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As células do cérebro não envelhecem

  Hoje eu quero contar para vocês sobre um estudo inovador realizado na Columbia University, que confirma que as células cerebrais não envelhecem.
 

Na verdade, o que se descobriu é que você tem exatamente o mesmo número de células nervosas (ou neurônios) quando jovem.

  Isso foi admitido inclusive como certo pelo diretor do Instituto Nacional de Saúde dos EUA.

  Eles provaram que o cérebro pode continuar criando novos neurônios para sempre.

  Portanto, a velha teoria de que cérebros humanos não podem construir novos neurônios cai por terra!

  Então, por que ocorre o declínio mental?

 O que ocorre, na verdade, é que não é o número de células do seu cérebro que diminui, mas sim o número de células-tronco cerebrais e os vasos sanguíneos que as alimentam que diminuem.

  Os cientistas da Columbia estudaram cérebros doados por pessoas idosas que morreram de causas naturais. Eles descobriram que os cérebros dos idosos tinham a mesma quantidade de novos neurônios que os jovens.

  Além disso, eles também encontraram um número menor de células-tronco inativas, ou "quiescentes", em uma área do cérebro ligada à resistência cognitivo-emocional.
 

Trata-se das nossas forças de reserva que alimentam nossa capacidade de aprender e se adaptar. [...]

Fonte: https://www.jb.com.br/colunistas/saude-e-alimentacao/2024/11/1053100-ascelulas-do-cerebro-nao-envelhecem.html. Texto adaptado. Acesso em 27/11/2024

Isso foi admitido inclusive como certo pelo diretor do Instituto Nacional de Saúde dos EUA”. (3º parágrafo). No texto, o pronome em destaque faz referência ao fato de que

Etnias e culturas do Brasil


Diante de um mapa do Brasil as diversidades regionais, oriundas dos contrastes geográficos, são ainda enriquecidas pela variação 
da paisagem cultural. Torna-se possível, enfim, em face das variedades geográficas e culturais, fixar duas regiões bem 
definidas, uma em que ainda se mantém viva a predominância da base cultural lusitana, outra em que os traços culturais não 
lusitanos – os alemães, os italianos, os poloneses, os japoneses – vêm dando nova coloração à paisagem tanto física ou geográfica 


como social e cultural. (Manuel Diégues Jr.)

A preposição DE ora é empregada por exigência de um termo anterior, ora é empregada por necessidade semântica, não sendo exigida pela regência de um termo anterior.
O termo abaixo (texto 1), introduzido pela preposição DE, que é fruto de exigência anterior é:

Analfabetos

Hoje considera-se que há dois tipos de analfabetos. O analfabeto específico que é o homem que não sabe ler nem escrever, e o analfabeto funcional, que é o homem que sabe ler e escrever, que pode até ter diversos graus de educação e que, do ponto de vista cultural, é tão analfabeto, ou mais do que o outro; mais, digo eu, porque perdeu a cultura popular, de experiência, de costume tradicional etc., que o analfabeto da aldeia possui, e não adquiriu outra.

“Hoje considera-se que há dois tipos de analfabetos” (texto 4); uma outra forma de voz passiva dessa mesma frase é:

Povos da floresta.

Além de acordos que priorizem a adoção de fontes de financiamento, o Instituto Socioambiental (ISA) também apresenta um posicionamento voltado ao fortalecimento da visão que povos indígenas, quilombolas e povos e comunidades tradicionais levam para a Conferência do Clima, como destaca o analista de políticas climáticas do ISA, Ciro Brito.

"Uma das principais mensagens é de que os povos da floresta são agentes fundamentais para o combate à crise climática, pelos seus modos de criar, fazer e viver, que apoiam a conservação e o manejo sustentável da floresta. Outra mensagem é que o foco das negociações deve ser buscar garantir a justiça climática, em que os grupos mais vulneráveis às mudanças climáticas, apesar de não contribuírem para o agravamento da crise, estão sofrendo mais com seus efeitos. Por isso, mecanismos de adaptação e fontes de financiamento devem ser fortemente incentivados e pressionados para se chegar a bons acordos."

No que se refere ao financiamento em si, Ciro considera que a COP29 tem a missão de garantir financiamentos para uma "correção de rumo" na ação climática global.
"Os planos climáticos revistos (NDCs) dos países deverão ser apresentados até fevereiro de 2025, mas para que os países em desenvolvimento apresentem novas NDCS mais audaciosas, a COP 29 deve estabelecer que o financiamento estará disponível para os ajudar a cumprir suas metas climáticas. Então a nossa expectativa é que o Novo Objetivo Coletivo Quantificado (NCQG), a ser acordado na COP 29 reflita as necessidades e prioridades dos países em desenvolvimento, incluindo as necessidades em relação à adaptação climática", pontua. "Além de financiamento, esperamos que se chegue a um acordo sobre o Artigo 6, sobre a forma como os critérios de carbono são definidos, como os projetos podem ser aprovados e revistos, que informações sobre os contratos podem ser mantidas confidenciais e o que precisa ser transparente".

No contexto em que a COP29 antecede a realização da COP que será sediada pelo Brasil, o analista de políticas climáticas do ISA também destaca as expectativas em relação ao posicionamento do país na conferência deste ano.

"Espera-se um posicionamento agregador, tendo em vista que o Brasil terá a presidência da próxima COP, em Belém, e precisa avançar na sua capacidade de liderar um grupo de países tão diverso", considera. "Essa conferência (COP29) tende a ter uma participação menor da sociedade civil, em termos quantitativos, em relação às duas últimas COPs, por conta dos altos valores e do grande foco que a sociedade civil brasileira deu à COP da biodiversidade esse ano, na Colômbia. Além disso, muitas organizações já estão se preparando para COP30. A grande expectativa é sobre Belém".

De qualquer modo, Ciro pontua que o que se espera da participação da sociedade civil organizada na COP29 é uma "participação ativa, principalmente dos movimentos indígena, quilombola e de periferias, pressionando por mais ambição nos temas que estão na mesa para serem discutidos em Baku e já rufando os tambores para a COP de Belém".

Diário na COP29, Meio Ambiente, Cíntia Magno, 8/11/2024.
Disponível em:https://diariodopara.com.br/cop/o-papel-fundamental-da-sociedade-civil-organizada-na-cop/

A expressão "(...) Além de (...)", no primeiro parágrafo, apresenta valor semântico de:

Observe o seguinte texto:

“Os pesquisadores dos laboratórios Bell (Estados Unidos), onde foi inventado o transistor, o elemento de base dos computadores modernos, já construíram um protótipo de computador óptico. Trata-se de algo ainda rudimentar. Ele só comporta 128 transistores ópticos e ocupa um espaço de 60 cm. Um elefante comparado aos computadores atuais cujos microprocessadorespossuem milhões de transistores por centímetro quadrado. Mas transformar um mastodonte em micróbio é só uma questão de tempo: os primeiros computadores ocupavam o espaço de toda uma sala”.

Sobre esse texto, assinale a afirmação correta.

Seria uma pena deixar sem resposta uma carta tão notável quanto a sua — uma carta talvez única na 
história da correspondência humana, pois, quando teria, antes, um homem instruído perguntado a uma 
mulher como, em sua opinião, se poderia evitar a guerra? Façamos, pois, a tentativa, ainda que esteja 
condenada ao fracasso. 
Façamos, em primeiro lugar, aquilo que todas as cartas instintivamente fazem, um esboço da pessoa a 
quem a carta é endereçada. Sem alguém cálido e respirando do outro lado da página, as cartas são inúteis. O 
senhor, pois, que faz a pergunta, é um pouco grisalho nas têmporas. Atingiu a meia-idade exercendo, não sem 
algum esforço, a advocacia; mas, em geral, sua jornada tem sido próspera. Não há nada de empedernido, 
mesquinho ou desgostoso em sua expressão. E sem querer lisonjeá-lo, sua prosperidade — esposa, filhos, casa 
— é merecida. Quanto ao mais, iniciou sua educação em um dos grandes internatos privados, concluindo-a na 
universidade. 
É aqui que surge a primeira dificuldade de comunicação entre nós. Indiquemos rapidamente a razão. 
Nós dois viemos do grupo que, nesta época de transição, na qual, embora a descendência seja mista, as classes 
ainda permanecem fixas, é conveniente chamar de classe instruída. Quando nos encontramos pessoalmente, 
falamos com o mesmo sotaque e conseguimos manter, sem muita dificuldade, uma conversa sobre as pessoas 
e a política, a guerra e a paz, o barbarismo e a civilização — questões todas, na verdade, sugeridas por sua carta. 
Além disso, ganhamos ambos a vida com nosso trabalho. Mas… esses três pontos assinalam um precipício, um 
abismo tão profundamente cavado entre nós que tenho estado aqui sentada, do meu lado, me perguntando 
se adianta alguma coisa tentar fazer minha fala chegar ao outro lado. 
Aqui estamos preocupados tão somente com o fato óbvio, quando se trata de considerar a importante 
questão de como podemos ajudá-lo a evitar a guerra, de que a educação faz toda a diferença. Algum 
conhecimento de política, de relações internacionais, de economia é obviamente necessário para entender as 
causas que conduzem à guerra. A filosofia e até mesmo a teologia podem proveitosamente dar sua 
contribuição. Ora, a pessoa sem instrução, como o senhor concordará, o homem com uma mente pouco 
treinada provavelmente não poderia tratar dessas questões de maneira satisfatória. A guerra, como resultado 
de forças impessoais, está, pois, além da compreensão da mente pouco instruída, pouco treinada. Mas a guerra 
como resultado da natureza humana é outra coisa. Não acreditasse o senhor que a natureza humana, as razões, 
as emoções do homem e da mulher comum conduzem à guerra, não teria escrito pedindo nossa ajuda. 
Felizmente há um ramo da educação que se inscreve sob a categoria de “educação sem custo” — aquele 
entendimento dos seres humanos e suas motivações que, desde que a palavra seja expurgada de suas 
associações científicas, se pode chamar de psicologia. Mas embora muitos instintos sejam tidos, em maior ou 
menor grau, como comuns a ambos os sexos, guerrear tem sido, desde sempre, hábito do homem, não da 
mulher. A educação e a prática desenvolveram aquilo que pode ser uma diferença psicológica
transformando-a em algo que pode ser uma diferença física — uma diferença de glândulas, de hormônios. Seja 
como for, um fato é indiscutível – raramente, no curso da história, um ser humano foi abatido pelo rifle de uma 
mulher; os pássaros e os animais foram e são, em sua grande maioria, mortos por vocês, não por nós. 

