Leia o texto a seguir e responda às
questões de 11 a 20:
Português
A Língua Portuguesa ou apenas
português é uma língua originada no galegoportuguês,
idioma falado no Reino da Galiza e no
norte de Portugal. Os portugueses foram os
primeiros europeus a lançar-se ao mar no
período das Grandes Navegações Marítimas.
Em virtude dessa expansão marítima,
motivada por questões comerciais, deu-se a
difusão da língua nas terras conquistadas, entre
elas, o Brasil, cuja língua primária é o português.
A influência da cultura portuguesa por
aqui foi tamanha que acabou definindo o idioma
oficial da terra recém-conquistada. O mesmo
aconteceu em outras partes do mundo,
principalmente na África, onde países como
Moçambique, Angola, Cabo Verde, Guiné
Equatorial, Guiné-Bissau e São Tomé e Príncipe
utilizam, além de vários dialetos, a língua de
Camões, Fernando Pessoa e de nosso genial
Machado de Assis.
Além dos países africanos, o português
chegou a Macau, Timor-Leste e em Goa, países
asiáticos que também foram colonizados ou
dominados por Portugal.
Hoje, a língua portuguesa é a 5ª língua
mais falada no mundo e a mais falada no
hemisfério sul da Terra, contando com
aproximadamente 280 milhões de falantes em
diferentes continentes.
De acordo com estimativas da
Organização das Nações Unidas para a
Educação, a Ciência e a Cultura, a UNESCO, o
português, depois do inglês e do espanhol, é um
dos idiomas que mais crescem entre as línguas
europeias, além de ser a língua com maior
potencial de crescimento como língua
internacional na África e na América do Sul. Se
as estimativas se confirmarem, é possível que,
até o ano de 2050, nosso idioma conte com mais
de 400 milhões de falantes ao redor do mundo!
O português, assim como vários outros
idiomas, sofreu uma evolução histórica, fato que
comprova a organicidade de nossa língua. Ao
longo dos séculos, outras línguas e dialetos
influenciaram sua composição, resultando no
idioma tal qual o conhecemos hoje.
É importante ressaltar que o português
brasileiro, hoje o mais estudado, falado e escrito
no mundo, apresenta importantes diferenças em
relação ao português falado em Portugal,
especialmente no que diz respeito ao
vocabulário, à pronúncia e à sintaxe.
Tais diferenças deram origem a dois
padrões de linguagem diferentes, o que não
significa que um seja mais correto do que o outro.
Nossa língua é rica em variedades, e essas
variedades, sobretudo regionais, não
inviabilizam a sua compreensão, ainda que
dificuldades pontuais possam acontecer.
Além das variações linguísticas, a língua
portuguesa também possui diferentes registros,
adotados de acordo com as necessidades
comunicacionais dos falantes. Esses registros
referem-se aos níveis de linguagem e
estabelecem diferenças entre a linguagem culta
(determinada pela norma-padrão) e a linguagem
coloquial, empregada em diferentes situações de
nosso cotidiano. Tais aspectos apenas
comprovam a riqueza e a diversidade de nosso
idioma, reforçando a importância de estudá-lo e
compreendê-lo.
Fonte: Luana Castro. Disponível em:
+http://brasilescola.uol.com.br/portugues/>.
Além do Brasil, há países africanos que adotaram também a Língua Portuguesa, a saber:
Na frase: “O país do "jeitinho" é a mais
verdadeira das nossas realidades! Afinal,
o negócio é levar vantagem em tudo,
certo?", os sinais de pontuação utilizados,
em ordem sequencial, são:
Leia o texto sobre a biografia de Ziraldo:
Repare que o nome de Ziraldo aparece duas
vezes nesse texto. Qual destas palavras
poderia substituir seu nome?
“Logo, quando ele aquece além do
normal, as glândulas sudoríparas – que se
localizam na camada interna da pele, a derme
– lançam suor sobre a camada externa da
pele, a epiderme, fazendo o corpo resfriar".
Nesse trecho, retirado do primeiro parágrafo do
texto, a palavra “ele" se refere a:
As questões 03 e 04 referem-se ao parágrafo a seguir.
A citação de discurso alheio presente no parágrafo apresenta-se sob forma
Considere as palavras em destaque no trecho:
Dar o lugar a uma pessoa idosa em ônibus (1ª), a uma mulher grávida... Meu Deus do
céu (2ª), é tão fácil (3ª) perceber que não se precisa de lei para que o sofrimento
humano comova pessoas bem-educadas! Podem ser raras, mas ainda se encontram
pessoas que mantêm (4ª) tal comportamento.
O acento gráfico é utilizado não apenas para sinalizar a tonicidade na
Considerando: “O ______________________________ de não estar conversando é
______________________quero estar concentrada.”
A sequência correta de palavras que completa o excerto encontra-se em:
Assinale a única alternativa que apresenta equívoco quanto à concordância nominal:
Com relação aos dígrafos, analisar os itens abaixo: I - “gu” é um dígrafo em “Guarda”. II - “tr” é um dígrafo em “Transporte”. III - “sc” é um dígrafo em “Crescer”. Está(ão) CORRETO(S):
Quanto à ortografia, assinalar a alternativa INCORRETA:
A crueldade dos jovens
Conheci uma mulher cujo filho de 14 anos queria um par de tênis de marca. Separada, ganhava pouquíssimo como vendedora. Dia e noite o garoto a atormentava com a exigência. Acrescentou mais horas à sua carga horária para comprar os tênis. Exausta, ela presenteou o filho. Ganhou um beijo e outro pedido: agora ele queria uma camiseta "da hora". E dali a alguns dias a mãe estava abrindo um crediário! Já conheci um número incrível de adolescentes que estabelecem um verdadeiro cerco em torno dos pais para conquistar algum objeto de consumo. Uma garota quase enlouqueceu a mãe por causa de um celular cor-de-rosa. Um rapaz queria um MP3. Novidades são lançadas a cada dia e os pedidos renascem com a mesma velocidade. Pais e mães com frequência não conseguem resistir. Em parte, por desejarem contemplar o sorriso no rosto dos filhos. Uma Senhora sempre diz: – Quero que minha menina tenha o que eu não tive. Pode ser. Mas isso não significa satisfazer todas as vontades! Muita gente é praticamente chantageada pelos filhos. A crueldade de um adolescente pode ser tremenda quando se trata de conseguir alguma coisa. Uma vez ouvi uma jovem gritar para o pai: – Você é um fracassado! Já conheci uma garota cujo pai se endividou porque ela insistiu em ir à Disney. Os juros rolaram e, dois anos depois, ele vendeu a casa para comprar outra menor e quitar o empréstimo. Outro economizou centavos porque a menina quis fazer plástica. Conselhos não adiantaram: – Você é muito nova para colocar implante de silicone. Ficava uma fúria. Queria ser atriz e, segundo afirmava, não teria chance alguma sem a intervenção. (Não conseguiu. Hoje trabalha como vendedora em uma loja.) Procedimentos estéticos, como clareamento de dentes, spas e, claro, plásticas, são muito pedidos, ao lado de roupas de grife, excursões, joias, celulares e todo tipo de eletrônico. É óbvio que o jovem tem o direito de pedir. O que me assusta é a absoluta falta de freio, a insistência e a total incompreensão diante das dificuldades financeiras da família. Recentemente, assisti a uma situação muito difícil. Mãe solteira, uma doméstica conseguiu juntar, ao longo dos anos, o suficiente para comprar uma quitinete no centro de São Paulo. – Vou sair do aluguel! – Comemorou. A filha, 16 anos, no 2º grau, recusou-se: - Quero um quarto só para mim! Não houve quem a convencesse. A mãe não conseguiu enfrentar a situação. Continuam no aluguel. O valor dos apartamentos subiu e agora o que ela tem não é o suficiente para comprar mais nada. Muitas vezes, os filhos da classe média estudam em colégio particular ao lado de herdeiros de grandes fortunas. Passam a desejar os relógios, as roupas, o modo de vida dos amigos milionários. - De repente a minha filha quer tudo o que os coleguinhas têm! Até bolsa de grife. Uma coisa é certa: algumas equiparações são impossíveis. A única solução é a sinceridade. E deixar claro que ninguém é melhor por ter mais grana, o celular de último tipo, o último lançamento no mundo da informática. Pode ser doloroso no início. Também é importante não criar uma pessoa invejosa, que sofre por não ter o que os outros têm. Mas uma família pode se desestabilizar quando os pais se tornam reféns do pequeno tirano. A única saída para certas situações é o afeto. E, quando o adolescente está se transformando em uma fera, talvez seja a hora de mostrar que nenhum objeto de consumo substitui uma conversa olho no olho e um abraço amoroso.
(Walcyr Carrasco. Disponível em: http://vejasp.abril.com.br/material/acrueldade-dos.... Acesso em: 08/04/2017.)
O texto “A crueldade dos jovens” aborda o desejo da juventude em consumir certos produtos. Diante disso, qual o problema que esse desejo causa para as famílias:
A crueldade dos jovens
Conheci uma mulher cujo filho de 14 anos queria um par de tênis de marca. Separada, ganhava pouquíssimo como vendedora. Dia e noite o garoto a atormentava com a exigência. Acrescentou mais horas à sua carga horária para comprar os tênis. Exausta, ela presenteou o filho. Ganhou um beijo e outro pedido: agora ele queria uma camiseta "da hora". E dali a alguns dias a mãe estava abrindo um crediário! Já conheci um número incrível de adolescentes que estabelecem um verdadeiro cerco em torno dos pais para conquistar algum objeto de consumo. Uma garota quase enlouqueceu a mãe por causa de um celular cor-de-rosa. Um rapaz queria um MP3. Novidades são lançadas a cada dia e os pedidos renascem com a mesma velocidade. Pais e mães com frequência não conseguem resistir. Em parte, por desejarem contemplar o sorriso no rosto dos filhos. Uma Senhora sempre diz: – Quero que minha menina tenha o que eu não tive. Pode ser. Mas isso não significa satisfazer todas as vontades! Muita gente é praticamente chantageada pelos filhos. A crueldade de um adolescente pode ser tremenda quando se trata de conseguir alguma coisa. Uma vez ouvi uma jovem gritar para o pai: – Você é um fracassado! Já conheci uma garota cujo pai se endividou porque ela insistiu em ir à Disney. Os juros rolaram e, dois anos depois, ele vendeu a casa para comprar outra menor e quitar o empréstimo. Outro economizou centavos porque a menina quis fazer plástica. Conselhos não adiantaram: – Você é muito nova para colocar implante de silicone. Ficava uma fúria. Queria ser atriz e, segundo afirmava, não teria chance alguma sem a intervenção. (Não conseguiu. Hoje trabalha como vendedora em uma loja.) Procedimentos estéticos, como clareamento de dentes, spas e, claro, plásticas, são muito pedidos, ao lado de roupas de grife, excursões, joias, celulares e todo tipo de eletrônico. É óbvio que o jovem tem o direito de pedir. O que me assusta é a absoluta falta de freio, a insistência e a total incompreensão diante das dificuldades financeiras da família. Recentemente, assisti a uma situação muito difícil. Mãe solteira, uma doméstica conseguiu juntar, ao longo dos anos, o suficiente para comprar uma quitinete no centro de São Paulo. – Vou sair do aluguel! – Comemorou. A filha, 16 anos, no 2º grau, recusou-se: - Quero um quarto só para mim! Não houve quem a convencesse. A mãe não conseguiu enfrentar a situação. Continuam no aluguel. O valor dos apartamentos subiu e agora o que ela tem não é o suficiente para comprar mais nada. Muitas vezes, os filhos da classe média estudam em colégio particular ao lado de herdeiros de grandes fortunas. Passam a desejar os relógios, as roupas, o modo de vida dos amigos milionários. - De repente a minha filha quer tudo o que os coleguinhas têm! Até bolsa de grife. Uma coisa é certa: algumas equiparações são impossíveis. A única solução é a sinceridade. E deixar claro que ninguém é melhor por ter mais grana, o celular de último tipo, o último lançamento no mundo da informática. Pode ser doloroso no início. Também é importante não criar uma pessoa invejosa, que sofre por não ter o que os outros têm. Mas uma família pode se desestabilizar quando os pais se tornam reféns do pequeno tirano. A única saída para certas situações é o afeto. E, quando o adolescente está se transformando em uma fera, talvez seja a hora de mostrar que nenhum objeto de consumo substitui uma conversa olho no olho e um abraço amoroso.
(Walcyr Carrasco. Disponível em: http://vejasp.abril.com.br/material/acrueldade-dos.... Acesso em: 08/04/2017.)
Assinale a alternativa que apresenta o valor semântico da preposição em destaque que está classificada de forma incorreta: