Ao narrar a história de José da Trino, o “Profeta Gentileza”, o texto remete à reflexão de que:
Dentre as alternativas abaixo, a que apresenta concordância verbal em DESACORDO com a norma culta da língua é:
Luiz Fernando Veríssimo é um escritor brasileiro que vem se notabilizando por produzir textos de forte sentido crítico aos costumes da sociedade. A crítica que melhor se adapta ao texto é:
“Agora não só os visitantes eram obrigados a usar crachá. Os proprietários e seus familiares também.” (3º §) Das alterações feitas no fragmento transcrito acima, aquela em que se altera o sentido aditivo original é:
“Visitas, só num local predeterminado pela guarda, SOB sua severa vigilância e por curtos períodos.” (11º §) A preposição em destaque acima só NÃO está corretamente empregada em:
Analise os comentários que são feitos a seguir, em
relação aos ‘efeitos de sentido’ pretendidos pelo autor
em algumas passagens do Texto 1
1) “O avanço do cinema, da televisão, dos
videogames, da internet, tudo isso iria tornar
a leitura obsoleta” (isto é, incompreensível).
2) “o sistema de ensino em franco declínio”
(quer dizer, em presumível declínio).
3) “No Brasil da virada do século XX para o
século XXI, o vaticínio até parecia razoável”
(quer dizer, a profecia, a previsão).
4) “os autores que têm o dom de fisgar o público
com suas histórias” (quer dizer, o dom de
atingir, cativar, seduzir).
5) “vem surgindo uma nova e robusta geração
de leitores” (isto é, uma recente e vigorosa
geração de leitores).
Estão corretas:
No fragmento “de maneira irremediável” (1º parágrafo), o prefixo que consta em ‘irremediável’ tem o mesmo sentido dos prefixos que aparecem na série:
Sobre o texto fazem-se as seguintes afirmativas:
I. Pertence a um gênero textual que podemos
chamar de expositivo, caracterizando-se como
memória.
II. Em “Você é linda como a areia que a onda
ondeou”, observa-se um pleonasmo não vicioso,
cujo objetivo é dar ênfase à frase.
III. O autor do texto admira a beleza da mulher a
quem convida a passear na infância, mas procura
se conter quanto à admiração que sente.
IV. No trecho “Não catemos pedrinhas redondas para
atiradeira, porque é urgente subir no morro”, a
conjunção “porque” tem valor explicativo.
V. A figura de linguagem predominante é a ironia, que
perpassa todo o tempo as recordações do autor.
Assinale a alternativa correta:
Sobre o texto fazem-se as seguintes afirmativas:
I. Pertence a um gênero textual que podemos
chamar de expositivo, caracterizando-se como
memória.
II. Em “Você é linda como a areia que a onda
ondeou”, observa-se um pleonasmo não vicioso,
cujo objetivo é dar ênfase à frase.
III. O autor do texto admira a beleza da mulher a
quem convida a passear na infância, mas procura
se conter quanto à admiração que sente.
IV. No trecho “Não catemos pedrinhas redondas para
atiradeira, porque é urgente subir no morro”, a
conjunção “porque” tem valor explicativo.
V. A figura de linguagem predominante é a ironia, que
perpassa todo o tempo as recordações do autor.
Assinale a alternativa correta:
Texto para responderás questões de 01 a 10.
O espelho
Esboço de uma nova teoria da alma humana
Quatro ou cinco cavalheiros debatiam, uma noite, várias questões de alta transcendência, sem que a disparidade dos votos trouxesse a menor alteração aos espíritos. A casa ficava no morro de Santa Teresa, a sala era pequena, alumiada a velas, cuja luz fundia-se misteriosamente com o luar que vinha de fora. Entre a cidade, com as suas agitações e aventuras, e o céu, emque as estrelas pestanejavam, através de uma atmosfera límpida e sossegada, estavam os nossos quatro ou cinco investigadores de coisas metafísicas, resolvendo amigavelmente os mais árduos problemas do universo.
Por que quatro ou cinco? Rigorosamente eram quatro os que falavam; mas, além deles, havia na sala um quinto personagem, calado, pensando, cochilando, cuja espórtula no debate não passava de um ou outro resmungo de aprovação. Esse homem tinha a mesma idade dos companheiros, entre quarenta e cinquenta anos, era provinciano, capitalista, inteligente, não sem instrução, e, ao que parece, astuto e cáustico. Não discutia nunca; e defendia-se da abstenção com um paradoxo, dizendo que a discussão é a forma polida do instinto batalhador, que jaz no homem, como uma herança bestial; e acrescentava que os serafins e os querubins não controvertiam nada, e, aliás, eram a perfeição espiritual e eterna.
[...]
Vai senão quando, no meio da noite, sucedeu que este casmurro usou da palavra, e não dois ou três minutos, mas trinta ou quarenta. A conversa, em seus meandros, veio a cair na natureza da alma, ponto que dividiu radicalmente os quatro amigos. Cada cabeça, cada sentença; não só o acordo, mas a mesma discussão tornou-se difícil, senão impossível, pela multiplicidade das questões que se deduziram do tronco principal e um pouco, talvez, pela inconsistência dos pareceres. Um dos argumentadores pediu ao Jacobina alguma opinião, - uma conjetura, ao menos.
- Nem conjetura, nem opinião, redarguiu ele; uma ou outra pode dar lugar a dissentimento, e, como sabem, eu não discuto. Mas, se querem ouvir-me calados, posso contar-lhes um caso de minha vida, em que ressalta a mais clara demonstração acerca da matéria de que se trata. Em primeiro lugar, não há uma só alma, há duas...
-Duas?
- Nada menos de duas almas. Cada criatura humana traz duas almas consigo: uma que olha de dentro para fora, outra que olha de fora para dentro... Espantem-se à vontade, podem ficar de boca aberta, dar de ombros, tudo; não admito réplica. Se me replicarem, acabo o charuto e vou dormir. Aalma exterior pode ser um espírito, um fluido, um homem, muitos homens, um objeto, uma operação. Há casos, por exemplo, em que um simples botão de camisa é a alma exterior de uma pessoa; - e assim também a polca, o voltarete, um livro, uma máquina, um par de botas, uma cavatina, um tambor, etc. Está claro que o ofício dessa segunda alma é transmitir a vida, como a primeira; as duas completam o homem, que é, metafisicamente falando, uma laranja. Quem perde uma das metades, perde naturalmente metade da existência; e casos há, não raros, em que a perda da alma exterior implica a da existência inteira. Shylock, por exemplo. A alma exterior daquele judeu eram os seus ducados; perdê-los equivalia a morrer. ''Nunca mais verei o meu ouro, diz ele a Tubal; é um punhal que me enterras no coração." Vejam bem esta frase; a perda dos ducados, alma exterior, era a morte para ele. Agora, é preciso saber que a alma exterior não é sempre a mesma...
[...]
ASSIS, Machado de. Obra Completa. Rio de Janeiro: Nova
Aguilar 1994. v. II. (fragmento)
Tipo textual é amplamente tomado como uma categoria que se presta a pensar e caracterizar o funcionamento de um dos planos constitutivos do texto - a estrutura interna da configuração textual. Nessa perspectiva, é correto afirmar que o modo predominante de organização do texto e sua respectiva função de base estão em qual alternativa?
Texto para responderás questões de 01 a 10.
O espelho
Esboço de uma nova teoria da alma humana
Quatro ou cinco cavalheiros debatiam, uma noite, várias
questões de alta transcendência, sem que a disparidade dos
votos trouxesse a menor alteração aos espíritos. A casa ficava no
morro de Santa Teresa, a sala era pequena, alumiada a velas,
cuja luz fundia-se misteriosamente com o luar que vinha de fora.
Entre a cidade, com as suas agitações e aventuras, e o céu, em
que as estrelas pestanejavam, através de uma atmosfera límpida
e sossegada, estavam os nossos quatro ou cinco investigadores
de coisas metafísicas, resolvendo amigavelmente os mais
árduos problemas do universo.
Por que quatro ou cinco? Rigorosamente eram quatro os
que falavam; mas, além deles, havia na sala um quinto
personagem, calado, pensando, cochilando, cuja espórtula no
debate não passava de um ou outro resmungo de aprovação.
