Atenção: Nesta prova, considera–se uso correto da Língua Portuguesa o
que está de acordo com a norma padrão escrita.
Leia o texto a seguir para responder as questões de 1 a 4.
CENSO DOS MAGISTRADOS
Um terço das juízas diz ter mais dificuldades que homens na função
Adaptado de em: http://www.conjur.com.br/2014–jun–27/terco–juizasdificuldades–homens–funcao
27 de junho de 2014, 12:11h. Acesso em 25 jul. 2014.
Aproximadamente um terço das juízas (29%) afirma enfrentar
mais dificuldades no exercício da magistratura do que seus colegas
homens. Os dados fazem parte do Censo dos Magistrados, feito pelo
Conselho Nacional de Justiça – CNJ no fim de 2013. Dos cerca de 10,8 mil
julgadores que participaram do levantamento, 36% são mulheres.
A maioria das entrevistadas (87%) considera os concursos para
a magistratura imparciais. Passada a fase de ingresso, 14% delas
relataram ter mais problemas nos processos de remoção e promoção do
que os juízes. Na Justiça Federal, esse índice dobra (28%).
No exercício da função, parte das juízas afirmou que o fato de
serem do sexo feminino causou reações negativas de jurisdicionados
(25%) e de outros profissionais do sistema de Justiça (30%). De acordo
com duas em cada três julgadoras entrevistadas, suas vidas pessoais são
mais afetadas pela carreira que as dos colegas homens.
O objetivo do estudo foi identificar o perfil da magistratura
brasileira. Dos 16.812 magistrados em atividade no país, 10.796
responderam ao questionário eletrônico proposto pelo CNJ — um índice
de 64%. Com informações da assessoria de imprensa do CNJ.
Releia o segundo parágrafo do texto, prestando atenção aos
mecanismos de concordância empregados: “A maioria das
entrevistadas (87%) considera os concursos para a magistratura
imparciais. Passada a fase de ingresso, 14% delas relataram ter mais
problemas nos processos de remoção e promoção do que os juízes.
Na Justiça Federal, esse índice dobra (28%)."
Agora, assinale a única alternativa correta.

Com base nas informações veiculadas no texto acima, em sua estrutura e em seus aspectos gramaticais, julgue os próximos itens.
No trecho o profissional de TIC tem de estar comprometido com o aprendizado contínuo e interessado em trabalhar com gestão de projetos (l.16-18), o termo interessado qualifica 'o aprendizado'.
Na criação do texto, o chargista lotti usa criativamente um intertexto: os traços reconstroem uma cena de Guernica, painel de Pablo Picasso que retrata os horrores e a destruição provocados pelo bombardeio a uma pequena cidade da Espanha. Na charge, publicada no período de carnaval, recebe destaque a figura do carro, elemento introduzido por lotti no intertexto. Além dessa figura, a linguagem verbal contribui para estabelecer um diálogo entre a obra de Picasso e a charge, ao explorar
No início do século XX, os espectros de emissão e de absorção de radiação de vários
átomos eram conhecidos com grande precisão. Entre eles, destacava-se o espectro do
átomo de hidrogênio que, devido a sua simplicidade, chegou a ser satisfatoriamente
descrito por fórmulas empíricas. Porém, em 1913, Niels Bohr desenvolveu um modelo
atômico, cujas previsões para as energias de emissão e absorção dos átomos de
hidrogênio e de hélio ionizado apresentavam concordância quantitativa muito elevada
com os dados experimentais. Para construir seu modelo, Niels Bohr formulou quatro
postulados sobre a natureza dos átomos que misturavam física clássica e não clássica.
Os postulados são:

Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA.
A criação publicitária é também um processo de comunicação persuasiva, pois a redação
das mensagens visa mudar a opinião, vencer conceitos existentes na mente do
consumidor e gerar uma concordância com a publicidade. Para realizar o processo de
associação da marca aos consumidores, os redatores publicitários recorrem ao processo
de persuasão proposto por Aristóteles na Grécia antiga.
Relacione o processo de persuasão aristotélico da COLUNA I com o processo de
persuasão publicitária da COLUNA II.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA.
Com relação às questões éticas na pesquisa em saúde com povos
indígenas, assinale V para a afirmativa verdadeira e F para a falsa.
( ) A pesquisa envolvendo a pessoa do índio ou a sua
comunidade deve respeitar a visão de mundo, os costumes,
as atitudes estéticas, as crenças religiosas, a organização
social, as filosofias peculiares, as diferenças linguísticas e a
estrutura política.
( ) Havendo o consentimento individual da pessoa do índio em
participar da pesquisa, não haverá necessidade da
concordância da comunidade alvo da pesquisa, através de
suas respectivas organizações indígenas ou conselhos locais.
( ) Para a formação de bancos de DNA, de linhagens de células
ou de quaisquer outros materiais biológicos relacionados aos
povos indígenas, basta a aprovação da Comissão Nacional de
Ética em Pesquisa (CONEP).
As afirmativas são, respectivamente,
Na Libras, os sinais são formados a partir dos
parâmetros: configuração de mãos, movimento,
orientação e ponto de articulação, que podem ser
comparados a “pedacinhos" de um sinal. Contudo, o
processo de formação de alguns sinais pode ocorrer
por meio da modificação por adição à raiz, modificação
interna da raiz, por derivação ou por composição. Com
relação à modificação por adição à raiz é CORRETO
afirmar que:
I.São modificações que aparecem como
sufixo, elas se incorporam em alguns
verbos: a raiz, que possui um determinado
movimento em um primeiro momento,
finaliza-se com um movimento contrário, que
caracteriza a negação incorporada; como
nos verbos: QUERER / QUERER-NÃO;
GOSTAR / GOSTAR-NÃO.
II.São modificações que aparecem como flexão
que, por meio da direcionalidade, marca as
pessoas do discurso fazendo com que a raiz
se inverta ou até adquira uma forma em arco.
III.São modificações que aparecem como
acréscimo de um marcador de concordância
de gênero que, por meio de configurações de
mãos (classificadores), especifica a coisa:
objeto plano vertical/horizontal, redondo etc.
IV.São modificações que aparecem como
infixo, ela se incorpora simultaneamente à
raiz por meio do movimento ou expressão
corporal: TER / TER-NÃO; PODER / PODERNÃO.
As pessoas que têm boa fluência em Libras fazem uso
de um recurso dessa língua para classificar o
substantivo, estabelecer concordância, ou ainda, para
atribuir qualidade a alguma coisa. Este recurso é
chamado de CLASSIFICADOR. Analise as alternativas
abaixo e assinale aquela que explica o verdadeiro
significado desse recurso:
De acordo com Quadros e Karnopp (2004), na Libras os verbos com concordância “são verbos que se flexionam em pessoa, número e aspecto, mas não incorporam afixos locativos. São exemplos de verbos com concordância na Libras:
Languages and cultures use non-verbal communication which conveys meaning. Although many gestures are similar in Thai and English such as nodding for affirmation many others are not shared. A good example of this is the ubiquitous "Thai smile". The "smile" carries a far wider range of meanings in Thai than it does in English culture. This can sometimes lead to serious communication breakdowns between Thais and English speakers.
An example from my own early experience in Thailand illustrates the point. When confronting the Thai owner of a language school with administrative problems, complaints regarding student numbers in the class were met by a beaming smile and little else. I took this to mean lack of concern or an attempt to trivialise or ignore the problem. I left the discussion upset and angry by what appeared to be the owner's offhand attitude to my problems.
It was only later when another native speaking English teacher, with considerably more experience of Thailand, explained that a smile meant an apology and the fact that the following day all my complaints had been addressed, that I fully understood the situation.