Virginia Woolf. Três guinéus, 1938 (com adaptações)

Acerca da vírgula seguinte ao verbo “fazem” (linha 5), é correto afirmar que 

Seria uma pena deixar sem resposta uma carta tão notável quanto a sua — uma carta talvez única na 
história da correspondência humana, pois, quando teria, antes, um homem instruído perguntado a uma 
mulher como, em sua opinião, se poderia evitar a guerra? Façamos, pois, a tentativa, ainda que esteja 
condenada ao fracasso. 
Façamos, em primeiro lugar, aquilo que todas as cartas instintivamente fazem, um esboço da pessoa a 
quem a carta é endereçada. Sem alguém cálido e respirando do outro lado da página, as cartas são inúteis. O 
senhor, pois, que faz a pergunta, é um pouco grisalho nas têmporas. Atingiu a meia-idade exercendo, não sem 
algum esforço, a advocacia; mas, em geral, sua jornada tem sido próspera. Não há nada de empedernido, 
mesquinho ou desgostoso em sua expressão. E sem querer lisonjeá-lo, sua prosperidade — esposa, filhos, casa 
— é merecida. Quanto ao mais, iniciou sua educação em um dos grandes internatos privados, concluindo-a na 
universidade. 
É aqui que surge a primeira dificuldade de comunicação entre nós. Indiquemos rapidamente a razão. 
Nós dois viemos do grupo que, nesta época de transição, na qual, embora a descendência seja mista, as classes 
ainda permanecem fixas, é conveniente chamar de classe instruída. Quando nos encontramos pessoalmente, 
falamos com o mesmo sotaque e conseguimos manter, sem muita dificuldade, uma conversa sobre as pessoas 
e a política, a guerra e a paz, o barbarismo e a civilização — questões todas, na verdade, sugeridas por sua carta. 
Além disso, ganhamos ambos a vida com nosso trabalho. Mas… esses três pontos assinalam um precipício, um 
abismo tão profundamente cavado entre nós que tenho estado aqui sentada, do meu lado, me perguntando 
se adianta alguma coisa tentar fazer minha fala chegar ao outro lado. 
Aqui estamos preocupados tão somente com o fato óbvio, quando se trata de considerar a importante 
questão de como podemos ajudá-lo a evitar a guerra, de que a educação faz toda a diferença. Algum 
conhecimento de política, de relações internacionais, de economia é obviamente necessário para entender as 
causas que conduzem à guerra. A filosofia e até mesmo a teologia podem proveitosamente dar sua 
contribuição. Ora, a pessoa sem instrução, como o senhor concordará, o homem com uma mente pouco 
treinada provavelmente não poderia tratar dessas questões de maneira satisfatória. A guerra, como resultado 
de forças impessoais, está, pois, além da compreensão da mente pouco instruída, pouco treinada. Mas a guerra 
como resultado da natureza humana é outra coisa. Não acreditasse o senhor que a natureza humana, as razões, 
as emoções do homem e da mulher comum conduzem à guerra, não teria escrito pedindo nossa ajuda. 
Felizmente há um ramo da educação que se inscreve sob a categoria de “educação sem custo” — aquele 
entendimento dos seres humanos e suas motivações que, desde que a palavra seja expurgada de suas 
associações científicas, se pode chamar de psicologia. Mas embora muitos instintos sejam tidos, em maior ou 
menor grau, como comuns a ambos os sexos, guerrear tem sido, desde sempre, hábito do homem, não da 
mulher. A educação e a prática desenvolveram aquilo que pode ser uma diferença psicológica
transformando-a em algo que pode ser uma diferença física — uma diferença de glândulas, de hormônios. Seja 
como for, um fato é indiscutível – raramente, no curso da história, um ser humano foi abatido pelo rifle de uma 
mulher; os pássaros e os animais foram e são, em sua grande maioria, mortos por vocês, não por nós. 

Virginia Woolf. Três guinéus, 1938 (com adaptações)