Esse homem tinha a mesma idade dos companheiros, entre
quarenta e cinquenta anos, era provinciano, capitalista,
inteligente, não sem instrução, e, ao que parece, astuto e
cáustico. Não discutia nunca; e defendia-se da abstenção com
um paradoxo, dizendo que a discussão é a forma polida do
instinto batalhador, que jaz no homem, como uma herança
bestial; e acrescentava que os serafins e os querubins não
controvertiam nada, e, aliás, eram a perfeição espiritual e eterna.
[...]
Vai senão quando, no meio da noite, sucedeu que este
casmurro usou da palavra, e não dois ou três minutos, mas trinta
ou quarenta. A conversa, em seus meandros, veio a cair na
natureza da alma, ponto que dividiu radicalmente os quatro
amigos. Cada cabeça, cada sentença; não só o acordo, mas a
mesma discussão tornou-se difícil, senão impossível, pela
multiplicidade das questões que se deduziram do tronco principal
e um pouco, talvez, pela inconsistência dos pareceres. Um dos
argumentadores pediu ao Jacobina alguma opinião, - uma
conjetura, ao menos.
- Nem conjetura, nem opinião, redarguiu ele; uma ou
outra pode dar lugar a dissentimento, e, como sabem, eu não
discuto. Mas, se querem ouvir-me calados, posso contar-lhes um
caso de minha vida, em que ressalta a mais clara demonstração
acerca da matéria de que se trata. Em primeiro lugar, não há uma
só alma, há duas...
-Duas?
- Nada menos de duas almas. Cada criatura humana
traz duas almas consigo: uma que olha de dentro para fora, outra
que olha de fora para dentro... Espantem-se à vontade, podem
ficar de boca aberta, dar de ombros, tudo; não admito réplica. Se
me replicarem, acabo o charuto e vou dormir. Aalma exterior pode
ser um espírito, um fluido, um homem, muitos homens, um objeto,
uma operação. Há casos, por exemplo, em que um simples botão
de camisa é a alma exterior de uma pessoa; - e assim também a
polca, o voltarete, um livro, uma máquina, um par de botas, uma
cavatina, um tambor, etc. Está claro que o ofício dessa segunda
alma é transmitir a vida, como a primeira; as duas completam o
homem, que é, metafisicamente falando, uma laranja. Quem
perde uma das metades, perde naturalmente metade da
existência; e casos há, não raros, em que a perda da alma exterior
implica a da existência inteira. Shylock, por exemplo. A alma
exterior daquele judeu eram os seus ducados; perdê-los equivalia
a morrer. ''Nunca mais verei o meu ouro, diz ele a Tubal; é um
punhal que me enterras no coração." Vejam bem esta frase; a
perda dos ducados, alma exterior, era a morte para ele. Agora, é
preciso saber que a alma exterior não é sempre a mesma...
[...]
ASSIS, Machado de. Obra Completa. Rio de Janeiro: Nova
Aguilar 1994. v. II. (fragmento)
Tendo em vista os acontecimentos morfossintáticos e de significação do texto, analise as afirmativas a seguir. I. Se o verbo da frase “estavam os nossos quatro ou cinco investigadores de coisas metafísicas” fosse trocado pelo verbo haver (com sentido de existir), a concordância da palavra em análise deveria manter o singular, mas o mesmo tempo e modo verbal. II. A omissão da vírgula em “Rigorosamente eram quatro os que falavam” é necessária e obrigatória para isolar o adjunto adverbial da oração adjetiva explicativa, ferindo a normapadrão da língua. III. A palavra destacada em “resolvendo amigavelmente os mais ÁRDUOS problemas do universo.” está no plural, pois concorda com problemas. Está correto apenas o que se afirma em:
Que fragmento do Texto I comprova a valorização especial que a narradora dava a esse momento de sua infância?
Considere-se esta passagem do Texto I: “Mas essa viagem diária me tornava uma criança completa de alegria.” (l. 31-32) Há um desvio de concordância na seguinte reescritura desse trecho do Texto I:
Das palavras acentuadas (todas retiradas do Texto II) reúne, países, águas, última e vêm, as duas que recebem acento por seguirem a mesma norma ortográfica são: