Em “Toda vez que manda um texto para ser publicado, o autor se coloca nas mãos do revisor,
esperando que seu parceiro não falhe. Não há escritor que não empregue palavras como, por
exemplo: “ônus” ou “carvalho” e depois fique metaforicamente de malas feitas, pronto para
fugir do país se as palavras não saírem impressas como no original, por um lapso do revisor.
Ou por sabotagem.” (1º parágrafo), o “lapso” ou “sabotagem” do revisor se daria por
O papel do Instituto na formação do estudante, de acordo com o TEXTO 13, inclui
No que diz respeito ao vocabulário utilizado no texto, analise as proposições a seguir.
I. No trecho “Mas faremos isso de maquiagem, milimetricamente desenhada, meia hora
antes de sair de casa”, o termo destacado poderia ser substituído por maquilagem.
II. No trecho “A boa secretária é uma leitora voraz. Não só de livros; a secretária lê as
oportunidades, lê as dificuldades”, poderíamos substituir a palavra destacada por ávida.
III. Em “A secretária é a parte sensível e delicada de escritórios às vezes tão sisudos” é
possível substituir o vocábulo destacado pelo termo sessado.
IV. Em “Mulheres que acordam cedo; mulheres que dormem tarde. Somos força; somos
garra; somos pura confiança”, é possível trocar o termo destacado pela palavra
persistência.
V. No trecho “Sem nós, aquele território sem lei, que é a mesa de um executivo, seria um caos
impraticável.”, o vocábulo em destaque poderia ser substituído pelo termo instável.
Estão CORRETAS as proposições
Um mero vocativo – minha querida – uma explosão de emoções. Soubessem os gramáticos dos efeitos devastadores do termo, ele estaria entre os essenciais. No que se refere aos sentidos e aspectos gramaticais do texto, bem como à adequação da linguagem à comunicação oficial, julgue os próximos itens.
O vocativo destacado no texto é adequado para integrar comunicação oficial por meio eletrônico, entre setores de um mesmo órgão, dado o grau de informalidade que caracteriza esse expediente.
Leia o TEXTO 04 e responda às questões 4 e 5.
TEXTO 04
O GIGOLÔ DAS PALAVRAS
Quatro ou cinco grupos diferentes de alunos do Farroupilha estiveram lá em casa numa
mesma missão, designada por seu professor de Português: saber se eu considerava o estudo da
Gramática indispensável para aprender e usar a nossa ou qualquer outra língua. Cada grupo
portava seu gravador cassete, certamente o instrumento vital da pedagogia moderna, e andava
arrecadando opiniões. Suspeitei de saída que o tal professor lia esta coluna, se descabelava
diariamente com as suas afrontas às leis da língua, e aproveitava aquela oportunidade para me
desmascarar. Já estava até preparando, às pressas, minha defesa (“Culpa da revisão! Culpa da
revisão!"). Mas os alunos desfizeram o equívoco antes que ele se criasse. Eles mesmos tinham
escolhido os nomes a serem entrevistados. Vocês têm certeza que não pegaram o Veríssimo
errado? Não. Então vamos em frente.
Respondi que a linguagem, qualquer linguagem, é um meio de comunicação e que deve ser
julgada exclusivamente como tal. Respeitadas algumas regras básicas da Gramática, para evitar
os vexames mais gritantes, as outras são dispensáveis. A sintaxe é uma questão de uso, não de
princípios. Escrever bem é escrever claro, não necessariamente certo. Por exemplo: dizer
“escrever claro" não é certo, mas é claro, certo? O importante é comunicar. (E quando possível
surpreender, iluminar, divertir, mover... Mas aí entramos na área do talento, que também não
tem nada a ver com Gramática.) A Gramática é o esqueleto da língua. Só predomina nas
línguas mortas, e aí é de interesse restrito a necrólogos e professores de Latim, gente em geral
pouco comunicativa. Aquela sombria gravidade que a gente nota nas fotografias em grupo dos
membros da Academia Brasileira de Letras é de reprovação pelo Português ainda estar vivo.
Eles só estão esperando, fardados, que o Português morra para poderem carregar o caixão e
escrever sua autópsia definitiva. É o esqueleto que nos traz de pé, certo, mas ele não informa
nada, como a Gramática é a estrutura da língua, mas sozinha não diz nada, não tem futuro. As
múmias conversam entre si em Gramática pura.
Claro que eu não disse tudo isso para meus entrevistadores. E adverti que minha
implicância com a Gramática na certa se devia à minha pouca intimidade com ela. Sempre fui
péssimo em Português. Mas – isso eu disse – vejam vocês, a intimidade com a Gramática é tão
indispensável que eu ganho a vida escrevendo, apesar da minha total inocência na matéria. Sou
um gigolô das palavras. Vivo às suas custas.[...]
VERRÍSSIMO, Luis Fernando. O gigolô das palavras. In:____ . Para gostar de ler: Luis Fernando
Verissímo: o nariz e outras crônicas. 10 . ed. V. 14. São Paulo: Ática, 2002. P. 77-78.
Considere as proposições abaixo sobre o TEXTO 04.
I.Em O gigolô das palavras, ao tratar de modo peculiar a gramática, o autor defende o
ensino de gramática da língua materna.
II.Para o autor, o domínio gramatical não é essencial para que haja comunicação; apenas
serve para manter uma estrutura que sirva como padrão.
III.O autor questiona a “obediência cega" à gramática e a passividade do usuário diante de
suas regras.
IV.Em “Claro que eu não disse isso para meus entrevistadores" (3º parágrafo), o cronista
“confidencia" algo ao leitor como se este fosse seu amigo.
V.No que se refere ao Novo Acordo Ortográfico, o autor ironiza a Academia Brasileira de
Letras, um dos órgãos que regem a ortografia da Língua Portuguesa no Brasil, ao afirmar
que os membros da academia querem que a língua morra.
Está(ão) CORRETA( S) a(s) proposição(ões).
O texto descritivo é definido quando utilizamos a linguagem para expressar a imagem que temos das coisas ou pessoas. Indique abaixo a resposta CORRETA que apresenta características do texto descritivo.
Considerando-se o contexto, traduz-se adequadamente o sentido de um segmento em:
Com base no texto, identifique como verdadeiras (V ) ou falsas (F ) as seguintes afirmativas:
( ) Usar as redes sociais durante a realização de uma tarefa é um exemplo de “deep work”, de acordo com o autor.
( ) “Shallow work” são atividades profissionais feitas enquanto se está conectado a redes sociais que prejudicam a excelência no mundo do trabalho.
( ) De acordo com a psicóloga da USP, Dora Goés, o cérebro não consegue processar diversas tarefas e pensamentos da mesma forma, pois sempre haverá uma atenção maior em uma tarefa específica.
( ) A hiperconectividade deixa a mente agitada, com uma maior capacidade de aprender coisas novas.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta, de cima para baixo.
Sobre o gênero textual do texto, considere as seguintes afirmativas:
1- Trata-se de um texto argumentativo, em que o autor expressa sua opinião sobre o assunto.
2- Trata-se de um texto descritivo, por apresentar uma descrição do novo órgão do corpo humano.
3- Trata-se de um texto informativo, caracterizado por informações dadas pelo autor, sem contudo expressar a própria
opinião sobre o assunto.
Assinale a alternativa correta.
Em “menino cheio de poesia'”, no primeiro parágrafo do texto, tem-se uma construção com
Considerando o sentido de “vaquinha”, nos Textos 1 e 2, conclui-se que “vaquinha”, como está sendo empregado no Texto 2,
Ainda com relação ao texto III, pode-se afirmar:
I- Na fala do pai se dirigindo ao filho: “Lá vai filho, a sua educação, saúde, moradia, o seu futuro", há um desvio da norma culta na sentença que torna a variante escrita classificada como coloquial, já que após o verbo “vai" deveria existir uma vírgula.
II- Na fala do pai se dirigindo ao filho: “Lá vai filho, a sua educação, saúde, moradia, o seu futuro" há um desvio da norma culta na sentença que torna a variante escrita classificada como coloquial, já que após a palavra “lá" deveria existir uma vírgula.
III- A fala do pai está rigorosamente de acordo com a norma padrão.
Está CORRETO o que se afirma em