Querô
DELEGADO Então desce ele. Vê o que arrancam desse sacana.
SARARÁ só que tem um porem. Ele é menor.
DELEGADO Então vai com jeito. Depois a gente entrega pro juiz.
(Luz apaga no delegado e acende no repórter, que se dirige ao público.)
REPORTER E o Querô foi exprimido, empilhado, esmagado de corpo e alma num cubículo imundo, com outros meninos. Meninos todos espremidos, empilhados, esmagados no corpo e alma, alucinados pelos seus desesperos, cegados por muitas aflições.Muitos meninos, com seus desesperos e seus ódios, empilhados, espremidos, esmagados de corpo e alma no imundo cubículo do reformatório. E foi lá que o Querô cresceu.
MARCOS. P. Melhor teatro, São Paulo: Global, 2003 (fragmento)
No discurso do repórter, a repetição causa um efeito de sentido de intensificação, construindo a ideia de
O hipertexto permite ou, de certo modo, em alguns casos, ate mesmo exige a participação de diversos autores na sua construção, a redefinição dos papeis de autor e leitor e a revisão dos modelos tradicionais de leitura e de escrita. Por seu enorme potencial para se estabelecerem conexões, ele facilita o desenvolvimento de trabalhos coletivamente, o estabelecimento da comunicação e a aquisição de informação de maneira cooperativa.
Embora haja quem identifique o hipertexto exclusivamente com os textos eletrônicos, produzidos em determinado tipo de meio ou de tecnologia, ele não deve ser limitado a isso, já que consiste numa forma organizacional que tanto pode ser concebida para o papel como para os ambientes digitais. É claro que o texto virtual permite concretizar certos aspectos que, no papel, são praticamente inviáveis:a conexão imediata, a comparação de trechos de textos na mesma tela, o “mergulho” nos diversos aprofundamentos de um tema, como se o texto tivesse camadas, dimensões ou planos.
Ramal, A, C. Educação na cibercultura; hipertextualidade, leitura, escrita e aprendizagem
Porto alagre: Artmed, 2002
Considerando-se a linguagem especifica de cada sistema de comunicação, como rádio, jornal, TV, internet, segundo o texto, a hipertextualidade configura-se como um(a)
Art. 2º Considera-se criança, para os efeitos desta Lei, a pessoa até doze anos de idade incompletos, e adolescente aquela entre doze e dezoito anos de idade.[...]
Art. 3º A criança e o adolescente gozam de todos os direitos fundamentais inerentes à pessoa humana, sem prejuízo da proteção integral de que trata esta Lei, assegurando-se-lhes, por lei ou por outros meios, todas as oportunidades e facilidades, a fim de lhes facultar o desenvolvimento físico, mental, moral, espiritual e social, em condições de liberdade e de dignidade.
Art. 4º É dever da família, da comunidade, da sociedade em geral e do poder público assegurar, com absoluta prioridade, a efetivação dos direitos referentes à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao esporte, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária. [...]
BRASIL. Lei n 8.089 de 13 de julho de 1990 Estatuto da criança e do adolescente
Disponível em www.planalto.gov.br(fragmento)
Para cumprir sua função social, o Estatuto da criança e do adolescente apresenta características próprias desse gênero quanto ao uso da língua e quanto à composição textual. Entre essas características, destaca-se o emprego de

A inquietação existencial do autor com a autoimagem corporal e a sua corporeidade se desdobra em questões existenciais que têm origem

No trecho apresentado, o sociólogo Roger Chartier caracteriza o texto eletrônico como um poderoso suporte que coloca ao alcance da humanidade o antigo sonho de universalidade e interatividade, uma vez que cada um passa a ser, nesse espaço de interação social, leitor e autor ao mesmo tempo. A universalidade e a interatividade que o texto eletrônico possibilita estão diretamente relacionadas à função social da internet de

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Com base no texto, que trata do papel do escritor José de Alencar e da futura digitalização de sua obra, depreende-se que
Na modernidade, o corpo foi descoberto, despido e modelado pelos exercícios físicos da moda. Novos espaços e práticas esportivas e de ginástica passaram a convocar as pessoas a modelarem seus corpos. Multiplicaram-se as academias de ginástica, as salas de musculação e o número de pessoas correndo pelas ruas.
SECRETARIA DA EDUCAÇÃO. Caderno do professor: educação física. São Paulo, 2008.
Diante do exposto, é possível perceber que houve um aumento da procura por
Texto para as questões 112 e 113.
Tampe a panela
Parece conselho de mãe para a comida não esfriar,
mas a ciência explica como é possível ser um cidadão
ecossustentável adotando o simples ato de tampar a
panela enquanto esquenta a água para o macarrão ou
para o cafezinho. Segundo o físico Cláudio Furukawa,
da USP, a cada minuto que a água ferve em uma panela
sem tampa, cerca de 20 gramas do líquido evaporam.
Com o vapor, vão embora 11 mil calorias. Como o
poder de conferir calor do GLP, aquele gás utilizado no
botijão de cozinha, é de 11 mil calorias por grama, será
preciso 1 grama a mais de gás por minuto para aquecer
a mesma quantidade de água. Isso pode não parecer
nada para você ou para um botijão de 13 quilos, mas
imagine o potencial de devastação que um cafezinho
despretensioso e sem os devidos cuidados pode provocar
em uma população como a do Brasil: 54,6 toneladas
de gás desperdiçado por minuto de aquecimento da
água, considerando que cada família brasileira faça um
cafezinho por dia. Ou 4 200 botijões desperdiçados.
Segundo o físico da USP, Cláudio Furukawa, é possível
ser um cidadão ecossustentável adotando atos simples.
É um argumento utilizado pelo físico, para sustentar
a ideia de que podemos contribuir para melhorar a
qualidade de vida no planeta,

O cartaz de Ziraldo faz parte de uma campanha contra o
uso de drogas. Essa abordagem, que se diferencia das de
outras campanhas, pode ser identificada.
Quando vou a São Paulo, ando na rua ou vou ao mercado,
apuro o ouvido; não espero só o sotaque geral dos
nordestinos, onipresentes, mas para conferir a pronúncia
de cada um; os paulistas pensam que todo nordestino
fala igual; contudo as variações são mais numerosas
que as notas de uma escala musical. Pernambuco,
Paraíba, Rio Grande do Norte, Ceará, Piauí têm no falar
de seus nativos muito mais variantes do que se imagina.
E a gente se goza uns dos outros, imita o vizinho, e todo
mundo ri, porque parece impossível que um praiano de
beira–mar não chegue sequer perto de um sertanejo
de Quixeramobim. O pessoal do Cariri, então, até se
orgulha do falar deles. Têm uns tês doces, quase um the;
já nós, ásperos sertanejos, fazemos um duro au ou eu
de todos os terminais em al ou el – carnavau, Raqueu...
Já os paraibanos trocam o l pelo r. José Américo só me
chamava, afetuosamente, de Raquer.
Queiroz, R. O Estado de São Paulo. 09 maio 1998 (fragmento adaptado).
Raquel de Queiroz comenta, em seu texto, um tipo de
variação linguística que se percebe no falar de pessoas
de diferentes regiões. As características regionais
exploradas no texto manifestam–se

Todo texto apresenta uma intenção, da qual derivam as
escolhas linguísticas que o compõem. O texto da campanha
publicitária e o da charge apresentam, respectivamente,
composição textual pautada por uma estratégia