Não é a primeira vez que os cientistas
brasileiros são colocados diante do desafio de
encontrar uma fonte de energia renovável como
alternativa para o petróleo e seus derivados.
Tampouco é a primeira vez que uma planta, “que
cresce por si só como mato", é vista como a salvação
da lavoura e depois se torna uma frustração para os
produtores. Os pesquisadores temem que a riqueza
da biodiversidade brasileira confunda produtores rurais
e os leve a subestimar o desafio científico e
tecnológico de transformar qualquer planta promissora
e dela obter uma commodity agroindustrial, como se
fez com a cana e o etanol.
Sem ciência, biodiversidade não garante produção. Ciência Hoje, n. 4, jul. 2008
(adaptado).
Uma das grandes limitações para uso, em escala
comercial, de espécies vegetais nativas, ainda não
domesticadas, para a produção de energia, deve–se
ao fato de essas plantas, em geral, apresentam baixa
Todos concordam que é possível pensar em uma
Amazônia que avance rumo ao desenvolvimento sustentável
e que assegure o bem–estar humano das gerações presentes
e futuras da região. Para isso, entretanto, se fazem
necessários compromisso, determinação e ações
coordenadas. As mudanças no uso do solo na Amazônia
resultam de um processo de ocupação acelerada e
desordenada ao longo do tempo, o que tem modificado a
cobertura vegetal amazônica. Entre os fatores subjacentes
dessas mudanças, encontram–se a expansão da fronteira
agrícola (impulsionada principalmente pelas monoculturas) e
a pecuária; a mineração informal; a exploração ilegal de
madeira; os megaprojetos de infraestrutura, tais como
barragens e rodovias; a não definição dos direitos de
propriedade; a limitada capacidade de fazer cumprir a lei e
aplicar sanções; os incentivos do mercado; e as mudanças
de atitude e de valores da população.
Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) – Relatório Perspectivas do
Meio Ambiente na Amazônia – GEO Amazônia. 2008 (adaptado).
A partir do texto, uma proposta adequada para promover o
desenvolvimento sustentável da Amazônia seria a seguinte:
O Banco Mundial classifica os países de acordo
com a renda média per capita. Em 2005, 2,4 bilhões de
pessoas receberam 580 dólares anuais, em média, nos
países considerados em desenvolvimento, ao passo que
1 bilhão de pessoas em países de alta renda receberam
35.130 dólares anuais per capita.
Atlas of Global Development. Washington/DC, Collins, 2002, p. 8 (com adaptações).
A classificação utilizada pelo Banco Mundial, em
relação ao nível de desenvolvimento dos países,
permite concluir que
No Brasil, entre 2003 e 2007, a renda per capita
dos mais pobres cresceu substancialmente em relação à
média nacional, conforme mostra o gráfico.
familiar per capita entre 2003 e 2007, as informações do
gráfico permitem concluir que
No Brasil, na complexidade de seu território, com muitas
diferenças regionais, ocorreu um fato marcante o cenário
político nacional, capaz de mobilizar e aglutinar todos os
segmentos da sociedade. Esse fato, relacionado ao
processo de redemocratização, foi o movimento por
eleições diretas, que ficou conhecido como “Diretas Já".
Esse processo representava, na época, os anseios de
uma sociedade marcada por anos de regime militar.
O movimento mencionado foi desencadeado