Um gramático contra a gramática
O gramático Celso Pedro Luft era formado em
Letras Clássicas e Vernácula pela PUCRS e fez curso
de especialização em Portugal. Foi professor na UFRGS
e na Faculdade Porto–Alegrense de Ciências e Letras.
Suas obras mais relevantes são: Gramática resumida,
Moderna gramática brasileira, Dicionário gramatical
da língua portuguesa, Novo manual de português,
Minidicionário Luft, Língua e liberdade e O romance
das palavras. Na obra Língua e liberdade, Luft traz um
conjunto de ideias que subverte a ordem estabelecida
no ensino da língua materna, por combater, de forma
veemente, o ensino da gramática em sala de aula.
Nos seis pequenos capítulos que integram a obra, o
gramático bate, intencionalmente, sempre na mesma
tecla — uma variação sobre o mesmo tema: a maneira
tradicional e errada de ensinar a língua materna.
SCARTON, G. Disponível em: www.portugues.com.br. Acesso em: 26 out. 2011 (fragmento).
Reconhecer os diversos gêneros textuais que circulam na
sociedade constitui–se uma característica fundamental do
leitor competente. A análise das características presentes
no fragmento de Um gramático contra a gramática, de
Gilberto Scarton, revela que o texto em questão pertence
ao seguinte gênero textual:

Um leitor interessado nas decisões governamentais escreve uma carta para o jornal que publicou o edital, concordando com a resolução sintetizada no Edital da Secretaria de cultura. Uma frase adequada para expressar sua concordância é:
TEXTO I
É evidente que a vitamina D é importante - mas como obte-la? Realmente, a vitamina D pode ser produzida naturalmente pela exposição à luz do sol, mas ela também existe em alguns alimentos comuns. Entretanto, como fonte dessa vitamina, certos alimentos são melhores do que outros.Alguns possuem uma quantidade significativa de vitamina D, naturalmente, e são alimentos que talvez você não queira exagerar: manteiga, nata, gema de ovo e fígado.
Disponível em :http//saúde.hsw.uol.com.br. Acesso em 31 jul.2012
TEXTO II
Todos nos sabemos que a vitamina D (colecalciferol) é crucial para sua saúde.Mas a vitamina D é realmente uma vitamina? Está presente nas comidas que os humanos normalmente consomem? Embora exista em algum percentual na gordura do peixe, a vitamina D não esta em nossas dietas, a não ser que os humanos artificialmente incrementem um produto alimentar, como o leite enriquecido com vitamina D. A natureza planejou que você a produzisse em sua pele, e não a colocasse direto em sua boca.
Então, seria a vitamina D realmente uma vitamina?
Disponível em: WWW.uma outravisao.com.br.Acesso em : 31 jul . 2012
Frequentemente circulam na midia textos de divulgaçao cientifica que apresentam informações divergentes sobre um mesmo tema. Comprando os dois textos, constata-se que o Texto II contrapõe se ao I quando

Na piada, aquebra de expectativa contribui para produzir o efeito de humor. Esse efeito ocorre porque um dos personagens
O que é bullyng virtual ou cyberbullyng?
É o bullyng que ocorre em meios eletrônicos, com mensagens difamatórias ou ameaçadoras circulando por e-mails, sites, blogs (os diários virtuais), redes sociais e celulares. È quase uma extensão do que dizem e fazem na escola, mas com o agravante de que as pessoas envolvidas não estão cara a cara.
Dessa forma, o anonimato pode aumentar a crueldade dos comentários e das ameaças e os efeitos podem ser tão graves ou piores. “O autor, assim como o alvo, tem dificuldade de sair de seu papel e retomar valores esquecidos ou formar novos”, explica Luciene Tognetta, doutora em Psicologia Escolar e pesquisadora da Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).
Disponível em : HTTP//revistaescola.abril.com.br Acesso em: 3 ago 2012 (adaptado)
Segundo o texto, com as tecnologias de informação e comunicação, a prática do bullyng ganha novas nuances de perversidade e é potencializada pelo fato de

