No segundo parágrafo, a expressão Nada mais natural, (l. 7-8) estabelece a seguinte relação com a frase anterior:
O autor cita um personagem de um desenho da Disney que se transforma ao dirigir. De acordo com o primeiro parágrafo, o senhor Andante pode ser definido como:
Releia o trecho abaixo para responder às questões 05 e 06. uma situação comum até hoje no trânsito, onde os motoristas descarregam toda sorte de frustração. (l. 2-3)
No trecho, uma palavra em sentido conotativo, ou seja, que não está em seu sentido literal, é:
O autor diferencia “direção defensiva” de “técnicas de pilotagem”. Um exemplo de técnica de pilotagem, citado no último parágrafo, é:
Depois de uma alta de mais de 50% nas contas de luz no ano
passado, vale quase tudo para economizar. Até mesmo investir
em lixo. (l. 1-2)
A frase destacada acima está separada da anterior por um
ponto-final, mas, em seu lugar, poderia ter sido usada uma
vírgula. Em relação ao conteúdo do trecho sublinhado, o uso
do ponto colabora para expressar ideia de:
Na frase dita pela personagem, predomina a função apelativa da linguagem, que tem como finalidade principal:
A oração ... de tal modo se sucedem em espiral... (último parágrafo):
Depreende-se da frase ... nem toda loucura é genial, como nem toda lucidez é velha que
Na frase Diante de cada crítica escandalizada dirigida ao museu, seria interessante desvendar que valor foi previamente sacralizado (3° parágrafo), a oração sublinhada complementa o sentido de
Considere as frases abaixo.
I. O segmento que se estende de uma planície inundada até uma bruma nacarada (3° parágrafo) constitui explicação do
termo antecedente, de maneira que poderia ser iniciado por “que é”, sem prejuízo para o sentido.
II. Neste mesmo segmento, as vírgulas poderiam ser substituídas por ponto-e-vírgulas, uma vez que se trata de uma
sequência de características atribuídas a um mesmo termo.
III. No mesmo período, a oração iniciada por emergindo pode tanto subordinar-se a assemelha-se como a Terra.
Está correto o que consta em
Mantendo-se a correlação verbal na primeira frase do texto, a substituição de Depois que por “Caso”, acarretará as seguintes mudanças nas formas verbais:
Crônica
Como o povo brasileiro é descuidado a respeito de alimenta-
ção! É o que exclamo depois de ler as recomendações de um
nutricionista americano, o dr. Maynard. Diz este: “A apatia, ou indiferença,
é uma das causas principais das dietas inadequadas."
Certo, certíssimo. Ainda ontem, vi toda uma família nordestina estendida
em uma calçada do centro da cidade, ali bem pertinho do
restaurante Vendôme, mas apática, sem a menor vontade de entrar
e comer bem. Ensina ainda o especialista: “Embora haja alimentos
em quantidade suficiente, as estatísticas continuam a demonstrar
que muitas pessoas não compreendem e não sabem selecionar os
alimentos". É isso mesmo: quem der uma volta na feira ou no supermercado
vê que a maioria dos brasileiros compra, por exemplo,
arroz, que é um alimento pobre, deixando de lado uma série de
alimentos ricos. Quando o nosso povo irá tomar juízo? Doutrina
ainda o nutricionista americano: “Uma boa dieta pode ser obtida de
elementos tirados de cada um dos seguintes grupos de alimentos: o
leite constitui o primeiro grupo, incluindo-se nele o queijo e o sorvete".
Embora modestamente, sempre pensei também assim. No entanto,
ali na praia do Pinto é evidente que as crianças estão desnutridas,
pálidas, magras, roídas de verminoses. Por quê? Porque
seus pais não sabem selecionar o leite e o queijo entre os principais
alimentos. A solução lógica seria dar-lhes sorvete, todas as crianças
do mundo gostam de sorvete. Engano: nem todas. Nas proximidades
do Bob´s e do Morais há sempre bandos de meninos favelados
que ficam só olhando os adultos que descem dos carros e devoram
sorvetes enormes. Crianças apáticas, indiferentes. Citando ainda o
ilustre médico: “A carne constitui o segundo grupo, recomendandose
dois ou mais pratos diários de bife, vitela, carneiro, galinha, peixe
ou ovos". Santo Maynard! Santos jornais brasileiros que divulgam
as suas palavras redentoras! E dizer que o nosso povo faz ouvidos
de mercador a seus ensinamentos, e continua a comer pouco, comer
mal, às vezes até a não comer nada. Não sou mentiroso e
posso dizer que já vi inúmeras vezes, aqui no Rio, gente que prefere
vasculhar uma lata de lixo a entrar em um restaurante e pedir
um filé à Chateaubriand. O dr. Maynard decerto ficaria muito aborrecido
se visse um ser humano escolher tão mal seus alimentos.
Mas nós sabemos que é por causa dessas e outras que o Brasil não
vai pra frente.
CAMPOS, Paulo Mendes. De um caderno cinzento. São Paulo:
Companhia das Letras, 2015. p. 40-42.
O gênero crônica, em que se enquadra o texto, é frequentemente escrito em primeira pessoa e reflete, muitas vezes, o posicionamento pessoal de seu autor. Pode-se afirmar que, na crônica de Paulo Mendes Campos, o “eu” que fala: