Existe uma discordância entre o que a crença popular e o que
a literatura médica — personificada na OMS — definem como
“estar sadio" (L.5).
O emprego de verbos no passado justifica-se em função do
propósito comunicativo do texto, que é o de narrar
acontecimentos anteriores ao momento da fala.
A disseminação de medicamentos de qualidade duvidosa é uma ameaça à boa fama conquistada pelos medicamentos genéricos ao longo de sua história.
Ao se flexionar adequadamente na voz passiva, a forma verbal sublinhada concorda regularmente com seu sujeito em:
Explora-se, no texto, uma flagrante contradição, expressa formalmente no seguinte enunciado:
Atenção: Leia o texto abaixo para responder às questões de números 1 a 5.
Com a literatura de cordel como aliada, o clichê de "mudar o mundo" não soa tão inalcançável. Os folhetos de cordel são
baratos, acessíveis e extremamente fáceis de transportar e de compartilhar com outras pessoas. Melhor ainda: são ideais para a sala
de aula. Entre rimas, estrofes e melodias, muitos assuntos pertinentes podem ser tratados e debatidos.
Nos últimos quatro anos, desde que comecei a publicar os meus cordéis, recebi centenas de mensagens com depoimentos de
educadores que compram meus folhetos e utilizam minhas rimas para falar sobre questões raciais, de gênero, de diversidade sexual e
história. Com a série Heroínas Negras na História do Brasil, séculos de esquecimento começam a ser rompidos e muita gente escuta
falar, pela primeira vez, sobre as mulheres negras que foram líderes quilombolas e guerreiras na luta contra a escravidão.
Pelo cordel, nomes como Tereza de Benguela, Dandara dos Palmares, Zacimba Gaba e Mariana Crioula protagonizam
discussões acaloradas sobre racismo e machismo; até mesmo uma aula de português pode ser a oportunidade perfeita para colocar
essas questões em pauta.
Esse tipo de cordel com proposta social é chamado de Cordel Engajado e pode trazer política, defesa de causas e críticas
sociais para a literatura de uma maneira profundamente envolvente. Afinal, a literatura de cordel é excelente para a transformação da
sociedade em uma realidade onde exista mais equidade e respeito pela diversidade.
Esse respeito, aliás, pode começar pela própria valorização do cordel, algo que só deve acontecer quando todos os
empecilhos preconceituosos forem tirados do caminho. Ainda há muito a se caminhar, sobretudo com o alarme do tempo piscando e
gritando que um dia, infelizmente, o cordel pode virar artigo de museu.
(Adaptado de: ARRAES, Jarid. "A literatura de cordel...", Blooks. Rio de Janeiro: Ginga Edições, 2016, p. 12-13)
Mantendo-se o sentido, nos segmentos abaixo, o termo sublinhado que pode ser substituído por “a fim de" encontra-se em:
X
Atenção: Leia o texto abaixo para responder às questões de números 6 a 9.
O conceito de infância, como o conhecemos, consolidou-se no Ocidente a partir do século XVIII. Até o século XVI, pelo menos,
assim que conseguissem se virar sem as mães ou as amas, as crianças eram integradas ao mundo dos adultos. A infância, como
idade da brincadeira e da formação escolar, ao mesmo tempo com direito à proteção dos pais e depois à do Estado, é algo relativamente
novo.
A infância não é um conceito determinado apenas pela biologia. Como tudo, é também um fenômeno histórico implicado nas
transformações econômicas e sociais do mundo, em permanente mudança e construção.
Hoje há algo novo nesse cenário. Vivemos a era dos adultos infantilizados. Não é por acaso que proliferaram
os coaches. Coach, em inglês, significa treinador. Originalmente, treinador de esportistas. Nesse conceito importado dos Estados
Unidos, país que transformou a infância numa bilionária indústria de consumo, a ideia é a de que, embora estejamos na idade adulta,
não sabemos lidar com a vida sozinhos. Precisamos de um treinador que nos ajude a comer, conseguir amigos e emprego, lidar com
conflitos matrimoniais e profissionais, arrumar as finanças e até mesmo organizar os armários. Uma espécie de infância permanente
do indivíduo.
Os adultos infantilizados desse início de milênio encarnam a geração do "eu mereço". Alcançar sonhos, ideais ou mesmo
objetivos parece ser compreendido como uma consequência natural do próprio existir, de preferência imediata. Quando essa crença
fracassa, é hora de buscar o treinador de felicidade, o treinador de saúde. É estarrecedor verificar como as gerações que estão aí
parecem não perceber que dá trabalho conquistar o que se deseja. E, mesmo que se esforcem muito, haverá sempre o que não foi
possível alcançar.
(Adaptado de: BRUM, ELIANE. Disponível em: http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca)
Afirma-se corretamente:
As questões 5 e 6 devem ser respondidas a partir da charge abaixo.
No caso do uso dos pronomes possessivos, marque
a alternativa que apresenta a interpretação
adequada da charge.
Segundo Jakobson, a linguagem possui uma
variedade de funções, para compreendê-las é
necessário considerar os elementos que constituem
o ato de comumicação (remetente, contexto,
mensagem, canal, código e destinatário). Com base
nesses elementos, o autor identifica seis funções da
linguagem, cada uma delas centrada em um deles.
Leia as assertivas, a seguir, a respeito das funções
da linguagem e marque a alternativa correta.
I. O trecho “[...] a gente almoça e só se coça, e se
roça, e só se vicia [...]”, da música flor da idade
de Chico Buarque (1973), é um exemplo de
função poética, visto que caracteriza-se pelo
foco na mensagem e em seu sentido.
II. “Quem faz inglês, faz mais sucesso.” Este texto
foi tirado de um outdoor de uma escola de
idiomas, trata-se de um exemplo de função
conativa, dado que centra-se no destinatário e
objetiva persuadí-lo.
III. Chamamos de função fática aquela que está
centrada no canal. Um exemplo dela seria a
utilização da palavra “alô” ao atender o
telefone.
IV. Em maio de 1994, o jornal Folha de São Paulo
publicou a seguinte manchete: “Acidente mata
Ayrton Senna”, podemos afirmar que trata-se
de função referencial, pois está centrada no
contexto e visa transmitir informação.
Marcuschi propõe “que se veja a Linguística do
Texto, mesmo que provisória e genericamente,
como o estudo das operações linguísticas e
cognitivas reguladoreas e controladoras da
produção, construção, funcionamento e recepção de
textos escritos ou orais. Seu tema abrange a coesão
superficial ao nível dos constituintes linguísticos, a
coerênica conceitual ao nível semântico e cognitivo
e o sistema de pressuposições e implicações a nível
pragmático da produção do sentido no plano das
ações e intenções. Em suma, a Linguística Textual
trata o texto como um ato de comunicação
unificado num complexo universo de ações
humanas. Por um lado, deve preservar a
organização linear que é o tratamento estritamente
linguístico, abordado no aspecto da coesão e, por
outro lado, deve considerar a organização
reticulada ou tentacular, não linear; portanto, dos
níveis do sentido e intenções que realizam a
coerência no aspecto semântico e funções
pragmáticas” (1983, p. 12-13).
Coerência e coesão representam propriedades
fundamentais para o estabelecimento de
textualidade. Assinale a alternativa que apresenta
somente termos relativos à coesão textual.
“Usando a metáfora do futebol: as eleições não são
um confronto entre dois times que se odeiam”.
Com essa expressão, pode-se afirmar.
As palavras destacadas na frase “(...) escolhemos esta cidade porque ela nos pareceu habitada por pessoas cordiais e pacíficas” significam respectivamente: