“Finalmente, depois de muito tempo confinados às esferas técnicas e acadêmicas, no âmbito dos órgãos de Planejamento Público e universidades, os Indicadores Sociais passaram a integrar o vocabulário corrente dos agentes políticos responsáveis, em última instância, pela definição das prioridades das políticas sociais e alocação dos recursos públicos. Os Indicadores Sociais deixaram de figurar apenas nos diagnósticos e relatórios governamentais ganhando um papel mais relevante nas arenas de discussão político-social da sociedade brasileira nesta virada de século”.
(JANUZZI, P. Indicadores sociais no Brasil: conceitos, fonte de dados e aplicações. São Paulo: Alínea, 2006.)
Com base no texto, em seus conhecimentos sobre Indicadores Sociais e, reconhecendo a importância destes para o entendimento da realidade brasileira, identifique a que indicador se referem as definições a seguir . _______________: estabelece os parâmetros básicos para dimensionamento da população futura, consumidora de bens e serviços – públicos e privados – e dos públicos-alvo das políticas sociais. _______________: é calculada como uma função da razão entre os quantitativos populacionais em dois momentos (tn e t1), e é expressa em termos de % ao ano. _______________: mede a parcela da população nacional ou regional que reside em áreas urbanas, e portanto, em tese, com maior acessibilidade aos bens públicos, serviços básicos de infraestrutura urbana e serviços sociais. _______________: tem sido empregada tradicionalmente como um indicador social representativo das condições gerais de vida ou saúde prevalecentes em uma região ou segmento populacional.
_______________: número médio de anos que se espera que um recém-nascido possa viver em uma dada sociedade, considerando as probabilidades de sobrevivência registradas no momento presente para cada faixa etária.
_______________: corresponde ao coeficiente da PEA pela PIA, isto é, à proporção de indivíduos ocupados ou que buscam trabalho dentre a mão-de-obra potencialmente disponível para a atividade econômica.
Assinale a alternativa que corresponde a esses indicadores, na ordem em que aparecem:
Trata-se de um dos esteios fundamentais que solda a cadeia de produção das grandes empresas. Pode ser realizada tanto do ponto de vista interno quanto internacionalmente. As empresas que optaram por esta iniciativa argumentam que ela possibilita às firmas concentrar-se mais especificamente em suas atividades-fim, deixando as atividades-meio para os demais empregados. Este tipo de processo daria uma nova dinâmica à empresa, que agora estaria voltada para uma atividade específica em que possui experiência, enquanto os trabalhadores estariam operando em atividades específicas, já que são especialistas nas áreas que atuam.
(COSTA, E. A globalização e capitalismo contemporâneo. São Paulo: Expressão Popular, 2008.)
O texto refere-se ao conceito de:
“Classe e não classes, por razões cujo exame constitui um dos objetivos deste livro. Evidentemente, há uma diferença. ‘Classes trabalhadoras’ é um termo descritivo, tão esclarecedor quanto evasivo. Reúne vagamente um amontoado de fenômenos descontínuos. Ali estavam alfaiates e acolá tecelãos, e juntos constituem as classes trabalhadoras.
Por classe, entendo um fenômeno histórico, que unifica uma série de acontecimentos díspares e aparentemente desconectados, tanto na matéria-prima da experiência como na consciência. Ressalto que é um fenômeno histórico. Não vejo a classe como uma “estrutura”, nem mesmo como uma ‘categoria’, mas como algo que ocorre efetivamente (e cuja ocorrência pode ser demonstrada) nas relações humanas”.
(THOMPSON, E. P. A Formação da classe operária inglesa. Vol I. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1987, p. 9)
A nova história social inglesa é um marco na historiografia contemporânea, e podemos considerar uma das suas principais contribuições:
“A cidade-Estado clássica parece ter sido criada paralelamente pelos gregos e pelos etruscos e/ou romanos. No caso destes últimos, a influência grega foi inegável, embora difícil de avaliar ou medir. No entanto, apesar de traços comuns, o desenvolvimento da cidade-Estado grega e o da etrusco-romana, mesmo admitindo a grande heterogeneidade de evoluções perceptível também na própria Grécia, mostram desde o início fortes especificidades que autorizam a suposição, não de uma simples difusão, mas de uma criação paralela”
(CARDOSO, C. A Cidade. Rio de Janeiro: Editora Ática, 1987, p. 7)
Sobre a importância da Cidade-Estado na antiguidade clássica podemos afirmar que:
“A única maneira de instituir um tal poder comum, capaz de os defender das invasões dos estrangeiros e das injúrias uns dos outros, garantindo-lhes assim uma segurança suficiente para que, mediante o seu próprio labor e graças aos frutos da terra, possam alimentar-se e viver satisfeitos, é conferir toda a sua força e poder a um homem, ou a uma assembleia de homens, que possa reduzir as suas diversas vontades, por pluralidade de votos, a uma só vontade. O que equivale a dizer: designar um homem ou uma assembleia de homens como representante das suas pessoas, considerando-se e reconhecendo-se cada um como autor de todos os atos que aquele que representa a sua pessoa praticar ou levar a praticar, em tudo o que disser respeito à paz e segurança comum; todos submetendo assim as suas vontades à vontade do representante, e as suas decisões à sua decisão”
(HOBBES, T. Leviatã. Os Pensadores. São Paulo: Editora Nova Cultural, 1997.p. 130).
O Antigo Regime, dentro de sua complexidade enquanto fenômeno histórico, NÃO pode ser entendido como: