O manejo da fauna silvestre envolve estratégias para a conservação e a gestão populacional, integrando ações de translocação, controle de espécies invasoras e mitigação de impactos antrópicos. A correta aplicação dessas medidas depende do conhecimento taxonômico e sistemático das espécies, bem como da adoção de práticas que minimizem ameaças à biodiversidade. Acerca desse tema e de aspectos a ele relacionados, julgue os itens a seguir.
O Sus scrofa é uma espécie de mamífero da subordem dos suiformes, grupo representado por porcos-do-mato e hipopótamos.
A respeito da biologia reprodutiva e cuidados parentais em animais selvagens, bem como a nutrição de animais silvestres e doenças nutricionais, julgue os itens que se seguem.
Os indivíduos da espécie Chrysocyon brachyurus apresentam múltiplos ciclos estrais ao longo do ano e dependem de estímulo copulatório para ovulação.
Julgue os itens a seguir, relativos a biologia da conservação e estratégias para conservação de espécies, hábitats e paisagens.
A abordagem conservacionista da paisagem considera fragmentos naturais preservados como os principais elementos para a manutenção da biodiversidade, atribuindo relevância às áreas antropizadas.
A respeito de dispersão e fluxo gênico em populações naturais, adaptação e especiação e epidemiologia, julgue os itens subsequentes.
Do ponto de vista evolutivo das populações, migração consiste no movimento de alelos.
Leia o trecho a seguir.
Entre as etapas de investigação sugeridas no roteiro para exames em locais de crimes ambientais, estão a descrição da área, incluindo o bioma a que pertence, a presença de vegetação nativa e/ou exótica, informações sobre o clima, o solo etc. Além disso, é aconselhado o registro do número de árvores cortadas, da presença de espécies ameaçadas de extinção e de animais nativos etc.
DIAS FILHO, C.R & FRANCEZ, P. A. da C. (orgs).
Introdução à Biologia Forense. Millenium, 2018. – Campinas-SP.
Considere uma investigação realizada em uma área de Cerrado. Com relação a esse bioma, avalie as afirmativas a seguir.
I. A vegetação arbórea e arbustiva do Cerrado stricto sensu caracteriza-se pelos troncos tortuosos, ramos retorcidos, súber espesso e folhas grossas.
II. Entre as espécies nativas, o buriti, o jatobá e ipê-amarelo estão presentes no extrato arbóreo, enquanto a braquiária e o capim-colonião estão no extrato herbáceo.
III. O Cerrado ocupa uma área relevante do Estado de Minas Gerais. Por abrigar inúmeras espécies endêmicas e em perigo de extinção, esse bioma é considerado um hotspot de biodiversidade.
Está correto o que se afirma em:
A respeito de padrões evolutivos na classificação e taxonomia animal e vegetal, julgue os próximos itens.
Divergência consiste em um padrão evolutivo no qual duas espécies variam morfologicamente, mas mantêm a mesma distância morfológica, com base em uma genética herdada de parentesco não muito distante.
Uma forma de reconhecer os vestígios deixados pelos criminosos, utilizada em larga escala e com resultados bastante satisfatórios, é o uso de moléculas presentes nas células e que são únicas para cada ser vivo: é o DNA.
Em uma cena de crime foi encontrado um fio de cabelo de onde se podia extrair DNA. Existiam três suspeitos (indivíduos A, B e C), cujos DNAs foram coletados para análise.
Os mesmos três loci foram analisados, comparando as amostras dos três suspeitos (A, B e C) e do DNA encontrado na cena do crime (F).Na imagem vemos os resultados em que se usou a reação em cadeia da polimerase (PCR) e a eletroforese em gel.

(Adaptado de ALBERTS et al. Biologia molecular da célula. 6. ed. Porto Alegre: Artmed, 2017.)
Embora pessoas diferentes possam ter várias bandas em comum, o padrão geral é bastante distinto para cada pessoa. Assim, podemos dizer que o(s) indivíduo(s) que, pelo DNA, pode(m) ser eliminado(s) da investigação é(são):
O feocromocitoma é um tumor originado pela proliferação anormal das células da medula das glândulas adrenais.
Em fase avançada, em função da região da glândula afetada, um sintoma típico desse tumor é:
Apesar da inestimável contribuição dos antibióticos no combate às doenças infecciosas, sua administração pode provocar efeitos adversos nos pacientes, como é o caso do cloranfenicol. Essa droga impede a multiplicação de bactérias, ligando-se à subunidade 50S dos ribossomos procarióticos.
Em função desse modo de ação, o cloranfenicol pode causar, em humanos, efeitos colaterais devido à interrupção da(o)
O fotógrafo Sebastião Salgado morreu no dia 23 de maio de 2025, aos 81 anos. Ele lidava com um distúrbio sanguíneo decorrente da malária que contraiu em 2010.
A malária é uma doença infecciosa causada por
Segundo dados do Ministério da Saúde divulgados em 2024, a cada 100 pessoas que adoecem de tétano, cerca de 30 morrem. Sobre o tétano, analise as assertivas abaixo:
I. É uma doença grave causada pela bactéria Clostridium tetani, que pode estar presente na pele, em fezes, galhos, objetos de metal, de madeira, de vidro ou até mesmo no solo.
II. A principal forma de prevenção é a vacinação ainda na infância e, ao término do esquema vacinal nessa etapa, um reforço a cada dez anos. Em caso de ferimentos graves ou gestação, deve-se antecipar o reforço, mesmo que a pessoa tenha recebido outra dose há menos de 5 anos.
III. Um dos principais sinais e sintomas da doença são os espasmos musculares na face, no pescoço, no maxilar e no abdômen.
Quais estão corretas?
Ordenar e nomear a vida não é uma ciência esotérica. Nas últimas décadas, estudos mostraram que selecionar e batizar o mundo natural é uma atividade humana universal e fundamental para compreender o mundo vivo, bem como nosso lugar nele.
Os antropólogos foram os primeiros a reconhecer que a taxonomia poderia ser mais do que a ciência oficialmente fundada pelo botânico sueco Carl Linnaeus no século XVIII. Estudando como não cientistas ordenam e nomeiam a vida, criando as chamadas taxonomias populares, eles começaram a perceber que, quando as pessoas criam grupos ordenados e dão nomes às coisas vivas, elas seguem padrões altamente estereotipados, aparentemente guiando-se, de modo inconsciente, por regras não escritas.
Por exemplo, Cecil Brown, antropólogo norte-americano que estudou taxonomias populares em 188 línguas, concluiu que os seres humanos reconhecem repetidamente as mesmas categorias básicas, que incluem peixes, aves, cobras, mamíferos, árvores e wugs, termo que significa vermes e insetos. Os wugs não são um grupo coeso, do ponto de vista evolutivo ou ecológico. Mesmo assim, as pessoas repetidamente os reconhecem e os nomeiam.
Da mesma forma, as pessoas consistentemente usam epítetos com duas palavras para designar organismos específicos dentro de um grupo maior, apesar de haver infinitos métodos potencialmente mais lógicos. Isso é tão familiar que mal percebemos. Em português, entre os carvalhos, distinguimos o carvalho americano; entre os ursos, os ursos cinzentos. Quando os maias, familiarizados com os javalis, conheceram os porcos espanhóis, apelidaram-nos de javalis de aldeia.
A prova mais surpreendente de quão arraigada é a taxonomia vem de pacientes que, por acidente ou doença, sofreram traumas cerebrais. Nesse sentido, destaca-se o caso de um universitário que foi vítima de um inchaço cerebral causado por herpes. Ao se recuperar, ele era capaz de reconhecer objetos inanimados, como lanterna, bússola e chaleira, mas não coisas vivas, como canguru e cogumelo. Médicos de todo o mundo encontraram pacientes com a mesma dificuldade. Recentemente, cientistas que estudaram esses pacientes notaram lesões numa região do lóbulo temporal, o que levou à hipótese de que pode existir uma parte específica do cérebro dedicada à taxonomia.
Sem a capacidade de ordenar e nomear a vida, uma pessoa simplesmente não sabe como viver no mundo e como entendê-lo. Se abandonarmos a taxonomia, perderemos uma conexão com o mundo vivo. Quando você começa a notar os organismos e encontrar um nome para bichos e flores específicos, não é possível deixar de ver a vida e a ordem que nela existe, bem onde sempre esteve: ao seu redor.
Carol Kaesuk Yoon. A arte de nomear o mundo. In: Naming Nature: The Clash Between Instinct and
Science. W. W. Norton & Company, 2009. Trecho traduzido e publicado na Folha de São Paulo, 2009.
Internet: <www1.folha.uol.com.br/fsp> (com adaptações).
Em relação às ideias do texto CB2A1, julgue os itens subsequentes.
Segundo o texto, as pessoas repetidamente reconhecem e nomeiam wugs porque são capazes de identificar semelhanças e diferenças entre os organismos que compõem esse grupo.
Ordenar e nomear a vida não é uma ciência esotérica. Nas últimas décadas, estudos mostraram que selecionar e batizar o mundo natural é uma atividade humana universal e fundamental para compreender o mundo vivo, bem como nosso lugar nele.
Os antropólogos foram os primeiros a reconhecer que a taxonomia poderia ser mais do que a ciência oficialmente fundada pelo botânico sueco Carl Linnaeus no século XVIII. Estudando como não cientistas ordenam e nomeiam a vida, criando as chamadas taxonomias populares, eles começaram a perceber que, quando as pessoas criam grupos ordenados e dão nomes às coisas vivas, elas seguem padrões altamente estereotipados, aparentemente guiando-se, de modo inconsciente, por regras não escritas.
Por exemplo, Cecil Brown, antropólogo norte-americano que estudou taxonomias populares em 188 línguas, concluiu que os seres humanos reconhecem repetidamente as mesmas categorias básicas, que incluem peixes, aves, cobras, mamíferos, árvores e wugs, termo que significa vermes e insetos. Os wugs não são um grupo coeso, do ponto de vista evolutivo ou ecológico. Mesmo assim, as pessoas repetidamente os reconhecem e os nomeiam.
Da mesma forma, as pessoas consistentemente usam epítetos com duas palavras para designar organismos específicos dentro de um grupo maior, apesar de haver infinitos métodos potencialmente mais lógicos. Isso é tão familiar que mal percebemos. Em português, entre os carvalhos, distinguimos o carvalho americano; entre os ursos, os ursos cinzentos. Quando os maias, familiarizados com os javalis, conheceram os porcos espanhóis, apelidaram-nos de javalis de aldeia.
A prova mais surpreendente de quão arraigada é a taxonomia vem de pacientes que, por acidente ou doença, sofreram traumas cerebrais. Nesse sentido, destaca-se o caso de um universitário que foi vítima de um inchaço cerebral causado por herpes. Ao se recuperar, ele era capaz de reconhecer objetos inanimados, como lanterna, bússola e chaleira, mas não coisas vivas, como canguru e cogumelo. Médicos de todo o mundo encontraram pacientes com a mesma dificuldade. Recentemente, cientistas que estudaram esses pacientes notaram lesões numa região do lóbulo temporal, o que levou à hipótese de que pode existir uma parte específica do cérebro dedicada à taxonomia.
Sem a capacidade de ordenar e nomear a vida, uma pessoa simplesmente não sabe como viver no mundo e como entendê-lo. Se abandonarmos a taxonomia, perderemos uma conexão com o mundo vivo. Quando você começa a notar os organismos e encontrar um nome para bichos e flores específicos, não é possível deixar de ver a vida e a ordem que nela existe, bem onde sempre esteve: ao seu redor.
Carol Kaesuk Yoon. A arte de nomear o mundo. In: Naming Nature: The Clash Between Instinct and
Science. W. W. Norton & Company, 2009. Trecho traduzido e publicado na Folha de São Paulo, 2009.
Internet: <www1.folha.uol.com.br/fsp> (com adaptações).
Em relação às ideias do texto CB2A1, julgue os itens subsequentes.
No terceiro e no quarto parágrafos, são apresentadas evidências de que a taxonomia é uma atividade humana universal e, no quinto parágrafo, é apresentado um indício de que essa capacidade de nomear o mundo natural esteja enraizada no cérebro humano.
Em relação à biodiversidade conhecida e desconhecida no Brasil e aos múltiplos aspectos a ela relacionados, julgue os itens subsequentes.
Entre as dificuldades para se determinar com maior precisão a biodiversidade na Amazônia está o fato de que essa floresta não é uniforme e apresenta ecossistemas específicos.
Em relação à biodiversidade conhecida e desconhecida no Brasil e aos múltiplos aspectos a ela relacionados, julgue os itens subsequentes.
As camadas profundas do oceano Atlântico possuem a maior biodiversidade do planeta, já praticamente toda catalogada pela comunidade científica.