O historiador Caio Prado Júnior analisou a economia colonial da seguinte forma. “É aliás esta exigência da colonização que explica o renascimento, na civilização ocidental, da escravidão em declínio desde os fins do Império Romano e já quase extinta de todo neste século XVI em que se inicia aquela colonização.” A qual exigência do colonizador o autor se refere?
No processo crescente que levou à abolição dos escravos (1888), o Brasil passou a instituir uma legislação que iria culminar com a abolição. Em 1850 foi sancionada a Lei Euzébio de Queiróz (proibição do tráfico de escravos). Em contrapartida o império instituiu a Lei das Terras, que significou:
Max Weber nasceu em uma família liberal – seu pai era um político do partido Nacional-liberal na Alemanha – e protestante (pietismo). Juntamente com Émile Durkheim e Karl Marx, entrou para a história da Sociologia como um dos pais-fundadores desta ciência. Sobre os autores citados, podemos afirmar que: I. As influências de Weber são muitas, podemos apontar sumariamente algumas delas; o Idealismo Alemão (Hegel); os filósofos ligados à escola neokantiana (Windelband, Rickert e Feurbach); a sociologia de Simmel; e a escola neoclássica da economia (Menger). II. Podemos notar uma postura crítica dos três autores clássicos da Sociologia ao longo de suas obras. Karl Marx desenvolveu o conceito de fetichismo da mercadoria para a compreensão crítica da sociedade capitalista, Max Weber a racionalização e Émile Dukheim a anomia. III. Para Weber, a ação social aparece como elemento central de análise para a compreensão/explicação do mundo histórico-social. Para Durkheim, a regra fundamental é que os fatos sociais devem ser considerados como coisas. Para Marx, o fundamental é entender a relação dinâmica entre os elementos contraditórios da realidade histórica. IV. A questão nuclear com a qual se defrontam Weber e Durkheim, em boa parte de suas obras, diz respeito à busca da neutralidade das ciências sociais, bem como a tipificação da ação coletiva, a partir da ação individual. V. Os pensamentos de Weber e Marx se distanciam em perspectivas distintas no que diz respeito aos rumos da sociedade moderna. Se este último conclama os trabalhadores à união para superar as relações sociais alienadas, o primeiro resigna-se diante da racionalidade fria e calculista da sociedade moderna. Assinale a alternativa correta:
Nos clássicos da Sociologia, a forma como eles pensam a organização social reflete a forma como eles utilizam o método de análise da sociedade. Sobre o método utilizado por eles, aponte a alternativa incorreta:
Max Weber elaborou o conceito de dominação legítima para analisar as relações de mando e obediência na sociedade. De acordo com a teoria do autor, é correto afirmar que:
No campo da sociologia, identificamos o conceito de estratificações sociais, tendo como base a existência, nas sociedades, de diferenças, de desigualdades entre as pessoas. A estratificação, nesse caso, refere-se a uma forma de organização que acontece por meio da divisão social da sociedade em estratos ou camadas sociais distintas. A partir daí, é pressuposto a existência de segmentos organizados de indivíduos que ocupam posições sociais diferentes e, também, onde são estabelecidas diferenças no tocante aos status e papéis que essas pessoas possuem. Sobre esse conteúdo da sociologia, podemos realizar as seguintes afirmações, exceto:
Anthony Giddens é um dos sociólogos mais produtivos da atualidade. Sua obra dialoga com várias correntes da Sociologia, da Filosofia social e da Psicologia. Muitos outros sociólogos chegam a colocar o problema da estrutura e da ação como uma questão fundamental para a teoria social moderna. Avalie os seguintes itens: I - Tanto os atores sociais quanto os sociólogos fazem uso dos mecanismos linguísticos. Os atores sociais utilizam a linguagem para explicar aquilo que fazem, e os sociólogos, por sua vez, se servem da linguagem para dar conta das ações dos atores sociais. II - Para Giddens, a teoria da estruturação é o esforço de dar continuidade às dicotomias predominantes até a década de 70 do século XX nas ciências sociais, por um lado o funcionalismo e o estruturalismo versus a hermenêutica, entendida como uma sociologia interpretativa. III - O conhecimento sociológico é impermeável em relação aos discursos dos agentes e atores sociais. Sendo assim, o sociólogo faz parte do que Giddens chama de expert system (sistemas perito) uma vez que é o profissional especializado, numa determinada área do conhecimento, capaz de interpretar a sociedade adequadamente. IV - As sociedades humanas, ou os sistemas sociais, não existiriam, em absoluto, sem a agência humana. O que implica dizer que os agentes, ou autores, criam sistemas sociais. V - A linha entre consciência discursiva e consciência pratica é flutuante e permeável, tanto na experiência do agente individual quanto no que se refere a comparações entre os atores em diferentes contextos da atividade social. É correto afirmar que:
No tocante à sociologia de A. Giddens, é incorreto afirmar que:
Sobre o processo conhecido como globalização, assinale a alternativa incorreta:
A problemática da estrutura e da ação marcou os debates da sociologia clássica e vigora, também, na sociologia contemporânea. Muitos, inclusive, tentam superar essa dicotomia. Um dos autores da Sociologia contemporânea, por exemplo, afirma a necessidade de manutenção de valores comuns para a manutenção e permanência da ordem. A estrutura é vista enquanto um sistema de relações padronizadas entre papéis\funções, ou seja, é a estrutura enquanto organização em sistemas, sendo que esses seriam sociais e integrados. Apresenta a centralidade no desempenho de papéis\funções na estrutura social. O papel social é então executado. Qual autor se encaixa nessa teoria?