Disponível em: www.spring.org.uk. Acesso em: 11 jul. 2011 (fragmento).
Viver em um país estrangeiro pode ser uma experiência enriquecedora, embora possa também ser um desafio, pelo choque cultural. A experiência relatada pelo autor do texto revela diferentes atribuições de sentido a um determinado comportamento, mostrando que naquela situação o sorriso indicava um(a)
Leia o texto abaixo e responda à questão.

“Calçadas não há mais.” (§ 9) Das alterações feitas abaixo na redação da frase acima, está em DESACORDO com as normas de concordância verbal a seguinte:
O nome da culpa
No Brasil, as tragédias anunciadas ou previsíveis ocasionadas por descaso e imprevidência recebem todas o mesmo nome: fatalidade. Assim são classificadas as chuvas e os desabamentos que matam centenas de pessoas a cada verão, assim também foi classificado o incêndio da boate de Santa Maria por seus donos.
Em nota, eles afirmaram “a bem da verdade” que a empresa estava em “situação regular”, com o “sistema de proteção e combate contra incêndio aprovado pelo Corpo de Bombeiros”. Se estava tudo bem, nada fora de ordem, se as normas de segurança eram rigorosamente cumpridas, é fácil atribuir a responsabilidade à “fatalidade”.
Portanto, a conclusão cínica é que ao destino deve ser debitado tudo o que contribuiu para a morte de 230 pessoas e ferimentos em mais 100: superlotação, plano de prevenção vencido, inexistência de saída de emergência, artefatos pirotécnicos com fogos de artifício, uso de revestimento acústico altamente inflamável, falta de fiscalização. Em suma, como disse o delegado logo após as primeiras investigações, “a boate Kiss não podia estar funcionando”.
A bem da verdade mesmo, o nome para a culpa por esse e outros episódios trágicos não é fatalidade, mas impunidade, uma espécie de mãe de todos os vícios nacionais, não apenas da corrupção. Aqui se faz e aqui em geral não se paga.
Pode-se alegar que incêndios em boates acontecem em toda parte - no Japão, na China, na Europa, na Argentina. De fato. Mas a diferença é que em Buenos Aires, por exemplo, tragédia semelhante ocorrida em 2004, com 194 mortos, levou o dono à prisão por anos e provocou mudanças drásticas no sistema de segurança das casas noturnas.
Aqui, há 52 anos houve o incêndio do circo de Niterói, o maior da história. A comoção geral, a repercussão internacional, a mobilização das autoridades (o então presidente Jango visitou as vítimas, o Papa enviou mensagem de solidariedade, houve jogo com Pelé e Garrincha), a indignação e o clamor popular foram parecidos com a reação de agora.
Acreditava-se que a morte de mais de 500 pessoas iria pelo menos servir de lição, pois as autoridades prometeram logo “rigorosa apuração da culpa” e medidas enérgicas de segurança.
Mais ou menos como naquela época, as inúmeras promessas de providências estão disputando espaço no noticiário com o relato de dor dos que ficaram. Governadores e prefeito s anunciam varreduras e em algumas cidades estabelecimentos já foram interditados por falta de segurança.
Porque só agora?
De qualquer maneira, vamos esquecer que as providências já deveriam ter sido tomadas muito antes, pois mais do que legislação o que falta é aplicação da lei e fiscalização, e vamos torcer para que dessa vez a tragédia sirva realmente de lição.
Zuenir Ventura. O Globo. 30/01/2013.
Em: “[...] assim também foi classificado o incêndio da boate de Santa Maria por seus donos.” (parágrafo 1), a forma verbal encontra-se na voz passiva. Ao se passar a frase para a voz ativa, como seria flexionado o verbo?
