Luiz, com 28 anos de idade, apresentou um quadro de
desânimo há aproximadamente dois anos e a partir de então
dormia grande parte do dia, afastou-se dos estudos por
dificuldade de concentração, afastou-se dos amigos devido à
grande apatia, referiu tristeza profunda em algumas situações nas
quais questionava se valia a pena viver e pensou de modo
recorrente em suicídio como forma de terminar o vazio que sentia
ser sua vida. Depois de aproximadamente oito meses nesse
quadro, Luiz mostrou uma melhora substancial, quando
frequentou festas e bares, mostrou-se muito sociável e falante,
namorou três ou quatros garotas simultaneamente, fez novos
amigos, dormiu muito pouco, renovou todo seu guarda roupa,
insistiu com os pais até conseguir comprar um carro novo de
último modelo, embora o seu tivesse apenas um ano de uso.
Nessa ocasião, Luiz relatou a experiência de sentir seu corpo
iluminado e invadido por uma energia divina que ele podia ver e
sentir percorrendo seucorpo. Em dois meses, Luiz perdeu o
entusiasmo e em algum tempo voltou ao estado de desânimo,
tristeza e apatia.
Julgue os itens de 48 a 52, acerca desse caso hipotético.
Luiz sofre de transtorno da personalidade, o que não exclui outras possibilidades diagnósticas, como esquizofrenia hebefrênica, também compatível com o quadro.
Considere que um psicólogo conduz um programa de tratamento
cognitivo comportamental em grupo para portadores de
depressão, em um serviço público de saúde mental onde já existe
o serviço de atendimento individual para transtornos afetivos.
Julgue os itens a seguir, relativos ao procedimento elaborado pelo
psicólogo para esse programa.
Quando for identificada a ideação suicida ativa para um paciente, durante a avaliação de triagem, ele terá prioridade para ser aceito no programa e as sessões iniciais serão formuladas com foco nas cognições referentes às possíveis alternativas ao suicídio, de modo que o grupo se torne o principal suporte para esse indivíduo.
Supondo que, em um hospital público, há um programa em grupo
destinado ao tratamento e à prevenção de fobia social para
pessoas de diferentes idades, julgue os próximos itens, acerca
dessa condição clínica e dos procedimentos e rotina desse
serviço.
Parte do tratamento para fobia social é o treino em assertividade, durante o qual o paciente aprende a solicitar mudanças no comportamento de outras pessoas e a recusar solicitações inadequadas feitas a ele por terceiros.
João, de onze anos de idade, é filho de pais autoritários,
críticos e punitivos. Quando João mostra um desempenho que
considera positivo, os pais deixam claro que aquilo nada mais é
do que uma obrigação. João fica sem graça e desiste do assunto.
Outro dia na escola, ele pensava sobre como seria bom participar
do elenco de teatro da festinha de encerramento, quando a
professora chamou seu nome e lhe ofereceu um papel. Passado o
primeiro momento de alegria, João recusou o convite com a
certeza de que o papel seria ridículo e motivo de chacota por
parte dos colegas.
Julgue os itens de 63 a 66, acerca do comportamento de
João e do desenvolvimento da personalidade sob o enfoque
fenomenológico.
A autoestima de João parece baixa, o que pode ser explicado, pelo menos em parte, pelas características familiares descritas nas atitudes de seus pais, que têm influência direta sobre o self.
Considerando o período de 1988 a 2008, a moda da variável X foi igual a 254.