Texto 2
“Num posto de atendimento público, alguém espera na fila. Antes do horário regulamentar para o término do expediente, verifica-se que o guichê está sendo fechado e o atendimento do público, suspenso. Correndo para o responsável, essa pessoa ouve uma resposta insatisfatória, e fica sabendo que o expediente terminaria mais cedo por ordem do chefe. Manda chamar o chefe e, identificando-se como presidente do órgão em pauta, despede todo o grupo”.
(DaMatta, Roberto. Carnavais, malandros e heróis. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1990)
O personagem é identificado inicialmente no texto 2 como “alguém” e “essa pessoa”; esse procedimento se justifica porque:
Texto 3
Construímos no Brasil uma sociedade hierarquizada e arcaica, majoritariamente conservadora (que aqui se manifesta em regra de forma extremamente nefasta, posto que dominada por crenças e valores equivocados), que se julga (em geral) no direito de desfrutar de alguns privilégios, incluindo-se o de não ser igual perante as leis (nessa suposta “superioridade” racial ou socioeconômica também vem incluída a impunidade, que sempre levou um forte setor das elites à construção de uma organização criminosa formada por uma troika maligna composta de políticos e outros agentes públicos + agentes econômicos + agentes financeiros, unidos em parceria público-privada para a pilhagem do patrimônio do Estado). Continuamos (em pleno século XXI) a ser o país atrasado do “Você sabe com quem está falando?” (como bem explica DaMatta, em várias de suas obras). Os da camada “de cima” (na nossa organização social) se julgam no direito (privilégio) de humilhar e desconsiderar as leis assim como os “de baixo”. Se alguém questiona essa estrutura, vem o corporativismo e retroalimenta a chaga arcaica. De onde vem essa canhestra forma de organização social? Por que somos o que somos?”
(Luiz Flávio Gomes, JusBrasil)
“Construímos no Brasil uma sociedade hierarquizada e arcaica...”; o texto 3 é escrito na primeira pessoa do plural (construímos) e, nesse caso, o sujeito “nós” se refere a:
Texto 4
“Já pensou? Já imaginou? 6 bilhões. Quem é você? Quem sou eu? Quem sou eu pra achar que o único modo de fazer as coisas é como eu faço? Quem sou eu pra achar que a única cor de pele adequada é a que eu tenho? Quem sou eu pra achar que o único lugar bom pra nascer foi onde eu nasci? Quem sou eu pra achar que o único sotaque correto é o que eu uso? Quem sou eu pra achar que a única religião certa é a que eu pratico? Quem sou eu? Quem és tu? Tu és o vice-treco, do sub-troço”
(Mario Sergio Cortella).
O texto 4 defende:
O Ministério da Justiça realizou, no período de 2003 a
2012, um levantamento das taxas de homicídios nas capitais e nas
regiões metropolitanas do país, bem como nas cidades do interior.
A análise dos indicadores aponta as causas do aumento dessas taxas
e auxilia na formulação das políticas de segurança pública e de
cidadania que devem ser adotadas para impedir o avanço da
criminalidade. Por sua vez, o Instituto de Pesquisa Econômica
Aplicada realizou, em 2013, um estudo sobre os fatores que têm
elevado as taxas de homicídios no Brasil, a fim de avaliar os efeitos
das políticas de repressão que estão sendo adotadas no país para
reduzir essas taxas.
A partir dessas informações, julgue os próximos itens.
Estudos comprovam que, em geral, o aumento do número de prisões e a intensificação do policiamento nas ruas são medidas ineficazes para reduzir as taxas de homicídio no interior e nas regiões metropolitanas do Brasil.
Leia o texto para responder às questões de números 03 a 05.
Fechar Guantánamo. Barack Obama prometeu fazê-lo
em 2008, quando disputava seu primeiro mandato como presidente
dos EUA, supostamente o cargo mais poderoso do
mundo.
Seis anos e duas eleições depois, o campo de prisioneiros
continua em funcionamento,_______________________os valores
democráticos_______________________ os americanos tanto se vangloriam.
Alguns dos 136 detidos (número que resta após o envio
de seis deles para o Uruguai) estão presos há mais de uma
década sem acusação formal. São, entretanto, considerados
“perigosos demais".
(Folha de S.Paulo, 11.12.2014. Adaptado)
Na frase – São, entretanto, considerados “perigosos demais”. – (terceiro parágrafo), as aspas são empregadas como marcação de
Leia o texto para responder à questão.
São Paulo está a 760 metros de altitude, a altura de Teresópolis. Por causa do frio, as pessoas se cobrem de casacos e suéteres. Nos correios e nos cinemas, as filas são mais
distintas. Até o trânsito é mais civilizado. Nos cruzamentos, as pessoas paravam e eu passava sempre primeiro, como bom bárbaro. Nos engarrafamentos, a manada de automó-veis, resignada, espera sem buzinar, algo impensável no Rio. Em São Paulo, os motoristas de táxi são donos dos carros; no Rio, são empregados da frota. Adivinhe onde o troco volta integralmente e você tem menos chance de se aborrecer.
São Paulo é plutocrática. Tudo gira em função de dinheiro. Há mais empregos, os salários são mais altos e todos cobram pesado uns dos outros. Eletricistas, encanadores, chaveiros, táxis, todos os serviços são mais caros – mas mais profissionais. É preciso dinheiro para ter um bom apartamento, dinheiro para entrar como sócio num clube, dinheiro para ter casa de praia ou sítio (para fugir da cidade) e dinheiro para comprar um bom assento num show. Sem contar que é preciso se adiantar e andar rápido, porque há milhares iguais a você lotando todos os lugares.
(http://www.istoe.com.br)
Na passagem do primeiro parágrafo – Nos engarrafamentos, a manada de automóveis, resignada, espera sem buzinar... –, a expressão em destaque está empregada em sentido

Assinale a alternativa correta.
Apesar de motivar uma revolução econômica sem precedentes na história mundial, a instalação das primeiras máquinas a vapor nas fábricas inglesas no início do século XIX gerou polêmica. Revoltados contra a mecanização, que diminuiria empregos e pioraria as condições de trabalho, movimentos organizados de trabalhadores ingleses calcularam 7 que o melhor a fazer era destruir as máquinas das indústrias.
Mais de um século depois, analistas de uma empresa de consultoria inglesa relacionaram a expansão tecnológica com a criação de postos de trabalho. Dessa relação, concluíram que, na realidade, o desenvolvimento de recursos para dinamizar a produção não só melhorou a qualidade de vida dos trabalhadores e expandiu a economia, como também criou mais ofertas de emprego.
A partir de dados coletados com base em censos do Reino Unido, os pesquisadores verificaram diminuição de empregos que envolviam grande esforço, como trabalho em minas de carvão e agricultura, e crescimento nas profissões ligadas a serviços e conhecimento, como magistério e medicina.
“Historicamente, a tecnologia destrói empregos em um momento para reconstruí-los em uma segunda etapa, mas esse não é um processo rápido nem simpático”, afirma um dos pesquisadores.
Tecnologia gera emprego. Revista Galileu, out./2015 (com adaptações)
Acerca das ideias e das estruturas linguísticas do texto Tecnologia gera emprego, julgue o item subsequente.
O sentido original do texto seria mantido caso o primeiro período fosse reescrito da seguinte forma: Polêmicas, as primeiras máquinas a vapor instaladas nas indústrias inglesas no início do século XIX foram responsáveis por uma revolução econômica inédita no mundo.
No que se refere às estruturas linguísticas do texto acima e às ideias nele desenvolvidas, julgue o item a seguir.
Seria preservado o sentido original do texto caso o termo ‘invioláveis’ (l.10) fosse substituído por indestrutíveis.
Julgue o próximo item, a respeito das ideias e estruturas linguísticas do texto Os territórios inteligentes.
Depreende-se do texto que os territórios inteligentes buscam a integração entre o mundo físico e o virtual estabelecendo uma conexão entre as novas tecnologias e o desenvolvimento da economia e das cidades, por exemplo.
Número de armas
Em boa hora uma pesquisa realizada pelo Ministério Público de São Paulo e pelo instituto Sou da Paz vem solapar ao menos dois argumentos tão incorretos quanto frequentes
nas discussões relativas à área da segurança pública.
Primeiro, a maior parte das armas com as quais se praticam crimes em território paulista não tem sua origem no exterior, mas na própria indústria brasileira.
De acordo com o levantamento, consideradas 10 666 armas de fogo apreendidas em 2011 e 2012, nada menos que 78% delas tinham fabricação nacional – proporção que sobe para 82% quando se levam em conta somente artefatos confiscados vinculados a roubos e 87% no caso de homicídios.
O segundo argumento atingido pelo relatório costuma ser usado por quem apregoa a facilitação do comércio de armas sustentando que as restrições afetam só o “cidadão de bem”, deixando-o indefeso diante de bandidos armados.
Ocorre que, se os artefatos utilizados nos crimes são nacionais, isso significa que um dia eles foram vendidos legalmente no país.
Ou seja, se há muitos criminosos armados, isso se deve, em larga medida, ao comércio legal de armas, que abastece o mercado ilegal; obstruir esse duto resulta num benefício à população, e não o contrário.
Daí a importância de campanhas como a “DNA das Armas”, promovida pelo Ministério Público e pelo Sou da Paz a fim de implantar, no Brasil, um sistema de marcação indelével dos artefatos de fogo.
(Folha de S.Paulo, 05.06.2015. Adaptado)
O objetivo do texto é
Número de armas
Em boa hora uma pesquisa realizada pelo Ministério Público de São Paulo e pelo instituto Sou da Paz vem solapar ao menos dois argumentos tão incorretos quanto frequentes
nas discussões relativas à área da segurança pública.
Primeiro, a maior parte das armas com as quais se praticam crimes em território paulista não tem sua origem no exterior, mas na própria indústria brasileira.
De acordo com o levantamento, consideradas 10 666 armas de fogo apreendidas em 2011 e 2012, nada menos que 78% delas tinham fabricação nacional – proporção que sobe para 82% quando se levam em conta somente artefatos confiscados vinculados a roubos e 87% no caso de homicídios.
O segundo argumento atingido pelo relatório costuma ser usado por quem apregoa a facilitação do comércio de armas sustentando que as restrições afetam só o “cidadão de bem”, deixando-o indefeso diante de bandidos armados.
Ocorre que, se os artefatos utilizados nos crimes são nacionais, isso significa que um dia eles foram vendidos legalmente no país.
Ou seja, se há muitos criminosos armados, isso se deve, em larga medida, ao comércio legal de armas, que abastece o mercado ilegal; obstruir esse duto resulta num benefício à população, e não o contrário.
Daí a importância de campanhas como a “DNA das Armas”, promovida pelo Ministério Público e pelo Sou da Paz a fim de implantar, no Brasil, um sistema de marcação indelével dos artefatos de fogo.
(Folha de S.Paulo, 05.06.2015. Adaptado)
No trecho do sexto parágrafo “... obstruir esse duto resulta num benefício à população, e não o contrário.”, a expressão em destaque refere-se
Nos três primeiros versos do poema (“Não sou nada. / Nunca serei nada. / Não posso querer ser nada.”), a gradação presente assinala
Leia a charge para responder à questão.

A expressão “... com a sinfonia dos pardais.” estabelece na oração relação cujo sentido é de
Na página 13 do Manual de Redação Oficial da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, lê-se:
A escolha das palavras e das estruturas determina, portanto, a expressão do pensamento e garante a inteligibilidade da mensagem. Assim, é inadmissível que a Redação Oficial apresente incorreções, coloquialismos, gírias, expressões regionais e “burocratês”, tipo de linguagem administrativa, constituída de formas arcaicas, inadequadas ao contexto contemporâneo.
Essa recomendação é observada na escrita da seguinte frase: