
Quantos pontos você perde ao marcar um item por intuição? No modelo certo ou errado da PF, a resposta a essa pergunta muda a estratégia da prova inteira. Diferente de provas com cinco alternativas, a prova objetiva da Polícia Federal é formada por afirmações que devem ser julgadas como certas ou erradas, e cada erro apaga um acerto.
Entender essa conta é o que separa quem soma pontos de quem devolve pontos para a banca. A seguir, você vai ver o que é esse sistema, como a nota é calculada, quando vale a pena arriscar e como treinar para chegar à prova com uma régua de decisão pronta.
O que é a prova de certo ou errado da PF
A prova objetiva da Polícia Federal é organizada em itens para julgamento, e não em questões de múltipla escolha. Cada item está vinculado a um comando que o antecede, e o candidato marca C, se julgar o item certo, ou E, se julgar o item errado.
Na prática, isso significa que não existe eliminação de alternativas. Cada afirmação é analisada de forma independente, o que exige leitura literal e atenção a cada palavra do enunciado.
As provas costumam reunir cerca de 120 itens, divididos entre conhecimentos básicos e específicos, com notas mínimas por bloco de disciplinas e uma pontuação mínima total. Ou seja: não basta ir bem em uma área e mal nas outras, o desempenho precisa ser equilibrado. As regras exatas de cada seleção sempre constam no edital vigente.
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Como a nota é calculada no certo ou errado da PF
A correção é feita por processamento eletrônico da folha de respostas e segue uma lógica simples:
- Item em concordância com o gabarito definitivo: 1,00 ponto
- Item em discordância com o gabarito definitivo: 1,00 ponto negativo
- Item sem marcação ou com marcação dupla (C e E): 0,00 ponto
A nota da prova é a soma algébrica de todos esses valores. É daí que vem a frase mais repetida entre candidatos: um erro anula um acerto.
Esse desconto não é um capricho da banca. Ele existe para reduzir o peso da sorte no resultado e para separar quem domina o conteúdo de quem responde no escuro. Vale saber, porém, que o modelo tem efeitos colaterais estudados: uma pesquisa publicada na revista científica PLOS ONE por Vanderoost e colaboradores (2018) comparou sistemas de pontuação em provas objetivas de alta relevância e concluiu que a penalização por erro não elimina o chute e está associada a maior ansiedade relatada durante o exame, em comparação com métodos que reconhecem o conhecimento parcial.
Traduzindo para a sua preparação: controlar a ansiedade e ter um critério objetivo de decisão vale tanto quanto saber a matéria.
Vale a pena chutar? A conta que decide

Num item de duas opções, o chute totalmente aleatório tem 50% de chance de acerto. Como o acerto vale +1 e o erro vale 1, o resultado esperado de marcar no escuro é zero. Você não ganha nada, mas assume risco.
Um exemplo deixa isso claro: se você marcar 20 itens sem nenhuma base, a média esperada é de 10 acertos e 10 erros, saldo zero. Só que o resultado real pode facilmente ficar em 8 acertos e 12 erros, e aí o prejuízo é de dois pontos preciosos.
A conclusão prática é direta:
- Sem qualquer base de conhecimento: deixe em branco. Zero é melhor que negativo.
- Com conhecimento parcial: se você consegue justificar sua escolha com um argumento concreto (a literalidade da lei, um conceito estudado, uma incoerência no enunciado), o saldo esperado passa a ser positivo. Aqui, marcar costuma valer a pena.
- Com domínio do assunto: marque sem hesitar.
Uma técnica simples ajuda no dia da prova: classifique cada item em três caixas, sei, acho e não sei. Responda as duas primeiras e reserve os itens da terceira caixa para uma segunda leitura, marcando apenas se surgir um argumento novo.
Erros que mais custam pontos no certo ou errado da PF
Alguns descuidos se repetem em toda aplicação e derrubam candidatos bem preparados:
- Ignorar palavras absolutas. Termos como “sempre”, “somente”, “apenas” e “necessariamente” estreitam a afirmação e costumam ser o ponto de virada do item.
- Julgar pelo trecho, não pelo todo. Em itens longos, basta um detalhe incorreto para que a afirmação inteira seja errada.
- Não voltar ao comando. O enunciado que antecede o bloco carrega premissas obrigatórias, especialmente em situações hipotéticas.
- Responder por memória de item parecido. A banca reaproveita estruturas e troca uma palavra. Quem responde no automático marca a resposta do item antigo.
- Trocar respostas na revisão sem motivo. Mudar uma marcação sem um argumento novo tende a piorar o saldo.
Como treinar para o certo ou errado da PF
O treino específico é o que transforma conhecimento em pontos:
- Resolva itens da própria banca, incluindo provas de outros órgãos policiais federais. O padrão de escrita se repete.
- Anote seu nível de confiança em cada item (sei / acho / não sei) e confira, depois, a taxa de acerto de cada faixa. Muita gente descobre que acerta 80% dos “achos” e que deixar em branco estava custando pontos.
- Meça saldo, não porcentagem. Ao corrigir, calcule acertos menos erros. É esse número que a banca considera.
- Leia as justificativas dos gabaritos. Entender por que um item é errado ensina mais do que decorar o gabarito.
- Reescreva o item errado. Transformar uma afirmação incorreta em correta obriga você a identificar exatamente onde estava a distorção.
O que levar dessa leitura
Duas ideias resumem tudo: no certo ou errado da PF, ponto perdido é ponto que sai do seu saldo, e a decisão de marcar deve nascer de um argumento, nunca de um palpite. Com uma régua de decisão treinada, o item duvidoso deixa de ser sorte e vira estratégia.
Para seguir se preparando, veja também nossos conteúdos sobre a prova de certo ou errado da PF e as disciplinas que mais pesam na pontuação, além do guia sobre como estudar para o certo ou errado da PF em cada matéria.
Veja também:
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Perguntas frequentes
Deixar o item em branco desconta ponto?
Não. O item sem marcação vale 0,00 ponto: não soma nem subtrai. Por isso, quando não há qualquer base para o julgamento, deixar em branco protege a sua nota. Marcar no escuro tem resultado esperado zero, mas com risco real de saldo negativo. Confirme sempre a regra no edital da seleção.
Marcar C e E no mesmo item conta como erro?
Não conta como erro, mas também não gera ponto. A marcação dupla é tratada como ausência de marcação e vale 0,00. Como a correção é eletrônica, rasuras e preenchimentos incompletos podem gerar leitura equivocada. Preencha o campo por inteiro e revise a folha de respostas antes de entregá-la.
O que acontece quando um item é anulado?
Em regra, a pontuação do item anulado é atribuída a todos os candidatos que fizeram a prova, independentemente de terem recorrido ou de como marcaram. A anulação costuma ocorrer após a análise dos recursos contra o gabarito preliminar. Os critérios e prazos são definidos no edital de cada seleção.
Existe nota mínima por bloco de disciplinas?
Sim. Os editais da Polícia Federal costumam exigir pontuação mínima em cada bloco da prova objetiva e também no somatório geral. Isso impede que um desempenho muito bom em uma área compense um resultado fraco em outra. Distribuir o estudo entre as disciplinas é parte da estratégia de aprovação.