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No trecho do Texto I “Como explicar o que eu sentia de presente prodigioso em sair de casa de madrugada e pegar o bonde vazio que nos levaria para Olinda ainda na escuridão?” (l. 6-9), são palavras de classes gramaticais diferentes

------------------------------------------------------------------------------------------------------

Considere o parágrafo final do Texto II: “Você pode até

achar que é coisa de criança, mas o jogo em que cada um

leva o próprio balde e simula as tarefas a bordo de um navio

é instrutivo e divertido para todas as idades." (. 18-21)

Se essa frase, mantendo-se o sentido original, for construída

substituindo-se a conjunção mas por uma forma

equivalente subordinativa, o resultado adequado será:

Assim como nas locuções a vapor (l. 4) e a bordo (. 20),

do Texto II, também não há acento indicativo de crase no

seguinte texto de uma mensagem que está contextualizada

entre parênteses:

'Plano contra crise hídrica é como seguro: para não usar', diz secretário

Documento prevê a implantação de rodízio em

situações de emergência.

Governo de SP apresentou plano nesta quinta-feira,

com 5 meses de atraso.

O secretário estadual de Recursos Hídricos,

Benedito Braga, comparou o plano de contingência

contra a crise hídrica em São Paulo com um

seguro: "estamos fazendo para não usar", afrmou.

O documento, obtido com exclusividade pelo G1

na semana passada, foi apresentado ofcialmente,

com cinco meses de atraso, nesta quinta-feira (19).

Na reunião estavam presentes representantes de

prefeituras da região metropolitana e entidades.

Braga afrmou que o plano demorou para ser

apresentado porque foi um trabalho integrado

entre o estado paulista, municípios, sociedade civil

e universidades. "Obviamente em uma região tão

complexa como a região metropolitana de São Paulo,

o levantamento de dados é muito demorado, não é

muito simples", disse o secretário.

O plano de contingência vai orientar como o poder

público, companhias e sociedade civil devem agir no

caso de seca ou de desabastecimento de água para a

população. O documento também prevê a implantação

de rodízio – cortes sistemáticos na distribuição – em

situações de emergência. De acordo com o secretário

de Recursos Hídricos, a Grande São Paulo está,

atualmente, em estado de atenção.

Três níveis de ações

O plano de contingência, divulgado com

exclusividade pelo G1 na semana passada, considera

ações em três níveis (veja abaixo).

Atualmente, segundo o governo estadual, a

Grande São Paulo está no nível 2 - Alerta porque

os reservatórios ainda estão com níveis baixos. O

secretário de Recursos Hídricos garante, no entanto,

que todas as medidas necessárias para essa situação

já foram tomadas.

"O Cantareira ainda está no volume morto. O Alto

Tietê está com 15% da capacidade. Entretanto, nós

estamos no processo de redução de pressão a noite,

e assim por diante. Essa é uma característica de

redução na demanda quando a perspectiva de oferta

ainda é baixa. Porém não está ainda em uma situação

tão complicada que você não consiga o nível dos

reservatórios estáveis", completou.

Níveis e ações

NÍVEL 1 - ATENÇÃO: deverá ser adotado quando

houver sinais de estiagem prolongada, quando então

passa a existir uma situação de risco elevado de não

ser atendida a demanda de água.

NÍVEL 2 - ALERTA: será adotado quando a

situação dos sistemas de abastecimento chegar a

níveis críticos, podendo comprometer a curto prazo o

atendimento à demanda de abastecimento de água. O

risco de não atendimento é elevado.

"Isso quer dizer que, mesmo se você estiver

fazendo tudo isso e o nível dos reservatórios

continuar caindo, aí seria necessário acionar o nível

de emergência. Porque seria necessário não só

reduzir a pressão mas cortar água mesmo, para que

a gente não fcasse dependendo só da água do rio",

explicou o secretário de Recursos Hídricos, Benedito

Braga.

NÍVEL 3 - EMERGÊNCIA: será adotado quando

for eminente o não atendimento da demanda, uma

vez que um ou mais sistemas de abastecimento

estejam sob elevado risco de esvaziamento crítico,

comprometendo o abastecimento de parte da

população com grau de severidade signifcativo.

