“Para mim prima é mesmo que irmã, a gente respeita, mas Bela, sei lá!, tinha uns rompantes que até me assustavam. Naquela noite, por exemplo. Eu me embalava distraidíssimo na rede. Desde menino que durmo pouco, a Bela estava careca de saber e quando menos espero quem é que vejo diante de mim? A Bela. A Bela dormia de pijama, minha tia achava camisão indecente, que pijama protege, a menina pode se mexer à vontade, frioleiras de velha. Pois a Bela me aparece apenasmente de blusa de pijama! Não entendi, francamente. E se não estivesse como estava acordado, poderia até imaginar que sonhava: a Bela ali de pijama decepado. Só para provocar como me provocou, que logo fiquei agitadíssimo, me virando e revirando na rede, e a Bela feita uma estátua, nem uma palavra dizia, à espera eu acho de atitude minha, mas cadê coragem?, que conforme disse prima é irmã, e de irmã não se olha coxa, não se olha bunda, irmã pode ficar pelada que a gente nem enxerga peitinho, cabelinho, nada"
(Haroldo Maranhão, 1986, p. 7).
A cena descrita pelo escritor Haroldo Maranhão carrega inferências definidoras de um contexto. Sobre tal elemento da comunicação textual, é correto afirmar:
“Lide – Palavra aportuguesada do inglês 'lead', conduzir, liderar. O jornalismo usa o termo para resumir a função do primeiro parágrafo: introduzir o leitor no texto e prender sua atenção"
(Manual de Redação do jornal Estado de S. Paulo, organizado e editado por Eduardo Martins).
Sobre o lide, é correto afirmar:
“Parônimo, adj.,s.m. Gram. Ling. 1. Diz-se de ou cada um dos dois ou mais vocábulos que são quase homônimos, diferenciando-se ligeiramente na grafia e na pronúncia"
(Dicionário Houaiss, 2009, p. 1437).
Considerando-se a ocorrência da paronímia, marque a frase correta.
O relatório deve ser redigido com o máximo de clareza e objetividade. O texto valoriza a informação e dispensa recursos estilísticos. Logo, é correto afirmar:
“Estou contando ao senhor, que carece de um explicado. Pensar mal é fácil, porque esta vida é embrejada. A gente vive, eu acho, é mesmo para se desiludir e desmisturar. A senvergonhice reina, tão leve e leve pertencidamente, que por primeiro não se crê no sincero sem maldade.” Sobre a fala acima, do personagem Riobaldo no romance “Grande Sertão: Veredas”, de Guimarães Rosa, e à luz dos estudos das variantes linguísticas, é correto afirmar: