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Em relação aos elementos linguísticos do texto CB8A1AAA, julgue os itens a seguir.

No trecho “segundo o qual o poder político não apenas emana do povo (...) mas comporta a participação direta do povo” (l. 17 a 19), a locução “não apenas (...) mas” introduz no período ideia de adição.

Em relação aos elementos linguísticos do texto CB8A1AAA, julgue os itens a seguir.

Seria mantida a correção gramatical do texto, caso seu segundo parágrafo fosse reescrito do seguinte modo: Constituindo importante instrumento de abertura participativa, as audiências públicas tornam legítimas e transparentes as decisões tomadas pelas diferentes esferas de poder.

Com relação a aspectos linguísticos do texto CB8A1BBB, julgue os itens subsequentes.

Ocorre crase em “represália à aliança” (l.29) porque “represália” exige complemento regido pela preposição a e “aliança” está antecedido do artigo a.

Leia o texto a seguir, antes de responder às

questões 01 a 03:

A formação da cultura na Amazônia tem estado

intimamente ligada à colonização e à economia.

O primeiro esforço de disciplinar as atividades

regionais devemos aos missionários, que intentaram o

aldeamento dos gentios e sua incorporação à civilização

do tipo europeu; e aos reinóis, que se fixaram nestas

paragens, em busca de aventuras ou no desempenho

de funções administrativas. A rebeldia dos indígenas, a

rarefação populacional, a extensão imensa da terra, a

luta contra os invasores nas suas tentativas sortidas, o

desenvolvimento econômico precário – tudo isso

contribuiu para que nada ou quase nada resultasse em

favor da cultura, nesses primeiros tempos, sobretudo

porque pretenderam os brancos fazer que os pelestostadas

ascendessem, de um salto, do totemismo ao

monoteísmo, da barbárie ao cristianismo, do

nomadismo à atividade sedentária, da colheita aleatória

dos bens da terra e da água à cultura sistemática. O

fato, tal qual aconteceu nos longes de 1600 a 1700, se

repete hoje, historicamente, no pouco rendimento

cultural do trabalho da catequese.

Só mesmo o surto da borracha, atraindo massas

humanas para o desertão da Hileia Brasileira, permitiu,

sob bases econômicas favoráveis, a criação de uma

sociedade em que a cultura, na sua extensa gama de

valores, pôde tomar corpo e ser aferida pelos padrões

comuns. (Do livro “Amazônia: Cultura e Sociedade", de

Djalma Batista, p. 68-69)

Leia as seguintes afirmativas feitas sobre o texto:

I.Os colonizadores desenvolveram dois tipos de

atividade na região: um a serviço da Coroa

Portuguesa, outro nas atividades burocráticas.

II.O termo “pôde", no último parágrafo do texto,

não deveria estar acentuado, pois a Reforma

Ortográfica eliminou mais esse acento

diferencial.

III.O autor não deprecia a ação dos padres, que,

dentre outras coisas, tentaram civilizar os índios,

elevando seu padrão de vida a níveis aceitáveis.

IV.A região amazônica não possuía, no primeiro

século da efetiva presença dos portugueses,

uma expressiva densidade demográfica.

Assinale a alternativa correta:

Leia o texto a seguir: Se a exploração de cassiterita tem defensores, não faltam também os críticos. Muitos acusam-na de criar uma riqueza passageira, que beneficiará principalmente as empresas multinacionais, restando apenas os imensos buracos no coração da selva amazônica. A eliminação da garimpagem realmente tirou de Rondônia sua fase de fartura, quando alguém podia entrar de mãos vazias numa área de exploração e retornar dias depois com dinheiro até a cintura e uma pistola 45 na mão. De 1967 a 1971, os valentes homens do garimpo transformaram a fisionomia de Porto Velho, que se tornou uma cidade onde o dinheiro corria farta e irresponsavelmente. Até hoje, na cidade, uma corrida de táxi, por mais curta, é sempre muito cara. É um testemunho abrupto daqueles tempos em que os garimpeiros alugavam carros, fechavam bares, restaurantes, casas noturnas e se sentiam um pouco donos do mundo. Julgados por padrões civilizados, aqueles tempos eram verdadeiros abscessos. (Do livro “Amazônia, a última fronteira”, de Edilson Martins, p. 68. Adaptado.) Sobre o texto, foram feitas as seguintes afirmativas: I. O autor se sente decepcionado com o declínio de Porto Velho, após o encerramento do período da garimpagem. II. O pronome “na” (em “acusam-na”, no segundo período do texto) se refere à exploração da cassiterita. III. Existe ditongo nasal nas palavras “transformaram” e “muito” e ditongo oral decrescente em “restaurante”. IV. A separação silábica da palavra “abrupto” é “abrup-to”, enquanto a de “abscessos” é “abs-cessos”. Assinale a alternativa correta:

No que se refere à tipologia e aos sentidos do texto CB8A1AAA, julgue os itens que se seguem.

O texto, predominantemente argumentativo, objetiva convencer o leitor de que decisões administrativas tomadas sem o recurso das audiências públicas carecem de legitimidade e transparência.

Em relação aos elementos linguísticos do texto CB8A1AAA, julgue os itens a seguir.

Seria mantida a correção gramatical do texto, caso seu segundo parágrafo fosse reescrito do seguinte modo: Constituindo importante instrumento de abertura participativa, as audiências públicas tornam legítimas e transparentes as decisões tomadas pelas diferentes esferas de poder.

Julgue os itens subsecutivos, referentes aos sentidos do texto CB8A1BBB.

Sem prejuízo do sentido do texto, a palavra “retaliação” (L.26) poderia ser substituída por revide, desforra.

Com relação a aspectos linguísticos do texto CB8A1BBB, julgue os itens subsequentes.

Sem prejuízo para a correção gramatical e o sentido do texto,

o trecho “Foram ambas conquistas efêmeras" (L.30) poderia

ser assim reescrito: Ambas conquistas foram fortuitas.


Acerca das ideias e das estruturas linguísticas do texto 19A2AAA,

julgue os itens que se seguem.

No texto, o autor defende abertamente um ponto de vista, empregando, para tanto, os denominados argumentos de autoridade, como, por exemplo, a referência a Rui Barbosa.


No que se refere às ideias e às estruturas linguísticas do texto

19A2BBB, julgue os próximos itens.

O argumento de autoridade trazido ao final do texto indica que a polêmica em relação à determinação da instrução normativa se deve ao fato de que o envio à Receita Federal, sem decisão judicial, de informações acerca de movimentação financeira configuraria quebra de sigilo bancário.


No que se refere às ideias e às estruturas linguísticas do texto

19A2BBB, julgue os próximos itens.

Depreende-se das informações do texto que, caso o STF declare a inconstitucionalidade da Lei Complementar n.º 105/2001, a instrução normativa da Receita Federal referida no texto perderá sua força coercitiva.

NÃO se constitui uma estratégia argumentativa utilizada no texto 1:

A noção semântica, demarcada por advérbio – grifado nas sentenças a seguir – só NÃO incide sobre um termo nominal em:

Quem são nossos ídolos?

Claudio de Moura Castro

Eu estava na França nos idos dos anos 80. Ligando a televisão, ouvi por

acaso uma entrevista com um jovem piloto de Fórmula 1. Foi-lhe perguntado em

quem se inspirava como piloto iniciante. A resposta foi pronta: Ayrton Senna. O

curioso é que nessa época Senna não havia ganho uma só corrida importante.

Mas bastou ver o piloto brasileiro se preparando para uma corrida: era o primeiro

a chegar no treino, o único a sempre fazer a pista a pé, o que mais trocava ideias

com os mecânicos e o último a ir embora. Em outras palavras, sua dedicação,

tenacidade, atenção aos detalhes eram tão descomunais que, aliadas a seu talento,

teriam de levar ao sucesso.

