Na microeconomia clássica, a teoria da firma envolve duas análises simultâneas: a firma deve escolher a quantidade a ser ofertada para maximizar o seu lucro ao mesmo tempo em que deve buscar a estrutura de custos mais eficiente para produzir essa quantidade, ou seja, que resulte no menor custo possível.
A partir dessas informações, supondo que a função de produção de uma firma seja dada por
em que K representa o montante de capital investido e L, a quantidade de mão de obra contratada, e, ainda, que a firma seja tomadora de preços no mercado de fatores, julgue o item a seguir.
A função custo de longo prazo dessa firma é uma função quadrática da quantidade produzida y.
A respeito da teoria dos ciclos econômicos reais, que oferece uma explicação para as flutuações na atividade econômica, concentrando-se em choques reais como o principal motor desses ciclos, julgue o item subsequente.
Os choques de produtividade resultantes de variações na eficiência de uso dos recursos não incluem mudanças na qualidade da mão de obra.
No que diz respeito aos principais modelos macroeconômicos, julgue o item a seguir.
Em uma economia aberta com câmbio flutuante, se o produto de equilíbrio for determinado pelas condições do mercado de trabalho, haverá relação causal entre moeda e preços, como estabelece a teoria quantitativa da moeda.
Considerando a operacionalização da política monetária executada pelo Banco Central do Brasil (BCB) e as principais medidas macroprudenciais, julgue o item subsequente.
As operações compromissadas realizadas pelo BCB entram no cálculo da dívida bruta do governo geral (DBGG).
Considerando os modelos e teorias acerca da determinação da renda, analise as afirmativas a seguir.
I. O modelo keynesiano para determinação da renda surgiu no
contexto da crise econômica dos anos 1920, com base no
princípio de demanda efetiva, mostrando uma visão de
mercado diferente do modelo clássico, cuja relação tradicional
entre oferta e demanda não foi suficiente para gerar respostas
sobre as altas taxas de desemprego.
II. Segundo a relação clássica entre oferta e demanda, para
diminuir as taxas de desemprego bastaria reduzir os salários
oferecidos de maneira que um mercado perfeitamente
competitivo se ajustaria rapidamente até alcançar o equilíbrio.
Dessa forma, no modelo clássico não deveria haver espaço
para o desemprego.
III. No modelo keynesiano, a renda pode ser determinada a partir
da demanda efetiva, isto é, a situação em que a oferta
agregada equivale à demanda agregada em determinado
mercado.
Está correto o que se afirma em
O departamento financeiro de uma empresa, ao analisar um novo
investimento, identificou que o investimento livre de risco é de 6%
e o retorno esperado de mercado é de 12%.
Sabe-se que empresa investirá 200 mil reais e que o beta do
investimento é 1,5.
Assinale a opção que indica o rendimento, em milhares de reais,
para o retorno esperado do ativo desse investimento.
No que se refere a falhas de mercado e à atuação do Estado na sua correção, assinale a opção correta.
Em relação ao déficit público, e aos créditos especiais, julgue os itens seguintes.
Os créditos especiais podem ser abertos com recursos provenientes da anulação de dotações orçamentárias para outros créditos adicionais e também de operações de crédito.
No que concerne a aspectos relativos à economia, julgue os itens a seguir.
Em um regime sem lastro, somente a política monetária controlada pelo governo determina a oferta de moeda na economia por meio do Banco Central, que é a autoridade responsável pela emissão da moeda e pelas reservas depositadas pelos bancos comerciais, seja de forma voluntária ou por obrigação junto à autoridade monetária.
Considere-se a validade das hipóteses do modelo CAPM e a existência de apenas dois títulos com riscos no portfólio de
mercado. Adicionalmente, suponha-se que: (i) o título A represente 40% desse portfólio, tenha um retorno esperado
de 10% e um desvio padrão de 20%; e (ii) o título B tenha um retorno esperado de 15% e um desvio padrão de 30%. Nessa hipótese, se a correlação entre os ativos for 0,3 e a taxa livre de risco for 5% ao ano, a expectativa de retorno do mercado e a variância de mercado serão, respectivamente,
No livro “Desenvolvimento e Estagnação: o Debate entre Desenvolvimentistas e Liberais Neoclássicos”, o economista André Nassif compara as formas distintas através das quais se manifesta o fenômeno da chamada “doença holandesa”.
