Ir para o conteúdo principal

Questões de Concurso – Aprova Concursos

Milhares de questões com o conteúdo atualizado para você praticar e chegar ao dia da prova preparado!


Exibir questões com:
Não exibir questões:
Minhas questões:
Filtros aplicados:

Dica: Caso encontre poucas questões de uma prova específica, filtre pela banca organizadora do concurso que você deseja prestar.

Exibindo questões de 25984 encontradas. Imprimir página Salvar em Meus Filtros
Folha de respostas:

  • 1
    • a
    • b
    • c
    • d
  • 2
    • a
    • b
    • c
    • d
  • 3
    • a
    • b
    • c
    • d
  • 4
    • a
    • b
    • c
    • d
  • 5
    • a
    • b
    • c
    • d
  • 6
    • a
    • b
    • c
    • d
  • 7
    • a
    • b
    • c
    • d
  • 8
    • a
    • b
    • c
    • d
  • 9
    • a
    • b
    • c
    • d
    • e
  • 10
    • a
    • b
    • c
    • d
    • e
  • 11
    • a
    • b
    • c
    • d
    • e
  • 12
    • a
    • b
    • c
    • d
    • e
  • 13
    • a
    • b
    • c
    • d
    • e
  • 14
    • a
    • b
    • c
    • d
    • e
  • 15
    • a
    • b
    • c
    • d
    • e

Quem sabe Deus está ouvindo

Outro dia eu estava distraído, chupando um caju na varanda, e fiquei com a castanha na mão, sem saber onde

botar. Perto de mim havia um vaso de antúrio; pus a castanha ali, calcando-a um pouco para entrar na terra, sem

sequer me dar conta do que fazia.

Na semana seguinte a empregada me chamou a atenção: a castanha estava brotando. Alguma coisa verde saía da

terra, em forma de concha. Dois ou três dias depois acordei cedo, e vi que durante a noite aquela coisa verde lançara

para o ar um caule com pequenas folhas. É impressionante a rapidez com que essa plantinha cresce e vai abrindo folhas

novas. Notei que a empregada regava com especial carinho a planta, e caçoei dela:

– Você vai criar um cajueiro aí?

Embaraçada, ela confessou: tinha de arrancar a mudinha, naturalmente; mas estava com pena.

– Mas é melhor arrancar logo, não é?

Fiquei em silêncio. Seria exagero dizer: silêncio criminoso – mas confesso que havia nele um certo remorso. Um

silêncio covarde. Não tenho terra onde plantar um cajueiro, e seria uma tolice permitir que ele crescesse ali mais alguns

centímetros, sem nenhum futuro. Eu fora o culpado, com meu gesto leviano de enterrar a castanha, mas isso a

empregada não sabe; ela pensa que tudo foi obra do acaso. Arrancar a plantinha com a minha mão – disso eu não seria

capaz; nem mesmo dar ordem para que ela o fizesse. Se ela o fizer darei de ombros e não pensarei mais no caso; mas

que o faça com sua mão, por sua iniciativa. Para a castanha e sua linda plantinha seremos dois deuses contrários, mas

igualmente ignaros: eu, o deus da Vida; ela, o da Morte.

Hoje pela manhã ela começou a me dizer qualquer coisa – "seu Rubem, o cajueirinho..." – mas o telefone tocou, fui

atender, e a frase não se completou. Agora mesmo ela voltou da feira; trouxe um pequeno vaso com terra e

transplantou para ele a mudinha.

Veio me mostrar:

– Eu comprei um vaso...

– Ahn...

Depois de um silêncio, eu disse:

– Cajueiro sente muito a mudança, morre à toa...

Ela olhou a plantinha e disse com convicção:

– Esse aqui não vai morrer, não senhor.

Eu devia lhe perguntar o que ela vai fazer com aquilo, daqui a uma, duas semanas. Ela espera, talvez, que eu o leve

para o quintal de algum amigo; ela mesma não tem onde plantá-lo. Senti que ela tivera medo de que eu a censurasse

pela compra do vaso, e ficara aliviada com a minha indiferença. Antes de me sentar para escrever, eu disse, sorrindo,

uma frase profética, dita apenas por dizer:

– Ainda vou chupar muito caju desse cajueiro.

Ela riu muito, depois ficou séria, levou o vaso para a varanda, e, ao passar por mim na sala, disse baixo com certa

gravidade:

– É capaz mesmo, seu Rubem; quem sabe Deus está ouvindo o que o senhor está dizendo...

Mas eu acho, sem falsa modéstia, que Deus deve andar muito ocupado com as bombas de hidrogênio e outros

assuntos maiores.

(BRAGA, Rubem, 1993-1990. 200 crônicas escolhidas – 31ª ed. – Rio de Janeiro: Record, 2010.)

Assinale a alternativa em que o termo destacado NÃO pertence à mesma classe gramatical dos demais.

Dentre os recursos utilizados pelo autor, é correto afirmar acerca do trecho “Só de saber que você não está em uma

zona de guerra torna isso ainda mais emocional. E muito mais doloroso" [...] (2º§), em discurso direto, que sua

principal função é

Ao substituir “perigos da travessia" por “travessia", mantendo-se a norma padrão da língua, em “Obviamente, são os

mais vulneráveis aos perigos da travessia." (3º§) ocorreria:

No segundo parágrafo é apresentada a atual situação do grego Aris Messinis no trecho “Em Lesbos, não é assim. Ele está em absoluta segurança. As pessoas que chegam estão lutando por suas vidas. Não são poucas as que morrem de hipotermia mesmo depois de pisar em terra firme, por falta de atendimento médico”. Acerca das informações apresentadas no trecho destacado, pode-se afirmar que:

O uso do imperativo no título do texto orienta o leitor a determinada ação. Sobre o emprego descrito anteriormente, considerando-se a situação de produção do enunciado, é correto afirmar que

O tempo verbal utilizado na seguinte oração do texto: “O grego Aris Messinis é fotógrafo da agência AFP em Atenas.” indica

O texto apresenta-se em uma linguagem predominantemente informativa. Contudo, além de apresentar os fatos, há demonstração de análise subjetiva do autor no seguinte trecho em destaque:

A palavra “se” possui inúmeras classificações e funções. Acerca das ocorrências do termo “se” em “Exatamente por causa dessa assimetria entre o fotojornalista e os protagonistas de suas fotos, muitas vezes Messinis deixa a câmera de lado e põe-se a ajudá-los. Ele se impressiona e se preocupa muito com os bebês que chegam nos botes.” (3º§) pode-se afirmar que

Um a cada quatro motoristas brasileiros dirige após consumir álcool

Dados da Pesquisa Nacional de Saúde reforçam necessidade de cuidados com bebida

e direção, principalmente no Carnaval.

Neste período do Carnaval, em que as pessoas costumam abusar das bebidas

alcoólicas, o Ministério da Saúde reforça o alerta dos perigos provocados pelo consumo de

álcool. A Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) mostra que aproximadamente um quarto dos

brasileiros que dirige insiste em desobedecer à lei e colocar a vida em risco.

Segundo o levantamento, 24,3% dos motoristas afirmam que assumem a direção do

veículo após ter consumido bebida alcoólica. No Brasil, a violência no trânsito é uma das

principais causas de mortes. Em 2014, foram registradas 172.780 mil internações

relacionadas a acidentes de trânsito.

O comerciante Francisco de Assis Pinheiro, 38 anos, natural do Rio de Janeiro, faz

parte dessa estatística. Ele sofreu um grave acidente quando voltava de uma festa após ter

bebido álcool. "Não andei nem 300 metros e em uma curva bati em outro carro. Eu estava

sem cinto, fraturei o osso da região da bacia e estou sem andar. Aprendi a lição. Não se

deve beber e dirigir", lembra o comerciante.

E quanto maior o consumo, maior os riscos. O brasileiro, segundo a pesquisa,

costuma exagerar. Do total de entrevistados, 13,7% bebeu álcool de forma abusiva nos

últimos 30 dias, o que representa a ingestão de quatro ou mais doses para mulheres ou

cinco ou mais doses para homens em uma única ocasião.

Entre os homens o índice chega a 21,6%, enquanto essa proporção no público feminino foi

de 6,6%. A PNS foi realizada pelo Ministério da Saúde em parceria com o Instituto

Brasileiro de Geografia e estatística (IBGE), no período de julho de 2013 a fevereiro de

2014.

