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Assinale a frase a seguir em que os vocábulos sublinhados são considerados sinônimos.

Negacionismo científico influencia no aumento de doenças evitáveis por vacina no mundo

A vacinação é essencial e representa, além de atitude 
individual, um ato coletivo, segundo o professor Gonzalo 
Vecina Neto.
Nas últimas décadas, o avanço da medicina levou à 
erradicação de algumas doenças mundiais. A criação de 
vacinas e de tratamentos eficazes permitiram esse avanço 
na saúde. Entretanto, de acordo com a Organização 
Mundial da Saúde (OMS), o número de casos de doenças 
evitáveis por vacina, como difteria, sarampo e meningite, 
tem aumentado recentemente.
As causas desse crescimento são diversas e variam de 
acordo com a localidade. Gonzalo Vecina Neto, professor 
da Faculdade de Saúde Pública (FSP) da Universidade de 
São Paulo (USP), comenta dos motivos desse aumento. 
“Em regiões mais pobres, na África e no Sudeste Asiático, 
a explicação desse crescimento é a escassez de vacinas, 
falta de dinheiro para comprar essa forma de proteção. 
Entretanto, nas outras regiões, desenvolvidas ou de renda 
média, as razões são muito mais complexas, de modelo de 
vacinação a negacionismo científico.”
Vacinação 
Segundo o docente, atualmente existem duas formas de 
vacinação adotadas pelas nações: a puericultura e o 
modelo campanhista. No primeiro caso, há o 
acompanhamento total da criança durante a sua infância 
e o seu crescimento, analisando todo o quadro de saúde 
do indivíduo. Por outro lado, as campanhas vacinais, 
como o próprio nome diz, visam apenas à vacinação da 
população. Mesmo os dois modelos sendo eficazes, a 
puericultura é a mais indicada e eficiente a longo prazo.
O Brasil adota, desde 1975, o modelo campanhista de 
vacinação. Até 2015, as campanhas atingiram cerca de 
95% de cobertura vacinal da população. Contudo, após a 
pandemia, casos de enfermidades como a meningite 
voltaram a subir. Segundo a OMS, foram registrados, em 
2024, 26 mil novos casos da doença e aproximadamente 
1.400 mortes em 24 países.
Para o professor, a vacinação é, além de um ato 
individual, uma atitude coletiva. “Quando você protege 
mais de 70% da população, por alguma razão, o agente 
infeccioso não consegue encontrar suscetíveis. Em uma 
população de 100 habitantes, por exemplo, em que 70 
estão vacinados, a chance de o agente contagioso 
encontrar os outros 30 é muito pequena. É um evento 
estatístico. Então, a proteção da sociedade protege a 
todos. Mesmo aqueles que, por alguma razão, não 
tiveram condição de ter acesso à vacina. O processo de 
imunização de populações é um processo coletivo dentro 
da saúde pública”, completa.
Negacionismo
Além dos modelos de imunização, a crescente onda 
negacionista na ciência e a circulação de fake news têm 
contribuído diretamente para o problema. “Uma mentira 
bem contada e repetida muitas vezes se transforma em 
uma verdade. E, dependendo do tipo de mentira que você 
estiver tomando, existe risco de vida. Quando tratamos 
de inverdades a respeito da vacina, isso pode colocar a 
vida de pessoas em risco. Nós estamos vivendo em um 
mundo em transformação, com alta carga de informações 
compartilhadas. É um mundo onde nós estamos tendo 
acesso a uma forma muito violenta à informação sem 
regras”, defende Vecina Neto.
De acordo com a Organização, 138 países reportaram 
casos de sarampo nos últimos 12 meses, sendo que, em 
61, foram registrados grandes surtos. A doença é tida 
como controlada em grande parte dos países 
desenvolvidos e subdesenvolvidos. Porém, os dados 
apresentados demonstram o retrocesso recente nos 
avanços da medicina. Além da queda da cobertura 
vacinal, conflitos novos e as mudanças climáticas são 
agravantes do problema. Dessa maneira, as vacinas são 
essenciais para mudar o cenário atual.

JORNAL USP. Disponível em: https://jornal.usp.br/radiousp/negacionismo-cientifico-influencia-no-aumento-

de-doencas-evitaveispor-vacina-no-mundo/. Acesso em: 12 jun. 2025. (Adaptado)

No primeiro parágrafo do texto, o enunciador estabelece a introdução do tema que será tratado. Analise o trecho a seguir e assinale a afirmação verdadeira: “Nas últimas décadas, o avanço da medicina levou à erradicação de algumas doenças mundiais. A criação de vacinas e de tratamentos eficazes permitiram esse avanço na saúde. Entretanto, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o número de casos de doenças evitáveis por vacina, como difteria, sarampo e meningite, tem aumentado recentemente.” (linhas 04-10)

Negacionismo científico influencia no aumento de doenças evitáveis por vacina no mundo

A vacinação é essencial e representa, além de atitude 
individual, um ato coletivo, segundo o professor Gonzalo 
Vecina Neto.
Nas últimas décadas, o avanço da medicina levou à 
erradicação de algumas doenças mundiais. A criação de 
vacinas e de tratamentos eficazes permitiram esse avanço 
na saúde. Entretanto, de acordo com a Organização 
Mundial da Saúde (OMS), o número de casos de doenças 
evitáveis por vacina, como difteria, sarampo e meningite, 
tem aumentado recentemente.
As causas desse crescimento são diversas e variam de 
acordo com a localidade. Gonzalo Vecina Neto, professor 
da Faculdade de Saúde Pública (FSP) da Universidade de 
São Paulo (USP), comenta dos motivos desse aumento. 
“Em regiões mais pobres, na África e no Sudeste Asiático, 
a explicação desse crescimento é a escassez de vacinas, 
falta de dinheiro para comprar essa forma de proteção. 
Entretanto, nas outras regiões, desenvolvidas ou de renda 
média, as razões são muito mais complexas, de modelo de 
vacinação a negacionismo científico.”
Vacinação 
Segundo o docente, atualmente existem duas formas de 
vacinação adotadas pelas nações: a puericultura e o 
modelo campanhista. No primeiro caso, há o 
acompanhamento total da criança durante a sua infância 
e o seu crescimento, analisando todo o quadro de saúde 
do indivíduo. Por outro lado, as campanhas vacinais, 
como o próprio nome diz, visam apenas à vacinação da 
população. Mesmo os dois modelos sendo eficazes, a 
puericultura é a mais indicada e eficiente a longo prazo.
O Brasil adota, desde 1975, o modelo campanhista de 
vacinação. Até 2015, as campanhas atingiram cerca de 
95% de cobertura vacinal da população. Contudo, após a 
pandemia, casos de enfermidades como a meningite 
voltaram a subir. Segundo a OMS, foram registrados, em 
2024, 26 mil novos casos da doença e aproximadamente 
1.400 mortes em 24 países.
Para o professor, a vacinação é, além de um ato 
individual, uma atitude coletiva. “Quando você protege 
mais de 70% da população, por alguma razão, o agente 
infeccioso não consegue encontrar suscetíveis. Em uma 
população de 100 habitantes, por exemplo, em que 70 
estão vacinados, a chance de o agente contagioso 
encontrar os outros 30 é muito pequena. É um evento 
estatístico. Então, a proteção da sociedade protege a 
todos. Mesmo aqueles que, por alguma razão, não 
tiveram condição de ter acesso à vacina. O processo de 
imunização de populações é um processo coletivo dentro 
da saúde pública”, completa.
Negacionismo
Além dos modelos de imunização, a crescente onda 
negacionista na ciência e a circulação de fake news têm 
contribuído diretamente para o problema. “Uma mentira 
bem contada e repetida muitas vezes se transforma em 
uma verdade. E, dependendo do tipo de mentira que você 
estiver tomando, existe risco de vida. Quando tratamos 
de inverdades a respeito da vacina, isso pode colocar a 
vida de pessoas em risco. Nós estamos vivendo em um 
mundo em transformação, com alta carga de informações 
compartilhadas. É um mundo onde nós estamos tendo 
acesso a uma forma muito violenta à informação sem 
regras”, defende Vecina Neto.
De acordo com a Organização, 138 países reportaram 
casos de sarampo nos últimos 12 meses, sendo que, em 
61, foram registrados grandes surtos. A doença é tida 
como controlada em grande parte dos países 
desenvolvidos e subdesenvolvidos. Porém, os dados 
apresentados demonstram o retrocesso recente nos 
avanços da medicina. Além da queda da cobertura 
vacinal, conflitos novos e as mudanças climáticas são 
agravantes do problema. Dessa maneira, as vacinas são 
essenciais para mudar o cenário atual.

