Os ex–escravos abandonam as fazendas em que
labutavam, ganham as estradas à procura de terrenos
baldios em que pudessem acampar, para viverem livres
como se estivessem nos quilombos, plantando milho e
mandioca para comer. Caíram, então, em tal condição
de miserabilidade que a população negra se reduziu
substancialmente. Menos pela supressão da importação
anual de novas massas de escravos para repor o
estoque, porque essas já vinham diminuindo há
décadas. Muito mais pela terrível miséria a que foram
atirados. Não podiam estar em lugar algum, porque,
cada vez que acampavam, os fazendeiros vizinhos se
organizavam e convocavam forças policiais para
expulsá–los.
RIBEIRO, Darcy. O povo brasileiro: evolução e sentido do Brasil.
São Paulo: Companhia das Letras, 1995, p.221.
Comparando–se a linguagem do quadro acima, de
Pedro Américo, A Libertação dos Escravos, com o
texto de Darcy Ribeiro, percebe–se que
O fato é que a transição do Império para a
República, proclamada em 1889, constituiu a primeira
grande mudança de regime político ocorrida desde a
Independência. Republicanistas “puros", como Silva
Jardim, defendiam uma mudança de regime que tivesse
como resultado maior participação da população na vida
política nacional. Mas, vitoriosos, os republicanos
conservadores, como Campos Sales, mantiveram o
modelo de exclusão política e sociocultural sob nova
fachada. Ao “parlamentarismo sem povo" do Segundo
Reinado sucedeu uma República praticamente “sem
povo", ou seja, sem cidadania democrática.
LOPEZ, Adriana, MOTA, Carlos Guilherme. História do Brasil: uma
interpretação. São Paulo: SENAC, 2008, p. 552. (adaptado)
Tendo o texto acima como referência inicial e
considerando o processo histórico de implantação e de
consolidação da República no Brasil, é correto inferir que
Ao contrário do que se acredita, o "discurso
secreto" de Kruschev não significou a primeira
manifestação de discordância dos novos governantes da
URSS, ao acusar Stalin de genocídio. Antes disso,
haviam sido dados os primeiros passos para o fim da
estrutura repressiva que reinava no país. Na verdade, o
discurso se baseia, em parte, nas conclusões obtidas
pelo grupo chamado Comissão Shvernik, comissão
especial que logrou reunir suficiente evidência para
denunciar que, nos anos de 1930, mais de um milhão e
meio de membros do partido haviam sido acusados de
realizar atividades antissoviéticas, dos quais tendo sido
executados mais de 680.000 deles.
O processo que desencadeou o término da estrutura
repressiva que reinava na União Soviética ocorreu
porque
A foto acima foi realizada por Sebastião Salgado, em
1989, no garimpo de Serra Pelada. Do ponto de vista
social, ambiental e econômico, o fenômeno retratado
Em seu discurso em honra dos primeiros mortos na Guerra do Peloponeso (séc. V a.C.), o ateniense Péricles fez
um longo elogio fúnebre, exposto na obra do historiador Tucídides. Ao enfatizar o respeito dos atenienses à lei e seu amor
ao belo, o estadista ateniense tinha em mente um outro tipo de organização de Estado e sociedade, contra o qual os gregos
se haviam batido 50 anos antes e que se caracterizava por uma administração eficiente que concedia autonomia aos
diferentes povos e era marcada pela construção de grandes obras e conquistas.
PRADO, A. L. A.,Tucídides, História da Guerra do Peloponeso, Livro I, São Paulo, Martins Fontes (com adaptações).
O “outro tipo de organização de Estado e sociedade" ao qual Péricles se refere era