Neste nível (emergência) serão feitos cortes

sistemáticos no abastecimento de água de modo

a evitar o colapso total de um ou mais sistemas

produtores de água potável. Em caso de emergência,

quando a possibilidade do rodízio existe, o plano

prevê ações como a restrição de água potável para

atividades industriais de grande impacto e atividades

de irrigação.

Caberá à Sabesp, à Secretaria de Recursos

Hídricos e às prefeituras a operação de abastecimento

em pontos prioritários e a requisição, se necessário,

de poços outorgados para a distribuição de água à

população em pontos de apoio.

[...].

Retirado e adaptado de: http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2015/11/

governo-de-sp-apresenta-plano-contra-crise-hidrica-com-5-meses-de

-atraso.html. Acesso em: 09 dez. 2015.

No excerto “[...] O secretário de Recursos Hídricos garante, no entanto, que todas as medidas necessárias para essa situação já foram tomadas [...]”, a expressão em destaque é

Campinas tem alerta após 10 casos de microcefalia

Por Inaê Miranda – publicado em 05/12/2015

O número de casos de microcefalia registrados

em Campinas chegou a dez, segundo informou na

última sexta-feira (4) a diretora do Departamento de

Vigilância em Saúde (Devisa), Brigina Kemp. Todos

os bebês nasceram em Campinas, mas três deles são

de mães moradoras de Sumaré.

Uma criança nasceu no mês de outubro, a segunda

no dia 3 de novembro e as outras oito nasceram nos

últimos dias — do final de novembro até ontem. A

média anual da doença até 2014 era de um registro, o

que torna os casos recentes uma preocupação para

os Serviços de Saúde da cidade. O município apura a

relação dos casos com o zika vírus.

No último sábado, o Ministério da Saúde confirmou

a relação entre o zika vírus e o surto de microcefalia

na região Nordeste do País. Até esta data, foram

notificados 1.248 casos suspeitos, identificados em

311 municípios de 14 unidades da federação. Até

então, São Paulo não figurava nesta lista e os únicos

dois casos registrados ocorreram em Sumaré e São

José do Rio Preto. Segundo a Secretaria Municipal de

Saúde, o vírus pode ter ocorrido na cidade sem que

as autoridades tenham conhecimento.

Segundo Brigina, Campinas está contabilizando

os casos dos três residentes de Sumaré porque os

bebês nasceram na cidade. "A gente notifica, avisando

que é de outro município e esse município também

é informado. As investigações iniciais ocorrem aqui

e, na hora que a criança tem alta, a investigação tem

continuidade na cidade onde ela reside", explicou.

Ela informou que as crianças nasceram nas redes

pública e privada, sendo que a maior parte foi na

Maternidade de Campinas. "Quase todos", disse.

Uma das mães é moradora de rua e usuária de crack.

"Mas todos os dez permanecem sob investigação

para o zika. Não confirmamos nenhum até agora, mas

também não descartamos."

A diretora do Devisa acrescentou que as mães

estão recebendo toda a assistência necessária. "Se

alguma mãe não tem condição de fazer a tomografia,

nós estamos fazendo."

Campinas tinha um caso de microcefalia por ano,

entre 2010 a 2014, causada por infecção congênita.

Sendo que em 2011 foram registrados quatro casos

de microcefalia por infecção congênita. "Mas a gente

acredita que esse era um número subnotificado.

Agora todos estão bem sensibilizados para fazer as

notificações", disse.

Segundo Brigina, esse aumento da notificação

pode estar relacionado com o alerta que foi dado pelo

Ministério da Saúde.

Múltiplas causas

A microcefalia não é uma doença nova. Trata-se de

uma malformação congênita, em que o cérebro não

se desenvolve de maneira adequada. "É quando você

mede a cabeça e vê que está menor do que deveria

ser para a idade gestacional em que o bebê nasceu",

explicou Brigina.

A especialista esclarece que a microcefalia pode

ser efeito de uma série de fatores de diferentes

origens. "Microcefalia não significa zika vírus.

É importante dizer isso para as pessoas não

relacionarem imediatamente esses 10 casos de

Campinas ao vírus", diz.

As causas, segundo ela, em geral são o uso

de drogas, medicamentos, cigarro, tabagismo,

bebida, traumatismo, falta de irrigação adequada da

cabeça do bebê durante a gestação, contato com

radiação, fatores genéticos e uma série de vírus ou

outros agentes infecciosos, chamados de infecção

congênita.