A chamada doença holandesa (Dutch disease), como sugere a expressão, acometeu a Holanda nos anos 1960, quando foram descobertas consideráveis reservas de gás natural. Com mercados relativamente desregulados, o aumento da rentabilidade esperada acabou provocando forte realocação dos recursos produtivos da economia para o setor de recursos naturais não renováveis, reduzindo os investimentos na indústria manufatureira do país. Em 1977, a revista The Economist cunhou a expressão “doença holandesa” em alusão ao fenômeno […]. De acordo com a concepção novo-desenvolvimentista, a doença holandesa na periferia latino-americana e em diversos outros países em desenvolvimento, ao invés de replicar a forma clássica que afetou a Holanda, assume a forma concebida originalmente por Gabriel Palma. Nesse novo conceito de doença holandesa, o aumento da participação do setor de commodities na estrutura produtiva e na cesta exportadora resulta do conjunto de reformas econômicas liberalizantes (liberalização comercial, abertura ao fluxo internacional de capitais de curto prazo etc.), adotadas sob a forma de tratamento de choque, haja vista a intensidade e rapidez com que foram implementadas a partir da década de 1990.
NASSIF, A. Desenvolvimento e Estagnação: o Debate entre Desenvolvimentistas e Liberais Neoclássicos. São Paulo: Contracorrente, 2023. p. 219; 283-284. Adaptado.
Para os países fortemente dependentes das exportações de produtos primários e outras commodities, como o Brasil, nos períodos de boom de preços desses produtos nos mercados globais, a doença holandesa acarreta
A teoria das vantagens comparativas, proposta por David Ricardo, em 1817, é, ainda hoje, a principal base analítica para a defesa do livre-comércio na economia global. No entanto, como comenta Paul Krugman, no trecho seguinte, por causa de suas hipóteses irrealistas, o princípio ricardiano tem sido questionado na atualidade.
A defesa do comércio livre está, atualmente, mais em dúvida do que em qualquer momento desde a publicação, em 1817, dos Princípios de Economia Política de Ricardo. Este questionamento não decorre das pressões políticas por proteção, que triunfaram no passado, sem abalar os fundamentos intelectuais da teoria das vantagens comparativas. Pelo contrário, ele resulta das mudanças que ocorreram recentemente na própria teoria do comércio internacional [...]. Os novos modelos de
comércio internacional não apenas deixam em dúvida até que ponto o comércio real pode ser explicado por vantagens comparativas, como também abrem a possibilidade de que a intervenção governamental, através de restrições às importações, subsídios à exportação e assim por diante, possa, em algumas circunstâncias, ser utilizada em prol do interesse nacional.
KRUGMAN, P. R. Is free trade passé? Journal of Economic Perspectives, v. 1, n. 2, 1987. p.131-132. Adaptado.
Em contraste com o que se observa no mundo real, a teoria das vantagens comparativas, na versão neoclássica do princípio ricardiano, pressupõe a prevalência de
As empresas que operam em mercados perfeitamente competitivos são incapazes de extrair lucros econômicos extraordinários (“lucros de monopólio”), no longo prazo, porque
O Banco P oferece a possibilidade de clientes acessarem seus serviços através de vários canais, como telefone, internet ou agência física. Um cliente queria desbloquear seu cartão de crédito e fez isso pelo telefone. Ao tentar sacar dinheiro na agência, lhe foi perguntado se havia desbloqueado o cartão, tendo que dar a informação de que já o havia feito por telefone.
Como ficou claro, não há integração entre os sistemas utilizados pelo Banco P, o que mostra que esse Banco utiliza o modelo de negócios denominado
O modelo de Solow é construído em torno de duas equações; quais são elas?