Na frase, o verbo está no plural por concordar com o sujeito composto “escovar os dentes ou se barbear”; a frase abaixo em que a forma verbal deveria estar no singular é:
Prazeres mútuos
(Danuza Leão)
É normal, quando você vê uma criança bonita, dizer “mas que linda”, “que olhos lindos”, ou coisas no gênero. Mas esses elogios, que fazemos tão naturalmente quando se trata de uma criança ou até de um cachorrinho, dificilmente fazemos a um adulto. Isso me ocorreu quando outro dia conheci, no meio de várias pessoas, uma moça que tinha cabelos lindos. Apesar da minha admiração, fiquei calada, mas percebi minha dificuldade, que aliás não é só minha, acho que é geral. Por que eu não conseguia elogiar seus cabelos?
Fiquei remoendo meus pensamentos (e minha dificuldade), fiz um esforço (que não foi pequeno) e consegui dizer: “que cabelos lindos você tem”. Ela, que estava séria, abriu um grande sorriso, toda feliz, e sem dúvida passou a gostar um pouquinho de mim naquele minuto, mesmo que nunca mais nos vejamos.
Fiquei pensando: é preciso se exercitar e dizer coisas boas às pessoas, homens e mulheres, quando elas existem. Não sei a quem faz mais bem, se a quem ouve ou a quem diz; mas por que, por que, essa dificuldade? Será falta de generosidade? Inveja? Inibição? Há quanto tempo ninguém diz que você está linda ou que tem olhos lindos, como ouvia quando criança? Nem mesmo quando um homem está paquerando uma mulher ele costuma fazer um elogio, só alguns, mais tarde, num momento de intimidade e quando é uma bobagem, como “você tem um pezinho lindo”. Mas sentar numa mesa para jantar pela primeira vez, só os dois, e dizer, com naturalidade, “que olhos lindos você tem”, é difícil de acontecer.
Notar alguma coisa de errado é fácil; não se diz a ninguém que ele tem o nariz torto, mas, se for alguém que estiver em outra mesa, o comentário é espontâneo e inevitável. Podemos ouvir que a alça do sutiã está aparecendo ou que o rímel escorreu, mas há quanto tempo você não ouve de um homem que tem braços lindos? A não ser que você seja modelo ou miss - e aí é uma obrigação elogiar todas as partes do seu corpo-, os homens não elogiam mais as mulheres, aliás, ninguém elogia ninguém.
E é tão bom receber um elogio; o da amiga que diz que você está um arraso já é ótimo, mas, de uma pessoa que você acabou de conhecer e que talvez não veja nunca mais, aquele elogio espontâneo e sincero, é das melhores coisas da vida.
Fique atenta; quando chegar a um lugar e conhecer pessoas novas, alguma coisa de alguma delas vai chamar a sua atenção e sua tendência será, como sempre, ficar calada. Pois não fique. Faça um pequeno esforço e diga alguma coisa que você notou e gostou; o quanto a achou simpática, como parece tranquila, como seu anel é lindo, qualquer coisa. Todas as pessoas do mundo têm alguma coisa de bom e bonito, nem que seja a expressão do olhar, e ouvir isso, sobretudo de alguém que nunca se viu, é sempre muito bom.
Existe gente que faz disso uma profissão, e passa a vida elogiando os outros, mas não é delas que estamos falando. Só vale se for de verdade, e se você começar a se exercitar nesse jogo e, com sinceridade, elogiar o que merece ser elogiado, irá espalhando alegrias e prazeres por onde passar, que fatalmente reverterão para você mesma, porque a vida costuma ser assim.
Apesar de a vida ter me mostrado que nem sempre é assim, continuo acreditando no que aprendi na infância, e isso me faz muito bem.
(disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff0611200502.htm)
Observe o seguinte fragmento do texto:
“não se diz a ninguém que ele tem o nariz torto, mas, se for alguém que estiver em outra mesa,”
Para construir sua crítica, a autora utilizou, na primeira oração desse trecho, um tipo específico de voz verbal. Sobre essa voz é correto afirmar que:
Na frase a seguir, a regência da forma verbal em destaque está adequada à norma-padrão da língua: