Leia a tirinha abaixo, de Calvin e Haroldo, para responder à questão.

De acordo com os verbos contidos na tirinha, assinale a alternativa correta.
Analise as afirmativas abaixo e dê valores Verdadeiro (V) ou Falso (F).
( ) O sujeito da forma verbal "tem contribuído" é o termo "índice anual".
( ) A palavra em destaque no trecho "Os usuários dos planos particulares os têm abandonado" é um pronome que retoma semanticamente o termo "os usuários".
( ) No trecho "Os usuários dos planos particulares os têm abandonado", o sujeito do verbo "ter" é a expressão "planos particulares".
( ) O verbo "aumentar" no trecho "aumentam as filas do SUS" é classificado como Transitivo Direto.
( ) A palavra destacada no trecho "Em que índices ela se baseia?" é, morfologicamente, um
pronome relativo.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo.
A frase em que a concordância se dá em conformidade com a norma-padrão da língua é:
Considere as frases elaboradas a partir do texto original.
• ___________ no horóscopo publicado pelo jornal estavam previsões e orientações para os leitores.
• Considerando __________ as reclamações dos leitores, o editor imediatamente advertiu o autor sobre a conduta inapropriada.
• Apostando na sua esperteza, o autor __________que aleatoriamente alternava os textos relativos aos signos do zodíaco.
Atendendo à norma-padrão da língua portuguesa, as lacunas devem ser preenchidas, respectivamente, por
Na passagem “Há muito tempo nas águas da Guanabara” (TEXTO I), se o termo em destaque fosse substituído por anos e se o verbo haver fosse substituído pelo verbo fazer, teríamos, respeitando-se a gramática normativa e mantendo-se o mesmo tempo e o mesmo modo verbal:
Ao longo do poema, o interlocutor é tratado, sistematicamente, por tu. Se o tratamento fosse alterado para a 2ª. pessoa do plural, teríamos, em determinadas passagens:
Assinale a alternativa redigida de acordo com a norma-padrão de concordância nominal e verbal.
Considere o trecho: “Um novo projeto desenvolvido na Holanda pela Delft University of Technology pretende criar áreas com beliches na classe econômica para os passageiros dormirem mais confortavelmente durante as viagens.” Ao fazer a substituição do termo projeto pela palavra ideias, quantas outras mudanças adicionais no trecho seriam necessárias para atender aos requisitos de concordância verbal e nominal padrão da língua portuguesa?
Segundo a gramática normativa, se substituíssemos o termo grifado em “Por causa disso nessa noite/ Lá no morro/ Não se fez batucada” por ‘sambas’, mantendo-se o mesmo tempo e o mesmo modo verbais, teríamos:
Considerando as regras de acentuação gráfica em Língua Portuguesa, analise as assertivas a seguir:
Quais estão corretas?
O sentido maior
Quando eu era jovem, um padre dava aulas sobre Tomás de Aquino (1225-1274), doutor da igreja e teólogo global. O tema eram as cinco provas da existência de Deus. Após a exposição, o jesuíta contou, como arremate de uma boa aula, um caso sobre o doutor angélico. Disse que, após o italiano ter
escrito coisas profundas e enormes sobre a divindade, teve um êxtase místico e, segundo a narrativa, uma compreensão de Deus além da Razão, além da Escolástica, além de Aristóteles e de toda a gramática possível de um cérebro humano. Ao sair da “divina possessão”, ele emudeceu e resistiu a continuar
escrevendo sua já famosa obra. Motivo? Para ele, após o contato com Deus na forma direta que os místicos vivem, o que ele escrevera sob o rigor acadêmico e com base erudita, parecia-lhe superficial, fraco, pífio, irrelevante e tão distante do que experimentara que ficou abatido. Bem, antes de partir precocemente
do mundo, Tomás terminou ditando comentários ao Cântico dos Cânticos, o poema amoroso salomônico que possui dezenas de interpretações. Curioso que a última obra do grande intelectual católico seja sobre o amor.
A história narrada traz uma questão que sempre me assombrou. Em todos os campos, inúmeras pessoas ao meu redor falam de uma densidade maior atrás do simples discurso ou do sentimento imediato. Sim, você pode ler os mais refinados teólogos, porém, sempre serão pálida sombra do objeto sagrado em si. O mesmo valeria para as emoções humanas como o amor. Romeu indica várias vezes a Julieta (e é correspondido) que as palavras são irrelevantes, que o que eles sentem está além da expressão delas. Já vi discursos semelhantes sobre arte e até sexo. Haveria uma densidade, uma complexidade, algo tão imenso que tudo o que eu possa expressar seria incompleto.
Sempre desconfiei um pouco da afirmação sobre a densidade extraordinária que tornaria as coisas indizíveis. Por vezes acho que devo ter uma capacidade melhor de expressão ou uma capacidade menor de sentir. Um dos itens explica o fato de eu achar que as coisas são no limite do que consigo expressar e que não possuem uma película que esconde o “mais além” de uma metafísica absoluta.
