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Na tirinha acima, as expressões do segundo quadrinho

Para nos auxiliar na localização dos diversos sítios

na Internet, eles são identificados por “nomes de domínios".

No endereço inep.gov.br, “br" indica o país, Brasil, “gov" indica

um órgão do governo, “inep" é a sigla do órgão. Os domínios

“.com" ou “.com.br" são comerciais, os domínios “.org" ou

“.org.br" são de organizações não governamentais (ONGs),

sem fins de lucro. Um endereço de correio eletrônico

[email protected] localiza a pessoa conhecida como “jurua"

dentro do Inep. Os domínios terminados em “.com", “.org",

“.edu" não se referem a nenhum país específico e, por isso,

são conhecidos como domínios genéricos.

Com base nessas informações, é correto afirmar que, se uma

pessoa tivesse de localizar o endereço eletrônico de outra,

sabendo que ela é do Ministério da Educação (MEC) e que

seu endereço começa por “jurua", ela deveria escrever para

Resolvo–me a contar, depois de muita hesitação,

casos passados há dez anos — e, antes de começar, digo

os motivos por que silenciei e por que me decido. Não

conservo notas: algumas que tomei foram inutilizadas e,

assim, com o decorrer do tempo, ia–me parecendo cada

dia mais difícil, quase impossível, redigir esta narrativa.

Além disso, julgando a matéria superior às minhas forças,

esperei que outros mais aptos se ocupassem dela. Não vai

aqui falsa modéstia, como adiante se verá. Também me

afligiu a idéia de jogar no papel criaturas vivas, sem

disfarces, com os nomes que têm no registro civil.

Repugnava–me deformá–las, dar–lhes pseudônimo, fazer

do livro uma espécie de romance; mas teria eu o direito de

utilizá–las em história presumivelmente verdadeira? Que

diriam elas se se vissem impressas, realizando atos

esquecidos, repetindo palavras contestáveis e obliteradas?

RAMOS, Graciliano. Memórias do cárcere. Rio de Janeiro: Record, 2000, v.1, p. 33.

Em relação ao seu contexto literário e sócio–histórico, esse

fragmento da obra Memórias do Cárcere, do escritor

Graciliano Ramos,

As modernas tecnologias de comunicação

modificaram as relações sociais no mundo que, hoje, é

caracterizado pela rapidez e pela velocidade. Neste

mundo, a informação é transmitida sempre com pressa e

em tempo real. As câmeras de TV, espalhadas por todos

os lugares, colhem imagens de tudo e transmitem

instantaneamente para todo o mundo. Como a vida é

agitada e o tempo é curto para todos, a mídia encarrega–se

de abreviar os fatos, resumi–los ao máximo no menor

espaço de tempo para atingir mais e mais pessoas. A

própria linguagem da TV, veloz e entrecortada, impede

uma abordagem mais minuciosa dos conflitos. Na TV,

monta–se, embala–se e distribui–se o produto, no caso, a

notícia.

PORCELLO, Flávio A. Camargo. Comunicação, discurso e mito: no ar, o show de notícias. Os

telejornais mostram a vida como ele não é. In: Dornelles, Beatriz (org.) Mídia, imprensa e as

novas tecnologias. Porto Alegre: Ed. PUCRS, 2006, p. 106–107 (adaptado).

As tecnologias de comunicação exercem funções diversas

na vida das pessoas, sendo a televisão um dos meios de

informação mais influentes da atualidade. A esse respeito,

verifica–se que

Violoncelo

(...)

Chorai, arcadas

Do violoncelo!

Convulsionadas

Pontes aladas

De pesadelo...

(...)

De que esvoaçam,

Brancos, os arcos...

Por baixo passam,

Se despedaçam,

No rio, os barcos.

PESSANHA, Camilo. Violoncelo. In: GOMES, Á. C. O

Simbolismo, São Paulo: Editora Ática, 1994, p.45.

Os poetas simbolistas valorizaram as

possibilidades expressivas da língua e sua musicalidade.

Aprofundaram a expressão individual até o nível do

subconsciente. Desse esforço resultou, quase sempre,

uma visão desencantada e pessimista do mundo.

Nas estrofes destacadas do poema Violoncelo, as

características do Simbolismo revelam–se na

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