A Resolução CNE no 01/2021, que institui as Diretrizes Operacionais para a Educação de Jovens e Adultos, estabelece como uma de suas diretrizes a Educação e Aprendizagem ao Longo da Vida, que
Desde os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN) para o Ensino Fundamental, passando pelos PCN para o Ensino Médio (2000, 2002), pelas Orientações Curriculares Nacionais (2006) e pelos currículos propostos pelas Secretarias Estaduais de Educação, percebe-se na política curricular da Educação Física a influência das diversas tradições acadêmicas oriundas dos movimentos renovadores. Mais recentemente, na BNCC, observa-se que as instituições “filantrocapitalistas” exerceram influência na produção e legitimação, enquanto as editoras dos livros didáticos têm participado ativamente da implementação.
(Adaptado de: NOVAES, R. C. et al. Educação Física escolar S. A.: mudanças e subjetividades na norma corporativa. Educ. Soc.,Campinas, v. 42, e233849, 2021)
A partir do exposto, é correto afirmar:
Leia o excerto abaixo.
Tratar a educação física escolar como um “espaço” para vivência do lazer é tanto entender o lazer de uma maneira restrita, quanto desconsiderar os esforços que buscaram dar à educação física ao longo de complexas disputas, um lugar de respeito e produção de conhecimentos. Isso não quer dizer que o lazer não deva perpassar os saberes organizados dentro da configuração da educação física escolar, muito pelo contrário, as discussões e possibilidades de reflexão que se fará a partir dos conteúdos desenvolvidos são de fundamental importância para uma melhor compreensão da realidade e posicionamento diante da sociedade.
(SILVA, T. F. Lazer, Escola e Educação Física Escolar. Licere, Belo Horizonte, v.14, n.1, p. 01-17, mar/2011. p. 08-09)
A partir desse raciocínio, embora comuns, são INADEQUADAS as seguintes abordagens do lazer nas aulas de Educação Física:
Leia o excerto abaixo.
Pensar a Educação Física na área das Linguagens implica tomar a cultura corporal como um sistema de representação com uma forma específica de linguagem: a linguagem corporal e que é diferente em cada prática. Ela é enredada em meio à cultura mais ampla e à história e seus sistemas de representação, que impõem significados. Inexiste, portanto, um sentido único, imutável e universal para cada prática corporal. Por ser arbitrária, a definição dos seus significados está totalmente sujeita à negociação de sentidos em um determinado momento social e histórico. Com isso, pode-se dizer que as suas representações (prática e praticantes) estão sempre abertas à mudança.
(NEIRA, M. G.; NUNES, M. L. F. Currículo cultural, linguagem, códigos e representação: uma proposta para a produção de outras formas
de fazer, ver e dizer a respeito de si, das práticas corporais e seus praticantes. In: MALDONADO, D. T.; FARIAS, U. S.; NOGUEIRA, V. A.
(Orgs.). Linguagens na Educação Física escolar: diferentes formas de ler o mundo. Curitiba: CRV, 2021. p. 21-40. p. 26)
O raciocínio acima permite afirmar que
A partir da compreensão do currículo e da escola como um mecanismo que atua na fabricação de corpos e certos tipos de pessoas, a pedagogia pode ser concebida como um saber que atua na formação de sujeitos obedientes, dóceis, e as práticas pedagógicas na Educação Física, ao estabelecerem relações com o corpo, acentuam e propiciam uma ação mais incisiva com o disciplinamento dos sujeitos ou pedagogização dos corpos. [...] O governo dos corpos é, portanto, um exercício complexo de poder cuja ação incide sobre os outros na forma de governo sapiente e legal operado por procedimentos, técnicas, práticas, instituições, regras, disciplinas, prescrições, cálculos, estatísticas, legislações, normas, etc., e que, articulado com o conjunto de forças, objetiva a obediência da criança e o exercício inquestionável da autoridade do adulto.
(Adaptado de: COSTA, A. R.; KUHN, R.; ILHA, F. R. S. O governo dos corpos e a regulação das liberdades infantis. Porto Alegre:
Movimento, v. 25, e25083, p. 08-09, 2019)
De acordo com o excerto acima, é correto afirmar que o