— Vocês acharam o corpo em uma floresta?
— Não. Em um descampado.
— O homicídio não ocorreu lá. Tudo indica que foi dentro de uma mata fechada.
O assassino, no interior de Minas Gerais, tornou o cadáver irreconhecível. A pista que levou os policiais a procurarem o criminoso nas cidades vizinhas, as larvas encontradas no corpo, pertenciam a espécies de insetos da mata e não havia florestas no município onde o corpo foi encontrado.
(Adaptado de G1, 10/10/2010).
Os insetos que, na metamorfose, apresentam forma larvar são chamados de:
Um bloco de pequenas dimensões, de massa igual a 0,25 kg, está se movendo em um trilho vertical, cujo perfil está representado na figura a seguir.
Ele passa pelo ponto A do trecho horizontal do trilho com uma velocidade
de módulo igual a 4 m/s e consegue chegar, no máximo, ao ponto B a uma altura de 0,70 m.

Considere g = 10 m/s2.
O trabalho realizado pelos diversos atritos que se opõem ao movimento do bloco, enquanto ele se desloca de A até B, é igual a:
Em um roubo de obras de arte, foram encontradas amostras biológicas deixadas pelo(a) criminoso(a) que permitiram construir o seguinte idiograma:

Disponível em: https://edif.blogs.sapo.pt). Acesso em: 10/1/2025. Adaptado.
Pela análise da imagem, entre os suspeitos a seguir, o único que pode ser o(a) criminoso(a) é o indivíduo com:
De acordo com a Lei nº 8.429/1992 (Lei de Improbidade Administrativa) e suas alterações, quanto ao procedimento administrativo para apuração de ato de improbidade, é correto afirmar que
Segundo a Resolução CFMV n.º 1.138/2016 (Código de Ética do Médico Veterinário), é direito do médico veterinário
Acerca da ética no setor público, é correto afirmar que
No sistema operacional Linux, a estrutura de diretórios segue o padrão do Filesystem Hierarchy Standard (FHS), que organiza os arquivos e diretórios de forma hierárquica.
Assinale a opção que indica corretamente a finalidade do diretório /var.
Assinale a opção que apresenta a frase que mostra uma oração concessiva.
Uma empresa do ramo industrial, especializada na fabricação de parafusos, está elaborando seu relatório de fluxo de caixa, a fim de
organizar melhor suas entradas e saídas de recursos financeiros.
Com base nos conceitos de fluxo de caixa, analise as situações a seguir:
I. Pagamento dos salários dos colaboradores da fábrica
II. Pagamento por aquisição de novo maquinário para ampliar a produção.
III. Realização de empréstimo bancário para reforçar o capital de giro da empresa.
São exemplos de fluxo de caixa operacional apenas o representado em
Se determinado estado da Federação publicar lei que trate de procedimento em matéria processual, ela será
Por força da Emenda Constitucional n.º 109/2021, o texto constitucional em vigor prevê que lei complementar disporá sobre sustentabilidade da dívida pública, com a especificação de
Sobre o parágrafo de ênfase e sua inclusão nos relatórios de auditoria financeira governamental, avalie as afirmativas a seguir.
I. O parágrafo de ênfase deve destacar e referir-se à informação que resulte na modificação da opinião do auditor.
II. O parágrafo de ênfase deve ser utilizado se for necessário chamar a atenção do usuário para um assunto apresentado ou divulgado nas demonstrações contábeis que é de tal importância que é fundamental para a compreensão das demonstrações.
III. No parágrafo de ênfase o auditor deve comunicar um assunto, além daqueles apresentados ou divulgados nas demonstrações contábeis, que, no seu julgamento, é relevante para o entendimento dos usuários sobre a auditoria e as responsabilidades do auditor.
Está correto o que se afirma em
Seria uma pena deixar sem resposta uma carta tão notável quanto a sua — uma carta talvez única na
história da correspondência humana, pois, quando teria, antes, um homem instruído perguntado a uma
mulher como, em sua opinião, se poderia evitar a guerra? Façamos, pois, a tentativa, ainda que esteja
condenada ao fracasso.
Façamos, em primeiro lugar, aquilo que todas as cartas instintivamente fazem, um esboço da pessoa a
quem a carta é endereçada. Sem alguém cálido e respirando do outro lado da página, as cartas são inúteis. O
senhor, pois, que faz a pergunta, é um pouco grisalho nas têmporas. Atingiu a meia-idade exercendo, não sem
algum esforço, a advocacia; mas, em geral, sua jornada tem sido próspera. Não há nada de empedernido,
mesquinho ou desgostoso em sua expressão. E sem querer lisonjeá-lo, sua prosperidade — esposa, filhos, casa
— é merecida. Quanto ao mais, iniciou sua educação em um dos grandes internatos privados, concluindo-a na
universidade.
É aqui que surge a primeira dificuldade de comunicação entre nós. Indiquemos rapidamente a razão.
Nós dois viemos do grupo que, nesta época de transição, na qual, embora a descendência seja mista, as classes
ainda permanecem fixas, é conveniente chamar de classe instruída. Quando nos encontramos pessoalmente,
falamos com o mesmo sotaque e conseguimos manter, sem muita dificuldade, uma conversa sobre as pessoas
e a política, a guerra e a paz, o barbarismo e a civilização — questões todas, na verdade, sugeridas por sua carta.
Além disso, ganhamos ambos a vida com nosso trabalho. Mas… esses três pontos assinalam um precipício, um
abismo tão profundamente cavado entre nós que tenho estado aqui sentada, do meu lado, me perguntando
se adianta alguma coisa tentar fazer minha fala chegar ao outro lado.
Aqui estamos preocupados tão somente com o fato óbvio, quando se trata de considerar a importante
questão de como podemos ajudá-lo a evitar a guerra, de que a educação faz toda a diferença. Algum
conhecimento de política, de relações internacionais, de economia é obviamente necessário para entender as
causas que conduzem à guerra. A filosofia e até mesmo a teologia podem proveitosamente dar sua
contribuição. Ora, a pessoa sem instrução, como o senhor concordará, o homem com uma mente pouco
treinada provavelmente não poderia tratar dessas questões de maneira satisfatória. A guerra, como resultado
de forças impessoais, está, pois, além da compreensão da mente pouco instruída, pouco treinada. Mas a guerra
como resultado da natureza humana é outra coisa. Não acreditasse o senhor que a natureza humana, as razões,
as emoções do homem e da mulher comum conduzem à guerra, não teria escrito pedindo nossa ajuda.
Felizmente há um ramo da educação que se inscreve sob a categoria de “educação sem custo” — aquele
entendimento dos seres humanos e suas motivações que, desde que a palavra seja expurgada de suas
associações científicas, se pode chamar de psicologia. Mas embora muitos instintos sejam tidos, em maior ou
menor grau, como comuns a ambos os sexos, guerrear tem sido, desde sempre, hábito do homem, não da
mulher. A educação e a prática desenvolveram aquilo que pode ser uma diferença psicológica
transformando-a em algo que pode ser uma diferença física — uma diferença de glândulas, de hormônios. Seja
como for, um fato é indiscutível – raramente, no curso da história, um ser humano foi abatido pelo rifle de uma
mulher; os pássaros e os animais foram e são, em sua grande maioria, mortos por vocês, não por nós.
Virginia Woolf. Três guinéus, 1938 (com adaptações)
Em termos de tipologia textual, o segundo parágrafo do texto destaca-se dos demais por ter o objetivo de ser essencialmente
Seria uma pena deixar sem resposta uma carta tão notável quanto a sua — uma carta talvez única na
história da correspondência humana, pois, quando teria, antes, um homem instruído perguntado a uma
mulher como, em sua opinião, se poderia evitar a guerra? Façamos, pois, a tentativa, ainda que esteja
condenada ao fracasso.
Façamos, em primeiro lugar, aquilo que todas as cartas instintivamente fazem, um esboço da pessoa a
quem a carta é endereçada. Sem alguém cálido e respirando do outro lado da página, as cartas são inúteis. O
senhor, pois, que faz a pergunta, é um pouco grisalho nas têmporas. Atingiu a meia-idade exercendo, não sem
algum esforço, a advocacia; mas, em geral, sua jornada tem sido próspera. Não há nada de empedernido,
mesquinho ou desgostoso em sua expressão. E sem querer lisonjeá-lo, sua prosperidade — esposa, filhos, casa
— é merecida. Quanto ao mais, iniciou sua educação em um dos grandes internatos privados, concluindo-a na
universidade.
É aqui que surge a primeira dificuldade de comunicação entre nós. Indiquemos rapidamente a razão.
Nós dois viemos do grupo que, nesta época de transição, na qual, embora a descendência seja mista, as classes
ainda permanecem fixas, é conveniente chamar de classe instruída. Quando nos encontramos pessoalmente,
falamos com o mesmo sotaque e conseguimos manter, sem muita dificuldade, uma conversa sobre as pessoas
e a política, a guerra e a paz, o barbarismo e a civilização — questões todas, na verdade, sugeridas por sua carta.
Além disso, ganhamos ambos a vida com nosso trabalho. Mas… esses três pontos assinalam um precipício, um
abismo tão profundamente cavado entre nós que tenho estado aqui sentada, do meu lado, me perguntando
se adianta alguma coisa tentar fazer minha fala chegar ao outro lado.
Aqui estamos preocupados tão somente com o fato óbvio, quando se trata de considerar a importante
questão de como podemos ajudá-lo a evitar a guerra, de que a educação faz toda a diferença. Algum
conhecimento de política, de relações internacionais, de economia é obviamente necessário para entender as
causas que conduzem à guerra. A filosofia e até mesmo a teologia podem proveitosamente dar sua
contribuição. Ora, a pessoa sem instrução, como o senhor concordará, o homem com uma mente pouco
treinada provavelmente não poderia tratar dessas questões de maneira satisfatória. A guerra, como resultado
de forças impessoais, está, pois, além da compreensão da mente pouco instruída, pouco treinada. Mas a guerra
como resultado da natureza humana é outra coisa. Não acreditasse o senhor que a natureza humana, as razões,
as emoções do homem e da mulher comum conduzem à guerra, não teria escrito pedindo nossa ajuda.
Felizmente há um ramo da educação que se inscreve sob a categoria de “educação sem custo” — aquele
entendimento dos seres humanos e suas motivações que, desde que a palavra seja expurgada de suas
associações científicas, se pode chamar de psicologia. Mas embora muitos instintos sejam tidos, em maior ou
menor grau, como comuns a ambos os sexos, guerrear tem sido, desde sempre, hábito do homem, não da
mulher. A educação e a prática desenvolveram aquilo que pode ser uma diferença psicológica
transformando-a em algo que pode ser uma diferença física — uma diferença de glândulas, de hormônios. Seja
como for, um fato é indiscutível – raramente, no curso da história, um ser humano foi abatido pelo rifle de uma
mulher; os pássaros e os animais foram e são, em sua grande maioria, mortos por vocês, não por nós.
Virginia Woolf. Três guinéus, 1938 (com adaptações)
Sem prejuízo dos sentidos e da correção gramatical do texto, o verbo “conduzem” (linha 28) poderia ser substituído por
Quem nunca se deparou com alguma antiga anotação e se frustrou por não conseguir entender a própria
caligrafia? A triste verdade: estamos esquecendo como escrever à mão!
Escrever à mão está entre as técnicas culturais mais importantes da evolução humana. Milhares de anos atrás,
as informações eram esculpidas em argila ou pedra, ou escritas com tinta em folhas de palmeira, pergaminho ou
papiro. Até a invenção da imprensa, a escrita à mão era a única maneira de registrar a linguagem em qualquer meio
que fosse.
A escrita mais antiga de que se tem conhecimento tem cerca de 5 mil a 6 mil anos: desenvolvida pelos sumérios
no atual Iraque, a escrita cuneiforme era utilizada na administração do comércio. Essa escrita pictórica consistia em
cerca de 900 pictogramas e ideogramas, ou seja, símbolos e sinais que eram riscados em tábuas de argila úmida com
pedaços de madeira. Com o tempo, essa "caligrafia" evoluiu para várias fontes e também para nosso alfabeto
moderno.
Ao contrário da fala, a escrita antigamente era reservada apenas a uma minoria: a nobreza, os intelectuais e os
comerciantes. O fato de tantas pessoas saberem ler e escrever hoje em dia é resultado da introdução da escolaridade
obrigatória no século XX.
Nestes tempos virtuais, nós nos limitamos a digitar em computadores e smartphones e, quando muito,
fazemos uma lista de compras ou poucas outras anotações à mão. Raramente — ou com certa relutância — nos
comunicamos por meio de canetas e papel, enquanto a comunicação por e-mails, mensagens de texto ou —
sobretudo entre os mais jovens — por mensagens de voz virou a regra.
Em plena era digital, agora nos parece extremamente tedioso escrever um texto mais longo à mão. Para que
um cartão de aniversário ou uma carta sejam escritos de forma particularmente bela, é necessário dedicar toda nossa
concentração.
Desde crianças, aprendemos a escrever à mão da forma mais correta e ordenada possível. Embora todas as
crianças aprendam as mesmas letras, a escrita de cada um é sempre muito particular. Durante a adolescência e o
início da fase adulta, nossa caligrafia costuma mudar significativamente, mas depois disso ela permanece
praticamente a mesma para a maioria das pessoas — cada um desenvolve uma caligrafia única.
Mas sem prática e controle, a caligrafia só tende a piorar. Problemas de caligrafia são há muito um problema
da sociedade como um todo, e não apenas dos estudantes, como muitas vezes se supõe. A caligrafia correta e legível,
afinal, passa por uma verificação na escola.
Ainda assim, a Associação Alemã de Educação e Formação vem há anos reclamando do declínio das
habilidades de escrita e do aumento dos déficits motores entre crianças em idade escolar. De acordo com o Estudo
sobre o desenvolvimento, os problemas e as intervenções na questão da caligrafia (STEP 2022), cada vez mais crianças
estão tendo dificuldades para escrever de forma rápida e legível. E os lockdowns e a prática de ensino domiciliar
durante a pandemia do coronavírus só pioraram a situação.
À medida que as pessoas envelhecem, durante a adolescência e no início da idade adulta, a caligrafia tende a
se tornar cada vez mais ilegível — também por causa da falta de prática e controle.
Digitar em um teclado é imbatível, especialmente para textos mais longos, pois a estrutura do texto pode ser
alterada conforme desejado. A correção automática também elimina erros banais, tornando a escrita mais rápida,
mais legível e menos cansativa.
A escrita à mão, por outro lado, desafia o cérebro mais do que a digitação e, portanto, promove o aprendizado.
Além disso, ao se escrever, o cérebro compara a escrita resultante com modelos aprendidos das letras e palavras e
ajusta a posição dos dedos em tempo real. Olhos e cérebro monitoram constantemente se os dedos estão segurando
a caneta corretamente, aplicando a quantidade certa de pressão, e se claras linhas são criadas ao escrever. Isso requer
uma coordenação muito precisa entre os processos visuais e motores. É essa combinação de informação visual e
processamento de informação que promove o aprendizado.
De fato, a escrita à mão é mais lenta do que a digitação, mas isso não é necessariamente uma desvantagem. A
lentidão natural nos obriga a processar informações de forma mais intensiva.
Resumimos o que ouvimos ou pensamos com mais clareza, destacamos palavras-chave ou citações concisas,
às vezes usamos setas ou marcadores para estabelecer conexões e, geralmente, nos envolvemos mais intensamente
com o conteúdo, retendo-o em nossa memória por mais tempo.
Internet: <https://g1.globo.com > (com adaptações).
Ao comparar a escrita à mão com a digitação, o autor defende que