Entre 2010 e 2013, ocorreram mais de 313 mil internações no Sistema Único de

Saúde (SUS) decorrentes do alcoolismo. São gastos, em média, cerca de R$ 60 milhões

por ano com pessoas dependentes do álcool.

(Disponível em Portal Brasil. Acesso em 09/02/2016.

http://www.brasil.gov.br/saude/2015/02/um-a-cada-quatro-motoristas-brasileiros-dirigeapos-consumir-alcool).

O pronome “ele” que aparece no terceiro parágrafo faz referência ao:

“Havia um cego sentado numa calçada em Paris. A seus pés, um boné e um cartaz em madeira escrito com giz branco gritava: “Por favor, ajude-me. Sou cego”. A respeito dos componentes e do sentido desse segmento do texto, é correto afirmar que:

As proposições a seguir apresentam afirmativas acerca do TEXTO 01
I. O autor do TEXTO 01 não estabelece relação entre a necessidade de fortalecimento da Educação Profissional e Tecnológica e a soberania nacional.
II. Segundo o TEXTO 01, além de atender a necessidades do mercado de trabalho na qualificação da mão de obra, a Educação Profissional e Tecnológica também visa à inclusão social.
III. Há referência, no TEXTO 01, à importância de Políticas Públicas nas quais os Institutos Federais estejam inseridos, tanto como resultado quanto como propulsor.
IV. Dentro do processo de inclusão citado no TEXTO 01, está o fato de a expansão dos Institutos Federais não contemplar cidades antes abandonadas pelo poder público.
V. Há uma visão claramente positiva, no TEXTO 01, em relação ao desenvolvimento da Educação Profissional e Tecnológica no Brasil da atualidade.
Estão CORRETAS apenas

Leia o TEXTO 04 para responder à questão 10.

TEXTO 04

POR QUE AS PALAVRAS MUDAM DE SENTIDO NO CORRER DO TEMPO?

No seu percurso histórico, as palavras adquirem novos sentidos e estabelecem novas

relações semânticas umas com as outras, e essas alterações decorrem de múltiplos fatores.

Vejam-se, nesse breve texto, a ampliação ou mudança de sentido da palavra “fortuna", que

evoluiu de sentido no curso do tempo.

A palavra “fortuna", vem do Latim fortuna, de “fors", “possibilidade, força". Na origem,

designava a “sorte (boa ou má)". O dicionário de Língua Portuguesa Aurélio registra diversas

acepções de “fortuna", como casualidade, destino, ventura. No entanto, ainda em latim, ela

perdeu a conotação negativa e se especializou apenas como “boa sorte", por exemplo, nas

cartas de Cícero. Com o tempo, acabou ganhando mais um significado, que, hoje em dia, é o

mais conhecido: “riqueza".

(Fonte: . Acesso em:

03/02/16. Adaptado.)

Na frase “No entanto, ainda em latim, ela perdeu a conotação negativa..." (2° parágrafo). Os

termos destacados, no contexto supracitado, têm o sentido de

As proposições a seguir apresentam afirmativas acerca do TEXTO 01
I. O autor do TEXTO 01 não estabelece relação entre a necessidade de fortalecimento da Educação Profissional e Tecnológica e a soberania nacional.
II. Segundo o TEXTO 01, além de atender a necessidades do mercado de trabalho na qualificação da mão de obra, a Educação Profissional e Tecnológica também visa à inclusão social.
III. Há referência, no TEXTO 01, à importância de Políticas Públicas nas quais os Institutos Federais estejam inseridos, tanto como resultado quanto como propulsor.
IV. Dentro do processo de inclusão citado no TEXTO 01, está o fato de a expansão dos Institutos Federais não contemplar cidades antes abandonadas pelo poder público.
V. Há uma visão claramente positiva, no TEXTO 01, em relação ao desenvolvimento da Educação Profissional e Tecnológica no Brasil da atualidade.
Estão CORRETAS apenas

Na construção “A polícia mata muitos, e mais ainda mata a economia”, a conjunção em destaque estabelece, entre as orações,

Se substituirmos a palavra MULHER por ESCOLA, em “(...)menos amadas do que a mulher a quem elas confiam seus filhos.” (5º parágrafo), a única forma CORRETA seria:

© Aprova Concursos - Al. Dr. Carlos de Carvalho, 1482 - Curitiba, PR - 0800 727 6282