Quanto às noções de matemática financeira, julgue os itens de 81 a 100.
Suponha-se que Reginaldo tenha feito um empréstimo de R$ 4.000 para pagar as despesas mensais de sua loja de sapatos e que a taxa de juros composta do empréstimo fosse de 5% a. m. e o prazo fosse de doze meses. Nesse caso, é correto afirmar que ele pagará R$ 6.400 de volta ao banco.
Com base nas disposições do Decreto n.° 11.034/2022, que diz respeito ao serviço de atendimento ao consumidor (SAC), julgue os itens de 111 a 115.
Após realizado o registro no primeiro atendimento, é lícito que se solicite a repetição da demanda do consumidor, no caso de haver necessidade de prevenção contra eventuais fraudes.
Quanto às noções de matemática financeira, julgue os itens de 81 a 100.
Suponha-se que Marcelo tenha ido ao mercado e se deparado com uma promoção dos seus salgadinhos favoritos e que a unidade que era vendida a R$ 5 estava, naquele momento, sendo vendida a R$ 3,50. Nesse caso, é correto afirmar que ele deve ter tido um desconto de 70%.
Quanto às noções de matemática financeira, julgue os itens de 81 a 100.
Quando se tem 75% de acerto em uma prova, é correto afirmar que se obteve êxito em das questões daquela prova.
Com relação à economia brasileira, julgue os itens de 71 a 80.
Após o primeiro choque do petróleo promovido pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), os países industrializados tiveram de aumentar os juros e viram a atividade econômica se contrair. A retração do consumo dos países industrializados e a forte dependência de importação de petróleo impactaram a balança comercial brasileira, que saiu de um equilíbrio para um déficit.
No que se refere à microeconomia, julgue os itens de 51 a 58.
A produtividade marginal (Pmg) é dada pela relação entre a variação do produto e a variação de uma unidade de mão de obra empregada em determinado período.
Considere-se a execução, em determinado ano, do orçamento público consolidado do Brasil.
Se, no final desse mesmo ano, o total das despesas primárias relativas a gastos em custeio e investimento – excluídas as despesas de juros incidentes sobre o estoque da dívida pública – tiver sido superior ao total das receitas de impostos arrecadados, o governo brasileiro terá fechado o ano com
As ferramentas para segurança da informação são o conjunto de software, hardware e técnicas que têm como principal objetivo combater os ataques. A técnica utilizada para cifrar uma informação, tornando-a incompreensível, exceto para o destinatário e o transmissor que sabem como decifrá-la é:
Para acessar sistemas de informação é comum que seus usuários sejam solicitados a informar suas credenciais, que normalmente são definidas por meio de uma identificação de usuário e uma senha. Como identificação de usuário é comum ser utilizado o email ou o CPF do usuário.
Nesse contexto, um exemplo de uma senha bem formada e segura é
Julgue os itens seguintes, relativos ao Poder Legislativo e ao Poder Executivo e às funções essenciais à justiça.
O deputado ou o senador que for investido no cargo de secretário de Estado não perderá o mandato, podendo optar pela remuneração de parlamentar.
Certa mercadoria era vendida a R$200,00 a unidade e teve um aumento de 25%, chegando a custar R$250,00. Caso o dono deseje dar um desconto sobre os R$250,00 para que o valor volte a ser R$200,00, qual deve ser o percentual de desconto?
De acordo com o Código Penal Militar, no crime de deserção cometido por praça, embora decorrido o prazo da prescrição, esta só extingue a punibilidade quando o desertor atinge a idade de
Determinado agente público de trânsito, atendendo ao pedido do prefeito da cidade, deixou de multá-lo por avançar o sinal vermelho
do semáforo. Nesse caso, nos termos do Código Penal, o agente de trânsito praticou o crime de
Analise as assertivas abaixo:
I. na mesma pena do crime de deserção incorre o militar que consegue exclusão do serviço ativo ou situação de inatividade, criando ou simulando incapacidade.
II. se a deserção ocorre em unidade estacionada em fronteira ou país estrangeiro, a pena será aplicada em dobro.
III. se o agente se apresenta voluntariamente dentro em 15 dias após a consumação do crime de deserção, a pena é diminuída de metade.
IV. no crime de deserção, embora decorrido o prazo da prescrição, esta só extingue a punibilidade quando o desertor atinge a idade de quarenta anos e, se oficial, a de sessenta.