Por que tal comentário teria hoje alguma importância?

Cada época tem seus ídolos, pois eles são a tradução de anseios, esperanças,

sonhos e identidade cultural daquele momento. Mas, ao mesmo tempo,

reforçam e ajudam a materializar esses modelos de pensar e agir.

Já faz muito tempo, Heleno de Freitas foi um grande ídolo do futebol. Segundo

consta, jactava-se de tomar uma cachacinha antes do jogo, para aumentar

a criatividade. Entrava em campo exibindo seu bigodinho e, após o gol, puxava o

pente e corrigia o penteado. O ídolo era a genialidade pura do futebol-arte.

Mais tarde, Garrincha era a expressão do povo, com sua alegria e ingenuidade.

Era o jogador cujo estilo brotava naturalmente. Era a espontaneidade,

como pessoa e como jogo, e era facilmente amado pelos brasileiros, pois materializava

as virtudes da criação genial.

Para o jogador "cavador", cabia não mais do que um prêmio de consola-

ção. Até que veio Pelé. Genial, sim. Mas disciplinado, dedicado e totalmente

comprometido a usar todas as energias para levar a cabo sua tarefa. E de atleta

completo e brilhante passou a ser um cidadão exemplar.

É bem adiante que vem Ayrton Senna. Tinha talento, sem dúvida. Mas tinha

mais do que isso. Tinha a obsessão da disciplina, do detalhe e da dedicação

total e completa. Era o talento a serviço do método e da premeditação, que são

muito mais críticos nesse desporto.

Há mais do que uma coincidência nessa evolução. Nossa escolha de ídolos

evoluiu porque evoluímos. Nossos ídolos do passado refletiam nossa imaturidade.

Era a época de Macunaíma. Era a apologia da genialidade pura. Só talento,

pois esforço é careta. Admirávamos quem era talentoso por graça de Deus e

desdenhávamos o sucesso originado do esforço. Amadurecemos. Cresceu o

peso da razão nos ídolos. A emoção ingênua recuou. Hoje criamos espaço para

os ídolos cujo êxito é, em grande medida, resultado da dedicação e da disciplina

– como Pelé e Senna.

Mas há o outro lado da equação, vital para nossa juventude. Necessitamos

de modelos que mostrem o caminho do sucesso por via do esforço e da

dedicação. Tais ídolos trazem um ideário mais disciplinado e produtivo.

Nossa educação ainda valoriza o aluno genial, que não estuda – ou que,

paradoxalmente, se sente na obrigação de estudar escondido e jactar-se de não

fazê-lo. O cê-dê-efe é diminuído, menosprezado, é um pobre-diabo que só obtém

bons resultados porque se mata de estudar. A vitória comemorada é a que deriva

da improvisação, do golpe de mestre. E, nos casos mais tristes, até competência

na cola é motivo de orgulho.

Parte do sucesso da educação japonesa e dos Tigres Asiáticos provém

da crença de que todos podem obter bons resultados por via do esforço e da

dedicação. Pelo ideário desses países, pobres e ricos podem ter sucesso, é só

dar duro.

O êxito em nossa educação passa por uma evolução semelhante à que

aconteceu nos desportos – da emoção para a razão. É preciso que o sucesso

escolar passe a ser visto como resultado da disciplina, do paroxismo de dedica-

ção, da premeditação e do método na consecução de objetivos.

A valorização da genialidade em estado puro é o atraso, nos desportos e

na educação. O modelo para nossos estudantes deverá ser Ayrton Senna, o

supremo cê-dê-efe de nosso esporte. Se em seu modelo se inspirarem, vejo

bons augúrios para nossa educação.

Disponível em: http://veja.abril.com.br/idade/educacao/060601/ponto_de_vista.html. Acesso em: jul. 2016.

A evolução na escolha dos ídolos se deveu

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