Em um determinado mês deste ano de 2025, ocorreram as duas situações narradas a seguir no Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro.
I. Após detida análise dos autos, a Promotoria de Justiça de Investigação Penal de um município do interior do estado decidiu pelo arquivamento de um inquérito policial.
Ao ser comunicado de tal decisão, o juízo competente verificou patente ilegalidade nela, razão pela qual submeteu a matéria ao Procurador-Geral de Justiça.
Provocado pelo juízo, o Procurador-Geral de Justiça exerceu a revisão da decisão de arquivamento do inquérito policial.
II. Após detida análise dos autos, o Procurador-Geral de Justiça, no exercício de sua atribuição originária, decidiu pelo arquivamento de um inquérito policial.
Ao ser comunicada de tal decisão, a vítima não se conformou com o arquivamento e, diante disso, interpôs recurso.
Com isso, o procedimento investigatório foi encaminhado à instância revisional no âmbito do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro.
Considerando a regulamentação aplicável ao tema, é possível e correto que se verifique o seguinte desdobramento em relação à
Assinale o caso que exemplifica um caso de redundância desnecessária.
Considere a sigla MPRJ e as mesmas 4 letras escritas em uma ordem qualquer, por exemplo, RMJP. Dizemos que um par de letras da segunda sequência forma uma inversão em relação à sigla original se esse par estiver na ordem inversa daquela em que aparece na sequência original. Por exemplo, o par RM forma uma inversão, mas o par RJ não forma uma inversão.O número total de inversões que a sequência PJRM apresenta em relação à sigla original MPRJ é
Windows 11 disponibiliza um mecanismo de ajuda que permite que os usuários insiram textos por meio do recurso de digitação por voz. A digitação por voz usa o reconhecimento de fala online alimentado pelos serviços de fala do Azure. Acerca do tema, avalie as afirmativas a seguir:
I. Para ativar a digitação por voz o usuário deverá pressionar a tecla logótipo do Windows
+ V no teclado do computador ou pressionar a tecla de microfone ao lado da barra de espaços no teclado virtual.
II. Para parar a digitação de voz o usuário deve pronunciar um comando de digitação de voz como "Parar digitação" ou pressionar o botão de microfone no menu da digitação por voz.
III. O usuário pode usar um outro idioma de digitação de voz diferente daquele escolhido durante a instalação do Windows. As ações que devem ser acionadas são: 1) Selecionar “Iniciar > Configurações > Hora e idioma > Idioma e região”; 2) Localizar os idiomas preferenciais na lista e selecionar “Adicionar um idioma”; 3) Pesquisar o idioma que deseja instalar e selecionar “Avançar” e 4) Selecionar “Avançar” ou instalar os recursos de idioma opcionais que deseja usar. Esses recursos, incluindo o reconhecimento de fala, não são necessários para que a digitação por voz funcione.
Está correto o que se afirma em:
Na necessidade de realizarmos um experimento em um laboratório de investigação ou diagnóstico, é importante conhecermos as boas práticas adotadas no laboratório e os materiais permanentes e descartáveis disponíveis para uso.
A esse respeito, avalie as afirmativas a seguir e assinale (V) para a verdadeira e (F) para a falsa.
( ) O tubo de ensaio é usado para a execução de reações químicas em pequena escala.
( ) A proveta é usada para a medida de volumes de líquidos sem precisão.
( ) O balão volumétrico é usado no preparo de soluções com volumes 100% precisos e prefixados.
As afirmativas são, respectivamente:
A sífilis é uma doença infectocontagiosa, transmitida pela via sexual e verticalmente durante a gestação. No laboratório clínico temos os testes treponêmicos e não treponêmicos.
Em relação a esses testes, assinale a afirmativa correta.
Segundo a CID-11 (icd.who.int/), as opções a seguir apresentam condições que devem ser excluídas no diagnóstico de Burnout (QD85), à exceção de uma. Assinale-a.
A pesquisa de cianeto deve ser considerada na rotina de avaliação de intoxicação de vítimas que inalaram fumaça de incêndios, uma vez que uma variedade de materiais inflamáveis liberam quantidade significativa de cianeto.