De acordo com o que estabelece o Código Penal Militar sobre o crime de deserção, está correto o que se afirma APENAS em
MEU MELHOR CONTO
Moacyr Scliar
Você me pergunta qual foi o melhor conto que escrevi. Indagação típica de jovens jornalistas; vocês
vêm aqui, com esses pequenos gravadores, que sempre dão problema, e uma lista de perguntas – e aí
querem saber qual foi o melhor ponto que a gente fez, qual provocou maior controvérsia, essas coisas. Mas
tudo bem: não vou me furtar a responder essa questão. Dá mais trabalho explicar por que a gente não
responde do que simplesmente responder.
Meu melhor conto... Não está em nenhum dos meus livros, em nenhuma antologia, em nenhuma
publicação. Ele está aqui, na minha memória; posso acessá-lo a qualquer momento. Posso inclusive lembrar
as circunstâncias em que o escrevi. Não esqueci, não. Não esqueci nada. Mesmo que quisesse esquecer,
não o conseguiria.
Eu era então um jovem escritor - faz muito tempo, portanto, que isso aconteceu. Estava concluindo o
curso de Letras e acabara de publicar meu primeiro livro, recebido com muito entusiasmo pelos críticos. É
uma revelação, diziam todos, e eu, que à época nada tinha de modesto, concordava inteiramente:
considerava-me um gênio. Um gênio contestador. Minhas histórias estavam impregnadas de indignação;
eram verdadeiros panfletos de protesto contra a injustiça social. O que me salvava do lugar-comum era a
imaginação - a imaginação sem limites que é a marca registrada da juventude literária e que, como os cabelos,
desaparecem com os anos.
Mas eu não era só escritor. Era militante político. Fazia parte de um minúsculo, obscuro, mas
extremado grupo de universitários. Veio o golpe de 1964, participei em manifestações de protesto, cheguei a
pensar em juntar-me à guerrilha - o que certamente seria um desastre, porque eu era um garoto de classe
média, mimado pelos pais, acostumado ao conforto, enfim, uma antípoda do guerrilheiro. De qualquer modo,
fui preso.
Uma tragédia. Meus pais quase enlouqueceram. Fizeram o possível para me soltar, falaram com
Deus e todo mundo, com políticos, jornalistas e até generais. Inútil. O momento era de linha dura, linha
duríssima, e eu estava em mais de uma lista de suspeitos. Não me soltariam de jeito nenhum.
Fui levado para um lugar conhecido como Usina Pequena. Havia duas razões para essa
denominação. Primeiro, o centro de detenção ficava, de fato, perto de uma termelétrica. Em segundo lugar, o
método preferido para a tortura era, ali, o choque elétrico.
O chefe da Usina Pequena era o Tenente Jaguar. Esse não era o seu verdadeiro nome, mas o apelido
era mais que o apropriado: ele tinha mesmo cara de felino, e de felino muito feroz. Ao sorrir, mostrava os
caninos enormes - e isso era suficiente para dar calafrios nos prisioneiros.
Fiquei pouco tempo na Usina Pequena, quinze dias. Mas foi o suficiente. Da cela que eu ocupava,
um cubículo escuro, úmido, fétido, eu ouvia os gritos dos prisioneiros sendo torturados e entrava em pânico,
perguntando-me quando chegaria a minha vez. E aí uma manhã eles vieram me buscar e levaram-me para a
chamada Sala do Gerador, o lugar das torturas, e ali estava o Tenente Jaguar, à minha espera, fumando uma
cigarrilha e exibindo aquele sorriso sinistro. Leu meu prontuário e começou o interrogatório. Queria saber o
paradeiro de um dos meus professores, suspeito de ser um líder importante na guerrilha.
Tão apavorado eu estava que teria falado - se soubesse, mesmo, onde estava o homem. Mas eu não
sabia e foi o que respondi, numa voz trêmula, que não sabia. Ele me olhou e estava claramente decidindo se
eu falava a verdade ou se era bom ator. Mas ali a regra era: na dúvida, a tortura. E eu fui torturado. Choques
nos genitais, o método clássico. No quarto choque, desmaiei, e me levaram de volta para a cela.
Durante dois dias ali fiquei, deitado no chão, encolhido, apavorado. No terceiro dia o carcereiro entrou
na sala: o Tenente queria me ver. Implorei para que não me levasse: eu não aguento isso, vou morrer, e
vocês vão se meter em confusão. Ignorando minhas súplicas, arrastou-me pelo corredor, mas não me levou
para o lugar das torturas, e sim para a sala do Tenente. O que foi uma surpresa. Uma surpresa que aumentou
quando o homem me recebeu gentilmente, pediu que sentasse, ofereceu-me um chá. Perguntou se eu tinha
me recuperado dos choques; e aí - eu cada vez mais atônito - pediu desculpas: eu tinha de compreender que
torturar era a função dele, e que precisava cumprir ordens. Ficou um instante olhando pela janela - era uma bela manhã de primavera - e depois voltou-se para
mim, anunciando que tinha um pedido a me fazer.
Àquela altura eu não entendia mais nada. Ele tinha um pedido a me fazer? O todo-poderoso chefe
daquele lugar? O cara que podia me liquidar sem qualquer explicação tinha um pedido? Estou às suas ordens,
eu disse, numa voz sumida, e ele foi adiante. Eu sei que você é escritor, e um escritor muito elogiado.
- Está na sua ficha - acrescentou, sorridente. - Nós aqui temos todas as informações sobre sua vida.
Olhou-me de novo e acrescentou:
- Tem uma coisa que eu queria lhe mostrar.
Abriu uma gaveta e tirou de lá um recorte de jornal. Era uma notícia sobre um concurso de contos.
Cada vez mais surpreso, li aquilo e mirei-o sem entender. Ele explicou.
- Eu escrevo. Contos, como você. Mas tenho de admitir: não tenho um décimo do seu talento.
Nova pausa, e continuou:
- Quero ganhar esse concurso literário. Melhor: preciso ganhar esse concurso literário. Não me
pergunte a razão, mas é muito importante para mim. E você vai me ajudar. Vai escrever um conto para mim.
Posso contar com você, não é?
E então aconteceu a coisa mais surpreendente. Eu disse que não, que não escreveria merda
nenhuma para ele.
Tão logo falei, dei-me conta do que tinha feito - e fiquei a um tempo aterrorizado e orgulhoso. Sim, eu
tinha ousado resistir. Sim, eu tinha mostrado a minha fibra de revolucionário. Mas, e agora? E os choques?
Para meu espanto, o homem começou a chorar. Chorava desabaladamente, como uma criança. E
então me explicou: quem tinha mandado aquele recorte fora o seu filho, um rapaz de catorze anos que
adorava o pai, e adorava as histórias que o pai escrevia.
- Ele quer que eu ganhe o concurso, o meu filho - o Tenente, soluçando. – E eu quero ganhar o
concurso. Para ele. É um rapaz muito doente, talvez não viva muito. Eu preciso lhe dar essa alegria. E só
você pode me ajudar.
Olhava-me, as lágrimas escorrendo pela face.
O que podia eu dizer? Pedi que me arranjasse uma máquina de escrever e umas folhas de papel.
Naquela tarde mesmo escrevi o conto. Nem precisei pensar muito; simplesmente sentei e fui
escrevendo. A história brotava de dentro de mim, fluía fácil. E era um belo conto, diferente de tudo o que eu
tinha escrito até então. Não falava em revolta, não satirizava opressores. Contava a história de um pai e de
seu filho moribundo.
Entreguei o conto ao Tenente, que o recebeu sem dizer palavra, sem sequer me olhar. E no dia
seguinte fui solto.
Nunca fiquei sabendo o que aconteceu depois, o resultado do concurso, nada disso. Não estava
interessado; ao contrário, queria esquecer a história toda, e inclusive o conto que eu tinha escrito. O que foi
inútil. A narrativa continuava dentro de mim, como continua até hoje. Se eu quisesse, poderia escrevê-la de
uma sentada.
Mas não o farei. Esse conto não me pertence. É, acho, a melhor coisa que escrevi, mas não me
pertence. Pertence ao Tenente, que esses dias, aliás, vi na rua: um ancião alquebrado, que anda apoiado
numa bengala.
Ele me olhou e sorriu. Talvez tivesse, com gratidão, lembrado aquele episódio. Ou talvez estivesse
debochando de mim. Com esses velhos torturadores, a gente nunca sabe.
(Porto Alegre, 2003.)
Conto de Moacyr Scliar publicado no livro “Do conto à crônica”.
No fragmento “Pertence ao Tenente, que esses dias, aliás, vi na rua: um ancião alquebrado, que anda apoiado numa bengala.”, a palavra em destaque pode ser substituída por qual vocábulo abaixo, sem que o sentido do texto seja alterado?