A expressão “Além disso” (linha 17) tem, no texto, a finalidade de

Quem nunca se deparou com alguma antiga anotação e se frustrou por não conseguir entender a própria 
caligrafia? A triste verdade: estamos esquecendo como escrever à mão! 
Escrever à mão está entre as técnicas culturais mais importantes da evolução humana. Milhares de anos atrás, 
as informações eram esculpidas em argila ou pedra, ou escritas com tinta em folhas de palmeira, pergaminho ou 
papiro. Até a invenção da imprensa, a escrita à mão era a única maneira de registrar a linguagem em qualquer meio 
que fosse. 
A escrita mais antiga de que se tem conhecimento tem cerca de 5 mil a 6 mil anos: desenvolvida pelos sumérios 
no atual Iraque, a escrita cuneiforme era utilizada na administração do comércio. Essa escrita pictórica consistia em 
cerca de 900 pictogramas e ideogramas, ou seja, símbolos e sinais que eram riscados em tábuas de argila úmida com 
pedaços de madeira. Com o tempo, essa "caligrafia" evoluiu para várias fontes e também para nosso alfabeto 
moderno. 
Ao contrário da fala, a escrita antigamente era reservada apenas a uma minoria: a nobreza, os intelectuais e os 
comerciantes. O fato de tantas pessoas saberem ler e escrever hoje em dia é resultado da introdução da escolaridade 
obrigatória no século XX. 
Nestes tempos virtuais, nós nos limitamos a digitar em computadores e smartphones e, quando muito, 
fazemos uma lista de compras ou poucas outras anotações à mão. Raramente — ou com certa relutância — nos 
comunicamos por meio de canetas e papel, enquanto a comunicação por e-mails, mensagens de texto ou —
sobretudo entre os mais jovens — por mensagens de voz virou a regra. 
Em plena era digital, agora nos parece extremamente tedioso escrever um texto mais longo à mão. Para que 
um cartão de aniversário ou uma carta sejam escritos de forma particularmente bela, é necessário dedicar toda nossa 
concentração. 
Desde crianças, aprendemos a escrever à mão da forma mais correta e ordenada possível. Embora todas as 
crianças aprendam as mesmas letras, a escrita de cada um é sempre muito particular. Durante a adolescência e o 
início da fase adulta, nossa caligrafia costuma mudar significativamente, mas depois disso ela permanece 
praticamente a mesma para a maioria das pessoas — cada um desenvolve uma caligrafia única. 
Mas sem prática e controle, a caligrafia só tende a piorar. Problemas de caligrafia são há muito um problema 
da sociedade como um todo, e não apenas dos estudantes, como muitas vezes se supõe. A caligrafia correta e legível, 
afinal, passa por uma verificação na escola. 
Ainda assim, a Associação Alemã de Educação e Formação vem há anos reclamando do declínio das 
habilidades de escrita e do aumento dos déficits motores entre crianças em idade escolar. De acordo com o Estudo 
sobre o desenvolvimento, os problemas e as intervenções na questão da caligrafia (STEP 2022), cada vez mais crianças 
estão tendo dificuldades para escrever de forma rápida e legível. E os lockdowns e a prática de ensino domiciliar 
durante a pandemia do coronavírus só pioraram a situação. 
À medida que as pessoas envelhecem, durante a adolescência e no início da idade adulta, a caligrafia tende a 
se tornar cada vez mais ilegível — também por causa da falta de prática e controle. 
Digitar em um teclado é imbatível, especialmente para textos mais longos, pois a estrutura do texto pode ser 
alterada conforme desejado. A correção automática também elimina erros banais, tornando a escrita mais rápida, 
mais legível e menos cansativa. 
A escrita à mão, por outro lado, desafia o cérebro mais do que a digitação e, portanto, promove o aprendizado. 
Além disso, ao se escrever, o cérebro compara a escrita resultante com modelos aprendidos das letras e palavras e 
ajusta a posição dos dedos em tempo real. Olhos e cérebro monitoram constantemente se os dedos estão segurando 
a caneta corretamente, aplicando a quantidade certa de pressão, e se claras linhas são criadas ao escrever. Isso requer 
uma coordenação muito precisa entre os processos visuais e motores. É essa combinação de informação visual e 
processamento de informação que promove o aprendizado. 
De fato, a escrita à mão é mais lenta do que a digitação, mas isso não é necessariamente uma desvantagem. A 
lentidão natural nos obriga a processar informações de forma mais intensiva. 
Resumimos o que ouvimos ou pensamos com mais clareza, destacamos palavras-chave ou citações concisas, 
às vezes usamos setas ou marcadores para estabelecer conexões e, geralmente, nos envolvemos mais intensamente 
com o conteúdo, retendo-o em nossa memória por mais tempo. 

Internet: <https://g1.globo.com > (com adaptações).

Assinale a alternativa que apresenta uma reescrita que é gramaticalmente correta e mantém o sentido do seguinte trecho do texto: “desenvolvida pelos sumérios no atual Iraque, a escrita cuneiforme era utilizada na administração do comércio.” (linhas 7-8). 

Quem nunca se deparou com alguma antiga anotação e se frustrou por não conseguir entender a própria 
caligrafia? A triste verdade: estamos esquecendo como escrever à mão! 
Escrever à mão está entre as técnicas culturais mais importantes da evolução humana. Milhares de anos atrás, 
as informações eram esculpidas em argila ou pedra, ou escritas com tinta em folhas de palmeira, pergaminho ou 
papiro. Até a invenção da imprensa, a escrita à mão era a única maneira de registrar a linguagem em qualquer meio 
que fosse. 
A escrita mais antiga de que se tem conhecimento tem cerca de 5 mil a 6 mil anos: desenvolvida pelos sumérios 
no atual Iraque, a escrita cuneiforme era utilizada na administração do comércio. Essa escrita pictórica consistia em 
cerca de 900 pictogramas e ideogramas, ou seja, símbolos e sinais que eram riscados em tábuas de argila úmida com 
pedaços de madeira. Com o tempo, essa "caligrafia" evoluiu para várias fontes e também para nosso alfabeto 
moderno. 
Ao contrário da fala, a escrita antigamente era reservada apenas a uma minoria: a nobreza, os intelectuais e os 
comerciantes. O fato de tantas pessoas saberem ler e escrever hoje em dia é resultado da introdução da escolaridade 
obrigatória no século XX. 
Nestes tempos virtuais, nós nos limitamos a digitar em computadores e smartphones e, quando muito, 
fazemos uma lista de compras ou poucas outras anotações à mão. Raramente — ou com certa relutância — nos 
comunicamos por meio de canetas e papel, enquanto a comunicação por e-mails, mensagens de texto ou —
sobretudo entre os mais jovens — por mensagens de voz virou a regra. 
Em plena era digital, agora nos parece extremamente tedioso escrever um texto mais longo à mão. Para que 
um cartão de aniversário ou uma carta sejam escritos de forma particularmente bela, é necessário dedicar toda nossa 
concentração. 
Desde crianças, aprendemos a escrever à mão da forma mais correta e ordenada possível. Embora todas as 
crianças aprendam as mesmas letras, a escrita de cada um é sempre muito particular. Durante a adolescência e o 
início da fase adulta, nossa caligrafia costuma mudar significativamente, mas depois disso ela permanece 
praticamente a mesma para a maioria das pessoas — cada um desenvolve uma caligrafia única. 
Mas sem prática e controle, a caligrafia só tende a piorar. Problemas de caligrafia são há muito um problema 
da sociedade como um todo, e não apenas dos estudantes, como muitas vezes se supõe. A caligrafia correta e legível, 
afinal, passa por uma verificação na escola. 
Ainda assim, a Associação Alemã de Educação e Formação vem há anos reclamando do declínio das 
habilidades de escrita e do aumento dos déficits motores entre crianças em idade escolar. De acordo com o Estudo 
sobre o desenvolvimento, os problemas e as intervenções na questão da caligrafia (STEP 2022), cada vez mais crianças 
estão tendo dificuldades para escrever de forma rápida e legível. E os lockdowns e a prática de ensino domiciliar 
durante a pandemia do coronavírus só pioraram a situação. 
À medida que as pessoas envelhecem, durante a adolescência e no início da idade adulta, a caligrafia tende a 
se tornar cada vez mais ilegível — também por causa da falta de prática e controle. 
Digitar em um teclado é imbatível, especialmente para textos mais longos, pois a estrutura do texto pode ser 
alterada conforme desejado. A correção automática também elimina erros banais, tornando a escrita mais rápida, 
mais legível e menos cansativa. 
A escrita à mão, por outro lado, desafia o cérebro mais do que a digitação e, portanto, promove o aprendizado. 
Além disso, ao se escrever, o cérebro compara a escrita resultante com modelos aprendidos das letras e palavras e 
ajusta a posição dos dedos em tempo real. Olhos e cérebro monitoram constantemente se os dedos estão segurando 
a caneta corretamente, aplicando a quantidade certa de pressão, e se claras linhas são criadas ao escrever. Isso requer 
uma coordenação muito precisa entre os processos visuais e motores. É essa combinação de informação visual e 
processamento de informação que promove o aprendizado. 
De fato, a escrita à mão é mais lenta do que a digitação, mas isso não é necessariamente uma desvantagem. A 
lentidão natural nos obriga a processar informações de forma mais intensiva. 
Resumimos o que ouvimos ou pensamos com mais clareza, destacamos palavras-chave ou citações concisas, 
às vezes usamos setas ou marcadores para estabelecer conexões e, geralmente, nos envolvemos mais intensamente 
com o conteúdo, retendo-o em nossa memória por mais tempo. 