STOLL, S.; ROIDER, G.; KEIL, W. Concentrations of cyanide in blood samples of corpses after smoke inhalation of varying origin. Int J Legal Med. 2017: 131(1), 123-129.
Sobre o cianeto, assinale a afirmativa correta.
Durante a prática da perícia médica, o perito com frequência se depara com periciados que não informam a realidade durante os exames médicos.
A esse respeito, assinale a opção que apresenta a definição incorreta.
O assunto personalidade e suas alterações é um dos mais difíceis e polêmicos de toda a psicopatologia (...) Personalidade é o conjunto integrado de traços psíquicos, consistindo no total das características individuais, em sua relação com o meio, conjugando tendências inatas e experiências adquiridas no curso de sua existência.
Dalgalarrondo. Psicopatologia e Semiologia dos Transtornos Mentais.
3ª edição. Artmed: Porto Alegre, 2019.
Sobre a psicopatia, avalie as afirmativas a seguir.
I. Para Kurt Schneider, as personalidades anormais relevantes para a psiquiatria seriam as chamadas personalidades psicopáticas, que incluiriam as pessoas cuja anormalidade de personalidade lhes faria sofrer e causaria sofrimento à sociedade (as pessoas que com elas convivem); para Schneider, as personalidades anormais, inclusive as psicopáticas, não são doenças mentais (que para ele deveriam ter substrato corporal conhecido ou suposto); são apenas variações de normas populacionais; essa ideia permeia os conceitos atuais de transtorno de personalidade.
II. O Transtorno de Personalidade Antissocial é a forma de se compreender “sociopatias”, “psicopatias”, sendo critérios para o diagnóstico, conforme o DSM-5: i. fracasso em ajustar-se às normas sociais relativas a comportamentos legais; ii. tendência à falsidade, a mentir repetidamente, a falsificar nomes, documentos, trapacear para ganho pessoal ou por prazer; iii. extremo autocontrole, planejando cuidadosamente suas ações futuras; iv. ausência de remorso, verificada pela indiferença ou racionalização em relação a ter ferido, maltratado, prejudicado gravemente ou roubado outras pessoas. Assim, verifica-se a incapacidade de experimentar culpa e de aprender com a experiência, particularmente com a punição.
III. O tratamento do transtorno de personalidade antissocial normalmente é bem-sucedido, com psicoterapias (em especial a psicanalítica) e medidas de reabilitação social.
Está correto o que se afirma em:
O diretor de uma unidade hospitalar de natureza pública recebeu a solicitação de que fosse oferecida assistência religiosa a determinado paciente praticante de religião de matriz africana.
Após analisar a legislação vigente, o diretor respondeu corretamente que
A vitória do movimento negro com o reconhecimento pelo Poder Constituinte da gravidade do crime de racismo (Art. 5º, inciso XLII da Constituição Federal) foi um primeiro passo para o advento de novas políticas de promoção de direitos em prol da população negra.
Acerca do Estatuto Nacional da Igualdade Racial, assinale a afirmativa correta.
Seria uma pena deixar sem resposta uma carta tão notável quanto a sua — uma carta talvez única na
história da correspondência humana, pois, quando teria, antes, um homem instruído perguntado a uma
mulher como, em sua opinião, se poderia evitar a guerra? Façamos, pois, a tentativa, ainda que esteja
condenada ao fracasso.
Façamos, em primeiro lugar, aquilo que todas as cartas instintivamente fazem, um esboço da pessoa a
quem a carta é endereçada. Sem alguém cálido e respirando do outro lado da página, as cartas são inúteis. O
senhor, pois, que faz a pergunta, é um pouco grisalho nas têmporas. Atingiu a meia-idade exercendo, não sem
algum esforço, a advocacia; mas, em geral, sua jornada tem sido próspera. Não há nada de empedernido,
mesquinho ou desgostoso em sua expressão. E sem querer lisonjeá-lo, sua prosperidade — esposa, filhos, casa
— é merecida. Quanto ao mais, iniciou sua educação em um dos grandes internatos privados, concluindo-a na
universidade.
É aqui que surge a primeira dificuldade de comunicação entre nós. Indiquemos rapidamente a razão.
Nós dois viemos do grupo que, nesta época de transição, na qual, embora a descendência seja mista, as classes
ainda permanecem fixas, é conveniente chamar de classe instruída. Quando nos encontramos pessoalmente,
falamos com o mesmo sotaque e conseguimos manter, sem muita dificuldade, uma conversa sobre as pessoas
e a política, a guerra e a paz, o barbarismo e a civilização — questões todas, na verdade, sugeridas por sua carta.
Além disso, ganhamos ambos a vida com nosso trabalho. Mas… esses três pontos assinalam um precipício, um
abismo tão profundamente cavado entre nós que tenho estado aqui sentada, do meu lado, me perguntando
se adianta alguma coisa tentar fazer minha fala chegar ao outro lado.
Aqui estamos preocupados tão somente com o fato óbvio, quando se trata de considerar a importante
questão de como podemos ajudá-lo a evitar a guerra, de que a educação faz toda a diferença. Algum
conhecimento de política, de relações internacionais, de economia é obviamente necessário para entender as
causas que conduzem à guerra. A filosofia e até mesmo a teologia podem proveitosamente dar sua
contribuição. Ora, a pessoa sem instrução, como o senhor concordará, o homem com uma mente pouco
treinada provavelmente não poderia tratar dessas questões de maneira satisfatória. A guerra, como resultado
de forças impessoais, está, pois, além da compreensão da mente pouco instruída, pouco treinada. Mas a guerra
como resultado da natureza humana é outra coisa. Não acreditasse o senhor que a natureza humana, as razões,
as emoções do homem e da mulher comum conduzem à guerra, não teria escrito pedindo nossa ajuda.
Felizmente há um ramo da educação que se inscreve sob a categoria de “educação sem custo” — aquele
entendimento dos seres humanos e suas motivações que, desde que a palavra seja expurgada de suas
associações científicas, se pode chamar de psicologia. Mas embora muitos instintos sejam tidos, em maior ou
menor grau, como comuns a ambos os sexos, guerrear tem sido, desde sempre, hábito do homem, não da
mulher. A educação e a prática desenvolveram aquilo que pode ser uma diferença psicológica
transformando-a em algo que pode ser uma diferença física — uma diferença de glândulas, de hormônios. Seja
como for, um fato é indiscutível – raramente, no curso da história, um ser humano foi abatido pelo rifle de uma
mulher; os pássaros e os animais foram e são, em sua grande maioria, mortos por vocês, não por nós.
Virginia Woolf. Três guinéus, 1938 (com adaptações)
No trecho “perguntado a uma mulher” (linha 2-3), o uso do acento indicativo de crase seria
CONVERSA DE PÉ E SENTADO
Mineiro dá tchau para alguém e reinicia a conversa. A impressão é que a despedida renova os créditos das palavras.
Ou talvez porque o mineiro divida o papo em dois turnos. O primeiro é quando chega, e o segundo, quando ele acha que vai
sair – somente acha. Porque não sai, fica papeando de pé.
Metade da visita acontece no sofá, e a outra metade, na porta. Não sei qual é a mais longa. Na porta, ele fofoca. No sofá, desfia as preocupações. Na porta, ele relaxa. No sofá, ele põe os assuntos em dia. Na porta, é divertimento da amizade. No sofá, é responsabilidade. Na porta, são as perguntas sobre conhecidos em comum. No sofá, perguntas sobre a pessoa visitada. Todos nós sabemos que o mineiro gosta de uma boa trova. O que ninguém sabe é que ele odeia adeus.
Tem uma grande dificuldade para virar as costas e se desvencilhar da acolhida. Mineiro não tem costas, é um anjo com as asas voltadas para o interior da casa.
Não quer ir embora, porque acha que será custoso voltar. Então, aproveita para prolongar o convívio ao máximo possível e fazer estoque de afeto num único encontro. Assim, ninguém reclamará da demora para se ver no futuro.
Desenlaces são quebrados pela urgência das lembranças.
Em Minas, não há como prever quem realmente decidiu levantar voo – as movimentações são sempre ruidosas, peculiares daqueles que acabaram de pousar.
Qualquer desfecho é palanque emocionado de confissões e agradecimentos.
O carro ficará parado na frente do local de partida por mais de cinco minutos. O até logo, aqui, não será rápido, é o planejamento
minucioso do próximo contato.
Nas lojas, o mesmo frenesi acontece. É natural aquele consumidor que comprou no local comprar de novo. Pagou e reinicia
as investidas nas araras. Em vez de parcelar as compras no cartão, parcela o cartão nas compras.
A característica me conforta. Casado com uma mineira, parto da perspectiva de que o nosso casamento nunca se acabará.
Quando ela tentar se despedir, ainda teremos mais 30 anos juntos pela frente. Com beijos demorados segurando a maçaneta.
Texto Adaptado
Fonte: CARPINEJAR, Fabrício. Conversa de pé e sentado. Disponível em: https://www.otempo.com.br/opiniao/fabricio-carpinejar/conversa-de-pe-esentado-1.2239390. Acesso em: 24 fev. 2025
No trecho “Não quer ir embora, pois acha que será custoso voltar.”, observa-se um período composto, ou seja, formado por mais de uma oração. Com base nessa estrutura sintática, assinale a alternativa correta sobre a relação estabelecida entre as orações.
CONVERSA DE PÉ E SENTADO
Mineiro dá tchau para alguém e reinicia a conversa. A impressão é que a despedida renova os créditos das palavras.
Ou talvez porque o mineiro divida o papo em dois turnos. O primeiro é quando chega, e o segundo, quando ele acha que vai
sair – somente acha. Porque não sai, fica papeando de pé.
Metade da visita acontece no sofá, e a outra metade, na porta. Não sei qual é a mais longa. Na porta, ele fofoca. No sofá, desfia as preocupações. Na porta, ele relaxa. No sofá, ele põe os assuntos em dia. Na porta, é divertimento da amizade. No sofá, é responsabilidade. Na porta, são as perguntas sobre conhecidos em comum. No sofá, perguntas sobre a pessoa visitada. Todos nós sabemos que o mineiro gosta de uma boa trova. O que ninguém sabe é que ele odeia adeus.
Tem uma grande dificuldade para virar as costas e se desvencilhar da acolhida. Mineiro não tem costas, é um anjo com as asas voltadas para o interior da casa.
Não quer ir embora, porque acha que será custoso voltar. Então, aproveita para prolongar o convívio ao máximo possível e fazer estoque de afeto num único encontro. Assim, ninguém reclamará da demora para se ver no futuro.
Desenlaces são quebrados pela urgência das lembranças.
Em Minas, não há como prever quem realmente decidiu levantar voo – as movimentações são sempre ruidosas, peculiares daqueles que acabaram de pousar.
Qualquer desfecho é palanque emocionado de confissões e agradecimentos.
O carro ficará parado na frente do local de partida por mais de cinco minutos. O até logo, aqui, não será rápido, é o planejamento
minucioso do próximo contato.
Nas lojas, o mesmo frenesi acontece. É natural aquele consumidor que comprou no local comprar de novo. Pagou e reinicia
as investidas nas araras. Em vez de parcelar as compras no cartão, parcela o cartão nas compras.
A característica me conforta. Casado com uma mineira, parto da perspectiva de que o nosso casamento nunca se acabará.
Quando ela tentar se despedir, ainda teremos mais 30 anos juntos pela frente. Com beijos demorados segurando a maçaneta.
Texto Adaptado
Fonte: CARPINEJAR, Fabrício. Conversa de pé e sentado. Disponível em: https://www.otempo.com.br/opiniao/fabricio-carpinejar/conversa-de-pe-esentado-1.2239390. Acesso em: 24 fev. 2025
No trecho “Casado com uma mineira, parto da perspectiva de que o nosso casamento nunca se acabará.”, a palavra “perspectiva” exige a preposição “de” porque