Analise os itens abaixo: I.O desconhecimento ou a não observância dos diferentes usos da língua, ou das variações nos usos da língua, por parte dos professores, com relação à fala e a escrita de alunos de diferentes níveis de escolarização, especialmente em escolas públicas, pode ser apontado como uma das causas do fracasso escolar. II.A língua, compreendida como interação social, desenvolvida pelos alunos fora da escola deve ser valorizada, respeitando as diversidades de expressão, pois temos conhecimento que antes da escola o indivíduo já usava em suas atividades do dia a dia alguma variedade e interagia em sua comunidade. A maioria dos professores não está preparada para essa nova realidade e sobrecarrega seus alunos com exercícios de repetição baseados totalmente na gramática normativa, não levando em conta a riqueza cultural que está contida nas variedades existentes em sua sala de aula, pois o ensino na escola não deveria basear-se em formas antigas que não são utilizadas, nem mesmo por pessoas consideradas cultas. III. É inconcebível exigir dos alunos o mesmo conhecimento gramatical que os professores de português devem ter. A língua descrita na gramática tradicional é mais uma variedade linguística, portanto, deve também ser abordada em sala de aula. Porém a gramática normativa não pode tornar-se, ou continuar sendo, uma bíblia para o ensino de língua portuguesa, saber uma língua não consiste apenas em saber analisá-la morfológica e sintaticamente. Quantos itens estão corretos?
Marque a alternativa incorreta:
O autor apresenta a juventude e a velhice demasiadas como condições que
Considere o segundo parágrafo:
O que antes havia sido uma virtude do conceito passou
a ser o seu defeito. A discriminação, antes uma faculdade
positiva (significava julgamento refinado, padrões elevados,
esmero), tornou-se negativa: significava preconceito, intolerância,
cegueira para as virtudes daquilo que não era idêntico
a quem julgava.
Um vocábulo empregado com sentido exclusivamente
figurado, nesse contexto, é:
O período do texto – A isto se chamaria talvez de narcisismo, mas eu chamaria de: alegria de ser. – está corretamente reescrito, de acordo com a norma-padrão de pontuação, em:
Considere o trecho do último parágrafo em que as expressões destacadas exprimem, respectivamente, as ideias de tempo e de concessão. Quando começar a tremedeira, agarra bem nas paredes, se enrola no cordão, carca os pés na borda e não sai, mesmo que te cutuquem com um fórceps... A alternativa em que as expressões destacadas exprimem, respectivamente, as mesmas ideias presentes no trecho do texto encontra-se em:
Analise a charge.
Considerando que as personagens se tratem por
“você", as lacunas da frase dita por Papai Noel devem
ser preenchidas, de acordo com a norma-padrão da língua
portuguesa, por:
TEXTO PARA AS QUESTÕES DE 01 A 04
A situação fiscal dos Estados é mais
delicada do que seus próprios governos
faziam parecer. Dados divulgados nesta
quinta-feira, 20, pelo Tesouro Nacional
revelam que o rombo da Previdência estadual
é na verdade R$ 18 bilhões maior do que o
informado pelos governos regionais. Eles
estão descumprindo limites previstos pela Lei
de Responsabilidade Fiscal (LRF) para gastos
com pessoal. Em meio a esse quadro, o
Tesouro rebaixou as notas de classificação de
10 Estados, e agora apenas 14 unidades da
federação estão aptas a receber garantias da
União para novos empréstimos.
O boletim do Ministério da Fazenda
evidencia a "maquiagem" feita pelos
governos estaduais em suas contas. No caso
da Previdência, os Estados declararam um
custo de R$ 59,119 bilhões no ano passado.
Mas a metodologia do Programa de
Reestruturação e Ajuste Fiscal (PAF),
calculado pelo Tesouro e que utiliza
informações de execução orçamentária dos
Estados, aponta um déficit maior, de R$
77,072 bilhões em 2015.
Mais da metade dessa diferença - R$
10 bilhões - foi encontrada nas contas do Rio,
Estado que está em moratória e que entre
2009 e 2015 aumentou em 70% as despesas
com pessoal, das quais mais da metade com o
pagamento dos servidores inativos. O Rio
informou que o déficit da Previdência dos
seus servidores no ano passado foi de apenas
R$ 542,09 milhões, mas o Tesouro detectou
um rombo de R$ 10,84 bilhões.
Além do Rio, as maiores diferenças
foram encontradas nas contas dos Estados que
enfrentam maiores dificuldades financeiras,
como Minas Gerais e Rio Grande do Sul. O
governo mineiro apresentou um déficit de R$
10,06 bilhões, mas para o Tesouro é de R$
13,90 bilhões. Já o governo gaúcho informou
que seu déficit era de R$ 7,59 bilhões, ante
um rombo de R$ 8,97 bilhões encontrado
pelos técnicos do Tesouro. Em Goiás, a
diferença chega a quase R$ 500 milhões.
O boletim ainda mostra que oito
Estados estão fora dos limites da LRF para
pagamento de despesas com pessoal pelo
critério do Tesouro - a lei prevê um máximo
de 60% da Receita Corrente Líquida (RCL).
Pelo critério dos próprios governos estaduais,
apenas dois estariam desenquadrados.
A situação do Rio é uma das que
chamam a atenção. O Estado aponta que suas
despesas com pessoal estão em 41,77% da
RCL, ou seja, bem abaixo do porcentual
estabelecido pela lei. Mas o quadro detectado
pelos técnicos do Tesouro mostra que a
relação já chega a 62,84%. Já o governo de
Minas Gerais, que tem a maior parcela
comprometida com pessoal (78%) segundo o
Tesouro, alega, no entanto, que essa despesa
responde por apenas 57,33%.
A discrepância acontece porque
muitos Estados criam exceções à
classificação, abrindo brechas para que o
número apresentado seja mais benigno.
http://economia.estadao.com.br/noticias/geral,alivio-comrenegociacao-da-divida-dos-estados-deve-ser-temporario-diztesouro,10000083329
- Acessado em 21/10/2016
No segundo parágrafo do texto, podemos substituir a palavra entre aspas por qual palavra abaixo sem alterar o sentido do texto?
É usado para intercalar reflexões, uma expressão complementar ou explicativa no período, equivalendo, conforme o caso, a vírgulas ou parênteses:
Em todas as frases a seguir, as locuções adjetivas sublinhadas
foram substituídas por adjetivos.
Assinale a frase em que a substituição foi inadequada.
Assinale a frase em que houve a troca indevida da palavra mal por mau ou vice-versa.
Leia o texto, para responder às questões de números
01 a 05.
McLuhan já alertava que a aldeia global resultante das
mídias eletrônicas não implica necessariamente harmonia,
implica, sim, que cada participante das novas mídias terá um
envolvimento gigantesco na vida dos demais membros, que
terá a chance de meter o bedelho onde bem quiser e fazer o
uso que quiser das informações que conseguir. A aclamada
transparência da coisa pública carrega consigo o risco de fim
da privacidade e a superexposição de nossas pequenas ou
grandes fraquezas morais ao julgamento da comunidade de
que escolhemos participar.
Não faz sentido falar de dia e noite das redes sociais,
apenas em número de atualizações nas páginas e na capacidade
dos usuários de distinguir essas variações como relevantes
no conjunto virtualmente infinito das possibilidades
das redes. Para achar o fio de Ariadne no labirinto das redes
sociais, os usuários precisam ter a habilidade de identificar
e estimar parâmetros, aprender a extrair informações relevantes
de um conjunto finito de observações e reconhecer a
organização geral da rede de que participam.
O fluxo de informação que percorre as artérias das redes
sociais é um poderoso fármaco viciante. Um dos neologismos
recentes vinculados à dependência cada vez maior dos
jovens a esses dispositivos é a “nomobofobia" (ou “pavor de
ficar sem conexão no telefone celular"), descrito como a ansiedade
e o sentimento de pânico experimentados por um
número crescente de pessoas quando acaba a bateria do dispositivo
móvel ou quando ficam sem conexão com a Internet.
Essa informação, como toda nova droga, ao embotar a razão
e abrir os poros da sensibilidade, pode tanto ser um remédio
quanto um veneno para o espírito.
(Vinicius Romanini, Tudo azul no universo das redes.
Revista USP, no
92. Adaptado)
Do ponto de vista do autor, as redes sociais
Leia o texto, para responder às questões de números
01 a 05.
McLuhan já alertava que a aldeia global resultante das
mídias eletrônicas não implica necessariamente harmonia,
implica, sim, que cada participante das novas mídias terá um
envolvimento gigantesco na vida dos demais membros, que
terá a chance de meter o bedelho onde bem quiser e fazer o
uso que quiser das informações que conseguir. A aclamada
transparência da coisa pública carrega consigo o risco de fim
da privacidade e a superexposição de nossas pequenas ou
grandes fraquezas morais ao julgamento da comunidade de
que escolhemos participar.
Não faz sentido falar de dia e noite das redes sociais,
apenas em número de atualizações nas páginas e na capacidade
dos usuários de distinguir essas variações como relevantes
no conjunto virtualmente infinito das possibilidades
das redes. Para achar o fio de Ariadne no labirinto das redes
sociais, os usuários precisam ter a habilidade de identificar
e estimar parâmetros, aprender a extrair informações relevantes
de um conjunto finito de observações e reconhecer a
organização geral da rede de que participam.
O fluxo de informação que percorre as artérias das redes
sociais é um poderoso fármaco viciante. Um dos neologismos
recentes vinculados à dependência cada vez maior dos
jovens a esses dispositivos é a “nomobofobia" (ou “pavor de
ficar sem conexão no telefone celular"), descrito como a ansiedade
e o sentimento de pânico experimentados por um
número crescente de pessoas quando acaba a bateria do dispositivo
móvel ou quando ficam sem conexão com a Internet.
Essa informação, como toda nova droga, ao embotar a razão
e abrir os poros da sensibilidade, pode tanto ser um remédio
quanto um veneno para o espírito.
(Vinicius Romanini, Tudo azul no universo das redes.
Revista USP, no
92. Adaptado)
A substituição do trecho destacado por aquele colocado
entre parênteses está de acordo com a norma-padrão de
regência verbal em:
Sobre o texto, são feitas as seguintes afirmações:
I. Tolerar aquele que é diferente significa aquiescer a sua existência.
II. Não há tolerância em relação à existência autônoma do que é diferente dos
padrões sociais.
III. Tolerar não basta; é preciso admitir a existência do outro como membro da
comunidade política.
IV. Não existe consonância entre o argumento liberal sobre a tolerância e o sentido
recorrente nos discursos da política.
Está (ão) correta (s) apenas a (s) afirmativa (s)