Segundo Brigina, o que tem causado a microcefalia

nas crianças é o que está em questão. "As notificações

chegaram para a gente e agora vamos investigar." De

acordo com ela, a investigação consiste num exame

de tomografia sem contraste, exames no sangue, na

urina e no líquor, que é um líquido do sistema nervoso

da coluna.

As tomografias estão sendo feitas em Campinas,

mas os exames estão sendo conduzidos pelo Instituto

Adolfo Lutz, na Capital. "Vai para o Lutz porque toda

doença sob vigilância e de importância para saúde

pública a gente tem que fazer num laboratório de

referência de saúde pública."

Vírus

Segundo as secretarias estadual e municipal

de Saúde, o vírus zika não está circulando em São

Paulo. Brigina, entretanto, não descarta que ele tenha

entrado no Estado e se mantém despercebido. "Só

posso dizer que tem uma possibilidade. E porque digo

que tem uma possibilidade? Porque o vírus circulou

amplamente no Norte e Nordeste, tem um percentual

de casos que não apresentam sintomas, e porque é

transmitido pelo mosquito Aedes aegypti."

Desde junho, Campinas organizou cinco unidades

sentinelas na tentativa de detecção precoce do zika

vírus. "A gente se organizou para tentar detectar,

mas isso não me dá garantia de dizer que não teve.

As pessoas circulam e viajam muito hoje em dia pelo

País."

(Fonte: http://correio.rac.com.br/_conteudo/2015/12/campinas_e_rmc/402739-campinas-tem-alerta-apos-dez-casos-de-microcefalia.html)

Qual é o assunto central abordado pelo texto?

Campinas tem alerta após 10 casos de microcefalia

Por Inaê Miranda – publicado em 05/12/2015

O número de casos de microcefalia registrados

em Campinas chegou a dez, segundo informou na

última sexta-feira (4) a diretora do Departamento de

Vigilância em Saúde (Devisa), Brigina Kemp. Todos

os bebês nasceram em Campinas, mas três deles são

de mães moradoras de Sumaré.

Uma criança nasceu no mês de outubro, a segunda

no dia 3 de novembro e as outras oito nasceram nos

últimos dias — do final de novembro até ontem. A

média anual da doença até 2014 era de um registro, o

que torna os casos recentes uma preocupação para

os Serviços de Saúde da cidade. O município apura a

relação dos casos com o zika vírus.

No último sábado, o Ministério da Saúde confirmou

a relação entre o zika vírus e o surto de microcefalia

na região Nordeste do País. Até esta data, foram

notificados 1.248 casos suspeitos, identificados em

311 municípios de 14 unidades da federação. Até

então, São Paulo não figurava nesta lista e os únicos

dois casos registrados ocorreram em Sumaré e São

José do Rio Preto. Segundo a Secretaria Municipal de

Saúde, o vírus pode ter ocorrido na cidade sem que

as autoridades tenham conhecimento.

Segundo Brigina, Campinas está contabilizando

os casos dos três residentes de Sumaré porque os

bebês nasceram na cidade. "A gente notifica, avisando

que é de outro município e esse município também

é informado. As investigações iniciais ocorrem aqui

e, na hora que a criança tem alta, a investigação tem

continuidade na cidade onde ela reside", explicou.

Ela informou que as crianças nasceram nas redes

pública e privada, sendo que a maior parte foi na

Maternidade de Campinas. "Quase todos", disse.

Uma das mães é moradora de rua e usuária de crack.

"Mas todos os dez permanecem sob investigação

para o zika. Não confirmamos nenhum até agora, mas

também não descartamos."

A diretora do Devisa acrescentou que as mães

estão recebendo toda a assistência necessária. "Se

alguma mãe não tem condição de fazer a tomografia,

nós estamos fazendo."

Campinas tinha um caso de microcefalia por ano,

entre 2010 a 2014, causada por infecção congênita.

Sendo que em 2011 foram registrados quatro casos

de microcefalia por infecção congênita. "Mas a gente

acredita que esse era um número subnotificado.

Agora todos estão bem sensibilizados para fazer as

notificações", disse.

Segundo Brigina, esse aumento da notificação

pode estar relacionado com o alerta que foi dado pelo

Ministério da Saúde.

Múltiplas causas

A microcefalia não é uma doença nova. Trata-se de

uma malformação congênita, em que o cérebro não

se desenvolve de maneira adequada. "É quando você

mede a cabeça e vê que está menor do que deveria

ser para a idade gestacional em que o bebê nasceu",

explicou Brigina.

A especialista esclarece que a microcefalia pode

ser efeito de uma série de fatores de diferentes

origens. "Microcefalia não significa zika vírus.

É importante dizer isso para as pessoas não

relacionarem imediatamente esses 10 casos de

Campinas ao vírus", diz.

As causas, segundo ela, em geral são o uso

de drogas, medicamentos, cigarro, tabagismo,

bebida, traumatismo, falta de irrigação adequada da

cabeça do bebê durante a gestação, contato com

radiação, fatores genéticos e uma série de vírus ou

outros agentes infecciosos, chamados de infecção

congênita.

Segundo Brigina, o que tem causado a microcefalia

nas crianças é o que está em questão. "As notificações

chegaram para a gente e agora vamos investigar." De

acordo com ela, a investigação consiste num exame

de tomografia sem contraste, exames no sangue, na

urina e no líquor, que é um líquido do sistema nervoso

da coluna.

As tomografias estão sendo feitas em Campinas,

mas os exames estão sendo conduzidos pelo Instituto

Adolfo Lutz, na Capital. "Vai para o Lutz porque toda

doença sob vigilância e de importância para saúde

pública a gente tem que fazer num laboratório de

referência de saúde pública."

Vírus

Segundo as secretarias estadual e municipal

de Saúde, o vírus zika não está circulando em São

Paulo. Brigina, entretanto, não descarta que ele tenha

entrado no Estado e se mantém despercebido. "Só

posso dizer que tem uma possibilidade. E porque digo

que tem uma possibilidade? Porque o vírus circulou

amplamente no Norte e Nordeste, tem um percentual

de casos que não apresentam sintomas, e porque é

transmitido pelo mosquito Aedes aegypti."

Desde junho, Campinas organizou cinco unidades

sentinelas na tentativa de detecção precoce do zika

vírus. "A gente se organizou para tentar detectar,

mas isso não me dá garantia de dizer que não teve.

As pessoas circulam e viajam muito hoje em dia pelo

País."

(Fonte: http://correio.rac.com.br/_conteudo/2015/12/campinas_e_rmc/402739-campinas-tem-alerta-apos-dez-casos-de-microcefalia.html)

O que podemos inferir sobre o zika vírus, conforme os dados apresentados pelo texto?

Campinas tem alerta após 10 casos de microcefalia

Por Inaê Miranda – publicado em 05/12/2015

O número de casos de microcefalia registrados

em Campinas chegou a dez, segundo informou na

última sexta-feira (4) a diretora do Departamento de

Vigilância em Saúde (Devisa), Brigina Kemp. Todos

os bebês nasceram em Campinas, mas três deles são

de mães moradoras de Sumaré.

Uma criança nasceu no mês de outubro, a segunda

no dia 3 de novembro e as outras oito nasceram nos

últimos dias — do final de novembro até ontem. A

média anual da doença até 2014 era de um registro, o

que torna os casos recentes uma preocupação para

os Serviços de Saúde da cidade. O município apura a

relação dos casos com o zika vírus.

No último sábado, o Ministério da Saúde confirmou

a relação entre o zika vírus e o surto de microcefalia

na região Nordeste do País. Até esta data, foram

notificados 1.248 casos suspeitos, identificados em

311 municípios de 14 unidades da federação. Até

então, São Paulo não figurava nesta lista e os únicos

dois casos registrados ocorreram em Sumaré e São

José do Rio Preto. Segundo a Secretaria Municipal de

Saúde, o vírus pode ter ocorrido na cidade sem que

as autoridades tenham conhecimento.

Segundo Brigina, Campinas está contabilizando

os casos dos três residentes de Sumaré porque os

bebês nasceram na cidade. "A gente notifica, avisando

que é de outro município e esse município também

é informado. As investigações iniciais ocorrem aqui

e, na hora que a criança tem alta, a investigação tem

continuidade na cidade onde ela reside", explicou.