Para Aristóteles, a Física é a segunda ciência teórica ou filosofia segunda, cujo objeto de
investigação consiste na substância sensível (segunda em relação à suprassensível, que é a
primeira), intrinsecamente caracterizada pelo movimento, diferentemente da metafísica que tinha
por objeto a substância imóvel. Sobre a Teoria Aristotélica acerca da Física e da Matemática, é
adequado afirmar:
I. Nos livros de Física de Aristóteles só existem considerações sobre o caráter metafísico, dado que os
âmbitos das ciências se comunicam estruturalmente entre si a tal ponto que não existem distinção entre o
sensível e o suprassensível. O suprassensível é causa e razão do sensível e vice-versa, e tanto a indagação
metafísica como a indagação física (no mesmo sentido) acabam no suprassensível.
II. A física para Aristóteles é a ciência das formas e das essências. Comparada com a física moderna, a
aristotélica resulta em uma ontologia ou em uma metafísica do sensível, mais do que em uma ciência positiva.
III. Se a física é a teoria da substância em movimento, faz-se evidente que a explicação desse movimento
constituirá sua parte principal. O movimento ou a mudança em geral consiste, precisamente, em passar do
estado do ser em potência até o ser em ato (o movimento é o ato de atualização do que é em potência
enquanto tal).
IV. Os objetos matemáticos não são entidades reais, porém tampouco são algo irreal. Subsistem
potencialmente nas coisas sensíveis e nossa razão separa mediante a abstração. Trata-se de entes de razão
que só subsistem em ato em nossas mentes, em virtude precisamente de nossa capacidade de abstração
(subsistem como separados só em nossa mente e exclusivamente graças a ela). Em potência, subsistem nas
coisas enquanto sua propriedade intrínseca.
V. Aristóteles dividiu a realidade sensível em duas esferas claramente diferenciadas entre si: por um lado, o
mundo sublunar e, por outro, o mundo supralunar. O mundo sublunar está caracterizado por um movimento
local e, mais exatamente, pelo movimento circular, que jamais permite corrupção. Ao contrário, o mundo
celeste se caracteriza por todas as formas de mudança entre as quais predominam a geração e a corrupção.
A ética é uma das áreas de discussão filosófica, sendo, com a política, a que constitui a chamada
Filosofia Prática. Dentre as várias correntes de pensamento da Filosofia há o Ceticismo. Também
neste campo de argumentação é possível identificar um discurso ético. Dentre os itens abaixo, o
que pode ser visto como pertencente ao modo cético de propor a Ética?
I. “Para o ceticismo as sentenças éticas não são propriamente juízos, ou seja, elas não podem levantar a
pretensão à verdade, isto é, uma legitimação racional”.
II. “Decisões a respeito de normas se situam propriamente na esfera do irracional. Sentenças verdadeiras são
as que exprimem acordo com a realidade: aqui se situa o campo da razão, pois a única fonte de conhecimento
são a experiência e a observação, de tal modo que o conhecimento das ciências modernas da natureza é o
paradigma de todo e qualquer conhecimento”.
III. “O método experimentado e testado nas ciências modernas da natureza deve ser também aplicado à
filosofia, de modo especial à ética. Todo o campo do pensamento conceitual é sempre reconduzido à percepção
sensível, o que significa dizer que todo o pensamento, em última instância, se reduz à representação sensível e
não há conhecimento que ultrapasse o nível da experiência”.
IV. “Leva até as últimas consequências a ética hedonista na medida em que para ele a moral só fundamenta o
valor ético na satisfação psicológica e de nenhum modo levanta a pretensão de absolutidade e universalidade
que este valor expressava na tradição. Mesmo porque não há a liberdade de escolha o que torna impossível
falar de ética em sentido estrito”.
V. “O que constitui o específico da linguagem ética é a ‘significação emotiva’, uma vez que o uso desta
linguagem tem a finalidade de exercer influência sobre o comportamento dos outros através de sugestões.
Proferimentos éticos são, portanto, intrumentos de que nos utilizamos para tentar mudar as atitudes dos outros,
visto que os fundamentos aduzidos para legitimar estas sentenças não passam de meios de influência psíquica,
pois esta linguagem é, essencialmente, instrumento de influência psicológica”.
“O Pensamento transcendental se entende, antes de tudo, como um confronto com o relativismo e
com o caráter contraditório do ceticismo de tal modo que sua pretensão mais profunda é a
restauração da razão.” Este modelo de pensamento que se iniciou com Immanuel Kant – que
imprimiu a chamada reviravolta copernicana do pensar – teve muitos seguidores, e aperfeiçoadores,
destacadamente Karl-Otto Apel. Identifique o que pertence exclusivamente à base do modelo ético
de pensar deste último.
I. A pretensão de reformular o pensamento anterior a partir da combinação da reviravolta transcendental com a
reviravolta linguístico-pragmática do pensar fez surgir a proposta apeliana. Deste modo, abre-se a possibilidade
efetiva de uma fundamentação última do princípio-fundamento de tudo, o que não ocorreu com a filosofia
anterior.
II. “A posição básica é a afirmação de que qualquer proferimento, mesmo o do relativista e o do cético, sempre
pressupõe verdade e enquanto tal se autodestrói, quando nega a verdade explicitamente, como é o caso do
cético”.
III. “Retoma a velha tarefa da filosofia e a reinterpreta: a filosofia tem a ver com a explicitação do ‘fundamento’
sempre pressuposto e por esta razão ineliminável do pensamento e a ação (...) este fundamento é subjetivo, a
estrutura ineliminável da subjetividade finita”.
IV. “Através da mediação da linguagem faz-se uma passagem de uma ‘filosofia da subjetividade’, típica do
pensamento anterior, para uma ‘filosofia da intersubjetividade’, respondendo a um dos apelos mais fortes do seu
tempo”.
V. “A razão não pode mais dizer qualquer de sério diante das grandes questões que atormentam a humanidade
de hoje. Estamos presos a nossas escolhas, que não podem mais ser fundamentadas. Aliás, nossa própria
sensibilidade histórica não nos imuniza contra a tentação do estabelecimento de normas universais?”.
O motivo predominante da obra de Jean-Jacques Rousseau é o contraste entre o homem natural e o
homem artificial. Sobre este pensador é correto afirmar:
I. A divisão entre o teu e o meu dá origem ao estado de sociedade civil.
II. Para Rousseau, pessoas morais são os indivíduos naturais, que, pelo contrato social, criam a vontade geral
como corpo moral coletivo ou Estado.
III. A própria vontade do corpo social ou soberano é a vontade geral que é a soma das vontades particulares.
IV. O governo não é o intermediário entre os súditos e o corpo político. Os depositários do poder executivo
exercem uma autoridade legítima sobre o povo, afinal, não são empregados do povo.
V. O princípio da vida política repousa na autoridade soberana. O poder legislativo é o coração do Estado; o
poder executivo, o cérebro. Não é pelas leis que o Estado subsiste, mas em virtude do poder legislativo.
Analise as proposições.
I. Todo A é B ou C
x não é nem B nem C
x é A.
II. Do ponto de vista da quantidade, as proposições se dividem em: universais e particulares.
III. Do ponto de vista da qualidade, as proposições se dividem em: afirmativas e negativas.
IV. Compreensão é o conjunto de propriedades que um termo ou categoria designa.
V. Duas proposições estabelecem relação contraditória quando, por exemplo, tendo o mesmo sujeito e o
mesmo predicado, uma das proposições é universal afirmativa e a outra é universal negativa.