JORNAL USP. Disponível em: https://jornal.usp.br/radiousp/negacionismo-cientifico-influencia-no-aumento-

de-doencas-evitaveispor-vacina-no-mundo/. Acesso em: 12 jun. 2025. (Adaptado)

Com base no trecho “Quando tratamos de inverdades a respeito da vacina, isso pode colocar a vida de pessoas em risco. Nós estamos vivendo em um mundo em transformação, com alta carga de informações compartilhadas. É um mundo onde nós estamos tendo acesso a uma forma muito violenta à informação sem regras” (linhas 56-62), analise as assertivas a seguir:

I. As orações são construídas em três períodos compostos por coordenação.
II. No primeiro período composto por subordinação, a oração subordinada tem valor adverbial.
III. Há um período composto por coordenação, e dois por subordinação.
IV. No período composto por coordenação, o sujeito da primeira oração refere-se ao grupo de pesquisadores da USP.

É correto o que se afirma em

Negacionismo científico influencia no aumento de doenças evitáveis por vacina no mundo

A vacinação é essencial e representa, além de atitude 
individual, um ato coletivo, segundo o professor Gonzalo 
Vecina Neto.
Nas últimas décadas, o avanço da medicina levou à 
erradicação de algumas doenças mundiais. A criação de 
vacinas e de tratamentos eficazes permitiram esse avanço 
na saúde. Entretanto, de acordo com a Organização 
Mundial da Saúde (OMS), o número de casos de doenças 
evitáveis por vacina, como difteria, sarampo e meningite, 
tem aumentado recentemente.
As causas desse crescimento são diversas e variam de 
acordo com a localidade. Gonzalo Vecina Neto, professor 
da Faculdade de Saúde Pública (FSP) da Universidade de 
São Paulo (USP), comenta dos motivos desse aumento. 
“Em regiões mais pobres, na África e no Sudeste Asiático, 
a explicação desse crescimento é a escassez de vacinas, 
falta de dinheiro para comprar essa forma de proteção. 
Entretanto, nas outras regiões, desenvolvidas ou de renda 
média, as razões são muito mais complexas, de modelo de 
vacinação a negacionismo científico.”
Vacinação 
Segundo o docente, atualmente existem duas formas de 
vacinação adotadas pelas nações: a puericultura e o 
modelo campanhista. No primeiro caso, há o 
acompanhamento total da criança durante a sua infância 
e o seu crescimento, analisando todo o quadro de saúde 
do indivíduo. Por outro lado, as campanhas vacinais, 
como o próprio nome diz, visam apenas à vacinação da 
população. Mesmo os dois modelos sendo eficazes, a 
puericultura é a mais indicada e eficiente a longo prazo.
O Brasil adota, desde 1975, o modelo campanhista de 
vacinação. Até 2015, as campanhas atingiram cerca de 
95% de cobertura vacinal da população. Contudo, após a 
pandemia, casos de enfermidades como a meningite 
voltaram a subir. Segundo a OMS, foram registrados, em 
2024, 26 mil novos casos da doença e aproximadamente 
1.400 mortes em 24 países.
Para o professor, a vacinação é, além de um ato 
individual, uma atitude coletiva. “Quando você protege 
mais de 70% da população, por alguma razão, o agente 
infeccioso não consegue encontrar suscetíveis. Em uma 
população de 100 habitantes, por exemplo, em que 70 
estão vacinados, a chance de o agente contagioso 
encontrar os outros 30 é muito pequena. É um evento 
estatístico. Então, a proteção da sociedade protege a 
todos. Mesmo aqueles que, por alguma razão, não 
tiveram condição de ter acesso à vacina. O processo de 
imunização de populações é um processo coletivo dentro 
da saúde pública”, completa.
Negacionismo
Além dos modelos de imunização, a crescente onda 
negacionista na ciência e a circulação de fake news têm 
contribuído diretamente para o problema. “Uma mentira 
bem contada e repetida muitas vezes se transforma em 
uma verdade. E, dependendo do tipo de mentira que você 
estiver tomando, existe risco de vida. Quando tratamos 
de inverdades a respeito da vacina, isso pode colocar a 
vida de pessoas em risco. Nós estamos vivendo em um 
mundo em transformação, com alta carga de informações 
compartilhadas. É um mundo onde nós estamos tendo 
acesso a uma forma muito violenta à informação sem 
regras”, defende Vecina Neto.
De acordo com a Organização, 138 países reportaram 
casos de sarampo nos últimos 12 meses, sendo que, em 
61, foram registrados grandes surtos. A doença é tida 
como controlada em grande parte dos países 
desenvolvidos e subdesenvolvidos. Porém, os dados 
apresentados demonstram o retrocesso recente nos 
avanços da medicina. Além da queda da cobertura 
vacinal, conflitos novos e as mudanças climáticas são 
agravantes do problema. Dessa maneira, as vacinas são 
essenciais para mudar o cenário atual.

JORNAL USP. Disponível em: https://jornal.usp.br/radiousp/negacionismo-cientifico-influencia-no-aumento-

de-doencas-evitaveispor-vacina-no-mundo/. Acesso em: 12 jun. 2025. (Adaptado)

A acentuação da palavra “saúde” é justificada pela mesma regra de

Uma nova era para a China

A China encerrou 2024 com dois feitos notáveis. O primeiro: o Produto Interno Bruto (PIB) do país cresceu no ano passado os 5% que o governo tinha como meta, ligeiramente abaixo dos 5,2% de 2023. Trata-se de crescimento invejável para a maioria dos países, mas muito aquém daquele que o gigante asiático já produziu em um passado não tão distante.Reproduzir tal façanha nos próximos anos, contudo, parececada vez mais improvável. Oficialmente, o governo chinês ainda sonha com crescimento de 5% no futuro próximo, mas tal desempenho exigirá bem mais que os estímulos dados por Pequim e que garantiram o cumprimento da meta de crescimento em 2024.
Desafios como a queda dos preços das casas no obscuro mercado imobiliário chinês, desemprego acima de dois dígitos entre os mais jovens e consumo interno fraco são problemas estruturais com os quais Pequim vem tentando lidar com o gradualismo que lhe é característico.Outro ponto de atenção é o encolhimento populacional, mesmo para um país com mais de 1 bilhão de habitantes. A China registrou declínio de população nos últimos três anos, indicativo de que os chineses, que contam com aparato muito reduzido de proteção social, têm optado por não ter filhos, ou seja, cai o número de trabalhadores e consumidores tão necessários a uma economia que precisará fortalecer cada vez mais a demanda interna.Isto porque o segundo feito notável conquistado pela China no ano passado, o superávit comercial de quase US$ 1 trilhão (mais de R$ 6 trilhões), não apenas não deve se repetir, como certamente será utilizado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, como mais um argumento para limitar as importações norte-americanas de produtos chineses.A China sabe que precisa calibrar sua política econômica porque o modelo atual, em grande parte bem-sucedido até aqui, pode enfraquecer ainda mais seu mercado doméstico. Os Estados Unidos sabem que precisam diminuir seu déficit comercial gigantesco, pois ele elimina empregos bem remunerados para os norte-americanos, entre outros problemas.Uma nova era se anuncia para a China. Ao Brasil, que sabiamente resistiu a aderir à Nova Rota da Seda e vem aumentando tarifas de importação sobre veículos elétricos chineses, será necessária ainda mais racionalidade. Do contrário, o País sairá chamuscado na guerra entre as duas potências econômicas globais.

(O Estado de S.Paulo, Opinião, “Uma nova era para a China”, 19.01.2025. Disponível em: https://www.estadao.com.br/opiniao/uma-nova-era-para-a-china/. Adaptado)

Ao destacar os desafios econômicos para os próximos anos, o texto deixa claro que a China

Solidariedade africana

Se me perguntassem o que me despertou maior atenção no corrente verão de 2014, no que diz respeito ao nosso comportamento em sociedade, à parte o conflito Israel-Palestina na Faixa de Gaza e a proliferação do vírus do ebola na África Central, responderia que foram os acontecimentos trágicos na pequena localidade de Ferguson, Missouri. O númerocrescente de afro-americanos que morrem nas ruas dos Estados Unidos pela mão das autoridades policiais é assustador, porque embora esteja a acontecer a milhas de distância, diz respeito a todos nós, homens e mulheres e, em particular, a nós os negros.Nenhum negro, em parte nenhuma do mundo, estará seguro enquanto não houver justiça e igualdade de tratamento entre os povos. Nenhum negro se sentirá seguro, porque o valor que é atribuído à nossa vida, independentemente do país ou continente a que chamemos de casa, vale menos do que uma bala. É difícil ser negro, e não apenas pelo racismo que nos vitima, mas acima de tudo porque nós, os negros, nos desrespeitamos e continuamos a perpetuar as políticas discriminatórias eracistas herdadas dos países que nos colonizaram. Isso explica, em boa parte, a falta de influência que as nações africanas detêm em organismos como as Nações Unidas. O que se passa nas ruas da América, desde a fundação daquela grande nação, é um ataque aos direitos humanos.

(Kalaf Epalanga, Minha pátria é a língua pretuguesa, 2023)

Na abordagem que faz do tema, o cronista defende que

A Rússia na contramão da História

No atual século, praticamente não há países que não sejam – com ou sem competência – governados por suas próprias gentes. E, após as guerras, é esperado que se retirem os exércitos invasores. Foi o caso do Japão e da Alemanha. Encerrou-se o ciclo, com cerca de 200 nações independentes. O que restou foram as travessuras imperialistas, mas sem ocupação territorial permanente.

Porém há um país que anda na contramão da História. Como o resto da Europa, a Rússia expandiu as suas fronteiras. Iam do Alasca até o Báltico e o Mar Negro. Após a Segunda Guerra, foram anexados os países do Leste Europeu. Depois que os europeus voltaram para casa, a Rússia continuou tomando a casa dos outros, ignorando o espírito dos novos tempos.

Diante desse quadro, podemos ver a invasão da Ucrânia como uma manifestação tardia de um estilo de colonialismo que, por completo, o Ocidente já abandonou. Quando pensamos em tribos isoladas que ainda praticariam a escravidão, caberia um relativismo nos nossos julgamentos? Podemos condená-las? Não deveríamos também aceitar a Rússia, com seus valores, apesar de desalinhados com o presente?

Não! Vivemos sob princípios disseminados em todas as sociedades modernas. Somos herdeiros do iluminismo, incluindo a concepção de formas de governança, de direitos e de valores cívicos. Queremos acreditar que essa foi uma conquista irreversível.

Sendo assim, não há espaço para quaisquer transigências. A Rússia é um país que brilhou na literatura, na música, nas artes visuais, nas ciências e nas tecnologias militares. Teve ampla exposição às tradições da civilização ocidental. Não há por que perdoá-la pelo atraso na sua cultura política. É inaceitável que as suas lideranças ignorem essa herança e proclamem uma visão obsoleta de dominação colonial.

(Cláudio de Moura Castro. https://www.estadao.com.br/opiniao, 06.04.2025. Adaptado)

O uso do acento indicativo da crase atende à norma-padrão em:

O Sobrado

Que pessoa estranha, dona Rosalina. Ela o deixava desconcertado não apenas pela ambivalência de sua conduta, mas pelo mistério mesmo do seu ser. Como é que uma pessoa era assim? Ele não entendia, por mais que verrumasse¹ a cabeça não conseguia entender. Ela lhe dava a impressão de duas numa só: quando ele pensava conhecer uma, via que se enganara, era outra que estava falando. Às vezes mais de uma, tão imprevista nos modos, nos jeitos de parecer. Um ajuntamento confuso de Rosalinas numa só Rosalina.

Ele passava horas ouvindo dona Rosalina, vendo-lhe os mínimos gestos, o mais leve movimento dos lábios e dos olhos. Via-a de todas as posições, seguia-lhe os passos, e ela nunca parecia ser uma, a mesma pessoa. E depois, no quarto, procurava botar em ordem as ideias, compor com os fiapos que pegava no ar uma só figura de dona Rosalina: uma dona Rosalina impossível de ser.

Na rua não pensava em dona Rosalina, se esquecia inteiramente dela. Aprendeu que, por mais que perguntassem, não podia falar nunca naquela mulher tão sozinha. Sua boca devia ser por vontade calada, como era por desígnio de Deus a boca de Quiquina. Se às vezes na rua lhe assaltava a lembrança de dona Rosalina, afastava-a ligeiro, porque, distante, a sua figura ganhava em estranheza e cores sombrias.

E ele queria o ar puro da rua, a claridade do dia, onde as horas passavam, a vida era o comum da vida da gente, sem nenhum outro mistério e sobressalto senão o mistério mesmo de existir. O sobrado era o túmulo, as voçorocas², as veredas sombrias.

(Autran Dourado, Ópera dos Mortos)

¹ refletisse
² escavações no solo ou em rocha decomposta causadas por erosão do lençol de escoamento de águas pluviais

Considere as passagens:

Ela o deixava desconcertado não apenas pela ambivalência de sua conduta mas pelo mistério mesmo do seu ser. (1º parágrafo)

Ele não entendia, por mais que verrumasse a cabeça não conseguia entender. (1º parágrafo)

Sua boca devia ser por vontade calada, como era por desígnio de Deus a boca de Quiquina. (2º parágrafo)

... afastava-a ligeiro, porque, distante, a sua figura ganhava em estranheza e cores sombrias. (2º parágrafo)

As expressões destacadas – “não apenas ... mas”, “por mais que”, “como” e “porque” – estabelecem entre as orações, correta e respectivamente, relações de sentido de:

Descoberta no sistema imunológico viabiliza novosantibióticos

Uma nova parte do sistema imunológico foi descoberta, e é uma mina de ouro para potenciais antibióticos, de acordo com cientistas.

Pesquisadores em Israel mostraram que uma parte do corpo conhecida por reciclar proteínas possui um modo secreto que libera um arsenal de substâncias químicas, eliminando bactérias.

Eles afirmam que isso transforma nossa compreensão de como estamos protegidos contra infecções e oferece uma nova fonte para a busca de antibióticos, no esforço para combater o problema crescente das superbactérias resistentes às drogas atuais.

A descoberta gira em torno do proteassoma, uma estrutura minúscula encontrada em todas as células do corpo. Sua principal função é decompor as proteínas antigas em pedaços menores para que possam ser recicladas e utilizadas na produção de novas proteínas.

No entanto, uma série de experimentos, detalhados na revista científica Nature, revelou que o proteassoma detecta quando uma célula foi infectada por bactérias. A partir desse momento, ele muda de estrutura e função, passando a transformar as proteínas antigas em armas capazes de romper a camada externa das bactérias para eliminá-las.

"Isso é realmente emocionante, porque nunca soubemos que esse processo ocorria", afirmou Yifat Merbl, do Instituto de Ciência, em Israel. "Descobrimos um novo mecanismo de imunidade que nos permite ter uma defesa contra infecções bacterianas."

"Esse processo acontece em todo o nosso corpo, em todas as células, e gera uma classe totalmente nova de potenciais antibióticos naturais."

A equipe de pesquisa adotou um processo que eles chamam de "revirar o lixo" para encontrar esses antibióticos naturais. Eles testaram essas substâncias em bactérias cultivadas em laboratório e em camundongos com pneumonia e sepse. Os pesquisadores relataram que os resultados foram comparáveis aos de alguns antibióticos já estabelecidos.

Além disso, ao pegarem células em laboratório e desativarem o proteassoma, perceberam que a infecção por bactérias como a Salmonella tornou-se significativamente mais fácil.

"O mais empolgante é que se trata de um processo totalmente desconhecido, pelo qual as moléculas antigermes são produzidas dentro de nossas células, o que é profundamente importante e surpreendente", diz Daniel Davis, professor de Imunologia da Universidade no Reino Unido.

No entanto, ele advertiu que transformar essa descoberta em uma nova fonte de antibióticos é uma hipótese que "ainda precisa ser testada" e que esse processo levará tempo.

Estima-se que mais de um milhão de pessoas morram por ano devido a infecções resistentes a medicamentos, como os antibióticos. Diante desse cenário sombrio, a possibilidade de uma nova fonte de antibióticos traz otimismo para alguns cientistas.

"Em anos anteriores, foi necessário escavar o solo para encontrar novos antibióticos. É incrível pensar que possuímos essas substâncias dentro de nós, e que a questão principal é ter a tecnologia necessária para detectá-las", relata Davis.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cm2nvk7ypymo.adaptado.

A linguagem é um sistema de comunicação que permite a expressão de pensamentos, emoções e informações por meio de signos e símbolos. Essencial para a interação humana, ela estrutura o conhecimento, influencia a cultura e possibilita a transmissão de ideias ao longo do tempo (MARTINS, 2006).

No texto base intitulado "Descoberta no sistema imunológico viabiliza novos antibióticos", o tipo de linguagem presente é:

Descoberta no sistema imunológico viabiliza novosantibióticos

Uma nova parte do sistema imunológico foi descoberta, e é uma mina de ouro para potenciais antibióticos, de acordo com cientistas.

Pesquisadores em Israel mostraram que uma parte do corpo conhecida por reciclar proteínas possui um modo secreto que libera um arsenal de substâncias químicas, eliminando bactérias.

Eles afirmam que isso transforma nossa compreensão de como estamos protegidos contra infecções e oferece uma nova fonte para a busca de antibióticos, no esforço para combater o problema crescente das superbactérias resistentes às drogas atuais.

A descoberta gira em torno do proteassoma, uma estrutura minúscula encontrada em todas as células do corpo. Sua principal função é decompor as proteínas antigas em pedaços menores para que possam ser recicladas e utilizadas na produção de novas proteínas.

No entanto, uma série de experimentos, detalhados na revista científica Nature, revelou que o proteassoma detecta quando uma célula foi infectada por bactérias. A partir desse momento, ele muda de estrutura e função, passando a transformar as proteínas antigas em armas capazes de romper a camada externa das bactérias para eliminá-las.

"Isso é realmente emocionante, porque nunca soubemos que esse processo ocorria", afirmou Yifat Merbl, do Instituto de Ciência, em Israel. "Descobrimos um novo mecanismo de imunidade que nos permite ter uma defesa contra infecções bacterianas."

"Esse processo acontece em todo o nosso corpo, em todas as células, e gera uma classe totalmente nova de potenciais antibióticos naturais."

A equipe de pesquisa adotou um processo que eles chamam de "revirar o lixo" para encontrar esses antibióticos naturais. Eles testaram essas substâncias em bactérias cultivadas em laboratório e em camundongos com pneumonia e sepse. Os pesquisadores relataram que os resultados foram comparáveis aos de alguns antibióticos já estabelecidos.

Além disso, ao pegarem células em laboratório e desativarem o proteassoma, perceberam que a infecção por bactérias como a Salmonella tornou-se significativamente mais fácil.

"O mais empolgante é que se trata de um processo totalmente desconhecido, pelo qual as moléculas antigermes são produzidas dentro de nossas células, o que é profundamente importante e surpreendente", diz Daniel Davis, professor de Imunologia da Universidade no Reino Unido.

No entanto, ele advertiu que transformar essa descoberta em uma nova fonte de antibióticos é uma hipótese que "ainda precisa ser testada" e que esse processo levará tempo.

Estima-se que mais de um milhão de pessoas morram por ano devido a infecções resistentes a medicamentos, como os antibióticos. Diante desse cenário sombrio, a possibilidade de uma nova fonte de antibióticos traz otimismo para alguns cientistas.

"Em anos anteriores, foi necessário escavar o solo para encontrar novos antibióticos. É incrível pensar que possuímos essas substâncias dentro de nós, e que a questão principal é ter a tecnologia necessária para detectá-las", relata Davis.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cm2nvk7ypymo.adaptado.

Esse processo acontece em todo o nosso corpo, em todas as células, e gera uma classe totalmente nova de potencial "antibiótico" natural.

O vocábulo destacado é constituído pelo processo de formação de palavras denominado:

Considerando as relações de coesão referencial, analise as assertivas a seguir:

I. Na linha 10, o pronome relativo “que” tem como referente “regiões”, na mesma linha.
II. O termo “Essas novas ferramentas” (l. 17) tem como referente os termos “bombas de incêndio”  (l. 12) e “primeira mangueira de combate a incêndio” (l. 14-15).
III. Na linha 25, a expressão “alcance vertical de até 36 m” refere-se a “bombas manuais”, na mesma linha.

Quais estão corretas?

Considerando a palavra “e...tremidades” (l. 15), verifica-se que se trata de um ______________, cuja grafia correta se dá com o preenchimento da lacuna pontilhada com a letra ___ e que apresenta como sinônimo possível o vocábulo ______________.

Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas do trecho acima.

Considerando o emprego do acento indicativo de crase, assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas tracejadas das linhas 14, 16 e 29.

Assinale a alternativa que indica o sujeito da forma verbal “surge” no trecho a seguir, retirado do texto-base:

“Em 02 de julho de 1856, surge o primeiro serviço público de combate a incêndios, fundado pelo 
Imperador Dom Pedro II, por meio do Decreto Imperial nº 1775”.

De acordo com o texto, as doenças tinham uma causa única, ou seja, eram ocorrências naturais, com dolorosas consequências, que poderiam ser aplacadas por curandeiros.

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