As escolhas linguísticas feitas pelo autor conferem ao texto
Futebol: “A rebeldia é que muda o mundo”
Conheça a historia de Afonsinho, o primeiro Jogador do futebol brasileiro a derrotar a cartolagem e a Conquista o Passe livre, há exatos 40 anos.
Pelé estava se aposentado pra valer pela primeira vez então com a camisa do Santos(porque depois voltaria a atuar pelo New York Cosmos, dos Estados Unidos), em 1972, quando foi questionado se, finalmente, sentia-se um homem livre. Orei respondeu sem titubear:
- Home livre no futebol só conheço um: O Afonsinho. Este sim pode dizer, usando as suas palavras, que deu o grito de independência ou morte. Ninguém mais. O resto é conversa.
Apesar de suas declarações serem motivo de chacota por parte da mídia futebolística e até dos torcedores brasileiros, a Atleta do Século acertou.E provavelmente acertaria novamente hoje.
Pela admiração por um de seus colegas de clube daquele ano. Pelo reconhecimento do caráter e personalidade de um dos jogadores mais contestadores do futebol nacional. E principalmente em razão da história de luta e vitoria de Afonsinho sobre os cartolas.
ANDREUCCI, R. Disponível em: HTTP:// CAROSAMIGOS.TERRA.COM.BR. Acesso em: 19 ago. 2011.
O autor utiliza marcas linguísticas que dão ao texto um caráter informal. Uma dessas marcas é identificada em:
O sociólogo espanhol Manuel Castells sustenta que “a comunicação de valores e a mobilização em torno do sentido são fundamentais. Os movimentos culturais (entendidos como movimentos que tem como objetivo defender ou propor modos próprios de vida e sentido) constroem-se em torno de sistemas de comunicação essencialmente a internet e os meios de comunicaçãoporque esta é a principal via que esses movimentos encontram para chegar àquelas pessoas que podem eventualmente partilhar os sues valores, e a partir daqui atuar na consciência da sociedade no seu conjunto”.
Disponível em:www.compolitica.org. Acesso em: 2mar 2012 (adaptado).
Em 2011, após uma forte mobilização popular via redes sociais, houve a queda do governo de Hosni Mubarak, no Egito. Esse evento ratifica o argumento de que

O texto apresentado emprega uma estratégia de
argumentação baseada em recursos verbais e não
verbais, com a intenção de
Televisão x cinema
Mais uma vez, reacende–se o desgastante debate
sobre “linguagem de televisão" e “linguagem de cinema".
No mesmo país em que pagar ingresso ainda é luxo
para milhões de pessoas, alguns críticos utilizam o termo
“televisivo" para depreciar uma obra. E “cinematográfico"
para enaltecê–la.
Como se houvesse um juiz onipotente a permitir
ou não que se sinta uma história da maneira que se
pretende senti–la.
Todos os sentidos ficam de fora da análise ignorante,
tipicamente política, que divorcia a técnica da percepção
sensorial. E é exatamente aí que reside o único interesse
de um realizador: o momento do encontro do espectador
com a obra.
MONJARDIM, J. O Globo, Rio de Janeiro, 24 set. 2004 (adaptado).
Ao comentar o ressurgimento do debate sobre “linguagem
de televisão" e “linguagem de cinema", o autor mostra a

A tirinha faz referência a uma situação muito comum nas famílias brasileiras: a necessidade de estudar para o vestibular.
Buscando convencer o seu interlocutor, os personagens da tira fazem uso das seguintes estratégias argumentativas:

Os textos relativos ao mundo do trabalho, geralmente,
são elaborados no padrão normativo da língua. No
anúncio, apesar de o enunciador ter usado uma variedade
linguística não padrão, ele atinge seus propósitos
comunicativos porque

Os resultados da pesquisa realizada a respeito do consumo
de álcool por adolescentes chamam a atenção para
Entrevista
Almir Suruí
Não temos o direito de ficar isolados
Soa contraditório, mas a mesma modernidade que
quase dizimou os suruís nos tempos do primeiro contato
promete salvar a cultura e preservar o território desse
povo. Em 2007, o líder Almir Suruí, de 37 anos, fechou
uma parceria inédita com o Google e levou a tecnologia
às tribos. Os índios passaram a valorizar a história dos
anciãos. E a resguardar, em vídeos e fotos on–line, as
tradições da aldeia. Ainda se valeram de smartphones
e GPS para delimitar suas terras e identificar os
desmatamentos ilegais. Em 2011, Almir Suruí foi eleito
pela revista americana Fast Company um dos 100 líderes
mais criativos do mundo dos negócios.
ÉPOCA – Quando o senhor percebeu que a internet
poderia ser uma aliada do povo suruí?
Almir Suruí – Meu povo acredita no diálogo. Para nós,
é uma ferramenta muito importante. Sem a tecnologia,
não teríamos como dialogar suficientemente para
propor e discutir os direitos e territórios de nosso povo.
Nós, povos indígenas, não temos mais o direito de ficar
isolados. Ao usar a tecnologia, valorizamos a floresta e
criamos um novo modelo de desenvolvimento. Se a gente
usasse a tecnologia de qualquer jeito, seria um risco.
Mas hoje temos a pretensão de usar a ferramenta para
valorizar nosso povo, buscar nossa autonomia e ajudar
na implementação das políticas públicas a favor do meio
ambiente e das pessoas. RIBEIRO, A. Época, 20 fev. 2012 (fragmento).
As tecnologias da comunicação e informação podem
ser consideradas como artefatos culturais. No fragmento
de entrevista, Almir Suruí argumenta com base no
pressuposto de que

Os gêneros textuais nascem emparelhados a
necessidades e atividades da vida sociocultural.
Por isso, caracterizam–se por uma função social
específica, um contexto de uso, um objetivo
comunicativo e por peculiaridades linguísticas e
estruturais que lhes conferem determinado formato.
Esse classificado procura convencer o leitor a
comprar um imóvel e, para isso, utiliza–se