dez anos – e, antes
de começar, digo os motivos por que silenciei e por
que me decido. Não conservo notas: algumas que
tomei foram inutilizadas, e assim, com o decorrer do
tempo, ia-me parecendo cada vez mais difícil,
quase impossível, redigir esta narrativa. Além disso,
julgando a matéria superior às minhas forças,
esperei que outros mais aptos se ocupassem dela.
Não vai aqui falsa modéstia, como adiante se verá.
Também me afligiu a ideia de jogar no papel
criaturas vivas, sem disfarces, com os nomes que
têm no registro civil. Repugnava-me deformá-las,
dar-lhes pseudônimo, fazer do livro uma espécie de
romance; mas teria eu o direito de utilizá-las em
história presumivelmente verdadeira? Que diriam
elas se se vissem impressas, realizando atos
esquecidos, repetindo palavras contestáveis e
obliteradas?
(...) Certos escritores se desculpam de não
haverem forjado coisas excelentes por falta de
liberdade − talvez ingênuo recurso de justificar
inépcia ou preguiça. Liberdade completa ninguém
desfruta: começamos oprimidos pela sintaxe e
acabamos às voltas com a Delegacia de Ordem
Política e Social, mas, nos estreitos limites a que
nos coagem a gramática e a lei, ainda nos podemos
mexer.
(RAMOS, Graciliano. Memórias do cárcere. São Paulo:
Record, 1996, volume I, p. 33-34.)
Estão presentes no texto de Machado de Assis os seguintes aspectos:
Texto 3
Uma vez determinado e conhecido o fim, o
gênero se apresenta naturalmente. Até aqui,
como só se procurava fazer uma obra segundo a
Arte, imitar era o meio indicado: fingida era a
inspiração, e artificial o entusiasmo.
Desprezavam os poetas a consideração se a
Mitologia podia, ou não, influir sobre nós.
Contanto que dissessem que as Musas do
Hélicon os inspiravam, que Febo guiava seu
carro puxado pela quadriga, que a Aurora abria
as portas do Oriente com seus dedos de rosas,
e outras tais e quejandas imagens tão usadas,
cuidavam que tudo tinham feito, e que com
Homero emparelhavam; como se pudesse
parecer belo quem achasse algum velho manto
grego, e com ele se cobrisse! Antigos e safados
ornamentos, de que todos se servem, a ninguém
honram.
(GONÇALVES DE MAGALHÃES. “Suspiros poéticos e
saudades" In CANDIDO, Antônio e CASTELLO, J.
Aderaldo. Presença da literatura brasileira. Das origens
ao Romantismo. São Paulo: DIFEL, 1976, p. 219.)
O fragmento escolhido do prefácio de Suspiros poéticos e saudades contém uma crítica à escola:
Texto 5
Pneumotórax
Febre, hemoptise, dispneia e suores noturnos.
A vida inteira que podia ter sido e que não foi.
Tosse, tosse, tosse.
Mandou chamar o médico:
- Diga trinta e três.
- Trinta e três... trinta e três... trinta e três...
- Respire.
..................................................
- O senhor tem uma escavação no pulmão
esquerdo e o pulmão direito infiltrado.
- O s
- Então, doutor, não é possível tentar o
pneumotórax?
- Não. A única coisa a fazer é tocar um tango
argentino.
(BANDEIRA, Manuel. Estrela da vida inteira. Rio de
Janeiro: José Olympio, 1973, p.107.)
As características que melhor definem a poesia brasileira contemporânea são:
Após denúncia de uma área contaminada por agrotó-
xicos carbamatos, foi solicitada uma forma de se fazer
uma avaliação preliminar da possível contaminação.
Sugeriu-se o uso de um biomarcador, como a
Ensaios físicos e químicos de um novo agrotóxico mostraram
eficácia do produto ao organismo-alvo, atuação
em baixas concentrações e moderada persistência no
solo. Além desses ensaios é essencial que sejam avaliados
seus efeitos ecotoxicológicos, entre eles sua
potencial genotoxicidade. O Analista Técnico Científico
– Biólogo sugeriu a realização de dois testes: um com
células procarióticas e outro com animais. Assinale a
alternativa que apresenta, correta e respectivamente,
os dois tipos de testes sugeridos.