Ela informou que as crianças nasceram nas redes

pública e privada, sendo que a maior parte foi na

Maternidade de Campinas. "Quase todos", disse.

Uma das mães é moradora de rua e usuária de crack.

"Mas todos os dez permanecem sob investigação

para o zika. Não confirmamos nenhum até agora, mas

também não descartamos."

A diretora do Devisa acrescentou que as mães

estão recebendo toda a assistência necessária. "Se

alguma mãe não tem condição de fazer a tomografia,

nós estamos fazendo."

Campinas tinha um caso de microcefalia por ano,

entre 2010 a 2014, causada por infecção congênita.

Sendo que em 2011 foram registrados quatro casos

de microcefalia por infecção congênita. "Mas a gente

acredita que esse era um número subnotificado.

Agora todos estão bem sensibilizados para fazer as

notificações", disse.

Segundo Brigina, esse aumento da notificação

pode estar relacionado com o alerta que foi dado pelo

Ministério da Saúde.

Múltiplas causas

A microcefalia não é uma doença nova. Trata-se de

uma malformação congênita, em que o cérebro não

se desenvolve de maneira adequada. "É quando você

mede a cabeça e vê que está menor do que deveria

ser para a idade gestacional em que o bebê nasceu",

explicou Brigina.

A especialista esclarece que a microcefalia pode

ser efeito de uma série de fatores de diferentes

origens. "Microcefalia não significa zika vírus.

É importante dizer isso para as pessoas não

relacionarem imediatamente esses 10 casos de

Campinas ao vírus", diz.

As causas, segundo ela, em geral são o uso

de drogas, medicamentos, cigarro, tabagismo,

bebida, traumatismo, falta de irrigação adequada da

cabeça do bebê durante a gestação, contato com

radiação, fatores genéticos e uma série de vírus ou

outros agentes infecciosos, chamados de infecção

congênita.

Segundo Brigina, o que tem causado a microcefalia

nas crianças é o que está em questão. "As notificações

chegaram para a gente e agora vamos investigar." De

acordo com ela, a investigação consiste num exame

de tomografia sem contraste, exames no sangue, na

urina e no líquor, que é um líquido do sistema nervoso

da coluna.

As tomografias estão sendo feitas em Campinas,

mas os exames estão sendo conduzidos pelo Instituto

Adolfo Lutz, na Capital. "Vai para o Lutz porque toda

doença sob vigilância e de importância para saúde

pública a gente tem que fazer num laboratório de

referência de saúde pública."

Vírus

Segundo as secretarias estadual e municipal

de Saúde, o vírus zika não está circulando em São

Paulo. Brigina, entretanto, não descarta que ele tenha

entrado no Estado e se mantém despercebido. "Só

posso dizer que tem uma possibilidade. E porque digo

que tem uma possibilidade? Porque o vírus circulou

amplamente no Norte e Nordeste, tem um percentual

de casos que não apresentam sintomas, e porque é

transmitido pelo mosquito Aedes aegypti."

Desde junho, Campinas organizou cinco unidades

sentinelas na tentativa de detecção precoce do zika

vírus. "A gente se organizou para tentar detectar,

mas isso não me dá garantia de dizer que não teve.

As pessoas circulam e viajam muito hoje em dia pelo

País."

(Fonte: http://correio.rac.com.br/_conteudo/2015/12/campinas_e_rmc/402739-campinas-tem-alerta-apos-dez-casos-de-microcefalia.html)

Na oração “As pessoas circulam e viajam muito hoje em dia pelo País”, os verbos “circular” e “viajar” estão, respectivamente, empregados em quais tempos verbais?

A correção gramatical e o sentido original do texto Incidência do ITCD sobre doações a candidatos seriam mantidos caso se substituísse

Ao apresentar o biorregionalismo como alternativa ecológica, o autor

O modelo ainda dominante nas discussões ecológicas

privilegia, em escala, o Estado e o mundo...

