“Ao lado de problemas que historicamente marcam a educação básica brasileira, como o quadro de marginalidade de grandes contingentes populacionais em relação ao processo educativo, somam-se as dificuldades particulares da situação da Sociologia no Ensino Médio, que decorrem de sua ainda frágil presença disciplinar. A ausência de tradição de trabalho com o ensino da Sociologia nas escolas, o desconhecimento sobre o sentido e a finalidade da disciplina na grade curricular e sua consequente desvalorização, tanto pelas direções das escolas e pelo seu coletivo de professores, como pelos alunos, obstaculizam a criação e a consolidação de espaços de reflexão sociológica que promovam mediações significativas entre os estudantes e o conhecimento científico da vida social".
Considerando o texto acima, escreva V ou F conforme seja verdadeiro ou falso o que se afirma a seguir.
( ) O ensino de Sociologia experimenta dificuldades relacionadas a problemas sociais da sociedade brasileira que interferem no cotidiano de escolas para atendimento das populações pobres.
( ) As escolas têm oferecido as condições necessárias em virtude do alto grau de interesse de estudantes curiosos por saber mais a respeito da disciplina e seus conteúdos.
( ) A criatividade tem sido o principal combustível da Sociologia, no ensino médio, em virtude da preparação do corpo docente em cursos voltados para o ensino e transposição de conteúdos para o ensino médio.
( ) A consolidação da disciplina envolve formação docente e ambiente de trabalho adequado às dinâmicas que a disciplina exige como componente curricular obrigatório para o ensino médio.
Está correta, de cima para baixo, a seguinte sequência:
“A trajetória dos últimos 20 anos de sindicalismo no Brasil é, como salientaram vários autores (Iram Jacome Rodrigues, Francisco de Oliveira e Armando Boito), de uma passagem, no plano da estratégia sindical, da “confrontação à cooperação conflitiva" (RODRIGUES, I., 1995), ou ainda, da luta de classes na produção para uma “convergência antagônica" (OLIVEIRA, 1993), ou uma sindicalismo de “concertação social", que é, nada mais, nada menos, que um defensivismo de novo tipo, de caráter neocorporativo. Diríamos que tende a prevalecer cada vez mais, na prática sindical, principalmente hegemônica no interior da CUT, um neocorporativismo operário, que tende a debilitar a perspectiva de classe que caracterizou a luta política e sindical nos anos 80.
A partir da ideia de mudanças no sindicalismo retratadas no texto, avalie as afirmações a seguir.
I. Os sindicatos, nos últimos vinte anos, entenderam as teses da luta de classe e se tornaram instituições propensas a negociar em prol de seus interesses revolucionários.
II. As lutas dos sindicatos passaram a evidenciar as contradições do sistema capitalista, expondo a alienação do trabalhador em relação ao produto do trabalho.
III. O sindicalismo passou por transformações em suas dinâmicas políticas, passando de uma lógica de contestação para de negociação integrada ao sistema capitalista.
É correto o que se afirma somente em
“O modo com o qual a linguagem opera a favor da normatividade é amplamente percebido no caso de Ana, chamada de “Canhão" (referente à estética), “Bombril", “Cabelo de vassoura" (raça) e “Sargento". Quanto a “sargento", não consegui obter sequer uma justificativa por parte das crianças, mas acredito estar negativamente associado à postura exacerbadamente agressiva de Ana, o que a “masculinizaria". Estigmatizada no olhar racializado dos garotos brancos, Ana ainda se torna alvo de chacota devido a um comportamento que transgride a matriz heterossexual. Mas, novamente, a reconfiguração do sexo e do gênero ganha um caráter de desvalorização. Através de um gênero masculinizado que não corresponde à linearidade esperada pela matriz heterossexual e na relação com outros marcadores sociais “desprivilegiados", Ana tem garantido o “direito" a uma posição inferiorizada nas relações de poder produzidas no interior do grupo". SOUZA, Érica Renata. Marcadores sociais da diferença e infância: relações de poder no contexto escolar. Cadernos Pagu, n. 26, p. 169-199, 2006.
Considerando o que se afirma no texto, assinale a afirmação verdadeira.
“Em sua expressão social, a ideologia da mestiçagem é aristocrática, romantiza as desigualdades, banalizando-as. Não há, contudo, uma justificativa moral para as desigualdades que esteja apoiada na crença em alguma hierarquia natural/biológica entre os diferentes membros da nação, como se se acreditasse que os miseráveis fossem feitos de um “barro diferente", conforme a imagem de Souza (2000). Para que se transforme numa questão moral, a igualdade social precisa ser politicamente construída e individualmente internalizada como um valor, o que simplesmente não se deu na história brasileira. A justiça social não é um bem natural, é um valor político que determinada sociedade pode construir – ou não". COSTA, Sérgio. A construção sociológica da raça no Brasil. Estudos afro-asiáticos, v. 24, n. 1, p. 35-61, 2002.
A partir da análise do texto de Sérgio Costa a respeito da ideologia da mestiçagem, avalie as seguintes afirmações:
I. O conceito de mestiçagem possibilita a criação de parâmetros analíticos para se refletir a respeito da heterogeneidade dos grupos que constituem a sociedade brasileira.
II. Os problemas raciais que possibilitam o fenômeno da desigualdade social envolvem o caráter cultural de uma sociedade que enfrenta dificuldades quanto a sua identidade.
III. Os valores de uma sociedade constituída por múltiplas etnias e diferenças são elaborados no contexto de suas lutas políticas e históricas.
É correto o que se afirma somente em
O auditor independente que, ao realizar trabalho de asseguração em determinada entidade, verificar que os efeitos ou possíveis efeitos de distorções são relevantes, mas não generalizados, deverá emitir conclusão