Internet: <https://g1.globo.com > (com adaptações).

Considerando as relações coesivas estabelecidas no texto, assinale a alternativa que associa, corretamente, uma expressão empregada no texto e o termo que ela retoma, respectivamente. 

Quem nunca se deparou com alguma antiga anotação e se frustrou por não conseguir entender a própria 
caligrafia? A triste verdade: estamos esquecendo como escrever à mão! 
Escrever à mão está entre as técnicas culturais mais importantes da evolução humana. Milhares de anos atrás, 
as informações eram esculpidas em argila ou pedra, ou escritas com tinta em folhas de palmeira, pergaminho ou 
papiro. Até a invenção da imprensa, a escrita à mão era a única maneira de registrar a linguagem em qualquer meio 
que fosse. 
A escrita mais antiga de que se tem conhecimento tem cerca de 5 mil a 6 mil anos: desenvolvida pelos sumérios 
no atual Iraque, a escrita cuneiforme era utilizada na administração do comércio. Essa escrita pictórica consistia em 
cerca de 900 pictogramas e ideogramas, ou seja, símbolos e sinais que eram riscados em tábuas de argila úmida com 
pedaços de madeira. Com o tempo, essa "caligrafia" evoluiu para várias fontes e também para nosso alfabeto 
moderno. 
Ao contrário da fala, a escrita antigamente era reservada apenas a uma minoria: a nobreza, os intelectuais e os 
comerciantes. O fato de tantas pessoas saberem ler e escrever hoje em dia é resultado da introdução da escolaridade 
obrigatória no século XX. 
Nestes tempos virtuais, nós nos limitamos a digitar em computadores e smartphones e, quando muito, 
fazemos uma lista de compras ou poucas outras anotações à mão. Raramente — ou com certa relutância — nos 
comunicamos por meio de canetas e papel, enquanto a comunicação por e-mails, mensagens de texto ou —
sobretudo entre os mais jovens — por mensagens de voz virou a regra. 
Em plena era digital, agora nos parece extremamente tedioso escrever um texto mais longo à mão. Para que 
um cartão de aniversário ou uma carta sejam escritos de forma particularmente bela, é necessário dedicar toda nossa 
concentração. 
Desde crianças, aprendemos a escrever à mão da forma mais correta e ordenada possível. Embora todas as 
crianças aprendam as mesmas letras, a escrita de cada um é sempre muito particular. Durante a adolescência e o 
início da fase adulta, nossa caligrafia costuma mudar significativamente, mas depois disso ela permanece 
praticamente a mesma para a maioria das pessoas — cada um desenvolve uma caligrafia única. 
Mas sem prática e controle, a caligrafia só tende a piorar. Problemas de caligrafia são há muito um problema 
da sociedade como um todo, e não apenas dos estudantes, como muitas vezes se supõe. A caligrafia correta e legível, 
afinal, passa por uma verificação na escola. 
Ainda assim, a Associação Alemã de Educação e Formação vem há anos reclamando do declínio das 
habilidades de escrita e do aumento dos déficits motores entre crianças em idade escolar. De acordo com o Estudo 
sobre o desenvolvimento, os problemas e as intervenções na questão da caligrafia (STEP 2022), cada vez mais crianças 
estão tendo dificuldades para escrever de forma rápida e legível. E os lockdowns e a prática de ensino domiciliar 
durante a pandemia do coronavírus só pioraram a situação. 
À medida que as pessoas envelhecem, durante a adolescência e no início da idade adulta, a caligrafia tende a 
se tornar cada vez mais ilegível — também por causa da falta de prática e controle. 
Digitar em um teclado é imbatível, especialmente para textos mais longos, pois a estrutura do texto pode ser 
alterada conforme desejado. A correção automática também elimina erros banais, tornando a escrita mais rápida, 
mais legível e menos cansativa. 
A escrita à mão, por outro lado, desafia o cérebro mais do que a digitação e, portanto, promove o aprendizado. 
Além disso, ao se escrever, o cérebro compara a escrita resultante com modelos aprendidos das letras e palavras e 
ajusta a posição dos dedos em tempo real. Olhos e cérebro monitoram constantemente se os dedos estão segurando 
a caneta corretamente, aplicando a quantidade certa de pressão, e se claras linhas são criadas ao escrever. Isso requer 
uma coordenação muito precisa entre os processos visuais e motores. É essa combinação de informação visual e 
processamento de informação que promove o aprendizado. 
De fato, a escrita à mão é mais lenta do que a digitação, mas isso não é necessariamente uma desvantagem. A 
lentidão natural nos obriga a processar informações de forma mais intensiva. 
Resumimos o que ouvimos ou pensamos com mais clareza, destacamos palavras-chave ou citações concisas, 
às vezes usamos setas ou marcadores para estabelecer conexões e, geralmente, nos envolvemos mais intensamente 
com o conteúdo, retendo-o em nossa memória por mais tempo. 

Internet: <https://g1.globo.com > (com adaptações).

De acordo com o texto, o acontecimento histórico que fez a escrita à mão deixar de ser a única forma de registrar a linguagem foi 

Texto 2A1-II


 É surpreendente o que a linguagem consegue fazer. Com poucas sílabas, ela consegue expressar um incalculável número de pensamentos, a tal ponto que, até para um pensamento pela primeira vez apreendido por um ser humano, ela encontra uma roupagem por meio da qual um outro ser humano é capaz de apreendê-lo, ainda que esse pensamento lhe seja inteiramente novo. Isso não seria possível se não pudéssemos distinguir no pensamento partes que correspondem a partes de uma sentença, de modo que a estrutura da sentença sirva como imagem da estrutura do pensamento. É verdade que falamos figuradamente quando aplicamos ao pensamento a relação todo-parte. Essa analogia, porém, é tão clara e, de modo geral, tão pertinente que dificilmente nos deixamos perturbar por suas eventuais imperfeições. 

 Se encaramos os pensamentos como compostos de partes simples, e se a estas correspondem, por sua vez, partes simples da sentença, então podemos compreender como é possível formar, a partir de poucas partes da sentença, uma grande variedade de sentenças, às quais, por sua vez, corresponde uma grande variedade de pensamentos. Cabe aqui perguntar como o pensamento se constrói e como suas partes são combinadas de modo que o todo se torne algo mais do que as partes isoladamente. 


Gottlob Frege. Pensamentos compostos. Uma investigação lógica. Tradução: Paulo Alcoforado. 
In: Educação e Filosofia. v. 14, n. 27/28, p. 243-268, 2000 (com adaptações).

Assinale a opção em que é apresentada a ideia principal do texto 2A1-II. 

TEXTO I

A aprovação do III Plano Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Plansan) 2025-2027, principal instrumento da política brasileira de Segurança Alimentar e Nutricional, foi publicada no Diário Oficial da União desta quarta-feira, 5 de março. O III Plansan reforça o compromisso do Governo Federal de retirar o Brasil do Mapa da Fome até 2026.

A decisão pela aprovação unânime foi tomada pelo Pleno Ministerial da Câmara Interministerial de Segurança Alimentar e Nutricional (Caisan), ainda na segunda quinzena de fevereiro. O documento estabelece 18 estratégias intersetoriais e 219 iniciativas voltadas à segurança alimentar e nutricional e considera desafios como aumento dos preços de alimentos, fome em territórios específicos (Amazônia, povos indígenas e população em situação de rua) e impactos das mudanças do clima.

“É um marco no processo de reconstrução das políticas públicas de segurança alimentar e nutricional, e parte do esforço do governo brasileiro de erradicar novamente a fome e garantir o direito humano à alimentação adequada da população brasileira”, pontuou o ministro Wellington Dias (Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome).

Disponível em: https://www.gov.br/secom/pt-br/assuntos/noticias/2025/03/plano-de-seguranca-alimentar-e-nutricional-projeta-que-brasil-saira-do-mapa-da-fome-ate-2026. Adaptado. Acesso em: 20 de maio de 2025.


TEXTO II

A CASA QUE A FOME MORA

(...)
Eu pensava que a fome
Fosse magricela e feia,
Mas era uma sereia
De corpo espetacular
E quem iria culpar
Aquela linda princesa
De tirar o pão da mesa
Dos subúrbios da cidade
Ou pisar sem piedade
Numa criança indefesa?

Engoli três vezes nada
E perguntei o seu nome
Respondeu-me: sou a fome
Que assola a humanidade,
Ataco vila e cidade,
Deixo o campo moribundo,
Eu não descanso um segundo
Atrofiando e matando,
Me escondendo e zombando
Dos governantes do mundo.

Me alimento das obras
Que são superfaturadas,
Das verbas que são guiadas
Pro bolsos dos marajás
E me escondo por trás
Da fumaça do canhão,
Dos supérfluos da mansão,
Da soma dos desperdícios,
Da queima dos artifícios
Que cega a população

(...)

Se vocês continuarem
Me caçando nas favelas,
Nos lamaçais das vielas,
Nunca vão me encontrar,
Eu vou continuar
Usando o terno xadrez,
Metendo a bola da vez,
Atrofiando e matando,
Me escondendo e zombando
Da burrice de vocês.

Fonte: Melo, Antônio Francisco Teixeira. A casa que a fome mora. Fortaleza: Imeph, 2016. p. 8.


TEXTO III

Fonte: Portal DCM, Diário do Centro do Mundo. Disponível em: <https://shre.ink/eFqT>. A imagem mostra um homem com roupas remendadas e duas moedas na mão diante de um local com placa“ossougue”, onde estão expostos ossos. Acesso: 07 de junho de 2025


Charge

Bons tempos aqueles em que nossa preocupação era que nossos 
filhos não mexessem com tóxico em vez de agrotóxico!
Charge: Duke (domtotal.com)

Analisando o Texto III e a charge do cartunista Duke, com base nos processos de formação das palavras “ossougue” e “agrotóxico” e em suas implicações discursivas, assinale a alternativa CORRETA.

TEXTO I

A aprovação do III Plano Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Plansan) 2025-2027, principal instrumento da política brasileira de Segurança Alimentar e Nutricional, foi publicada no Diário Oficial da União desta quarta-feira, 5 de março. O III Plansan reforça o compromisso do Governo Federal de retirar o Brasil do Mapa da Fome até 2026.

A decisão pela aprovação unânime foi tomada pelo Pleno Ministerial da Câmara Interministerial de Segurança Alimentar e Nutricional (Caisan), ainda na segunda quinzena de fevereiro. O documento estabelece 18 estratégias intersetoriais e 219 iniciativas voltadas à segurança alimentar e nutricional e considera desafios como aumento dos preços de alimentos, fome em territórios específicos (Amazônia, povos indígenas e população em situação de rua) e impactos das mudanças do clima.

“É um marco no processo de reconstrução das políticas públicas de segurança alimentar e nutricional, e parte do esforço do governo brasileiro de erradicar novamente a fome e garantir o direito humano à alimentação adequada da população brasileira”, pontuou o ministro Wellington Dias (Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome).

Disponível em: https://www.gov.br/secom/pt-br/assuntos/noticias/2025/03/plano-de-seguranca-alimentar-e-nutricional-projeta-que-brasil-saira-do-mapa-da-fome-ate-2026. Adaptado. Acesso em: 20 de maio de 2025.


TEXTO II

A CASA QUE A FOME MORA

(...)
Eu pensava que a fome
Fosse magricela e feia,
Mas era uma sereia
De corpo espetacular
E quem iria culpar
Aquela linda princesa
De tirar o pão da mesa
Dos subúrbios da cidade
Ou pisar sem piedade
Numa criança indefesa?

Engoli três vezes nada
E perguntei o seu nome
Respondeu-me: sou a fome
Que assola a humanidade,
Ataco vila e cidade,
Deixo o campo moribundo,
Eu não descanso um segundo
Atrofiando e matando,
Me escondendo e zombando
Dos governantes do mundo.

Me alimento das obras
Que são superfaturadas,
Das verbas que são guiadas
Pro bolsos dos marajás
E me escondo por trás
Da fumaça do canhão,
Dos supérfluos da mansão,
Da soma dos desperdícios,
Da queima dos artifícios
Que cega a população

(...)

Se vocês continuarem
Me caçando nas favelas,
Nos lamaçais das vielas,
Nunca vão me encontrar,
Eu vou continuar
Usando o terno xadrez,
Metendo a bola da vez,
Atrofiando e matando,
Me escondendo e zombando
Da burrice de vocês.

Fonte: Melo, Antônio Francisco Teixeira. A casa que a fome mora. Fortaleza: Imeph, 2016. p. 8.


TEXTO III

Fonte: Portal DCM, Diário do Centro do Mundo. Disponível em: <https://shre.ink/eFqT>. A imagem mostra um homem com roupas remendadas e duas moedas na mão diante de um local com placa“ossougue”, onde estão expostos ossos. Acesso: 07 de junho de 2025

Considerando o fragmento adaptado do Texto I, “O III Plansan reforça o compromisso do Governo Federal de retirar o Brasil do Mapa da Fome até 2026, por meio de estratégias voltadas à erradicação da pobreza extrema e à segurança alimentar e nutricional.”, assinale a alternativa que melhor explica os efeitos de sentido gerados pelo uso da crase.

TEXTO I

A aprovação do III Plano Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Plansan) 2025-2027, principal instrumento da política brasileira de Segurança Alimentar e Nutricional, foi publicada no Diário Oficial da União desta quarta-feira, 5 de março. O III Plansan reforça o compromisso do Governo Federal de retirar o Brasil do Mapa da Fome até 2026.

A decisão pela aprovação unânime foi tomada pelo Pleno Ministerial da Câmara Interministerial de Segurança Alimentar e Nutricional (Caisan), ainda na segunda quinzena de fevereiro. O documento estabelece 18 estratégias intersetoriais e 219 iniciativas voltadas à segurança alimentar e nutricional e considera desafios como aumento dos preços de alimentos, fome em territórios específicos (Amazônia, povos indígenas e população em situação de rua) e impactos das mudanças do clima.

“É um marco no processo de reconstrução das políticas públicas de segurança alimentar e nutricional, e parte do esforço do governo brasileiro de erradicar novamente a fome e garantir o direito humano à alimentação adequada da população brasileira”, pontuou o ministro Wellington Dias (Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome).

Disponível em: https://www.gov.br/secom/pt-br/assuntos/noticias/2025/03/plano-de-seguranca-alimentar-e-nutricional-projeta-que-brasil-saira-do-mapa-da-fome-ate-2026. Adaptado. Acesso em: 20 de maio de 2025.


TEXTO II

A CASA QUE A FOME MORA

(...)
Eu pensava que a fome
Fosse magricela e feia,
Mas era uma sereia
De corpo espetacular
E quem iria culpar
Aquela linda princesa
De tirar o pão da mesa
Dos subúrbios da cidade
Ou pisar sem piedade
Numa criança indefesa?

Engoli três vezes nada
E perguntei o seu nome
Respondeu-me: sou a fome
Que assola a humanidade,
Ataco vila e cidade,
Deixo o campo moribundo,
Eu não descanso um segundo
Atrofiando e matando,
Me escondendo e zombando
Dos governantes do mundo.

Me alimento das obras
Que são superfaturadas,
Das verbas que são guiadas
Pro bolsos dos marajás
E me escondo por trás
Da fumaça do canhão,
Dos supérfluos da mansão,
Da soma dos desperdícios,
Da queima dos artifícios
Que cega a população

(...)

Se vocês continuarem
Me caçando nas favelas,
Nos lamaçais das vielas,
Nunca vão me encontrar,
Eu vou continuar
Usando o terno xadrez,
Metendo a bola da vez,
Atrofiando e matando,
Me escondendo e zombando
Da burrice de vocês.

Fonte: Melo, Antônio Francisco Teixeira. A casa que a fome mora. Fortaleza: Imeph, 2016. p. 8.


TEXTO III

Fonte: Portal DCM, Diário do Centro do Mundo. Disponível em: <https://shre.ink/eFqT>. A imagem mostra um homem com roupas remendadas e duas moedas na mão diante de um local com placa“ossougue”, onde estão expostos ossos. Acesso: 07 de junho de 2025

Considere o verso do Texto II: “Me escondendo e zombando / Dos governantes do mundo”. A respeito dos aspectos morfossintáticos e semânticos, os verbos “escondendo” e “zombando”:

TEXTO I

A aprovação do III Plano Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Plansan) 2025-2027, principal instrumento da política brasileira de Segurança Alimentar e Nutricional, foi publicada no Diário Oficial da União desta quarta-feira, 5 de março. O III Plansan reforça o compromisso do Governo Federal de retirar o Brasil do Mapa da Fome até 2026.

A decisão pela aprovação unânime foi tomada pelo Pleno Ministerial da Câmara Interministerial de Segurança Alimentar e Nutricional (Caisan), ainda na segunda quinzena de fevereiro. O documento estabelece 18 estratégias intersetoriais e 219 iniciativas voltadas à segurança alimentar e nutricional e considera desafios como aumento dos preços de alimentos, fome em territórios específicos (Amazônia, povos indígenas e população em situação de rua) e impactos das mudanças do clima.

“É um marco no processo de reconstrução das políticas públicas de segurança alimentar e nutricional, e parte do esforço do governo brasileiro de erradicar novamente a fome e garantir o direito humano à alimentação adequada da população brasileira”, pontuou o ministro Wellington Dias (Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome).

Disponível em: https://www.gov.br/secom/pt-br/assuntos/noticias/2025/03/plano-de-seguranca-alimentar-e-nutricional-projeta-que-brasil-saira-do-mapa-da-fome-ate-2026. Adaptado. Acesso em: 20 de maio de 2025.


TEXTO II

A CASA QUE A FOME MORA

(...)
Eu pensava que a fome
Fosse magricela e feia,
Mas era uma sereia
De corpo espetacular
E quem iria culpar
Aquela linda princesa
De tirar o pão da mesa
Dos subúrbios da cidade
Ou pisar sem piedade
Numa criança indefesa?

Engoli três vezes nada
E perguntei o seu nome
Respondeu-me: sou a fome
Que assola a humanidade,
Ataco vila e cidade,
Deixo o campo moribundo,
Eu não descanso um segundo
Atrofiando e matando,
Me escondendo e zombando
Dos governantes do mundo.

Me alimento das obras
Que são superfaturadas,
Das verbas que são guiadas
Pro bolsos dos marajás
E me escondo por trás
Da fumaça do canhão,
Dos supérfluos da mansão,
Da soma dos desperdícios,
Da queima dos artifícios
Que cega a população

(...)

Se vocês continuarem
Me caçando nas favelas,
Nos lamaçais das vielas,
Nunca vão me encontrar,
Eu vou continuar
Usando o terno xadrez,
Metendo a bola da vez,
Atrofiando e matando,
Me escondendo e zombando
Da burrice de vocês.

Fonte: Melo, Antônio Francisco Teixeira. A casa que a fome mora. Fortaleza: Imeph, 2016. p. 8.


TEXTO III

Fonte: Portal DCM, Diário do Centro do Mundo. Disponível em: <https://shre.ink/eFqT>. A imagem mostra um homem com roupas remendadas e duas moedas na mão diante de um local com placa“ossougue”, onde estão expostos ossos. Acesso: 07 de junho de 2025

No trecho do Texto I, em “O documento estabelece 18 estratégias intersetoriais e 219 iniciativas voltadas à segurança alimentar e nutricional e considera desafios como aumento dos preços de alimentos [...]”, a coesão textual é promovida por meio de:

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