A leitura de boas obras sempre me pareceu muito prazerosa, muito, exatamente porque as ideias, a estética da escrita, o encadeamento de personagens ou de fatos e as soluções dos bons autores me seduzem. Uma taça boa de vinho ou uma noite amorosa são extraordinárias pelo que são em si, pelo prazer ali contido, pelas papilas gustativas agraciadas, pelos hormônios atiçados, pelos disparos de adrenalina e outras coisas. Não perco a consciência, não letivo, não transfiguro, não tenho êxtase: apenas gosto e sinto o motivo de eu gostar, alguns surpreendentes. Seria bom em descrever ou ruim em sentir de forma mais densa? Faltaria metafísica ou abundaria consciência? A descrição que alguns fazem de suas experiências sempre me pareceu fascinante e sedutora e profundamente distante do plano no qual eu sinto. Idiossincrasia? Couraça racional? Seria lucidez ou secura? Nunca saberei de fato, mas o vinho sempre pareceu bom, o texto fascinante, o sexo envolvente, o afeto belo, a boa música avassaladora e a paisagem produtora de paz interna. Já chorei de alegria diante de experiências lindas como um quadro que eu desejava conhecer ou quando desci ao Grand Canyon nos Estados Unidos. Eram lágrimas provocadas pela emoção de beleza, uma invasão positiva de muitos bons sentimentos que antigas expectativas estimularam. Era emoção, não transcendência que me derrubasse ao solo impactado pelo eterno.Vários filósofos chamaram isso de maravilhar-se, uma suspensão momentânea da racionalidade junto de incapacidade de narrar o experienciado. Mas, passado alguns instantes, recuperamos a lógica narrativa. Eu estava feliz porque era bom estar ali, porque
eu desejara estar ali, porque eu me preparara para estar ali e porque, enfim estando, se fechava um ciclo de ansiedadedesejo-prazer produzindo o momento único e... lacrimoso. Foi muito bom, excelente até, todavia foi aquilo e eu posso descrever o início, o meio e o fim daquele instante. Por vezes lembro-me da
experiência de um “banho xamânico” em Oaxaca, no México. A guia da experiência dizia que aspirássemos as plantas naquela sauna e que imaginássemos a luz lilás sobre nós. Aluno fiel, eu aspirava a planta acre que ela jogara às brasas e imaginava a luz lilás. Ao final de meia hora de exercício imaginativo, ela me
perguntou o que eu tinha sentido e eu disse: “Um cheiro forte dessa planta”. Ela insistia: “E?”. “Só”, eu respondia à desolada senhora. Eu sentira o cheiro e imaginara a luz. Foi minha experiência xamânica. Na verdade, é minha experiência de vida. As coisas são no limite do que existem, sem energias ou algo muito mais denso escondido pelo véu do discurso. Onde alguns descrevem alguém de “energia pesada”, eu vejo um chato agressivo. Não há uma “aura”, apenas frases desagradáveis ou reclamações incessantes. Onde identificam “vampiros de energia” eu vejo alguém irritante. Seria a mesma coisa? Volto ao que eu sinto (sem fazer disso uma definição de valor universal): as coisas são no limite do que existem. Dou a elas sentido, simbolismo, signos aleatórios e que dependem da minha imaginação, sem “energia”. Essa é imensa solidão da consciência, ou, ao menos, da minha consciência. Uma boa semana para todos.
(KARNAL, Leandro. Sentido maior. O Estado de São Paulo, São Paulo,19/01/2020. Caderno 2, p. C2.)
A descrição é considerada por alguns teóricos da Língua Portuguesa como um tipo textual que serve para indicar as impressões e as características de um objeto, pessoa, animal, lugar, acontecimento. No texto em questão, o autor defende que a descrição verbal:
Imagine uma situação em que um pai responda seguinte pergunta ao seu filho:
Pai, eu tenho que lavar a louça?
Assinale a alternativa INCORRETA considerando o emprego do verbo.
Analise as seguintes frases quanto à regência verbal:
Estão de acordo com a norma culta, apenas:
Na oração “Admira é que existam a pesquisa de antibióticos, Cruz Vermelha Internacional, Mozart, o amor” (11º §), o verbo “existir” está corretamente empregado em concordância com o sujeito composto “a pesquisa de antibióticos, Cruz Vermelha Internacional, Mozart, o amor”. O referido verbo, nesse contexto, pode ser substituído pelo verbo “haver” que, por sua vez, é impessoal. Considerando-se a possibilidade de se empregarem ambos os verbos, das alterações feitas na redação da oração transcrita acima, está INCORRETA, quanto à concordância, a seguinte:
Julgue o próximo item, de acordo com o estabelecido no Código de Processo Civil acerca de extinção de processo, coisa julgada, liquidação e cumprimento de sentença.
A extinção do processo por desistência da ação pelo autor depende da concordância do réu, caso tenha sido apresentada contestação; em qualquer hipótese, somente pode ser apresentado o pedido de desistência antes do saneamento do processo