Neste excerto “Todo texto se organiza dentro de determinado gênero em função das intenções comunicativas, como parte das condições de produção dos discursos, as quais geram usos sociais que os determinam. Os gêneros são, portanto, determinados historicamente, constituindo formas relativamente estáveis de enunciados, disponíveis na cultura” (BRASIL, 1998: 21), tem-se o conceito de gêneros do discurso, cujo estudo mais relevante atribui-se a:
Entre as estratégias de leitura, existem aquelas que se dão antes de o texto ser lido pelos alunos. Numa atividade de leitura de um conto, por exemplo, qual ação NÃO se coaduna com a fase de pré-leitura?
Em aulas de português cujo conteúdo estudado são as regras de ortografia, algumas inadequações ortográficas são motivadas por aspectos fonético-fonológicos, entre os quais aqueles atinentes ao processo de estruturação silábica. É exemplo desse tipo de inadequação a metátese, cujo exemplo é:
O aluno sabe construir estruturas frasais e oracionais de diferentes níveis de complexidade, sem que tenha consciência do funcionamento formal da língua que fala fluentemente e da qual se vale para comunicar-se, ou seja, ele pode perfeitamente construir um período complexo como este, produzido por Darcy Ribeiro*: “Mestrado é só para mostrar que o sujeito é alfabetizado, pois a metade dos que estão na universidade não sabem ler”. Uma das propriedades de uma língua que permite ao seu falante produzir tais estruturas e que se define como a “propriedade das regras gramaticais que se podem reaplicar sucessivamente às estruturas resultantes de sua aplicação anterior, explicando assim o conceito teórico de sentença infinitamente longa, no plano da competência linguística” (HOUAISS, 2009) é a:
O fato de que “a crítica ao ensino de Língua Portuguesa centrado em tópicos de gramática escolar e as alternativas teóricas apresentadas pelos estudos lingüísticos, principalmente no que se refere à consciência dos fenômenos enunciativos e à análise tipológica dos textos, permitiram uma visão muito mais funcional da língua, o que provocou alterações nas práticas escolares, representando, em alguns casos, o abandono do tratamento dos aspectos gramaticais e da reflexão sistemática sobre os aspectos discursivos do funcionamento da linguagem” (BRASIL, 1998, p. 78), já expunha uma mudança progressiva da prática de análise linguística com base em preceitos da: