“(...) Rompe com a tradição positivista que faz da sociedade uma realidade objetiva e do ator um agente sem história nem paixão e amplamente preso a um conjunto de valores que lhe predeterminam os comportamentos. (...) Pretende que o social seja um processo: é o fruto da atividade permanente dos membros da sociedade. Estes últimos são providos de um cabedal de saberes práticos que utilizam de modo rotineiro nas atividades mais corriqueiras. (...) Se interessam pelos atos da vida cotidiana que aos nossos olhos parecem os mais banais” (Lallement, Michael, 2008). Esse texto enfatiza uma corrente sociológica que privilegia abordagens com o uso da observação direta, observação participante, diálogos, registros em vídeos, conversas com os autores, etc.). A qual dessas correntes abaixo o texto se refere?
Em Platão, a relação entre as ideias e as coisas não é dualista no sentido mais usual do termo, pois
que as ideias constituem a verdadeira causa das coisas. A concepção platônica das relações entre
alma e corpo introduz, além do elemento metafísico-ontológico, o fator religioso do orfismo. Sobre a
concepção antropológica de Platão, é falso afirmar:
I.Enquanto tenhamos corpo, estamos mortos, porque somos fundamentalmente nossa alma, e a alma
enquanto se acha em um corpo está como em uma tumba e, portanto, insensibilizada. Nossa morte corporal é
viver, porque, ao morrer o corpo, a alma se liberta do cárcere.
II. A alma é a raiz de todo o mal, é a origem dos amores enlouquecidos, das paixões, das inimizades, das
discórdias, ignorância e demência: precisamente, tudo isto é o que leva o corpo à morte. Esta concepção
negativa da alma se atenua de certo modo nas últimas obras de Platão, porém jamais desaparece por
completo.
III. Platão nos desvela, de modo muito explícito, que fugir do mundo significa transformar-se em virtuoso e
tratar de assemelhar-se a Deus: o mal não pode desaparecer porque sempre tem que haver algo oposto e
contrário ao bem. Por isto é conveniente dispormos a fugir daqui com a máxima rapidez, e este fugir é um
assemelhar-se a Deus naquilo que é possível a um homem, e assemelhar-se a Deus é adquirir justiça e
santidade e, ao mesmo tempo, sabedoria.
IV. Para se fazer uma ideia precisa acerca de qual é o destino das almas depois da morte, em primeiro lugar
deve-se colocar claramente a noção platônica da metempsicose. Como já se sabe, a metempsicose é uma
doutrina que afirma que a alma se traslada através de distintos corpos, renascendo em diversas formas
viventes.
V. Em Fedro, Platão diz que os homens são aqueles seres quem amam a cidade mais que os demais seres,
cumprindo com zelo necessário suas obrigações e, sobretudo, conhecendo o Bem. Portanto, em todos os
homens predomina a alma racional e sua virtude específica é a sabedoria.
Tomás de Aquino dá começo à Suma contra os Gentios, fazendo suas as palavras de Hilário de
Pointers: “Sei que devo a Deus, como principal dever de minha vida, que todas as minhas palavras
e meus sentidos falem d’Ele.” Deus, e não o homem ou o mundo, é o objeto primeiro de suas
reflexões. Só no contexto da revelação é possível construir uma correta reflexão sobre o homem e o
mundo. Quando se fala da filosofia tomasiana, há que se considerarem alguns elementos que são
chaves de leitura da estrutura básica do pensamento deste autor medieval, dentre elas as famosas
cinco vias para demonstrar a existência de Deus. Identifique, dentre os itens abaixo, o que não
pertence a este núcleo de demonstração tomasiana:
I. “Existem algumas verdades que superam todos os poderes da razão humana, por exemplo, que Deus é uno
e trino. Há outras verdades às que se pode chegar através da razão natural, por exemplo, que Deus existe, que
Deus é uno, e outras semelhantes”.
II. “As criaturas, ao participar no ser de Deus, em parte se assemelham e em parte não. Não há identidade
entre Deus e as criaturas, porém tampouco existe uma equivocidade, porque sua imagem se reflete no mundo.
Entre Deus e as criaturas existe, pois, semelhança e dessemelhança, ou em outras palavras, uma relação de
analogia, no sentido de que o que se predica das criaturas se pode predicar de Deus, porém não do mesmo
modo nem com a mesma intensidade”.
III. “Efetivamente, é certo e consta em nossos sentidos que neste mundo mudam algumas coisas. Neste
sentido, tudo o que muda está movido por outro, porque uma coisa não muda se não é em potência aquilo no
que acaba em mudança, e pelo contrário, move (é dizer, provoca uma mudança) na medida em que é ato. (...) É
impossível, pois que segundo o mesmo aspecto e do mesmo modo um ente seja origem e sujeito da mudança
(movens et motum), ou seja, que se mova a si mesmo. Portanto, tudo o que se move deve ser movido por outro.
(...) É preciso, pois um primum movens quod in nullo moveatur, isto é, a existência de um imutável...”.
IV. “Na natureza achamos coisas que é possível que sejam e não sejam, porque nos encontramos com que se
engendram e se corrompem, e, por conseguinte, tanto lhes é possível ser como não ser. Porém, é impossível
que existam sempre, porque o que pode não ser, em algum momento não é. Por isso, se tudo pudesse não ser,
em algum momento não haveria existido nada (...). Assim, se em algum momento não houvesse existido nada,
seria impossível que uma coisa qualquer houvesse começado a existir e, portanto, tampouco agora existiria
nada, o que é impossível. (...) Em consequência, não podemos deixar de admitir a existência de um ente que
possua em si mesmo a própria necessidade e que não a receba de nenhum outro, e sim que também cause em
outras coisas sua própria necessidade...”.
V. “Vemos que as coisas que carecem da consciência, como os corpos naturais, atuam segundo uma
finalidade, e isto se faz patente pelo fato de que atuam sempre, ou quase sempre, do mesmo modo, para obter
melhores resultados. Portanto, se aprecia com qualidade que alcançam seu propósito não por azar, mas de
maneira intencionada. Neste sentido, tudo o que não tem conhecimento não pode mover-se para um fim, a
menos que esteja dirigido por algum ente dotado de conhecimento e inteligência, como a flecha está dirigida
pelo arqueiro. Por isso, existe um ser inteligente que dirige todas as coisas naturais para seu próprio fim...”.
Na Crítica da Razão Pura (KrV), Kant busca um método adequado para a metafísica de modo que ela
possa trilhar um caminho seguro. Com este propósito, ele acaba por proporcionar à Filosofia o que
até hoje conhecemos por Revolução Copernicana do pensar. Com isso, Kant acredita ter salvo a
metafísica das garras do racionalismo e do empirismo. Neste contexto, é correto dizer:
I. Para que a metafísica alcance finalmente a dignidade de uma ciência, Kant propõe que ela faça uma
revolução em seu modo de pensar, uma revolução que coloque, como no caso da matemática e da ciência
natural, o sujeito cognoscente numa relação criadora com o objeto.
II. Na Dialética Transcendental, Kant mostra que, no modo tradicional de pensar o objeto da metafísica, o
incondicionado, não pode ser pensado sem contradição. Esta contradição permanece insuperável no novo
modo de pensar, posto que as contradições, agora denominadas de antinomias são insuperáveis.
III. Kant pretende, na Crítica da Razão Pura, superar não apenas o racionalismo, o empirismo e o ceticismo,
mas também funda, sobretudo, uma nova posição do sujeito em relação à objetividade.
IV. Para a nova teoria kantiana, sobretudo na última parte da Crítica da Razão Pura, consegue-se perceber
que Kant obteve êxito em seu intento: provou que o objeto não deve mais regular-se pelo conhecimento, mas
sim o conhecimento é que deve se deixar regular pelo objeto.
V. Com a mudança do fundamento da objetividade, a teoria do objeto, a ontologia, passa a depender de uma
teoria do sujeito, de modo que não pode mais haver uma ontologia autônoma. O mesmo vale para a teoria do
conhecimento.
“Não se pode apresentar um único livro, tal como se mostra um Euclides, e dizer: eis a metafísica, aqui
encontrareis o fim mais nobre desta ciência, conhecimento de um Ser supremo e de um mundo futuro,
demonstrado a partir de princípios da razão pura”. In: KANT, Immanuel. Prolegómenos a toda a metafísica
futura que queira apresentar-se como ciência. Trad. Artur Morão. Lisboa: Edições 70, p.31
Analise as proposições abaixo.
I. Segundo David Hume, a natureza funciona regularmente através de conexões necessárias, ou seja, nada
ocorre por mera casualidade.
II. Todos os conceitos derivam, em última análise, da experiência. No entender de David Hume, na sua posição
empirista, não é possível concebermos coisas que nunca experimentamos, tal como unicórnios.
III. A tese fundamental de Hume é que a relação entre causa e efeito nunca pode ser conhecida a priori, isto é,
com o puro raciocínio, mas apenas por experiência.
IV. De acordo com Kant, um corpo é extenso: é uma proposição certa a priori, e não um juízo empírico.
V. De acordo com Kant, há os juízos sintéticos a priori, cuja origem é empírica; mas também há os que são
certos a posteriori e provêm do puro entendimento e da razão.
“As determinações lógicas são as determinações universais, leis e movimentos do pensar, e são de
dupla natureza, uma enquanto se atribuem ao ente, outra enquanto se imputam ao pensar enquanto tal;
contudo, a razão é a consciência de que estas determinações cabem a um dos dois lados”. In: HEGEL,
Georg. Propedêutica filosófica. Trad. Artur Morão. Lisboa: Edições 70, 1989, p.107
Analise as proposições abaixo.
I. Um argumento válido pode ter uma ou mais premissas falsas.
II. Um argumento válido pode ter uma conclusão falsa.
III. Um argumento válido pode ter uma conclusão verdadeira se suas premissas forem falsas.
IV. Um argumento válido pode ter uma conclusão falsa se suas premissas forem verdadeiras.
Maurício não é magro ou Frigoletto é gordo. José é comunista ou Frigoletto não é gordo. Frigoletto não é gordo ou José não é comunista. Se José não é comunista então Maurício é magro.
A Norma Regulamentadora NR-18, do Ministério do Trabalho, estabelece diretrizes para a indústria da Construção. Quanto ao uso de escadas, marque a alternativa incorreta:
A NR-33 tem como objetivo estabelecer os requisitos mínimos para identificação de espaços confinados e o reconhecimento, avaliação, monitoramento e controle dos riscos existentes, de forma a garantir permanentemente a segurança e saúde dos trabalhadores que interagem direta ou indiretamente nestes espaços. Entre as funções desempenhadas pelo vigia, é correto afirmar que:
Segundo a Lei no 8.213, de 24 de julho de 1991, equiparam-se ao acidente do trabalho, exceto:
Os vestiários previstos na NR-24 deverão ser dimensionados, a partir de área mínima estabelecida por trabalhador. Considerando a quantidade de 1580 (um mil e quinhentos e oitenta) trabalhadores em um canteiro de obras, a área mínima do vestiário é:
Com relação ao processo eleitoral da CIPA, NR 5, serão observadas as seguintes condições. Marque a opção que não está de acordo com a NR.
Com relação a NR 11, marque a opção incorreta.
Al carecer de acento, los pronombres átonos se apoyan fonéticamente en el verbo, por lo que se llaman
pronombres clíticos. Nueva gramática básica de la lengua española. – 1ª ed. – Buenos Aires: ESPASA, 2011
Pág. 97
Considerando los pronombres átonos destacados en las frases:
Me regaló un libro, luego lo leí.
Después de unos meses de ahorro, pudo regalárselo.
Define lo como:
En la tabla abajo son presentadas algunas frases en portugués y la traducción de las mismas al español,
considerando aspectos de uso.
Considerando las frases dadas, si necesitara establecer regla/reglas, ¿Cuál/cuales de la/las dada/dadas a
continuación sería/serían la/las más adecuada/adecuadas?
I. En la actualidad, casi no se usa el futuro del subjuntivo en español, ya en portugués el uso de éste tiempo
verbal es muy común todavía.
II. En español las frases introducidas por la partícula temporal cuando el verbo se conjuga en presente de
subjuntivo, y las introducidas la partícula condicional si en presente de indicativo.
III. Considerando la oración en español en 6, se puede establecer que desde el punto de vista gramatical es
una frase imposible.
IV. Considerando la oración en español en 6, se puede establecer que es una frase posible gramaticalmente
pero de uso poco amplio.
Marque la única alternativa correcta: