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A busca pela identidade constitui uma faceta da tradição literária, redimensionada pelo olhar contemporâneo. No poema, essa nova dimensão revela a

Próximo do homem e do sertão mineiros, Guimarães Rosa criou um estilo que ressignifica esses elementos. O fragmento expressa a peculiaridade desse estilo narrativo, pois

o poema de Jorge de Lima sintetiza o percurso de vida de Maria Diamba e sua reação ao sistema opressivo da escravidão. A resistência dessa figura feminina é assinalada no texto pela relação que se faz entre

A poesia de Murilo Mendes dialoga com o ideário poético dos primeiros modernistas. No poema, essa atitude manifesta-se na

O texto de Bernardo Guimarães é representativo da estética romântica. Entre as marcas textuais que evidenciam a filiação a esse movimento literário está em destaque a

Um dia, meu pai tomou-me pela mão, minha mãe

beijou-me a testa, molhando-me de lágrimas os cabelos

e eu parti.

Duas vezes fora visitar o Ateneu antes da minha

instalação.

Ateneu era o grande colégio da época. Afamado por

um sistema de nutrido reclame, mantido por um diretor

que de tempos a tempos reformava o estabelecimento,

pintando-o jeitosamente de novidade, como os

negociantes que liquidam para recomeçar com artigos de

última remessa; o Ateneu desde muito tinha consolidado

crédito na preferência dos pais, sem levar em conta a

simpatia da meninada, a cercar de aclamações o bombo

vistoso dos anúncios.

O Dr. Aristarco Argolo de Ramos, da conhecida família

do Visconde de Ramos, do Norte, enchia o império com o

seu renome de pedagogo. Eram boletins de propaganda

pelas províncias, conferências em diversos pontos da

cidade, a pedidos, à substância, atochando a imprensa

dos lugarejos, caixões, sobretudo, de livros elementares,

fabricados às pressas com o ofegante e esbaforido

concurso de professores prudentemente anônimos,

caixões e mais caixões de volumes cartonados em

Leipzig, inundando as escolas públicas de toda a parte

com a sua invasão de capas azuis, róseas, amarelas,

em que o nome de Aristarco, inteiro e sonoro, ofereciase

ao pasmo venerador dos esfaimados de alfabeto dos

confins da pátria. Os lugares que os não procuravam

eram um belo dia surpreendidos pela enchente, gratuita,

espontânea, irresistível! E não havia senão aceitar a

farinha daquela marca para o pão do espírito.

POMPÉIA, R. O Ateneu. São Paulo: Scipione, 2005

Ao descrever o Ateneu e as atitudes de seu diretor, o

narrador revela um olhar sobre a inserção social do

colégio demarcado pela

Óia eu aqui de novo xaxando

Óia eu aqui de novo para xaxar



Vou mostrar pr'esses cabras

Que eu ainda dou no couro

Isso é um desaforo

Que eu não posso levar

Que eu aqui de novo cantando

Que eu aqui de novo xaxando

Óia eu aqui de novo mostrando

Como se deve xaxar.



Vem cá morena linda

Vestida de chita

Você é a mais bonita

Desse meu lugar

Vai, chama Maria, chama Luzia

Vai, chama Zabé, chama Raque

Diz que eu tou aqui com alegria.

BARROS, A. Óia eu aqui de novo. Disponível em: WWW.luizgonzaga.mus.br.

Acesso em: 5 maio 2013 (fragmento).



A letra da canção de Antônio de Barros manifesta aspectos do repertório linguístico e cultural do Brasil. O verso que singulariza uma forma característica do falar popular regional é:

O Jornal do Commércio deu um brado esta semana contra as casas que vendem drogas para curar a gente, acusando-as de as vender para outros fins menos humanos. Citou os envenenamentos que tem havido na cidade, mas esqueceu de dizer, ou não acentuou bem, que são produzidos por engano das pessoas que manipulam os remédios. Um pouco mais de cuidado, um pouco menos de distração ou de ignorância, evitarão males futuros. Mas todo ofício tem uma aprendizagem, e não há benefício humano que não custe mais ou menos duras agonias. Cães, coelhos e outros animais são vítimas de estudos que lhes não aproveitam, e sim aos homens; por que não serão alguns destes, vítimas do que há de aproveitar aos contemporâneos e vindouros? Há um argumento que desfaz em parte todos esses ataques às boticas; é que o homem é em si mesmo um laboratório. Que fundamento jurídico haverá para impedir que eu manipule e venda duas drogas perigosas? Se elas matarem, o prejudicado que exija de mim a indenização que entender; se não matarem, nem curarem, é um acidente e um bom acidente, porque a vida fica.

ASSIS, M. Obra completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1967 (fragmento).

No gênero crõnica, Machado de Assis legou inestimável contribuição para o conhecimento do contexto social de seu tempo e seus hábitos culturais. O fragmento destacado comprova que o escritor avalia o(a)

Quando Deus redimiu da tirania

Da mão do Faraó endurecido

O Povo Hebreu amado, e esclarecido,

Páscoa ficou da redenção o dia.



Páscoa de flores, dia de alegria

Àquele Povo foi tão afligido

O dia, em que por Deus foi redimido;

Ergo sois vós, Senhor, Deus da Bahia.



Pois mandado pela alta Majestade

Nos remiu de tão triste cativeiro,

Nos livrou de tão vil calamidade.



Quem pode ser senão um verdadeiro

Deus, que veio estirpar desta cidade

O Faraó do povo brasileiro



DAMASCENO, D. (org.) Melhores poemas: Gregório de Matos. São Paulo: Globo, 2006.



Com uma elaboração de linguagem e uma visão de mundo que apresentam princípios barrocos, o soneto de Gregório de Matos apresenta temática expressa por

Tarefa



Morder o fruto amargo e não cuspir—Mas avisar aos outros o quanto é amargo

Cumprir o trato injusto e não falhar

Mas avisar aos outros quanto é injusto

Sofrer o esquema falso e não ceder

Mas avisar aos outros o quanto é falso

Dizer também que são coisas imutáveis

E quando em muitos a não pulsar

— do amargo e injusto e falso por mudar —

então confiar à gente exausta o plano

de um modo novo e muito mais humano.

CAMPOS, G. Tarefa. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1981.



Na organização do poema, os empregos da conjunção “mas" articulam, para além de sua função sintática,

Cena O canivete voou

E o negro comprado na cadeia

Estatelou de costas

E bateu coa cabeça na pedra

ANDRADE, O. Pau-brasil. São Paulo: Globo, 2001

O Modernismo representou uma ruptura com os padrões formais e temáticos até então vigentes na literatura brasileira. Seguindo esses aspectos, o que caracteriza o poema Cena como modernista é o(a)

Lusofonia
rapariga: s.f., fem. De rapaz: mulher nova: moça: menina;(Brasil), meretriz.



Escrevo um poema sobre a rapariga que esta sentada no café, em frente da chávena de café, enquanto alisa os cabelos com a mão. Mas não posso escrever este poema sobre essa rapariga porque, no brasil, a palavra rapariga não quer dizer o que ela diz em Portugal.Então, terei de escrever a mulher nova do café, a jovem do café, a menina do café, para que a reputação da pobre rapariga que alisa os cabelos com a mão, num café de Lisboa, não fique estragada para sempre quando este poema atravessar o atlântico para desembarcar no rio de janeiro. E isto tudo sem pensar em áfrica, porque aí lá terei de escrever sobre a moça do café, para evitar o tom demasiado continental da rapariga, que é uma palavra que já me esta a pôr com dores de cabeça até porque, no fundo, a única coisa que eu queria era escrever um poema sobre a rapariga do café.A solução, então, é mudar de café, e limitar-me a escrever um poema sobre aquele café onde nenhuma rapariga se pode sentar à mesa porque só servem café ao balcão.
JUDICE, N , Matéria do Poema, Lisboa D. Quixote, 2008



O texto traz em relevo as funções metalinguística e poética. Seu caráter metalinguístico justifica-se pela

Mar português

Ó mar salgado, quanto do teu sal

São lágrimas de Portugal!

Por te cruzarmos, quantas mães choraram,

Quantos filhos em vão rezaram!

Quantas noivas ficaram por casar

Para que fosses nosso, ó mar!

Valeu a pena? Tudo vale a pena

Se a alma não é pequena.

Quem quer passar além do Bojador

Tem que passar além da dor.

Deus ao mar o perigo e o abismo deu,

Mas nele é que espelhou o céu.

PESSOA, F. Mensagens. São Paulo: Difel, 1986.

Nos versos 1 e 2, a hipérbole e a metonímia foram

utilizadas para subverter a realidade. Qual o objetivo

dessa subversão para a constituição temática do poema?

O bonde abre a viagem,

No banco ninguém,

Estou só, stou sem.

Depois sobe um homem,

No banco sentou,

Companheiro vou.

O bonde está cheio,

De novo porém

Não sou mais ninguém.

ANDRADE, M. Poesias completas. Belo Horizonte: Itatiaia, 2005.

Em um texto literário, é comum que os recursos poéticos e

linguísticos participem do significado do texto, isto é, forma

e conteúdo se relacionam significativamente. Com relação

ao poema de Mário de Andrade, a correlação entre um

recurso formal e um aspecto da significação do texto é

TEXTO I

A canção do africano

Lá na úmida senzala,

Sentado na estreita sala,

Junto ao braseiro, no chão,

entoa o escravo o seu canto,

E ao cantar correm–lhe em pranto

Saudades do seu torrão...

De um lado, uma negra escrava

Os olhos no filho crava,

Que tem no colo a embalar...

E à meia–voz lá responde

Ao canto, e o filhinho esconde,

Talvez p'ra não o escutar!

“Minha terra é lá bem longe,

Das bandas de onde o sol vem;

Esta terra é mais bonita,

Mas à outra eu quero bem."

ALVES, C. Poesias completas. Rio de Janeiro: Ediouro, 1995 (fragmento).



TEXTO II

No caso da Literatura Brasileira, se é verdade que

prevalecem as reformas radicais, elas têm acontecido

mais no âmbito de movimentos literários do que de

gerações literárias. A poesia de Castro Alves em relação

à de Gonçalves Dias não é a de negação radical, mas de

superação, dentro do mesmo espírito romântico.

O fragmento do poema de Castro Alves exemplifica a

afirmação de João Cabral de Melo Neto porque

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