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A liderança política do processo de

independência das colônias foi decisiva para os rumos

que as novas nações tomaram, pois as elites evitaram

que as reivindicações mais radicais fossem atendidas,

marginalizando, assim, política e socialmente, a maioria.

A ruptura dos laços coloniais não significou o surgimento

de uma sociedade democrática e autônoma.

A respeito da formação do Estado Nacional na América

Latina, é correto associar ao texto acima

Na América espanhola colonial, a primeira

prioridade dos invasores foi extrair riquezas dos

conquistados. Essa extração foi realizada mediante a

apreensão direta de excedentes previamente

acumulados de metais ou pedras preciosas. Isso tomou a

forma de saques e pilhagens, uma maneira oficialmente

aceita de pagar soldados ou expedicionários voluntários.

MACLEOD, Murdo J. Aspectos da economia interna da América espanhola colonial.

In: BETHELL, Leslie. História da América. São Paulo: Edusp; Brasília:

Funag, 1999, v. II, p. 219–220.

Tendo em vista as características citadas, conclui–se que

a América espanhola colonial começou como uma

sociedade


A música desempenha diversas funções na sociedade:

educar, entreter, louvar, dominar, seduzir, entre outras.

Considerando o trabalho do artista em seu meio cultural, é

correto afirmar que a figura

Linhas tortas



Há uma literatura antipática e insincera que só usa

expressões corretas, só se ocupa de coisas agradáveis,

não se molha em dias de inverno e por isso ignora que há

pessoas que não podem comprar capas de borracha.

Quando a chuva aparece, essa literatura fica em casa,

bem aquecida, com as portas fechadas. [...] Acha que tudo

está direito, que o Brasil é um mundo e que somos felizes.

[...] Ora, não é verdade que tudo vá tão bem [...]. Nos

algodoais e nos canaviais do Nordeste, nas plantações de

cacau e de café, nas cidadezinhas decadentes do interior,

nas fábricas, nas casas de cômodos, nos prostíbulos, há

milhões de criaturas que andam aperreadas.



[...]

Os escritores atuais foram estudar o subúrbio, a fábrica, o

engenho, a prisão da roça, o colégio do professor

mambembe.



Para isso resignaram–se a abandonar o asfalto e o café,

[...] tiveram a coragem de falar errado como toda gente,

sem dicionário, sem gramáticas, sem manual de retórica.

Ouviram gritos, palavrões e meteram tudo nos livros que

escreveram.

RAMOS, Graciliano. Linhas tortas. 8.ª ed. São Paulo: Record, 1980, p. 92/3.



O ponto de vista defendido por Graciliano Ramos

Os poemas



Os poemas são pássaros que chegam

não se sabe de onde e pousam

no livro que lês.

Quando fechas o livro, eles alçam vôo

como de um alçapão.

Eles não têm pouso

nem porto;

alimentam–se um instante em cada

par de mãos e partem.

E olhas, então, essas tuas mãos vazias,

no maravilhado espanto de saberes

que o alimento deles já estava em ti ...

QUINTANA, Mário. Antologia Poética. Porto Alegre: L&PM Pocket, 2001, p. 104.

O poema sugere que o leitor é parte fundamental no

processo de construção de sentido da poesia. O verso que

melhor expressa essa ideia é

O falecimento de uma criança é um dia de festa.

Ressoam as violas na cabana dos pobres pais, jubilosos

entre as lágrimas; referve o samba turbulento; vibram nos

ares, fortes, as coplas dos desafios, enquanto, a uma

banda, entre duas velas de carnaúba, coroado de flores, o

anjinho exposto espelha, no último sorriso paralisado, a

felicidade suprema da volta para os céus, para a felicidade

eterna — que é a preocupação dominadora daquelas

almas ingênuas e primitivas.

CUNHA, Euclides da. Os sertões: campanha de Canudos. Edição comemorativa do 90.º

ano do lançamento. Rio de Janeiro: Ediouro, 1992, p. 78.

Nessa descrição de costume regional, é empregada

A bem dizer, sou Ponciano de Azeredo Furtado,

coronel de patente, do que tenho honra e faço alarde.

Herdei do meu avô Simeão terras de muitas medidas, gado

do mais gordo, pasto do mais fino. Leio no corrente da

vista e até uns latins arranhei em tempos verdes da

infância, com uns padres–mestres a dez tostões por mês.

Digo, modéstia de lado, que já discuti e joguei no assoalho

do Foro mais de um doutor formado. Mas disso não faço

glória, pois sou sujeito lavado de vaidade, mimoso no trato,

de palavra educada. Trato as partes no macio, em jeito de

moça. Se não recebo cortesia de igual porte, abro o peito:

— Seu filho de égua, que pensa que é?

(...)

Meus dias no Sossego findaram quando fui pegado

em delito de sem–vergonhismo em campo de pitangueiras.

A pardavasquinha dessa intimidade de mato ganhou dúzia

e meia de bolos e eu recriminação de fazer um frade de

pedra verter lágrima. Simeão, sujeito severoso, veio do

Sobradinho aquilatar o grau de safadeza do neto. Levei

solavanco de orelha, fui comparado aos cachorros dos

currais e por dois dias bem contados fiquei em galé de

quarto escuro. No rabo dessa justiça, meu avô deliberou

que eu devia tomar rumo da cidade:

— Na mão dos padres eu corto os deboches desse

desmazelado.

(...)

CARVALHO, José Cândido de. O coronel e o lobisomem.

Rio de Janeiro: José Olympio, 1994. p. 3–5.

Quanto ao estilo e à linguagem empregada no trecho do

romance de José Cândido de Carvalho, nota–se que



Os temas frequentes nas pinturas de Emmanuel

Nassar são objetos banais, detalhes de artesanatos

encontrados nas feiras da cidade de Belém do Pará. O

artista desloca elementos do campo da visualidade popular

e suburbana para o campo da visualidade de suas

pinturas. Ao traduzir esses elementos para as suas

pinturas, o artista produz metáforas, onde essas imagens

não se exaurem em si mesmas ou em conotações

socioculturais. Nassar valoriza a diversidade artística, seja

ela popular ou erudita, por meio da inter–relação de

elementos que se apresentam nas manifestações de vários

grupos sociais.

MATTAR, Denise. Catálogo da Exposição: Emmanuel Nassar — A Poesia da Gambiarra.

Rio de Janeiro: CCBB, 2003 (adaptado).

Considerando–se as informações do texto e a pintura

Arraial, do artista Emmanuel Nassar, percebe–se que

A poesia que floresceu nos anos 70 do século XX é inquieta, anárquica, contestadora. A “poesia marginal", como

ficou conhecida, não se filia a nenhuma estética literária em particular, embora seja possível ver nela traços de algumas

vanguardas que a precederam, como no poema a seguir.

S.O.S

Chacal

(...) nós que não somos médicos psiquiatras

nem ao menos bons cristãos

nos dedicamos a salvar pessoas

que como nós

sofrem de um mal misterioso: o sufoco

CAMPEDELLI, Samira Y. Poesia Marginal dos Anos 70. São Paulo: Scipione, 1995 (adaptado).

Da leitura do poema e do texto crítico acima, infere–se que a poesia dos anos 70

No gráfico seguinte está representado o aumento

progressivo do número de horas de treino diário de um

atleta ao longo dos 20 primeiros dias do mês de setembro,

quando iniciou o treinamento.


Se for mantida essa tendência de crescimento, no último

dia de setembro, o atleta deverá treinar, diariamente,

Uma fábrica de cosméticos produz um creme cujo custo de

produção é dado pela função C(x) = (2/3)x + 3, em que x é

o número de cremes produzidos.

Se a fábrica consegue reduzir o custo de produção de

cada unidade x em 17%, a função P(x) que expressa a

relação entre o novo custo de produção e a produção é

Especialistas do Instituto Internacional de Águas de

Estocolmo estimam que cada pessoa necessita de, no

mínimo, 1.000 m3 de água por ano, para consumo, higiene

e cultivo de alimentos. Sabe–se, também, que o Rio

Amazonas despeja 200.000 m3 de água no mar por

segundo.

Scientific America Brasil, setembro de 2008, p. 62.

Revista Veja, julho de 2008, p. 104.

Por quanto tempo seria necessário coletar as águas que o

Rio Amazonas despeja no mar para manter a população da

cidade de São Paulo, estimada em 20 milhões de pessoas,

por um ano?

Texto para as questões 116 e 117



Imagem 018.jpg

Na estruturação do texto, destaca-se

Óia eu aqui de novo xaxando

Óia eu aqui de novo para xaxar



Vou mostrar pr'esses cabras

Que eu ainda dou no couro

Isso é um desaforo

Que eu não posso levar

Que eu aqui de novo cantando

Que eu aqui de novo xaxando

Óia eu aqui de novo mostrando

Como se deve xaxar.



Vem cá morena linda

Vestida de chita

Você é a mais bonita

Desse meu lugar

Vai, chama Maria, chama Luzia

Vai, chama Zabé, chama Raque

Diz que eu tou aqui com alegria.

BARROS, A. Óia eu aqui de novo. Disponível em: WWW.luizgonzaga.mus.br.

Acesso em: 5 maio 2013 (fragmento).



A letra da canção de Antônio de Barros manifesta aspectos do repertório linguístico e cultural do Brasil. O verso que singulariza uma forma característica do falar popular regional é:

Lusofonia
rapariga: s.f., fem. De rapaz: mulher nova: moça: menina;(Brasil), meretriz.



Escrevo um poema sobre a rapariga que esta sentada no café, em frente da chávena de café, enquanto alisa os cabelos com a mão. Mas não posso escrever este poema sobre essa rapariga porque, no brasil, a palavra rapariga não quer dizer o que ela diz em Portugal.Então, terei de escrever a mulher nova do café, a jovem do café, a menina do café, para que a reputação da pobre rapariga que alisa os cabelos com a mão, num café de Lisboa, não fique estragada para sempre quando este poema atravessar o atlântico para desembarcar no rio de janeiro. E isto tudo sem pensar em áfrica, porque aí lá terei de escrever sobre a moça do café, para evitar o tom demasiado continental da rapariga, que é uma palavra que já me esta a pôr com dores de cabeça até porque, no fundo, a única coisa que eu queria era escrever um poema sobre a rapariga do café.A solução, então, é mudar de café, e limitar-me a escrever um poema sobre aquele café onde nenhuma rapariga se pode sentar à mesa porque só servem café ao balcão.
JUDICE, N , Matéria do Poema, Lisboa D. Quixote, 2008



O texto traz em relevo as funções metalinguística e poética. Seu caráter metalinguístico justifica-se pela

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