Transpondo-se a frase acima para a voz passiva, a forma

verbal resultante será:

Está pontuada corretamente, a frase:

Texto: Na canoa do antropólogo

A malária e o sol escaldante pontuaram a traumática experiência

do jovem antropólogo que, entre os aweti, no Xingu, em 1971,

fazia sua pesquisa de mestrado. Deitada “em um lago de sangue",

a índia foi declarada morta pelo pajé, enquanto seu bebê recémnascido

chorava perto do fogo. A criança, esclareceu um índio, seria

enterrada viva junto com a mãe, enquanto as labaredas terminariam

de consumir a oca e os pertences da falecida. Diante disso,

consumido pela febre, o antropólogo agarrou o bebê e, auxiliado

por sua mulher grávida, uma estudante universitária de antropologia,

protegeu-o por dois dias em sua rede, à espera da canoa que

os levaria ao posto indígena.

Deve-se violar uma prática tradicional em nome do princípio da

vida? Essa pergunta, a mesma que atormenta até hoje o antropólogo

George Zarur, um amigo dileto, ressurge sob outra forma na

polêmica sobre o Projeto de Lei 1.057, destinado a coibir o infanticídio

entre os índios. À primeira vista, o dilema envolve os conceitos de

cultura e direitos humanos.

Numa canoa remada por índios remunerados por contas de

colares, ao longo de 12 horas, o casal de antropólogos abrigou a

criança “da chuva, do sol e dos ramos da beira dos canais que

unem a aldeia Aweti ao Posto Leonardo Villas-Boas". Finalmente,

Marina Villas-Boas recolheu o indiozinho desidratado e o encaminhou

para adoção. [...] O PL 1.057 ganhou a alcunha de Lei Muwaji

para celebrar a índia amazonense Muwaji Suruwahá, que enfrentou

sua tribo a fim de salvar a vida da filha nascida com paralisia

cerebral.

[...] O infanticídio indígena vitima gêmeos e crianças cujas mães

são solteiras ou morreram no parto, assim como as que nascem com

deficiências. Na origem da norma encontram-se as estratégias de

sobrevivência de grupos humanos acossados permanentemente

pela escassez. Nesse contexto, o leite materno e os cuidados com

os recém-nascidos são bens limitados e, portanto, valiosos. Há lógica

na prática do infanticídio, mas isso não é motivo para perenizá-la.

A unidade indissolúvel entre mãe e filho, na vida e na morte,

justifica-se sob a premissa do modo de vida tradicional. Mas o cená-

rio altera-se por completo na hora em que o grupo indígena passa

a interagir com a sociedade moderna circundante, que assume a

obrigação de prover-lhe serviços essenciais de saúde, inclusive

leite para os recém-nascidos, vacinação e tratamentos médicos.

O PL 1.057 foi aprovado na Câmara e tramita no Senado. Há

quem a classifique como instrumento de criminalização dos índios.

Mas, a Lei Muwaji diz que o dever das autoridades é demover o

grupo indígena, “sempre por meio do diálogo", da persistência na

prática do infanticídio, protegendo a criança pela “retirada provisó-

ria" do convívio do grupo antes de seu encaminhamento a programas

de adoção. Além disso, obviamente, ela não cancela o princípio

jurídico da inimputabilidade do indígena, que impede a criminalização

de atos derivados da observância de normas entranhadas na tradi-

ção do grupo. Na verdade, ao estabelecer a obrigação de comunicar

o risco da eliminação de crianças, o PL 1.057 não criminaliza os

índios, mas os agentes públicos que, pela omissão deliberada,

acobertam violações ultrajantes dos direitos humanos.

Eu, que não tenho religião, enxergo nessa crítica preconceituosa

um outro tipo de fundamentalismo: a veneração da cultura como um

totem imemorial. E, como tantos outros, religiosos ou não, prefiro ver

na canoa que salvou o indiozinho do Xingu uma metáfora para o

diálogo entre culturas.

Demétrio Magnoli. O Globo, 22/10/2015. Disponível em http://oglobo.globo.com/opiniao/nacanoa-do-antropologo-17842818#ixzz3xSXXFoDB.

Adaptado.

A leitura do texto permite compreender que, para o autor:

Texto: Na canoa do antropólogo

A malária e o sol escaldante pontuaram a traumática experiência

do jovem antropólogo que, entre os aweti, no Xingu, em 1971,

fazia sua pesquisa de mestrado. Deitada "em um lago de sangue",

a índia foi declarada morta pelo pajé, enquanto seu bebê recémnascido

chorava perto do fogo. A criança, esclareceu um índio, seria

enterrada viva junto com a mãe, enquanto as labaredas terminariam

de consumir a oca e os pertences da falecida. Diante disso,

consumido pela febre, o antropólogo agarrou o bebê e, auxiliado

por sua mulher grávida, uma estudante universitária de antropologia,

protegeu-o por dois dias em sua rede, à espera da canoa que

os levaria ao posto indígena.

Deve-se violar uma prática tradicional em nome do princípio da

vida? Essa pergunta, a mesma que atormenta até hoje o antropólogo

George Zarur, um amigo dileto, ressurge sob outra forma na

polêmica sobre o Projeto de Lei 1.057, destinado a coibir o infanticídio

entre os índios. À primeira vista, o dilema envolve os conceitos de

cultura e direitos humanos.

Numa canoa remada por índios remunerados por contas de

colares, ao longo de 12 horas, o casal de antropólogos abrigou a

criança "da chuva, do sol e dos ramos da beira dos canais que

unem a aldeia Aweti ao Posto Leonardo Villas-Boas". Finalmente,

Marina Villas-Boas recolheu o indiozinho desidratado e o encaminhou

para adoção. [...] O PL 1.057 ganhou a alcunha de Lei Muwaji

para celebrar a índia amazonense Muwaji Suruwahá, que enfrentou

sua tribo a fim de salvar a vida da filha nascida com paralisia

cerebral.

[...] O infanticídio indígena vitima gêmeos e crianças cujas mães

são solteiras ou morreram no parto, assim como as que nascem com

deficiências. Na origem da norma encontram-se as estratégias de

sobrevivência de grupos humanos acossados permanentemente

pela escassez. Nesse contexto, o leite materno e os cuidados com

os recém-nascidos são bens limitados e, portanto, valiosos. Há lógica

na prática do infanticídio, mas isso não é motivo para perenizá-la.

A unidade indissolúvel entre mãe e filho, na vida e na morte,

justifica-se sob a premissa do modo de vida tradicional. Mas o cená-

rio altera-se por completo na hora em que o grupo indígena passa

a interagir com a sociedade moderna circundante, que assume a

obrigação de prover-lhe serviços essenciais de saúde, inclusive

leite para os recém-nascidos, vacinação e tratamentos médicos.

O PL 1.057 foi aprovado na Câmara e tramita no Senado. Há

quem a classifique como instrumento de criminalização dos índios.

Mas, a Lei Muwaji diz que o dever das autoridades é demover o

grupo indígena, "sempre por meio do diálogo", da persistência na

prática do infanticídio, protegendo a criança pela "retirada provisó-

ria" do convívio do grupo antes de seu encaminhamento a programas

de adoção. Além disso, obviamente, ela não cancela o princípio

jurídico da inimputabilidade do indígena, que impede a criminalização

de atos derivados da observância de normas entranhadas na tradi-

ção do grupo. Na verdade, ao estabelecer a obrigação de comunicar

o risco da eliminação de crianças, o PL 1.057 não criminaliza os

índios, mas os agentes públicos que, pela omissão deliberada,

acobertam violações ultrajantes dos direitos humanos.

Eu, que não tenho religião, enxergo nessa crítica preconceituosa

um outro tipo de fundamentalismo: a veneração da cultura como um

totem imemorial. E, como tantos outros, religiosos ou não, prefiro ver

na canoa que salvou o indiozinho do Xingu uma metáfora para o

diálogo entre culturas.

Demétrio Magnoli. O Globo, 22/10/2015. Disponível em http://oglobo.globo.com/opiniao/nacanoa-do-antropologo-17842818#ixzz3xSXXFoDB.

Adaptado.

Em “Na canoa do antropólogo”, favorece a argumentação do autor, tornando-a mais convincente para formar a opinião do leitor, a seguinte característica:

De acordo com a norma gramatical, em “à espera da canoa",

é necessário o emprego do acento grave indicativo de crase.

Também se torna obrigatório o uso do acento grave em:

“Nesse contexto, o leite materno e os cuidados com os

recém-nascidos são bens limitados e, portanto, valiosos..".

Substituindo o conectivo em destaque por outro,

altera-se a relação lógica existente nessa frase, ao

reescrevê-la da seguinte forma:

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